Quando um spin-off é melhor que o original…

Em junho, a editora Panini concluiu um novo mangá nas terras brasileiras, Ataque dos titãs – sem arrependimentos. A obra, de autoria de Gun Snark e Hikaru Suruga, é um spin-off da obra de Hajime Isayama e conta a história de como o capitão Levi entrou para a divisão de reconhecimento. Mas a história é boa? Vale a pena? E como ficou a edição nacional? Vamos ver agora.
Edição Nacional
O título custa R$ 12,90 e tem apenas 170 páginas. Não há páginas coloridas na edição, mas o papel utilizado é um pouco melhor do que os demais mangás em papel jornal da editora, assemelhando-se em muito com o utilizado pela JBC em títulos como Steins; gate, por exemplo.
No entanto, se por um lado a editora deve ser elogiada pela melhoria do papel, por outro deve ser criticada pela edição, especialmente do segundo volume, quando várias páginas da direita tiveram muitas falas e balões cortados. Esse não é um problema novo. Acontece constantemente em mangás tanto da Panini, quanto da JBC (que utilizam a mesma gráfica), mas ultimamente vinha se tornando menos comum e, quando acontecia, era apenas uma vez por edição.
Outro problema que vem se repetindo constantemente, e que se mostrou bem nítido no segundo volume, é a tinta soltando nas mãos das pessoas. Pode até ser um problema apenas em um lote, mas a editora devia ter mais cuidado e cobrar da gráfica uma qualidade melhor. Se, por ventura, a gráfica faz esse tipo de serviço com pressa não seria melhor a editora adiantar as coisas e dar mais tempo para a impressão? Talvez seja pedir demais para as editoras brasileiras…
A história
O mundo em que se passa o mangá é o mesmo da série original, com todos os problemas e angústias da humanidade, aprisionada pelas muralhas protetoras contra os titãs. A história do mangá começa com Levi e seus dois amigos vivendo no submundo da capital, um lugar recheado de lixo, sujeira e bandidos.
Criminosos conhecidos na região, Levi e seus amigos acabam capturados pela divisão de reconhecimento e a Levi é dada a oportunidade de escolher: ou entra na divisão de reconhecimento com os amigos ou os três serão levados a julgamento pelos seus crimes. A escolha é óbvia. E tão logo é posto em combate, Levi se destaca matando os titãs com maestria.
A história é muito previsível, você sabe exatamente o que vai acontecer no final desde as primeiras páginas do primeiro capítulo, justamente por ser um spin-off. Embora a trama se adense no segundo volume o desenrolar dela não deixa margem para qualquer surpresa “de explodir a cabeça”. Isso nem chega a ser um demérito para quem é fã. Se histórias previsíveis são ruins em gêneros que não gostamos, em obras que nos aprazem a previsibilidade pode ser perdoada sem problemas.
Além disso, a narrativa é realmente muito agradável de ler e a arte é sensacional se comparada à obra original. Acredito que merecia mais volumes, explorando um pouco mais da vida de Levi. Eu super indico esse mangá. Para quem é fã dos titãs, esse mangá não pode faltar na coleção.
Biblioteca Brasileira de Mangás