Biblioteca Brasileira de Mangás

BBM Lista – Os melhores mangás desconhecidos de 2017

Uma seleção de boas obras…

Todos os anos as editoras de mangás publicam um ou outro título mais desconhecido do grande público e que acaba surpreendendo de tal forma que você não sabe o porquê de não ter conhecido aquela obra anteriormente. Muitas desses mangás acabam sendo até mesmo muito melhores do que vários medalhões por aí.

A postagem de hoje, ainda em clima de ano novo, é apresentar a vocês os 4 melhores mangás “desconhecidos” publicados no Brasil em 2017 na opinião deste redator.

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Sunset Orange

Sunset Orange é uma narrativa de romance colegial, daqueles mais convencionais possíveis. Uma pessoa idolatra a outra e se acha muito inferior em relação a essa outra, mas após um tempo essa outra demonstra interesse na primeira. A única diferença é que se trata de um mangá yuri, ou seja, mostra a relação de duas meninas.

Embora seja bastante clichê e tenha uns problemas narrativos aqui e ali, o romance e o slice of life apresentados na narrativa é muito interessante e as pitadas de erotismo dão um toque, transformando o mangá em uma leitura imprescindível.

Sinopse: Ao se apresentar para sua classe, Kanae, uma linda aluna que veio de Tóquio, imediatamente conquista o afeto de Chizuru. Ela torna-se completamente fixada em Kanae e sua beleza, fazendo sua mente ficar cada vez mais preenchida por sua colega de classe. Quando ela entra para o círculo de amizade de Chizuru, esse afeto começa a crescer continuamente. Será que irá nascer um sentimento além da amizade? Ou o desejo de Chizuru por Kanae dará lugar a coisas ruins?

O homem que foge

Embora Natsume Ono seja razoavelmente conhecida, O homem que foge é uma obra das mais obscuras da autora e, ainda assim, talvez melhor do que os títulos mais conhecidos dela. Com um traço diferenciado, lembrando rabiscos, O homem que foge é uma obra muito reflexiva, apresentando questionamentos bastante pertinentes à vida humana, ainda que boa parte deles sejam apenas sugeridos e não expressos em palavras.

Não é uma obra para todo mundo, mas é um mangá que todos deveriam dar uma chance…

Sinopse: Em meio a um grande suspense, o mangá convida o leitor a uma reflexão sobre as consequências das decisões que são tomadas ao longo da vida. Com seu traço delicado e uma narrativa densa, Natsume Ono leva seus protagonistas a enfrentarem seus medos e temores ao mesmo tempo que surpreende o leitor com uma fábula moderna e introspectiva.

O homem que passeia

Jiro Taniguchi é um dos autores mais cults do Japão e O homem que passeia é uma das mais populares. Ainda assim trata-se de um título bem desconhecido do grande público. A obra é uma dessas narrativas praticamente sem histórias, feitas para você apreciar a arte e descobrir o prazer de aproveitar os pequenos detalhes da vida. Uma obra essencial para todo mundo que é fã de mangás.

Sinopse: Nestas páginas com um estilo introspectivo e intimista, Jiro Taniguchi dá-nos a conhecer O homem que passeia, através das suas deambulações, frequentemente mudas e solitárias, através da cidade onde reside. Uma história que se distancia dos estereótipos habituais do mangá, onde se sucedem pequenas histórias sem diálogo, encontros ocasionais, o prazer da contemplação e de andar sem destino.

A cidade da luz

Tal qual Taniguchi e Ono, Inio Asano é um autor relativamente conhecido. A cidade da luz, porém, está longe de ser uma das mais populares do autor. Entretanto, a obra tem todas as características que fizeram de Asano um autor conhecido, com um drama excessivo, mostrando os problemas humanos de uma forma até certo ponto cruel. É uma obra para se ler apenas em momentos felizes, mas também é uma leitura obrigatória.

Sinopse: A história acontece numa cidade acima de um monte, conhecida como cidade da luz. Entretanto, no interior destas construções há uma escuridão profunda que contrasta com a luz do sol… Tasuku é um garoto que vive nessa cidade e é uma espécie de porta-voz de um misterioso grupo que organiza suicídios pelo telefone. Vários outros personagens são apresentados, tais que levam vidas comuns, mas que acabam se envolvendo com os contos da cidade. Entre eles há Hoichi: um jovem que se envolve com a parte obscura da cidade com o intuito nobre de “comprar” a cidade e reconstruí-la da forma que ele via quando criança.

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