Ebooks: “Death Note – Capítulo Especial” já está disponível em português

Capítulo foi publicado pela editora JBC.

A editora JBC lançou nesta quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020, o capítulo especial de Death Note recentemente publicado no Japão. Disponível em formato digital e contando com 89 páginas, o capítulo pode ser adquirido na Amazon, clicando aqui. O preço dele é R$ 12,90.

Esse one-shot foi publicado semana passada na revista de mangás shonens Jump Square, da editora Shueisha, e já estava disponível em inglês e espanhol no aplicativo Manga Plus, da própria Shueisha. Agora ele chega ao país oficialmente e em língua portuguesa.

Sinopse: O Death Note está de volta ao mundo dos humanos! O shinigami Ryuk está em busca de um novo usuário para seu caderno da morte, mas será que alguém teria a astúcia de agir como um novo Kira? Enquanto o mundo ainda se recupera do embate de poder vivido há alguns anos, a ameaça ressurge nas sombras da nova sociedade…

8 comentários

  1. 12,90 em um One Shot comemorativo é complicado! nos EUA a Shueisha liberou de graça! esse capítulo é mais uma ação de marketing para chamar de volta a atenção para a obra, que já se pagou, do que uma publicação visando faturamento.

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    1. Você está enganado, amigo. A Shueisha não liberou o capítulo de graça nos Estados Unidos. Quer dizer, liberou sim, mas não só lá, ela liberou em quase todo o mundo todo, INCLUSIVE NO BRASIL, nos idiomas inglês e espanhol. Ou seja, ele é de graça aqui também, qualquer pessoa que saiba algum desses dois idiomas pode ler aqui no Brasil de graça e de forma oficial, sem o menor problema. Só que ela liberou no aplicativo oficial da própria editora o Manga Plus (que, como vc deve saber, tem vários mangás atuais, em publicação nos dois idiomas citados. Black Clover, Spy&Family, One Piece e vários outros mangás estão nele, por exemplo) e embora ela não cobre nada para ler, o aplicativo gera dinheiro para a editora e para os autores. Ou seja, Death Note ter sido de graça em inglês e espanhol é apenas a rotina da Shueisha que faz isso com várias de suas séries shonens. Não é por ele ser comemorativo e nem nada disso. Você pode ler tanto esse capítulo de Death Note de graça, quando o mais atual de One Piece, por exemplo. A situação de ambos é a mesma.

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      Quando se fala de licenciamento, a Shueisha é como qualquer outra empresa, não disponibiliza nada de graça, ela cobra royalties antecipados. A JBC está cobrando porque a Shueisha cobrou da JBC o licenciamento, os royalties. Ou seja, a JBC tem que pagar para a Shueisha para poder editar o one-shot. No preço não tá incluso apenas isso, a JBC precisa pagar alguém para traduzir o one-shot. Fora os funcionários que precisam editar e tudo mais, além da parcela da plataforma (Amazon e outras lojas ficam com uns bons % do preço) Não há como isso sair barato. De início já não há como sair de graça, pois a editora tem que ter uma remuneração pelo trabalho que teve e recuperar o que foi investido. Daí R$ 12,90 ser justo ou não é outra coisa, mas cobrar é o normal.

      Eu já li em espanhol no Mangá Plus e vou comprar o em português mesmo assim, pois quero mais digital em português. Não somente isso, eu acho que se a Shueisha conseguir ver que muita gente quer produtos em português (tipo se muita gente comprar esse one-shot), ela pode fazer o Manga Plus ter em nosso idioma também no futuro. (Ou pelo menos, liberar mais rapidamente a licença para a JBC conseguir publicar um capítulo desses no mesmo dia que sair no Japão).

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      1. Cara, eu discordo. Primeiro a questão dos custos. A Shueisha tbm teve custos para produzir o capítulo, ela teve que pagar os royalty dos autores, custos editoriais, custo de tradução, infraestrutura, etc. Normalmente esses custos são muito maiores do que o custo de licenciamento, tanto que esta é a justificativa que as editoras apresentam qdo explicam o pq lançam material estrangeiro e não publicam obras nacionais.

