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Analisando “Fruits Basket Edição de Colecionador” (volume 1)

Publicado originalmente entre 1998 e 2007, o mangá Fruits Basket, de Natsuki Takaya ganhou uma reedição no Japão recentemente, entre setembro de 2015 e julho de 2016. Essa reedição foi chamada no Japão de Fruits Basket Collector’s Edition e reduzia os 23 volumes originais para apenas 12, com cerca de 400 páginas por volume e contando ainda com algumas páginas coloridas.

Para a nossa surpresa, a editora JBC licenciou essa versão no Brasil e começou a publicá-la no mês de setembro. Chamada por aqui de Fruits Basket Edição de Colecionador a versão nacional veio custando R$ 52,90, o que tornou difícil a aquisição desse mangá. Nós aqui do blog fazemos parte da maioria da população brasileira (aquela que não tem dinheiro o suficiente para adquirir um mangá de 12 volumes custando esse valor), então como não era um produto de primeira necessidade, a gente deixou o mangá de lado por um tempo e ficou esperando uma boa promoção para conseguir adquirir o título. O primeiro volume saiu em setembro, o segundo em novembro e somente agora, na última black friday, conseguimos comprar o primeiro.

Com o mangá em mãos, agora a gente vem dizer nossas impressões sobre essa edição para vocês. Não comentaremos sobre a história, pois não há muita necessidade disso (afinal, para pagar R$ 52,90 por volume é preciso conhecer bem a narrativa, seja por meio do próprio mangá, seja por meio do anime). Falaremos apenas e tão somente da edição física do mangá, destacando suas qualidades e eventuais defeitos para ver se vale os R$ 52,90 cobrados por ele.

A edição brasileira foi lançada no formato 12,8 x 18,1 cm (similar à edição japonesa),  com miolo em papel Lux Cream e capa cartonada com sobrecapa. Segundo a propaganda da editora, a sobrecapa teria um efeito soft touch, que daria uma maciez maior ao toque. De fato é possível perceber uma diferença em relação às outras sobrecapas do mercado, mas não é nada tão gritante que a faça ficar em outro patamar™.

Um detalhe que chama a atenção é que a sobrecapa possui orelhas maiores do que as de outros mangás lançados no Brasil e a capa interna é quase por inteira “engolida” por essas orelhas da sobrecapa.

Quanto à capa, ela é daquelas bastante comuns, apenas repetindo a imagem da sobrecapa em um outro esquema de cores. Se você já viu algum mangá japonês ou comprou o The Ancient Magus Bride, da Devir, já deve ter visto algo assim.

O papel usado no mangá é o Lux Cream, então você já sabe o que esperar, com aquele aspecto “cremeado” e aquela leveza sem igual. São 400 páginas que não pesam quase nada. Portanto, é perfeito para a leitura, não cansa a vista por seu tom mais escuro e não cansa os braços com sua leveza.

Papel que destaca bem os desenhos e faz a leitura ficar bastante aprazível aos olhos.

O problema do papel termina por ser as páginas coloridas. Como vem sendo costume ultimamente, a JBC publicou as páginas coloridas também em Lux Cream (no passado, elas eram publicadas em couchê) e elas não ficam bem nesse papel, as cores não ficam vivas e os aspecto geral fica muito estranho. Eis um demérito da edição brasileira.

Por fim, falemos da encadernação. Antes de mais nada, gostaria de lembrar que eu tinha um certo receio a respeito desse mangá. O formato dele é o 12,8 x 18,1 cm, um tamanho menor do que a maioria dos mangás lançados no Brasil e um mangá de quatrocentas páginas nesse tamanho fazia com que a gente não levasse muita fé de que a a encadernação fosse de primeira.

Para custar R$ 52,90 era estritamente necessário que a encadernação fosse excelente, do contrário o valor cobrado não se justificaria em hipótese nenhuma, afinal um produto de colecionador ainda tem como função principal ser lido e se a encadernação não for top, ela não é verdadeiramente uma edição de colecionador.

A gente já teve contato com outros mangás com quatrocentas páginas ou mais lançados no Brasil (Rosa de Versalhes, Death Note, Blade, etc) e todos eles tinham uma encadernação boa, só que nenhuma delas era excepcional. Custando por volta de R$ 40 até valia, mas como Fruits veio acima de R$ 50 a encadernação precisava estar em outro patamar. Pois então, Fruits Basket Edição de Colecionador tem uma encadernação excepcional^^.

Não sei se o miolo é colado e costurado, mas é possível folhear o mangá com zero desconforto e abri-lo por inteiro sem qualquer esforço. Os desenhos são inteiramente visíveis, tendo até sobras nas margens, de modo que você não precisa fazer força para ver os mínimos detalhes de um quadrinho no canto.

Além disso, esse foi o primeiro mangá pocket que consegui deixá-lo aberto sozinho em algumas páginas (imagem abaixo), tamanha a qualidade da encadernação. Se você nos acompanha há algum tempo, você já sabe que em nossa opinião, todos os mangás deviam ter uma encadernação desse nível.

Em resumo, tirando a questão das páginas coloridas a nova edição de Fruits Basket está muito boa, digna de ser chamada de Edição de Colecionador. Vale sim os R$ 52,90 cobrados por ele. Se você é fã do mangá, pode comprar sem medo.

De nossa parte, porém, vamos ficar nas promoções mesmo. Como Fruits Basket não é uma de nossas obras favoritas, não vemos necessidade de comprar no lançamento (leia mais sobre nosso método de comprar mangás), então iremos acompanhando aos pouquinhos sempre que tiver por um preço melhor.

  • Ficha Técnica

Título Original: Fruits Basket (フルーツバスケット)
Título NacionalFruits Basket
Autor: Natsuki Takaya
Tradutor: Naguisa Kushihara
Editora: JBC
Dimensões: 12,8 x 18,1 cm
Miolo: Papel Lux Cream
Acabamento: Capa cartonada com sobrecapa
Classificação indicativa: 14 anos
Número de volumes no Japão: 12
Número de volumes lançados no Brasil: 2 (ainda em andamento)
Preço (Ed. Impressa): R$ 52,90
Preço (Ed. Digital): R$ R$ 12,90
Onde comprar (Ed. Impressa)Amazon
Onde comprar (Ed. Digital)Amazon

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