
Editoras, tá na hora de vocês lembrarem desses nomes aqui…
Em uma certa época, obras de alguns autores vieram ao Brasil, fizeram ou não sucesso e, posteriormente, esses autores foram esquecidos pelas editoras nacionais de mangás.
Alguns podem ser facilmente esquecidos de verdade, outros necessitam ser lembrados e retornar urgentemente ao país. A nossa lista de hoje traz cinco autores que, em nossa opinião, mereciam uma nova oportunidade no Brasil:
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Ryoichi Ikegami
Ryoichi Ikegami é considerado como um dos mestres do estilo Gekigá e foi um dos primeiros artistas orientais a terem reconhecimento no ocidente. No Brasil isso não foi diferente e a partir do momento em que se começou a publicar mangás aqui, o desenhista Ikegami esteve presente nas bancas do país, mas há muito tempo não aparece uma nova edição de seus mangás em terras brasileiras.
Ele teve quatro títulos publicados no país: Criyng Freeman (1990 pela Sampa e 2006 pela Panini), Mai – a garota sensitiva (1992 pela Abril), Homem-Aranha (1998, pela Mythos) e Sanctuary ( em 2006, pela Conrad).
Desde então, nem sinal de uma nova obra do autor. Por que não um relançamento de sua versão de Homem-aranha? E o clássico Criyng Freeman não merece uma terceira oportunidade? E porque não trazer uma obra nova do autor?
A cada novo mangá publicado no Brasil é de se perguntar o porquê de nenhuma editora ter trazido novamente um mangá dele. Será que não mandaram proposta ou será que mandaram e os japoneses não quiseram? Nunca vamos saber, mas Ikegami precisa ser relembrado pelas editoras urgentemente…
Jiro Taniguchi
Assim como Ikegami, Jiro Taniguchi é um dos mangakás mais reconhecidos internacionalmente, especialmente na França onde sua obra é mais apreciada que no próprio Japão. Devido ao seu valor, Panini e Conrad foram atrás de suas obras e três delas saíram por aqui: O livro do vento (Panini, 2006), Seton (Panini 2008) e Gourmet (Conrad, 2009).
Infelizmente, a Conrad praticamente não investiu mais em mangás depois disso e nenhuma outra obra do autor veio para estas bandas. Quanto à Panini, ela teve a ousadia de cancelar Seton após um volume e também não apostou mais no autor.
Quem deseja ler alguma obra do autor em português não precisa se manter preso às editoras brasileiras. Recentemente, a obra O diário de meu pai, de Taniguchi, foi publicada em Portugal em uma coleção de novelas gráficas, na qual sua obra foi o primeiro mangá, mostrando a força que seu nome tem no exterior. Com um pouco de pesquisa pode-se achar um volume para comprar, mas o preço pode não ser convidativo….
Por aqui, agora que algumas editoras têm apostado em obras um pouco mais adultas não vejo o motivo de um título do autor ainda não ter sido anunciado…
Hideshi Hino
Nunca li obras do autor, mas não se pode deixar de verificar os elogios que seus mangás possuem. Como informa o blog Elfen Lied Brasil, Hideshi Hino é um dos nomes mais importantes das histórias de terror japonesas. Sua obra é marcada por um horror desconcertante e chegou a influenciar outros artistas famosos do gênero.
No Brasil, Hino teve quatro mangás publicados: Panorama do inferno (Conrad, 2006), A serpente vermelha, O garoto verme e Oninbo e os vermes do inferno (os três pelas Zarabatana books em 2007,2008 e 2009 respectivamente). De lá para cá, nenhum outro mangá do autor apareceu por aqui. A editora HQM chegou a anunciar, em 2009, Lullabies From the hell, mas o título nunca foi lançado. Será que não existe público suficiente para histórias de terror no Brasil?
NisiOisiN
NisiOisiN é o autor da light novel Death Note – Another Note, o caso dos assassinos de Los Angeles, publicado por aqui pela JBC. Ele é um dos artistas de maior sucesso no Japão e ganhou fama por causa das light novels de Monogatari series e do sucesso da shonen jump Medaka Box.
O porquê de não terem trazido novamente obras desse autor é difícil entender. Está certo que Monogatari é extenso para light novels e, por isso, poderia ser uma aposta arriscada caso não conseguissem negociar título a título, mas Medaka Box é uma obra fechada em 22 volumes e foi publicado na Shonen Jump, praticamente um sinônimo de sucesso.
E se 22 volumes é muito para arriscar, ainda tem a light novel de XXX Holic, também de sua autoria. Opções não faltam. Está mais do que na hora de esse autor ser relembrado pelas editoras…
Ai Yazawa
Não há o que se falar da autora. Ela é uma das mais brilhantes mangakás dos últimos tempos e que, infelizmente, não tem produzido mais obras. Aos que não lembram, Ai Yazawa é a mangaká de obras como Paradise Kiss, lançado pela Conrad, e Nana, lançado pela JBC. Nana é o ícone mais recente da autora e está paralisado há tanto tempo em seu país de origem que alguns fãs já perderam a esperança de uma conclusão.
No entanto, há obras mais antigas da mangaká que ainda não foram publicadas por aqui. Creio que todo mundo que leu o divertido Paradise Kiss ficou curioso para ler Gokinjo Monogatari , não é mesmo?
Então por que as editoras ainda não se movimentaram para trazer essa ou alguma outra obra dela? Com todo o barulho causado pelo movimento Mais Shoujos no Brasil apostar em uma autora como Yazawa seria um prato cheio, ainda mais que algumas obras dela são bem curtas.
Eu, particularmente, gostaria de ter tudo e mais um pouco da autora em língua portuguesa, mas, por ora, parece que as editoras esqueceram-na mesmo.
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Essa foi a nossa postagem de hoje. O que achou da lista? Achou que ficou faltando autores mais famosos como Rumiko Takahashi e Hiromu Arakawa? De fato faltaram alguns (muitos), mas resolvi priorizar alguns mais desconhecidos ou obscuros e os mais famosinhos ficaram de fora. E você, leitor, que outro mangaká você acrescentaria na lista?
Biblioteca Brasileira de Mangás