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Mangá Aberto: “Ayashimon”

Veja como está o mangá

Mangá Aberto é uma coluna de resenhas em que mostramos a edição física de um mangá, geralmente um lançamento. Nela apresentamos fotos dos mangás, acrescentando alguns detalhes e opiniões.

A postagem de hoje será sobre a edição brasileira de Ayashimon, mangá publicado no Brasil em janeiro de 2024 pela editora Panini.


PEQUENAS INFORMAÇÕES SOBRE A OBRA


Ayashimon é um mangá de autoria de Yuji Kaku (mesmo autor de Hell’s Paradise) e foi publicado no Japão nas páginas da revista Weekly Shonen Jump, da editora Shueisha, entre novembro de 2021 e maio de 2022. Entretanto, a obra não fez sucesso e foi cortada da revista prematuramente. Os capítulos foram compilados em 3 volumes no total.

No Brasil, o mangá foi anunciado pela editora Panini no dia 29 de setembro de 2023 e tinha previsão de ser lançado em dezembro, com os 3 volumes saindo simultaneamente e podendo ser adquirido tanto de forma separada, quanto tudo junto em um box. Houve um pequeno atraso e ele só saiu no final de janeiro de 2024.

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Quando Ayashimon foi anunciado muita gente ficou surpresa, dado o estado de cancelamento da obra no Japão, mas para nós, a vinda deste título, era algo natural, normal e totalmente esperado, pois ele já estava saindo ou sendo anunciado em todos os maiores mercados de mangás. Logo, não faria sentido um mangá da Shueisha sair em todo lugar menos aqui. O motivo de todas as editoras licenciarem esse mangá, porém, nunca saberemos…


FORMATO DA EDIÇÃO BRASILEIRA


A edição brasileira de Ayashimon veio no formato padrão da editora Panini, com o tamanho 13,7 x 20 cm, com miolo em papel offwhite e capa cartonada simples. Cada volume tem cerca de 192 páginas, todas em preto e branco.

Sobre o box, ele é do tipo slipcase e o papel utilizado nele é o do tipo cartão, semelhante ao usado nas capas dos mangás.


O BOX


Como dito, o box é do tipo slipcase, então é uma caixinha com uma parte aberta para a entrada e saída dos mangás. É um box bastante simples, tendo o mesmo material usado nas capas, então ele é frágil podendo amassar sem muito esforço.

Em termos de design, a Panini utilizou as ilustrações das capas dos volumes #01 e #03 para fazer o box. A seguir mostramos algumas imagens dele.


CAPA, QUARTA-CAPA E LOMBADA


As capas da edição brasileira seguem as mesmas ilustrações dos volumes originais japoneses. A diferença é que as capas locais são mais limpas, pois as japonesas tem texto na vertical que cobre quase a capa toda, enquanto as brasileira colocam o texto na parte de baixo.

Sobre o material, trata-se de uma capa cartão comum, sem qualquer detalhe adicional. Ou seja, não tem orelhas, não tem hot stamping, não tem verniz localizado, nem nada mais.

A quarta-capa possui um design bem bonito, com um esquema de cores muito interessante em cada volume, sendo bem diferente e chamando a atenção. Todas as quarta-capas têm sinopse, além da repetição do título e do nome do autor, dentre outras coisas, como o código de barras.

Apesar de serem pretas, as lombadas também chamam a atenção com cores de destaque nos elementos, incluindo aí o título e as ilustrações.


CAPAS INTERNAS


As capas internas dos volumes são todas pretas, mas com algum diferencial. Nas capas internas “da frente” temos aquelas “””bolhas de luz”””, com cores diferentes em cada volume, e uma mensagem do autor.

Nas capas internas “de trás” temos também o fundo preto, mas com ilustrações figuras monstruosas. E em cada volume com uma cor diferente.


PRIMEIRAS PÁGINAS


Após a capa interna “da frente” do primeiro volume temos o índice do mangá e já começa a história, tendo também uma página de abertura do primeiro capítulo.

Após a capa interna do segundo volume temos uma apresentação dos personagens e um resumo da história. Em seguida temos o índice e já se inicia o mangá.

Após a capa interna do terceiro volume temos a mesma coisa, uma apresentação dos personagens e um resumo da história. Em seguida temos o índice e já se inicia o mangá.


