Biblioteca Brasileira de Mangás

Leituras da Semana: “Creamy Mami #02” e outras obras

Comentando minhas leituras…

Na matéria desta semana, eu venho falar do segundo volume de Magical Angel Creamy Mami e a Princesinha Mimada, o segundo de New Normal (ambos enviados ao blog pela editora MPEG), Diários de uma Apotecária #11, dentre outras obras.

Magical Angel Creamy Mami e a Princesinha Mimada #02: desde o primeiro volume ficou bastante claro que era muito legal ver a visão da vilã em uma obra de garotas mágicas.

Mesmo não conhecendo a obra original, a gente consegue apreciar e compreender bem o que está acontecendo, pois o mangá têm bastante substância, os personagens têm uma boa carga dramática por trás e a gente consegue entender bem os motivos da protagonista (a vilã, no caso).

Neste segundo volume, além de vermos o ciúme e a inveja de Megumi Ayase em relação à Creamy Mami (e seus planos para dificultar a vida da nova cantora) e seus ataques de raiva contra o produtor (com a tradicional cena de humor de uma personagem batendo em outra quando fazem ou dizem alguma besteira) também começamos a ver um pouco do passado de Ayase, o modo como ela entrou para a Partenon e maneira como o hoje presidente da produtora a ajudou nesse processo.

E é bem interessante acompanhar essa parte da história, pois vemos uma Megumi completamente diferente do que é agora, sem aquela raiva que ela carrega o tempo todo, com uma melancolia diferente, dentre outras coisas.

O próprio presidente da Partenon é diferente, com a gente ele vendo vidrado por Ayase, de um jeito que, até então, a gente só sabia por comentários da própria Ayase.

Essa parte da história continua no volume #03 e estou bem ansioso para ver como a trama continuará. No aguardo dos próximos volumes.

“Magical Angel Creamy Mami e a Princesinha Mimada” foi concluído no Japão em 7 volumes. No Brasil saíram dois números até o momento.

New Normal: Sentimentos em um Mundo Pós-Pandemia #02: haviam coisas no primeiro volume que nos levavam a pensar que a obra poderia ir para esse ou aquele caminho. O ponto de partida, óbvio, era uma pandemia provocada por um vírus e tudo se assemelhava às condições que conhecemos alguns anos atrás, porém com o diferencial de a obra se passar no futuro e todos usarem máscaras rotineiramente.

Daí que além de uma mudança cultural (máscaras se tornaram algo obrigatório e o rosto passou a ser visto como uma área erótica), o clima em relação à existência do vírus perdurou. E como não conhecíamos a natureza dele na obra, muitas teorias acabaram surgindo.

Nesse segundo volume, os vírus já foram nomeados e as consequências dele também (ou em parte). Daí que tivemos um flashback do início da pandemia (no qual vimos o surgimento e a primeira grande onda), bem como o modo como as pessoas lidam com os infectados na atualidade (de uma maneira bem mais dura e rígida, para evitar o máximo possível o contágio de outras pessoas), dentre outas coisas.

Assim, em linhas gerais, foi um volume bem diferente do primeiro. Enquanto lá havia a curiosidade e a necessidade da transgressão que acabou ficando até meio erótico (os personagens querendo mostrar-se) , aqui a gente viu a crueldade do mundo, a crueldade da vida e os impactos derradeiros que a doença causou e causa nas pessoas.

A perda de alguém, o choro por não poder revê-la, o modo como tudo foi tratado, etc, etc, etc. Foi um volume muito bom no geral, melhor até que o primeiro, mais emocionante por muito. A ver como se desenvolverá nos próximos tomos.

“New Normal” ainda está em andamento no Japão, atualmente com 7 volumes publicados. No Brasil, saíram 2 até o momento.

Tokyo Revengers #25: depois de um tempo sem ler Tokyo Revengers foi bom relembrar o mundo e os personagens, bem como seus acertos e seus defeitos.

Continuo gostando de acompanhar o mangá e as aventuras de Takemichi com suas passagens de humor (os encontros com a líder de sua nova gangue) e, principalmente, as de ação. Só que a gente não pode ficar pensando muito na obra, pois aí a gente não para de encontrar defeito.

Além do fato de esse arco final claramente não ter sido planejado (é um daqueles casos em que a gente vê que o editor botou a mão e falou para o autor “sabe aquele lugar que você tinha planejado terminar? Coloca uma história depois”), vão se colocando coisas e mais coisas que mostram um estilo de narrativa ainda muito frágil e pueril.

