Memória: os 6 anos do anúncio de Sailor Moon no Brasil

Relembre a surpresa que foi esse anúncio…

Henshin +. Esse nome é bastante conhecido do público consumidor de mangás, mas anda meio esquecido (ou sem tanta relevância) nas últimas temporadas. Para quem não conhece,  Henshin + é o nome dado pela JBC ao evento anual da editora para interação com o público. Ele ocorre desde 2012 ao menos uma vez por ano, quase todos eles na cidade de São Paulo. Era um evento bem interessante em que a empresa comentava diversos assuntos referente à editora, fazia palestras e, claro, realizava anúncios de títulos novos.

Uma das primeiras edições ocorreu no dia 08 de junho de 2013, há exatos seis anos, no auditório da Livraria Cultura – Pompeia, do Shopping Bourbon, na capital paulista. O evento contou com várias palestras, em que foi falado, dentre outras coisas, sobre os quadrinhos no Brasil e aspectos da tradução de mangás e escolha para os títulos locais. Você pode ver no próprio Youtube da editora, clicando aqui.

Mas o melhor viria depois. Na ocasião, a editora anunciou a publicação de dois novos títulos no Brasil, Blue Exorcist e Sailor Moon. O anúncio de Sailor Moon foi a grande surpresa do evento, a grande bomba preparada para os últimos instantes. Quando o evento estava para acabar, quando ninguém esperava mais nada, a editora mandou todos esperarem e iniciou um vídeo, Sailor Moon era da JBC. A comemoração foi intensa. Veja o vídeo:

Para quem é novo no mundo dos mangás e não entende o porquê da alegria das pessoas, vale uma explicação. Sailor Moon era conhecido por seu animê que fora exibida na década de 1990 na extinta Rede Manchete, ganhou status de clássico por aqui (menos do que é no Japão, mas ainda assim cultuado) e desde que existe um mercado de mangás no Brasil o título era sempre pedido, mas nunca lançado.

Durante anos, a autora não deixava que seu título fosse licenciado em outros países e isso impedia que a obra fosse publicada por aqui. Isso era fato corrente, muitas vezes explicado pelas editoras brasileiras, porém, à época, havia até consumidores conspiracionistas que diziam aquela velha balela de que as editoras não queriam ganhar dinheiro e que elas mentiam para as pessoas dizendo isso.

Hoje, porém, sabe-se que Sailor Moon era requerido todos os anos pela JBC desde 2001, e que outras editoras realmente tentaram trazer o mangá antes para o Brasil, mas como Naoko Takeuchi não estava negociando, ele realmente demorou uma eternidade para vir.

No início da década de 2010, a obra voltou a ser licenciada em outros países e o seu anúncio no Brasil ocorreu no já mencionado 08 de junho de 2013 e foi realmente uma surpresa enorme, pois praticamente ninguém esperava.

A obra foi tão importante que a editora até fez uma série de vídeos mostrando o processo de feitura do mangá, o que ela chamou de Diário Sailor Moon. Você pode ver essa série de vídeos, clicando aqui. Apesar do anúncio ser em junho de 2013, o lançamento ocorreu apenas em abril de 2014, contando inclusive com um evento de lançamento em São Paulo.

O primeiro volume de Sailor Moon vendeu tanto no lançamento que chegou a aparecer na lista dos livros mais vendidos do Publish News com mais de 2000 cópias vendidas. Dos poucos volumes de mangás que apareceram na lista de mais vendidos, o primeiro tomo de Sailor Moon até agora é o que tem números mais expressivos.

Hoje em dia é difícil pensar em algum mangá que possa fazer tanto barulho em livrarias quanto fez Sailor Moon, ainda mais que a Amazon é o atual grande player do mercado, representando uma grande fatia das compras e ela não libera o número de vendas, então o mangá de Naoko Takeuchi deve perdurar por aí.

Sailor Moon ainda pode ser adquirido sem problemas na Amazon e outras lojas.


Memória é a nossa postagem de curiosidades em que buscamos relembrar algum fato, episódio ou época do passado do nosso mercado de mangás. Ela é publicada sempre uma vez por mês (embora algumas vezes publiquemos mais). Você pode conferir todas as postagens dessa série clicando aqui. Para ver outras curiosidades em geral, clique aqui.

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6 comentários

  1. Comprei o mangá pela nostalgia e colecionismo mesmo, mas o mangá é muito ruim, está entre as maiores decepções que tive (em termos de leitura). Os arcos se repetem sempre no mesmo esquema: uma nova sailor chegou, será ela amiga ou inimiga? Um novo vilão chega para roubar algo. Sailor Moon tira algum poder misterioso para salvar a humanidade. As “batalhas” não duram uma página, tudo se resolve com um único golpe. O anime consegue ser um pouquinho melhor, pois tiveram mais tempo para desenvolver os personagens.

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    1. Concordo com vc. Na verdade só consegui me diverti lendo as 2 edições de Condename Sailor V, pela história ser mais animada e descontraída. Realmente o manga tem esses problemas e a falta de cenário do nada tbm me incomoda.

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    1. O Dave Sim, autor de Cerebus, não deixa sua obra sair em outros países que não de língua inglesa porque ele não confia na tradução de terceiros. É bem curioso de se pensar.

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  2. Dona Naoko liberando a obra assim, sinal de que tava precisando de uma verba. YAHAHAHHAHA!!!!
    Bacana q a obra veio e tal. Até comprei alguns volumes e os spin offs, mas realmente n me cativou.
    O curioso q ao contrario de Sakura Card Captors (republicação), ainda é bem fácil encontrar os volumes de Sailor Moon.

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  3. É um mangá dos anos 90, já se vão mais de vinte anos, é um problema que todos os mangás passam ao longo do tempo, e quando é publicado décadas depois em outros países o roteiro parece realmente clichê.

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