
Você sabe que certo mercado movimenta muitos produtos quando empresas de análise de dados passam a acompanhar esse fluxo. Aqui no Brasil, apenas livros são levemente acompanhados, nos EUA por outro lado, até coisas como mangás tem suas vendas analisadas e computadas.
ICv2 é uma dessas empresas que computa e vende dados sobre o mercado de mangás, esta semana eles liberaram a lista de mais vendidos por lá nesta primavera boreal, confira abaixo:
| # | Título | Editora | Demografia |
| 1 | Naruto | VIZ Media | Shonen |
| 2 | Tokyo Ghoul | VIZ Media | Shonen |
| 3 | Attack on Titan | Kodansha Comics | Shonen |
| 4 | One Punch Man | VIZ Media | Shonen |
| 5 | One Piece | VIZ Media | Shonen |
| 6 | Fairy Tail | Kodansha Comics | Shonen |
| 7 | Dragon Ball | VIZ Media | Shonen |
| 8 | Black Butler | Yen Press | Shonen |
| 9 | Death Note | VIZ Media | Shonen |
| 10 | Sword Art Online | Yen Press | Shonen |
Embora não haja uso prático da lista para nós, brasileiros, é um bom parâmetro para julgar o que deve vender mais aqui, já que não temos forma alguma de sabermos dados assim. Vale comentar que temos todos esses mangás lançados no Brasil pelas nossas próprias editoras. Outra coisa a se notar é o fato de só ter dado Shounen.
O interessante desse gráfico é perceber o quão diferente é o perfil de vendas entre o Brasil e EUA. Não só por movimentar uma quantidade significativa de produtos digitais (Digital, em cinza), mas por ser massivamente lançado em lojas especializadas (Comic Store, em verde e azul) e livrarias (Book Channel, em rosa), como por quase não vender nada em bancas de jornais (Newsstand, em laranja).
No gráfico as obras são divididas entre “Comic Books” e “Graphic Novel”, no Brasil seria a diferença entre as revistinhas de quadrinhos e os volumes de quadrinhos. Por lá, apenas revistinhas saem em bancas (e movimentam pouquíssimo), mangás em sua maioria são lançadas em formato de volume/livro e são exclusivamente vendidos em lojas especializadas e livrarias.
Recentemente a editora NewPOP alterou sua distribuição nos mesmos moldes acima e gerou certa polêmica, os benefícios de sair das bancas é óbvio e fácil de identificar, mas muitos questionam os problemas de acesso e a viabilidade desse perfil no Brasil, já que mesmo livrarias por aqui são raras e muitas cidades não possuem nenhum ponto de venda sequer.