Falo especificamente do novo poder do Takemichi (ocorrendo do nada) e da morte de um personagem (feito de forma muito caricaturesca e que nos tirou a imersão do impacto), que mostram que o jeito de contar a história foi feito para agradar mais um certo tipo de público (que gostam do impacto pelo impacto e não a forma como ele ocorre) sem se preocupar com a qualidade artística.

Como resultado, a gente termina rindo das soluções do Ken Wakui boa parte das vezes. Assim, precisamos sempre nos abstrair da análise e  ler como se fossemos adolescentes e essa fosse uma das primeiras obras que lemos na vida (e é um mangá para adolescente mesmo, não é?)^^.

Mas é isso, eu continuo mesmo achando o mangá legal e vou acompanhar até o final, pois faltam poucos volumes para terminar a coleção.

“Tokyo Revengers” foi concluído no Japão em 31 volumes. No Brasil, saíram 26 até o momento.

Mabataki Yori Hayaku!! #09: e não é que tivemos um volume bom de novo? Sim, bom de verdade e não aquele bom com ressalvas.

Aqui foi o mangá de esporte pelo mangá de esporte, mostrando suas emoções a mil o tempo todo, principalmente, mas não se detendo, à luta da nossa protagonista Himari.

Vimos ela fazer uma luta das boas, torcemos por ela do primeiro ao último minuto e vimos uma grata vitória, com todos surpresos.

Fora isso, o mangá ainda continuou aquele clima de flashbacks para dar contexto (que eu critiquei na última vez que falei deste mangá), mas isso foi suplantado pelo jeito de contar e pelas emoções então passadas, um pouco ausentes nos volumes anteriores.

Assim, tudo acabou muito bem colocado na narrativa e o volume acabou sendo daqueles muito bons realmente. Faltam 3 para o final.

“Mabataki Yori Hayaku!!” possui 11 volumes até o momento no Japão, mas será concluído no volume 12, este previsto para abril. No Brasil, saíram 9 até o momento e o 10º está em pré-venda.

Diários de uma Apotecária #11: eu acho interessantíssimo como a história vai avançando e avançando sempre lembrando do passado e sempre colocando a Maomao no centro de um jeito ou de outro. Ela está lá para fazer deduções, mas também está lá para ser, de certo modo, alvo do passado, já que seu pai adotivo volta e meia acaba mencionado.

Existe todo um quebra-cabeça envolvendo a família do Imperador e outras figuras do lugar e a cada novo problema, a cada nova investigação que a protagonista vai fazendo, mais isso vai clareando e a gente vai montando as peças, assim como a nossa apotecária.

Por causa disso (e por diversas outras coisas) eu acho que esse é um mangá muito subestimado. Está certo que ele é famoso e muita gente gosta, mas eu acho que ele é tão bom, mas tão bom, que parece que pessoas em geral não dão tanto valor a ele. Ele devia ser mais famoso, ele devia ter mais gente gostando.

Então, assim, se você não está comprando esse mangá, vá atrás, pois vale muito a pena.

“Diários de uma Apotecária” ainda está em andamento no Japão, atualmente com 14 volumes lançados e com o 15º previsto para o fim deste mês. No Brasil, saíram 12 até o momento e os números #13 e #14 estão em pré-venda.

Marriage Toxin #04: na última vez que falei de Marriage Toxin aqui eu lembro de ter dito que não continuaria a colecionar. Isso ainda é verdade, mas o que eu não lembrava é que eu já tinha feito a pré-venda do volume #04 naquela altura, então esse volume chegou em casa e eu li.

A minha impressão continuou a mesma e eu não mudei de ideia. Na verdade, ler esse volume corroborou mais a minha decisão, pois aqui foi basicamente só ação desenfreada (em uma sucessão de coisas sem um algo a mais) e as pitadas de humor e romantismo praticamente inexistiram.

Assim, o meu interesse em ler foi a zero e agora realmente parei de vez com a leitura desse mangá. E eu já conferi aqui e não fiz pré-venda do volume #05, então acabou mesmo.

“Marriage Toxin” ainda está em publicação no Japão atualmente com 12 volumes lançados e com o 13º previsto para março. No Brasil, saíram 4 até o momento e o 5º está previsto para março.


Tradutores dos mangás:

Jéssica Ilha

Luis Libaneo

Mie Ishii

Renata Leitão


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