Resenha: Fairy Tail Blue Mistral (volume 1)

Nessa altura do campeonato dizer que a franquia Fairy Tail é um sucesso no Brasil é chover no molhado. A obra foi lançada por inteiro, vieram diversos spin-offs e até mesmo outros mangás do autor (EDENS ZERO e HERO’S) apareceram, mostrando a força que a obra de Hiro Mashima tem em nosso país.

Entretanto, não sou fã de Fairy Tail, só li o primeiro volume do mangá e nada mais. Não conheço a trama e só sei que as pessoas detestaram o final. No entanto, aqui estou eu com o primeiro volume de um spin-off em mãos.

Por quê? Acontece que Fairy Tail Blue Mistral, a mais nova obra derivada a sair no Brasil, foi lançada no Japão na Nakayoshi, uma conhecida revista shoujo da editora Kodansha, e particularmente gosto bastante dos mangás publicados nela. Embora seja uma revista importante (foi a casa de Sailor Moon, Cardcaptor Sakura e Guerreiras Mágicas de Rayearth) não é tão comum sair mangás dela no Brasil, então qualquer obra que aparece deve ser apreciada, ainda que seja um spin-off de uma série com a qual eu não tenha tanta familiaridade. E, por isso, eis que comprei o primeiro volume para ver como era a história.

Fairy Tail Blue Mistral foi publicado entre 2014 e 2016, rendendo quatro volumes no total no Japão. Por aqui, a JBC lançou os dois primeiros volumes em novembro. Os outros dois estão previstos para serem publicados já agora dezembro, durante a CCXP, concluindo-a em tempo recorde.

Esta resenha falará apenas e tão somente do primeiro volume.

  • Sinopse Oficial

A primeira missão que Wendy pega para realizar sozinha depois de entrar para a guilda de feiticeiros Fairy Tail foi o caso misterioso do “Fantasma do Dragão”! A Matadora de Dragão de apenas 12 anos usa sua magia para salvar uma vila onde pessoas estão desaparecendo misteriosamente! Eis um emocionante spin-off derivado de Fairy Tail.

  • História e Desenvolvimento

A história de Fairy Tail Blue Mistral começa, de forma evidente, na guida “Fairy Tail”, com Wendy, a protagonista, sentindo medo da sua primeira missão solo. Após um pouco de coragem, Wendy, junto com Charle (uma espécie de gata que voa O_O), vai até uma vila onde pediram ajuda. Ao chegar ao local, porém, ela não encontra a pessoa que solicitou auxílio à “Fairy Tail”, mas logo descobre o que está acontecendo, as pessoas estavam desaparecendo por causa do misterioso “Fantasma do Dragão” que aparecera na vila alguns meses antes.

A obra mistura um clima de amizade (Wendy conhece nessa vila uma garota chamada Yoshino e as duas passam a conviver, ser amigas, etc) e aventura, com o mistério das pessoas desaparecidas e a presença desse suposto fantasma. Aliado a um clima leve e de comédia, a obra vai se desenvolvendo com você já percebendo como será a trama, descobrindo quem é o responsável por tudo o que estava acontecendo e começando a conjecturar como as coisas iam acabar.

O mais legal é que a gente descobre o que está acontecendo mesmo, não existem dúvidas e fica com a pulga atrás da orelha sobre como isso durará quatro volumes, mas então vem a coisa legal, ainda no primeiro volume tudo é resolvido e a história acaba^^.

Como assim? Mas já? Tudo o que a sinopse pregava, sobre a primeira missão solo da Wendy, a questão das pessoas desaparecidas e o aparecimento do fantasma do dragão acaba exatamente ali mesmo, mas questões ficam pendentes para serem respondidas nos próximos volumes, por exemplo, a de quem pediu ajuda à Fairy Tail. Além disso, no final do volume ocorre uma certa coisa que determina a continuidade do título, de um jeito que não é possível prever como a história se desenvolverá nos volumes seguintes.

No todo, Fairy Tail Blue Mistral é uma narrativa de aventura daquelas bem simples possíveis, com uma sucessão de acontecimentos aqui e ali. Além disso, todo aquele clima de que amizade (e o chamado poder da amizade que muitos falam em relação à franquia) é algo importante e está presente na obra, de modo que isso rege as relações entre os personagens, bem como as batalhas contra os malvados…

Em suma, é um mangá agradável de ler. Simples como são os demais mangás da Nakayoshi, mas divertido.

O Natsu também aparece…
  • A Edição Nacional

A edição brasileira veio no formato 13,2 x 20 cm, com miolo em papel Lux Cream, ao preço de R$ 22,90. É o mangá em papel Lux Cream com o preço de capa mais baixo desde que se começou a utilizar esse papel no Brasil.

Trata-se de uma edição bastante básica, bem maleável e que permite a leitura sem maiores problemas. Quanto ao texto, não encontrei erros de revisão e a adaptação me parece bem boa, com um texto bastante fluído e sem gargalos linguísticos. Nada a reclamar nesse sentido.

  • Conclusão

É realmente possível ler um spin-off de uma série sem ter lido a série principal? A resposta é que depende da série. Algumas necessitam sim conhecer todo o universo para se ter uma melhor compreensão do que está acontecendo. Não é o caso de Fairy Tail Blue Mistral. Embora exista uma ou outra referência, uma ou outra piada, é fácil compreender o contexto apenas conhecendo “por alto” a franquia, de modo que a gente consegue ler o mangá como algo à parte sem o menor problema. A gente só não vai ter uma profunda compreensão de quem são Wendy e Charle, mas para o todo da história, isso termina não sendo relevante, ao menos nesse primeiro volume.

Fairy Tail Blue Mistral é uma historinha de aventura bem divertida, que faz você passar o tempo, apreciando muito bem o que está sendo contado. Não é nada de outro mundo, não é nenhuma revolução nas histórias em quadrinhos, é apenas e tão somente uma obra para descontração. Para quem quer um título curto de aventura, eis um mangá para você. Se não é isso que você procura, tem outros mangás no mercado…

  • Ficha Técnica

Título Original: FAIRY TAIL ブルー・ミストラル
Título NacionalFairy Tail Blue Mistral
Autor: Rui Watanabe
Tradutor: Karen Kazumi Hayashida
Editora: JBC
Dimensões: 13,2 x 20 cm
Miolo: Papel Lux Cream
Acabamento: Capa cartonada simples
Classificação indicativa: Livre
Número de volumes no Japão: 4
Número de volumes No Brasil: 2 (ainda em publicação)
Preço: R$ 22,90
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