PAPEL DO MIOLO


O papel utilizado no miolo do mangá é o offwhite, o mesmo papel da maioria dos mangás da Panini. Em Ayashimon há um pouco de transparência nas partes em que tem mais branco, mas não é algo que chegue a incomodar no todo.


ACABAMENTO GERAL


Ayashimon é um mangá padrão de acabamento simples. Tem uma capa cartão comum, um papel do miolo também comum e uma boa encadernação, sem qualquer problema. Para um mangá simples está bem “ok”.


DETALHES EDITORIAIS


Eu achei a tradução e a adaptação de Ayashimon muito boas, com um texto bem coeso e coerente. Como se fala muito sobre entidades míticas japonesas, porém, há muitos termos que causam um estranhamento na leitura, mas a editora sempre coloca notas para explicar.

Também não encontrei erros de revisão no mangá, então acho que o trabalho da editora nesse mangá foi bem competente.


HISTÓRIA E CONCLUSÃO


“Ayashimon” é como são chamados no mangá criaturas sobrenaturais (Yokai’s, Oni’s, etc) que estão por trás da Yakuza, a famosa máfia japonesa. Após o líder de uma facção morrer, o caos estourou e agora diversos grupos brigam pelo poder.

O protagonista da história, entretanto, é um humano comum, ou quase comum. Maruo é um rapaz obcecado por mangás de lutas e, desde pequeno, passou a treinar bastante para se tornar um “protagonista de mangá”. Sua força, entretanto, ficou sobre-humana, de maneira que ele não tinha adversários à altura.

Certo dia, no entanto, ele conhece Urara, uma dessas Ayashimon que está sendo perseguida e Maruo dá um pau nos malfeitores. Urara, então, o convida para sua “família” e a partir daí veremos as aventuras deles, especialmente por um desejo de Urara (referente a uma certa vingança), e de Maruo de lutar com gente cada vez mais forte…

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É um mangá bastante divertido, com boas cenas de ação, um protagonista carismático e muitas referências a mangás clássicos. É o tipo de história de fantasia que pega qualquer um que gosta do gênero e o faz ficar viciado na história, com você querendo ler tudo o mais rápido possível…

O problema é que os japoneses não gostaram de nada disso e o mangá foi cancelado prematuramente. Ele tem uma trama interessante que vai se desenvolvendo mais ou menos a contento (algumas vezes dá uma acelerada aqui e outra li), mas ele termina antes do final com muitas coisas soltas e sem explicações. Já sabendo do cancelamento, inclusive, o autor até colocou uma meta-história no penúltimo capítulo, mostrando ele e seus assistentes pensando no final do mangá…

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Eu achei Ayashimon melhor do que outros mangás recentes (como o Yomotsuhegui), por ser mais simples, mais honesto, mais divertido. Entretanto, não acho que valha a pena gastar dinheiro com esse mangá.

Eu achei a leitura realmente boa, mas o fato de ele não ter um final propriamente dito pode frustrar bastante. Então esse título é mais para quem é fã de Yuji Kaku e quer ter tudo do autor. Para os demais, acho que é melhor guardar dinheiro para algum outro mangá.


Ficha Técnica


Título Original: アヤシモン
Título: Ayashimon
Autor
: Yuji Kaku
Tradutor: Mateus Britto
Editora: Panini
Número de volumes no Japão: 3 (completo)
Número de volumes no Brasil: 3 (completo)
Dimensões: 13,7 x 20 cm
Miolo: Papel offwhite 66g
Acabamento: Capa cartão
Páginas: 584 (box com os 3 volumes)
Classificação indicativa: 16 anos
Preço: R$ 36,90 (volumes avulsos) / R$ 110,70 (box)
Onde comprar: Amazon / Loja da Panini

Sinopse: Aqui começa uma história de gangues yakuza compostas por espíritos malignos dos rios e das montanhas. Maruo, um rebelde com força sobre-humana, a pedido de Urara, a filha ilegítima do falecido presidente da organização criminosa “União Enma”, está prestes a mergulhar no mundo dos mafiosos chamados de “Ayashimon”. Um enorme conflito, que vai estremecer a terra, está para começar no bairro de Kabukicho, em Shinjuku, onde todos os desentendimentos são resolvidos no mano a mano!


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