        Será que a taxa de licenciamento que a JBC pagou por um one-shot de 88 páginas é tão grande assim que abalaria a contabilidade de empresa disponibilizar de graça ou por um valor mais acessível? Muita gente fala que o mercado de quadrinhos está encolhendo e que nada é feito para atrair novos leitores. Para atrair novos leitores é preciso investir tbm, gastar com marketing, propaganda, levar a a existência da sua publicação ao conhecimento de quem nunca consumiu seu produto. Não adianta soltar o mangá na livraria e esperar que as pessoas vão adivinhar q ele está lá para ser vendido. O q está acontecendo é q cada vez q alguém para de comprar mangás nós não temos a entrada de um novo consumidor para ocupar o lugar de quem está saindo.

        A venda deste one-shot não vai gerar uma receita relevante para a editora, por isso, talvez fosse uma boa estratégia encarar os custos para sua publicação como um investimento em marketing. Muita gente poderia conhecer a obra, descobrir o q é um mangá ou ler um ler um quadrinho pela primeira vez simplesmente pelo fato de q um material de uma obra famosa estava disponível de graça.

        Para mim é claro q esta foi a estratégia da Shueisha ao disponibilizar o mangá no MangaPlus. Talvez, muita gente que está começando a ler mangás descubra Death Note ao ler este capítulo e comece a colecionar a obra original. E muito provavelmente o q editora pode ganhar gerando interesse de gente nova na série seja maior do q ela faturaria com as vendas de um one-shot.

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        1. Senta que lá vem textão.
          Vamos por partes:

          1) “Será que a taxa de licenciamento que a JBC pagou por um one-shot de 88 páginas é tão grande assim que abalaria a contabilidade de empresa disponibilizar de graça ou por um valor mais acessível?”

          Taxa de licenciamento, muitas vezes é, na verdade, apenas o valor de royalties antecipados. Royalties é a porcentagem do valor de capa que deve ser destinado à editora e aos criadores. Nas obras impressas isso gira em torno de 10%. Nos Ebooks costuma ser o dobro (algumas vezes o triplo), segundo os especialistas do mercado editorial.

          Quando se faz um contrato, exige-se o pagamento antecipado de uma certa quantidade de royalties, é o que chamam de mínimo garantido. Ou seja, a empresa brasileira deve pagar ANTES uma quantidade imaginando um número mínimo de vendas. Nas obras impressas funciona da seguinte forma: a empresa brasileira diz quanto deseja imprimir e a partir desse número é que se chega à quantidade de royalties que se deve pagar. Digamos que a editora quer imprimir 10 000 unidades de um volume, aí acorda-se com a editora japonesa o pagamento de royalties sobre 5000 unidades antecipadamente. Assim, se a empresa vende o mangá a R$ 20,00 e os royalties são 10% (R$ 2,00), ela deve pagar antes de começar a publicação R$ 10 000 para os japoneses. E o que acontece se não chegar a vender 5000 unidades “na vida real”? Problema da editora brasileira, ela que fica no prejuízo. A editora japonesa e o autor já recebeu pelas 5000 unidades e está de boa. E se vender mais do que 5000? Aí, depois a editora brasileira paga royalties novamente, baseado no que foi vendido além dos 5000.

          Quando se fala de digital, não existe isso de quantas cópias impressas se vai fazer, mas ainda assim é exigido um pagamento mínimo antecipado. Não temos informações para te passar sobre o quanto é esse pagamento mínimo, só o que a gente sabe é que a Shueisha é a editora que cobra mais caro (isso independe de ser digital ou impresso), então é de se imaginar que o one-shot também saiu caro. Basta ver que o primeiro capítulo de edens zero (Kodansha) teve 84 páginas e custou só R$ 5,90 pela JBC em 2018 (tem a questão do aumento do dólar e tal que aumentou bastante, mas mesmo assim é uma diferença de 7 reais). Claro que a gente não tem como saber a real, mas é o mais fácil a se imaginar.

