Biblioteca Brasileira de Mangás

Editora Devir relançará o mangá “Tekkon Kinkreet”

Quinto título da editora…

No dia 22 de dezembro o site Mundo Gonzo divulgou o possível lançamento do mangá Tekkon Kinkreet pela editora Devir, mas como a notícia não citava fonte alguma e não conhecíamos o site, não nos parecia nada confiável e tratamos como um simples boato.

Agora, porém, conseguimos a confirmação e a editora realmente publicará o mangá em 2018. Entretanto ainda não há data certa para a publicação do título.

Tekkon Kinkreet é de autoria de Taiyo Matsumoto e foi publicado entre 1993 e 1994 na revista Big Comic Spirit, da Shogakukan, sendo concluído em 3 volumes. No Brasil, o mangá foi lançado ainda em 2001 pela editora Conrad sob o título de Preto & Branco, tendo sido o primeiro tankobon a ser lançado no país. À época, porém, o título foi publicado com leitura ocidental.

Sinopse: O autor é um legítimo representante da nova geração dos quadrinhos japoneses. Seu traço desafia o famoso “estilo mangá”. Os seus personagens, ao contrário do que acontece na maioria das HQs orientais, apresentam olhos puxados e sua narrativa mostra influências dos quadrinhos americanos e europeus. O livro conta a história de dois garotos – Preto e Branco. Órfãos, eles vivem nas ruas de Treasure Town. No entanto, estão longe de serem considerados indefesos. Eles podem voar e possuem força incomum. São os “donos da cidade”. Todos os temem e querem seu lugar; Yakuza (a máfia japonesa), grupos rivais e até cultos religiosos. A história é uma interessante ficção, que mescla elementos de Peter Pan com o Cavaleiro das Trevas (o clássico de Frank Miller que, na década de 80, revigorou o Batman), construindo uma história realista e empolgante. Nas páginas do livro, Matsumoto usa Preto e Branco para contar uma história bizarra e violenta, uma crítica social em forma de quadrinhos. Sua arte é admirável. Mesclando tons claros e escuros com extrema competência, utilizando “tomadas de câmeras” (o ângulo de que o leitor vê a cena) ousadas e abusando da criatividade na diagramação dos quadrinhos, ele confere à história o ritmo exato imposto pelo roteiro.

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