Uma das maiores editoras de mangá do Japão acaba de adquirir uma menor
Uma das três gigantes do mercado japonês de mangá e light novels acaba de ficar ainda maior. A Kodansha informou hoje que comprou a editora Ichijinsha, agora uma subsidiária dela. Segundo o pressrelease da empresa, eles esperam aumentar a variedade e qualidade dos seus títulos oferecidos.
Esta compra não é algo raro no Japão, desde meados de 2000, quando o país começou sua queda nas vendas de revistas, as editoras passaram a comprar umas às outras afim de se fortalecerem. A própria Ichijinsha em 1998 comprou a Issaisha e absorveu todas as suas publicações.
Mais recentemente, por exemplo, a Kadokawa Shoten comprou e tornou suas subsidiárias diversas editoras menores (ASCII Media Works, Enterbrain, Fujimi Shobo e Media Factory), que por sua vez se uniu a Dwango, tornando-se um dos maiores grupos midiáticos do Japão. Essa expansão e “canibalismo” das gigantes japonesas ultrapassou até seus limites territoriais, tornando-se multinacionais com sedes e subsidiárias na China, Coreia, Taiwan e até Estados Unidos, onde três das maiores editoras de mangás pertencem às três gigantes japonesas.
Até onde tudo indica, por enquanto a editora Ichijinsha continuará a gerenciar e lançar suas obras e revistas como uma subsidiária independente, mas há a possibilidade de no futuro ser totalmente integrada à Kodansha.
Para nós brasileiros a compra não interferirá nos nossos mangás, na verdade atualmente apenas um está sendo publicado no Brasil: Loveless da NewPOP. No passado, contudo, tivemos Tokyo Summer of the Dead e Dawn – Tsumetai-te pela Nova Sampa (Jens) e 07-ghost pela Panini. Sim, apenas 4. A editora é especialmente forte nas demografias josei, incluindo os josei yuri e boy’s love (yaoi), o que explica não ter quase obra alguma licenciada no Brasil.