          Para oferecer de graça o one-shot, isso precisaria estar disposto em contrato. Mas como seria esse contrato? Estipularia o número de cópias totais que seria disponibilizado? E se atingisse esse número de cópias iria sair do ar? E onde seria colocado? No site da JBC? A editora japonesa permitira isso? É tudo muito mais complexo do que você pode imaginar. Não é possível mensurar isso. É muito fácil dizer que poderiam ter lançado de graça ou mais barato, mas a bem da verdade é que se não lançaram de graça e não lançaram por um preço menor é porque não era possível, porque a negociação não avançou para o lado que a editora queria, etc, etc, etc.

          Tem várias coisas que poderiam ter sido feito, como ser disponibilizado no Kindle Unlimited, mas se não foi é porque os japoneses ainda são receosos com essas coisas nessas terras da américa do sul.

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          2) “A Shueisha tbm teve custos para produzir o capítulo, ela teve que pagar os royalty dos autores, custos editoriais, custo de tradução, infraestrutura, etc. Normalmente esses custos são muito maiores do que o custo de licenciamento, tanto que esta é a justificativa que as editoras apresentam qdo explicam o pq lançam material estrangeiro e não publicam obras nacionais.”

          […]

          “Muita gente poderia conhecer a obra, descobrir o q é um mangá ou ler um ler um quadrinho pela primeira vez simplesmente pelo fato de q um material de uma obra famosa estava disponível de graça.

          Para mim é claro q esta foi a estratégia da Shueisha ao disponibilizar o mangá no MangaPlus. Talvez, muita gente que está começando a ler mangás descubra Death Note ao ler este capítulo e comece a colecionar a obra original. E muito provavelmente o q editora pode ganhar gerando interesse de gente nova na série seja maior do q ela faturaria com as vendas de um one-shot.”

          Antes de mais nada: vamos ter em mente que nenhuma editora é entidade beneficente. O Manga Plus não é um local criado porque a Shueisha foi boazinha. É um local em que ela quer angariar consumidores e ganhar dinheiro, mesmo que eles não comprem nada. Não é porque você não está pagando para ler, que aquilo lá não está gerando grana. As propagandas que aparecem são a primeira forma de monetização do site. Então, ao ler qualquer obra por lá (sem adblock), você já está ajudando a indústria de mangás, já está dando dinheiro para a editora Shueisha, já está dando dinheiro para os autores.

          Você disse que “é claro q esta foi a estratégia da Shueisha ao disponibilizar o mangá no MangaPlus” se referindo ao fato de que ser um investimento de marketing e de que muitas pessoas poderiam conhecer o DN ao ler uma obra derivada de graça. Só que existe um erro conceitual no seu pensamento justamente por desconhecer a natureza do Manga Plus (ou pelo menos, o que você disse, faz a gente achar que você desconhece a natureza do Manga Plus). Talvez muita gente conheça o Death Note por meio desse one-shot disponibilizado de graça como você disse, mas essa não é a razão de ele ter sido disponibilizado de graça, muito pelo contrário.

          Primeiro porque o mangá ser lançado lá faz parte da experiência maior que é justamente o Manga Plus que disponibiliza diversas séries da Shueisha de graça (toda semana tem capítulo novo de One Piece, The Promised Neverland e várias outras obras da editoras). Ou seja ele estar lá faz parte da estratégia comercial da editora para o ocidente (e boa parte do mundo) de gerar dinheiro para a Shueisha como um todo, seja por meio das propagandas existentes no site, seja por meio de vendas de outros produtos físicos ou digitais (a pessoa começa a ler no site uma obra, vê outra e mais outra, gosta e decide comprar o produto físico desta ou daquela). A Shueisha sabe da pirataria no ocidente e o Manga Plus é uma das estratégias de angariar as pessoas para o mundo do mangá “”formal””, gerando mais e mais receita. Isso sem contar a queda de natalidade no Japão que faz as empresas terem que olhar para o mercado externo, visando o futuro.

