
I
O ano de 2016 pode ser visto de duas formas distintas quando o assunto é light novels, uma positiva e uma negativa. Comecemos pela negativa: 2016 foi um ano escasso de novidades de light novels no Brasil.
Escasso é até elogio. Não tivemos nada. Em 2015 foram anunciadas quatro light novels (K: side blue; Fate/Zero; Log Horizon; e Morte), além de Another (que não pertence a esse gênero, mas também faz parte desse mundinho dos mangás e animês). Era uma fagulha de esperança de que, a partir de agora, pudéssemos começar a ter um mercado de light novels no Brasil. Mas 2016 passou em branco e não tivemos o anúncio de nenhuma outra obra para 2017.
A verdade é que esperança era algo que não devíamos ter, afinal apenas uma editora estava investindo nesses livrinhos e a mesma é conhecida pelo ritmo lento de publicações, constantes atrasos, etc. É evidente que a editora deve estar negociando outras e, talvez, até já tenha licenciado uma ou outra série, mas mesmo assim não se deve ter esperança de que aquela obra que você tanto quer seja publicada no Brasil em um período curto.
A cada ano mais a mais séries de light novels ficam famosas devido a adaptações em animê e os fãs pedem à exaustão e, como deve ser claro para todos, é impossível uma única editora licenciar e lançar cada uma das novas tendências que vão surgindo ano após ano. Basta ver o exemplo dos mangás em que séries ganham notoriedade e muitas delas só são lançadas anos depois, se tiver sorte. Então devemos apenas aproveitar o que temos no momento e só…
II
Apesar da escassez de anúncios de novas séries, 2016 foi um ótimo ano para quem curte light novels no Brasil, ao menos as lançadas por aqui. Se não tivemos anúncios, tivemos lançamentos com a publicação de volumes de No game No life, Fate/Zero e Log Horizon. Isso sem contar do livro Number Six.
Ao todo foram 9 tomos publicados. Considerando que a NewPOP sofreu com problemas de papel, falta de tradutores, entre outros, ter conseguido lançar tantos volumes de novels é uma vitória. Para o leitor, ter tantos livrinhos à disposição também não foi nada mal. No todo, para quem gosta dos livrinhos japoneses até que foi um bom ano e quase nada a reclamar…
Abaixo você confere as capas dos volumes publicados este ano.
***
Leia também:
Retrospectiva 2016: uma nova perspectiva para shoujos e joseis no Brasil?
Retrospectiva 2016: De novo, o ano dos relançamentos
Retrospectiva 2016: Mudanças de distribuição
Retrospectiva 2016: Databooks e Artbooks
BBM