Biblioteca Brasileira de Mangás

O que “Orange”, “Vinland Saga” e Tokyo Revengers” têm em comum?

Há algo que os une?

O que os mangás Orange, de Ichigo Takano, Vinland Saga, de Makoto Yukimura, e Tokyo Revengers, de Ken Wakui, têm em comum? Além do fato de serem mangás e de terem sido licenciados no Brasil, esses três títulos guardam entre si um acontecimento semelhante que, para muitos brasileiros, pode parecer pouco usual: os três tiveram uma mudança no projeto das capas no meio da publicação japonesa.

Vem conhecer um pouco mais^^.


VINLAND SAGA


O caso mais antigo dessa lista é o de Vinland Saga. Embora todos conheçam a obra como um mangá seinen, o título de Makoto Yukimura começou a ser lançado como um mangá shonen. A obra foi iniciada no Japão em 2005 na revista Weekly Shonen Magazine, da editora Kodansha, e, à época, teve seus capítulos compilados em dois volumes. Eis as imagens abaixo:

Vinland Saga, então, foi movido para a revista seinen Afternoon, também da editora Kodansha, onde permanece até hoje. Nessa mudança, os dois volumes iniciais foram republicados, com novas imagens, as que conhecemos hoje e que foram utilizadas no Brasil pela Panini.


ORANGE


O caso de Orange é semelhante ao de Vinland Saga, por mudar de revista e demografia, mas de uma maneira bem mais pouco usual. A obra de Ichigo Takano começou a ser publicada no Japão em 2012 na revista de mangás shoujos Betsuma, da editora Shueisha, mas após nove capítulos – por razões não muito claras até hoje – o título parou de ser publicado. Entretanto, dois volumes encadernados já tinham sido lançados até aquele momento, eis:

Orange voltaria a ser publicado tempos depois, mas não mais em uma revista shoujo e sim em uma revista seinen, a Manga Action, da editora Futabasha. Os dois volumes iniciais foram, então, republicados com um novo projeto gráfico, os que conhecemos e que foram usados na edição brasileira, vejam a seguir.


TOKYO REVENGERS


Diferente de Orange e Vinland Saga, Tokyo Revengers não teve nenhuma mudança de revista. Ele começou a ser publicado na Weekly Shonen Magazine em 2017 e continua nela até hoje. Ainda assim, ele também teve mudanças no projeto gráfico das capas.

Inicialmente as capas tinham uma imagem centralizada com mais de um personagem e faixas pretas nas partes de cima e de baixo. Vejam a seguir:

Após quatro volumes, a Kodansha resolveu reformulá-las e relançou os volumes iniciais com capas novas. Não há uma explicação clara para isso, mas supostamente a empresa queria conquistar mais consumidores para o mangá, pois com as capas antigas o título acabava atingindo apenas um público mais velho, diferente do que era originalmente programado. Vejam as capas novas:


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