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A editora Darkside Books divulgou hoje, 11 de março de 2025, que publicará no Brasil o mangá Gaia, de Asagi Yaenaga. A informação não chega a ser uma surpresa, visto que um catálogo de uma agência dizia que a obra estava licenciada no país. Além disso, tempos depois, o mangá foi registrado no ISBN. Agora veio o anúncio oficial.
Gaia terá 64 páginas no total (sim, é só isso) e virá no formato 21 x 30 cm (grandão) e em capa dura. A tradução ficou por conta de Jéssica Ilha da Silva e preço do mangá é R$ 79,90.
A previsão de lançamento é para o dia 06 de maio de 2025 e ele já está disponível para encomenda na loja online da editora.
Gaia foi publicado originalmente na Itália no dia 15/04/2022 pela editora Hollow Press (a mesma de A Princesa do Castelo Sem Fim), simultaneamente nos idiomas italiano, inglês e japonês.
Sinopse: Em um lugar em que o conceito de tempo e as leis da natureza deixaram de existir, uma jovem desperta de um longo sono e parte em uma jornada em busca do significado da sua existência. Dotada de poderes especiais e orientadas pelos sentidos, ela e as companheiras precisam trilhar um caminho até a Terra de Origem, onde esperam descobrir respostas para suas dúvidas e o verdadeiro propósito de suas vidas. Tem início então uma batalha sangrenta entre a esperança e o desespero e, diante das mais inesperadas ameaças, a resistência de muitas almas se torna essencial para seguirem adiante. Haverá felicidade ao fim desse percurso? Este é o ponto essencial de Gaia, a primeira obra de Asagi Yaenaga, uma estreia marcante para o mangaká japonês, que desde a infância tinha predileção por filmes e mangás de horror, admirando obras de autores como Shigeru Mizuki e Kenji Tsuruta,. Em seu processo criativo, Yaenaga valeu-se de influências de técnicas de desenho usadas por Junji Ito e Suehiro Maruo para acentuar o estado emocional dos personagens e a atmosfera de horror. A obra traz uma visão singular sobre o equilíbrio da vida e da natureza, inspirada na teoria da autorregulação da Mãe Terra, conceito conhecido como a Hipótese de Gaia. Com uma narrativa subjetiva e repleta de horror surrealista, o autor convida o leitor a refletir sobre a relação entre a humanidade e o planeta, e nos lembra de que a Natureza sempre cobra um preço por toda a destruição ocasionada nos últimos séculos. Em tempos tão desafiadores como os atuais, a obra encontra ressonância com a crescente preocupação a respeito da preservação da Terra, condição essencial de nossa própria existência. Ao tocar na ferida de uma humanidade que de forma contínua e crescente destrói seu próprio ambiente de vida, Gaia serve como um alerta da necessidade de transformação, e reflete que, quando atacamos o grande organismo que nos abriga e permite nossa existência, estamos atacando a nós mesmos e a todos os seres vivos que habitam o planeta. Haverá esperança ou apenas desespero? Somente sua própria alma sabe a resposta.