Biblioteca Brasileira de Mangás

NI 464. Em 2019, mangás digitais foram responsáveis por 52% da renda do mercado japonês

Desde 2017, os volumes de ebooks já vendiam mais que os volumes impressos, agora a renda total do digital supera o somatório dos volumes e das revistas impressas.

O mercado de mangás no Japão é cada vez menos físico!!! Ano após ano, as vendas de quadrinhos em formato digital estão, cada vez mais, superando as de produtos impressos, mostrando uma realidade bem interessante na terra do sol nascente.

Em 2017, pela primeira vez os volumes de ebooks de mangás renderam mais dinheiro que os volumes de mangás físicos no Japão; em 2018, a tendência continuou; e agora os dados de 2019 mostram que o mercado digital de mangá superou o impresso como um todo, gerando mais dinheiro que os volumes e as revistas de mangás impressos somadas. Isso é o que mostra o relatório anual de publicações da AJpea (associação de editoras de livros e revistas japonesa).

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A mudança do mercado japonês de mangás fica evidente ao vermos que até os anos 1990 as revistas impressas (Shounen Jump, Shonen Sunday, Shonen Magazine, etc) rendiam muito mais dinheiro do que a venda de volumes de mangás (saiba mais), mas o tempo foi passando, passando, até que coisa se inverteu e as revistas vêm em queda constante.

O digital é algo recente e só começou a ser medido pela Ajpea em 2014. Desde então só tem crescido, tendo o seu auge agora em 2019. Neste ano, o digital como um todo (volumes e revistas) gerou um montante de 259,3 bilhões de ienes, um aumento de 29,5% em relação a 2018. Com isso, o digital passou a representar 52% de toda a receita da indústria de mangás japonesa. Em todos esses anos dessa indústria vital, é a primeira vez que isso acontece.

Verde (Digital); Azul (Revistas Impressas); Amarelo (Volumes Impressos)

Quanto aos produtos impressos, em 2019 os volumes físicos de mangás geraram um montante de 166,5 bilhões de ienes (um aumento de 4,8% em relação a 2018). Esse aumento vai na contramão da tendência de anos anteriores que vinham mostrando uma queda constante desde 2014. Segundo o site Hon.Jp, uma das causas desse pequeno aumento é o fenômeno de popularidade Demon Slayer, que após sua adaptação em anime passou a vender horrores.

Se a receita de volumes impressos teve uma leve alta, a receita de revistas impressas, por outro lado, manteve sua tendência ininterrupta de queda de quase duas décadas, faturando apenas 72,2 bilhões de Ienes em 2019 (uma diminuição de 12,4% em relação a 2018).

No todo, o mercado de mangás japonês cresceu 12,8% em 2019, passando de 441,4 bilhões de ienes para 490,8 bilhões, impulsionado sobretudo por essa tendência do digital que veio para ficar. Se no ocidente se diz que o digital é o futuro, no Japão, o digital já é o presente.

Via Hon.JP

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