          Então, o que acontece é justamente o contrário do que você pensou. O one-shot do Death Note foi usado para atrair fãs originais do Death Note para o site. Pessoas que não conhecem a série e vão conhecer por meio do one-shot é apenas o efeito secundário. O primário é trazer mais leitores para o site oficial da Shueisha, fazer eles conhecerem o Manga Plus, por conseguinte podem conhecer outras séries que possam gostar, passar a acompanhar o site com frequência e, além de se converter em renda para a editora com a visualização de propagandas, podem se tornar consumidores de outras séries da empresa.

          O segundo motivo pelo qual a Shueisha disponibilizar o one-shot não foi para fazer as pessoas descobrirem o Death Note original é porque a série original de Death Note já está no site Manga Plus há muito tempo, de graça. Não só isso, ele está numa das chamadas “re-edições” em que um capítulo é adicionado por semana para as pessoas irem acompanhando como se fosse uma nova serialização. Quem já acompanha o Manga Plus pode ter se deparado com DN antes sem muitos problemas (volta e meia ele aparece entre os 50 mais lidos). Agora um fã de Death Note poderia nem conhecer o site antes do one-shot e agora ficará sabendo. Aqui no Brasil, por exemplo, até mesmo grandes sites como Omelete fizeram propaganda do Manga Plus em relação ao novo Death Note (propaganda bem meia-boca do Omelete, diga-se de passagem, já que eles falam erroneamente que está disponível em inglês, sem mencionar o espanhol).

          Em resumo: a estratégia do Manga Plus é estar sempre presente, crescer, sempre trazendo mais gente para o site, para conhecer as séries da empresa e gerar novos consumidores. Por isso, a Shueisha disponibiliza mais e mais séries de tempos em tempos. É claro que a Shueisha tem custos de produção e tudo mais como você falou, mas também já está bem claro que eles estão inseridos em uma estratégia maior chamada Manga Plus. O one-shot de Death Note, então, não deve ser visto como algo à parte. A partir do momento em que ele está inserido no Manga Plus, nada disso faz sentido, pois há várias outras obras que estão lá sendo colocados toda semana, em inglês e espanhol, para leitura gratuita e rendendo dinheiro com as propagandas, bem como com vendas das obras que as pessoas gostaram.

          Ainda nessa questão dos custos da Shueisha, ainda é preciso lembrar a parte japonesa da coisa: o capítulo estava na Jump Square, e a Jump Square não é de graça até onde a gente sabe. A gente não tem números, mas o simples fato de ter Death Note, deve ter feito a revista vender mais, ou seja, render mais dinheiro para a Shueisha, afinal é Death Note, é obra de sucesso inconteste.

          Marketing é isso aí. Fãs de Death Note no Japão compraram a Jump Square e fãs no exterior ficaram conhecendo o Manga Plus. Tudo isso podendo servir ou não para angariar novos leitores para a revista e para o aplicativo.

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          Para terminar, é preciso ficar evidenciado que não se sabe muito bem o quanto o Manga Plus rende. Alguns editores da Shueisha já comentaram algumas vezes que certas obras vão tão bem que alguns autores ganharam bastante. Outros disseram que não era bem assim, que o lucro era baixo e tal. Mas o que é certo é que a estratégia de trazer mais pessoas para o site continua firme e forte, é algo a longo prazo. O one-shot de Death Note é apenas mais uma parte disso. É tudo diferente do que você pensou. Ou melhor, o que você pensou é apenas uma parte mínima do todo. Ou seja, é irrelevante, o que importa de verdade é as pessoas que não conheciam o Manga Plus e o passaram a conhecer por causa do novo capítulo de Death Note.

          Existe também a questão de que deveria uma espécie de Mangá Plus em português, mas não existe unicamente por causa das próprias editoras japonesas. Mas isso é uma questão de tempo e visibilidade. Quanto mais se comprar digital, mais as editoras vão ver que existe um mercado nesse idioma também.

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