Biblioteca Brasileira de Mangás

Mangá Aberto: “The Seven Deadly Sins” (reimpressão)

Veja como está o mangá

Mangá Aberto é uma série de matérias em que mostramos a edição física de um mangá. Normalmente se trata de um lançamento, mas também fazemos isso para reimpressões.

Nesta postagem falaremos justamente de uma reimpressão, a do mangá The Seven Deadly Sins, que teve o primeiro volume reposto recentemente pela JBC.


DETALHES SOBRE O MANGÁ


The Seven Deadly Sins é de autoria de Nakaba Suzuki e foi publicado no Japão originalmente entre 2012 e 2020 na revista Shonen Magazine, da editora Kodansha, sendo concluído em um total de 41 volumes.

No Brasil, o mangá foi publicado pela editora JBC entre março de 2015 e dezembro de 2020, também em 41 volumes. A empresa também lançou todos os volumes em formato digital (ebooks), entre 2017 e 2021. A empresa também publicou os capítulos finais do mangá simultaneamente com o Japão, entre fevereiro de 2019 e março de 2020.

A presente reimpressão deve cobrir a série inteira, visto que a editora se comprometeu a deixar – sempre que possível – suas séries disponíveis para compra.


A EDIÇÃO FÍSICA


A reimpressão de The Seven Deadly Sins vem bastante similar à publicação original, no tamanho 13,5 x 20,5 cm (maior que a maioria dos títulos atuais), capa cartão com laminação brilho e miolo em papel Pólen Natural.

São 200 páginas no primeiro volume, todas em preto e branco.

O PAPEL

A maior diferença nas duas versões se encontra aqui. A publicação original foi lançada em papel jornal, enquanto a reimpressão veio no papel Pólen Natural.

Eu não tenho a versão antiga para comparar e dizer que tipo de papel jornal era utilizado no mangá (pois existem papeis jornais melhores do que outros), mas podemos falar sobre o papel de agora, pois ele é o mesmo usado nos mangás básicos da JBC atualmente.

Ele é um papel relativamente novo da Suzano e tem um tom mais amarelado do que outros tipos de papeis. É um papel que particularmente gosto muito e acho um dos melhores atualmente, mas tem gente que não gosta por ele ser mais fino ou pela coloração.

Eu acho um papel muito bom, pois ele destaca bem as ilustrações e, mesmo sendo bastante fino, possui zero ou quase zero transparência, o que é excelente no meu entender.

A CAPA

Como dito, se trata de uma capa cartão com laminação brilho. É igual à edição antiga e não tem nada acrescentar, não existindo alterações e tendo um acabamento similar à maioria dos mangás publicados no Brasil.

AS CAPAS ESPELHADAS

Por ser uma reimpressão, a JBC não fez mudanças no design das capas, assim o mangá traz um elemento de seu tempo, que são as capas espalhadas. Por conta da exposição em bancas de revistas, se repetia a capa na parte de trás também. Hoje, isso já caiu em desuso.

Para piorar, como visto, nem tem sinopse, o que acaba sendo um demérito da reimpressão. Na publicação original até poderia não haver sinopse, pois o mangá era publicado em bancas de revista e ele não ia lacrado, assim o potencial consumidor podia folhear. Nas livrarias e lojas de quadrinhos atuais, isso não é mais possível.

LOMBADA E O FATOR COLECIONISMO

Embora a reimpressão sirva para quem não colecionou a publicação na época do lançamento, ela também serve para as pessoas conseguirem tapar os buracos da coleção.

Só que há um problema para alguns colecionadores mais exigentes: o mangá possui uma ilustração na lombada que vai se completando com os outros volumes da série.

Assim, como a reimpressão utiliza um papel que é mais fino, a imagem pode ficar estranha se você mesclar volumes de impressões diferentes. Na imagem anterior, inclusive, dá para perceber que parte da ilustração da lombada vazou na parte de trás, então já tem uma diferença aí.

Mas a publicação original já teve muita reclamação por parte dos consumidores a respeito disso, então talvez não tenham tantas pessoas exigentes assim.

CAPAS INTERNAS

As capas internas são coloridas, possuindo algumas ilustrações e uma palavra do autor. Não é nada demais, mas algumas pessoas gostam que essa parte não esteja em branco.

ENCADERNAÇÃO E ACABAMENTO GERAL

Embora seja uma edição simples, do tipo básica, o acabamento geral está bom, com uma boa capa, um bom papel e uma boa encadernação (daquelas sem quaisquer problemas de manuseio, podendo-se ler e folhear livremente). Assim, é um produto que está bem feito dentro de suas limitações e características.


O CONTEÚDO DO MANGÁ


Além da história em si, a reimpressão possui também todo o conteúdo extra que tinha na publicação original. Dentro disso, temos nesse primeiro volume, antes do início da história, algumas palavras do autor e uma ilustração, ambas exclusivas para a edição brasileira.

No meio, há uma nova palavra do autor, falando sobre o envios de cartas para ele com desenhos e perguntas. Ao final do volume, há uma compilação de materiais de The Seven Deadly Sins, com diversas ilustrações, além de uma propaganda para o próximo volume.


OPINIÃO FINAL


Como deve ter ficado claro, a reimpressão da edição brasileira de The Seven Deadly Sins ficou boa e é 99% igual à maioria dos mangás básicos atuais da editora JBC. A diferença é ele ser do tamanho 13,5 x 20,5 cm, que era o padrão da empresa anos atrás. Assim, ele é um pouquinho maior do que os mangás de hoje e apenas isso.

Então, para quem é fã da obra e não tem a edição ou está tentando tapar os buracos da série, essa reimpressão está valendo a pena, dentro da realidade dos preços atuais.


FICHA TÉCNICA


Título Original: 七つの大罪
Título: The Seven Deadly Sins
Autor
: Nakaba Suzuki
Tradutor: Edward Kondo
Editora: JBC
Número de volumes no Japão: 41 (completo)
Número de volumes no Brasil: 41 (completo) / reimpressão (1 volume até o momento)
Dimensões: 13,5 x 20 cm
Miolo: Papel Pólen Natural
Acabamento: Capa cartão
Páginas: 200
Classificação indicativa: 14 anos
Preço: R$ 43,90
Onde comprar: Amazon

Sinopse: No passado, os Sete Pecados Capitais eram cavaleiros que protegiam Brittania. Hoje, eles são fugitivos procurados pelo reino por conta de sua tentativa de golpe de estado há dez anos, quando os Paladinos, os cavaleiros mais fortes do reino, foram chamados para combatê-los. Ou pelo menos é essa a versão oficial. A princesa Elizabeth acredita que os Sete Pecados Capitais, na verdade, são a única esperança de salvação do reino, que supostamente teria sido tomado pelos Paladinos, os verdadeiros vilões! E assim, quando, por acidente, ela acaba encontrando um deles (Meliodas), começa a jornada da princesa em busca de todos os sete, nessa clássica aventura fantástica!

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