Biblioteca Brasileira de Mangás

Comentando os títulos anunciados durante a semana

A Panini virou a JBC?

Durante a semana, quatro mangás novos foram divulgados por três editoras diferentes, JBC, Panini e Pipoca & Nanquim. Conheço as obras apenas de nome (ainda que um deles eu tenha visto a adaptação animada), mas mesmo assim resolvi comentar os títulos e falar o que pretendo ou não comprar.

É isso o que você verá a seguir:


Frankenstein


Na última quarta-feira, a editora Pipoca & Nanquim realizou uma live em seu canal no Youtube e dentre várias coisas que falaram, anunciaram um mangá novo para ser lançado ainda este ano, Frankenstein, de Junji Ito (o mesmo autor de Uzumaki, Gyo e Tomie).

Assim como (quase) tudo do autor, o anúncio foi bastante comemorado nas redes sociais, com muita gente dizendo que era uma compra certa. Completo em apenas um volume, a obra é mais um dos títulos de terror do autor, considerado um dos grandes expoentes do gênero.

Não me apetece muito esse tipo de mangá, porém. Então, ele não está no meu radar atualmente. Ainda assim, estou sempre aberto a leituras novas, então talvez eu dê uma chance no futuro já que é só um volume mesmo.

O lançamento deve ocorrer em outubro, mas ainda não está 100% confirmado.


Konosuba!: Abençoado Mundo Maravilhoso!


No início de novembro de 2020, foi realizado na Itália o tradicional evento Lucca Comics & Games, mas repaginado para o momento de pandemia mundial, acontecendo praticamente 100% online e como o nome de Lucca Changes. Como em todos os eventos, as principais editoras italianas realizaram uma bateria de anúncios.

Um dos títulos anunciados pela Panini de lá foi justamente Konosuba!, a adaptação em mangá da light novel de mesmo nome. Muito embora diversos outros títulos tenham me chamado a atenção e me dado inveja, foi em Konosuba! que meu olho brilhou com mais carinho e eu terminei por fazer um pedido para um dos perfis da Panini no Twitter^^.

Gostei muito da adaptação em anime de Konosuba! (assisti dublado, obviamente) e eu me tornei um fã, gostei dos personagens, do clima de humor, da brincadeira com o gênero isekai, com tudo. Então eu queria a obra original no Brasil. Só que ter a light novel por aqui é uma daquela utopias que dificilmente se concretizarão, então pedir o mangá era a única maneira de ter um novo contato com a franquia.

Não sei se meu pedido serviu para alguma coisa (provavelmente, não), mas na última sexta-feira, durante uma live em seu canal no Youtube, a Panini finalmente anunciou o mangá no Brasil para a minha alegria. Ele começa a sair em setembro, ganhando um volume por mês a partir de então. Custará R$ 29,90 e virá no formato padrão da editora Panini.

O mangá é bom? Não faço a menor ideia, não sei como o responsável pelo mangá adaptou a obra, não sei se as piadas ficam boas, se o clima permanece, etc, etc, etc. Em suma, não sei nada sobre esse mangá, mas estarei lá comprando religiosamente os treze volumes (até agora existentes, visto que ele ainda não acabou no Japão).


MAO


Por mais que Ranma 1/2 e Inu-Yasha tenham sido publicados no Brasil, a mestre Rumiko Takahashi parecia completamente relegada pelas editoras brasileiras, pois nenhuma empresa licenciava qualquer título inédito da autora, mesmo os vários volumes únicos que a criadora têm. Isso dava margens para os leitores pensarem que Rumiko Takahashi não vendia muito bem no Brasil ou que as editoras não tinham interesse em nada dela ou que preteriam os seus títulos em prol de outras obras.

Daí que o anúncio de MAO, realizado pela Panini na última sexta-feira (na mesma live em que divulgou Konosuba!), foi uma das maiores surpresas do mercado brasileiro de mangás este ano. Embora não seja um dos grandes clássicos de Takahashi, MAO – obra mais recente da autora – precisa ser comemorado, e muito, pois não era de se imaginar um novo título inédito dela no Brasil. Surpreendente mesmo, surpreendente demais.

O mangá é bom? Também não faço ideia, mas é Rumiko Takahashi e o interesse pela obra existe e muito. Ele ainda está em andamento no Japão com 9 volumes publicados até o momento. Ele chega aqui em setembro no formato padrão da editora Panini, custando R$ 29,90. Sairá um volume por mês depois disso.

E aí vem o problema para colecionar 🙁 . A Panini está ficando com a mesma síndrome que a JBC tinha até 2015 (ou 2016) e está lançando praticamente tudo mensalmente. MAO e Konosuba! não foram exceções e isso torna inviável financeiramente para mim adquirir os dois. Se fossem bimestrais eu conseguiria comprar eles de boa, mas sendo mensal não rola. Comprarei apenas o primeiro volume de MAO para fazer resenha e ficarei nisso. O resto eu deixo para o futuro, para alguma promoção com no mínimo 30% de desconto. É a única coisa que eu posso fazer, mas eu espero que os demais fãs de Rumiko Takahashi possam comprar a obra.


Tokyo Revengers


Tokyo Revengers era aquele título que todo mundo olhava e dizia que viria ao Brasil com 100% de certeza. Era óbvio, era claro, tamanho o sucesso que o título fazia, ainda mais depois da adaptação em anime. Restava apenas saber quando viria e por qual editora viria. Particularmente, eu achava que viria pela Panini (e muita gente achava o mesmo), mas estava enganado.

Na última quinta-feira, a editora JBC participou de uma live no canal da Pipoca & Nanquim e ela (a JBC) anunciou a publicação do mangá Tokyo Revengers, para a surpresa e alegria de todos.

Não conheço a história (pretendo assistir ao anime apenas quando a Crunchyroll tiver pelo menos dez episódios dublados), então não tenho muito o que comentar, mas fiquei feliz pelos fãs da obra.

De minha parte (no momento) não pretendo comprar, pois já tem muito título este ano para adquirir (em especial Silver Spoon) e as moedas estão contadas. Ainda assim, irei apenas comprar o primeiro volume para fazer resenha.

Talvez as coisas mudem depois de eu assistir ao anime e depois de a JBC divulgar os detalhes da obra (a empresa não falou nada ainda sobre formato, previsão de lançamento e nem nada), mas por hora é isso.


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