
Uma nova história do Homem Morcego
Os mangás do Batman (ou de super-heróis em geral) parecem partir do pressuposto de que existe uma história prévia e que você ao menos sabe da existência, mesmo que nunca tenha lido ou assistido a franquia.
Em Coringa: Operação Babá, por exemplo, você não precisa ter lido ou assistido nada do Batman para entender a história, mas você entra no mangá já tendo a sua bagagem, de que existe o Homem Morcego e que o Coringa é seu maior inimigo. Já em Batmangá vemos historinhas autoconclusivas, mas entramos na obra já tendo que saber que existiam Batman e Robin, afinal é um mangá baseado em uma série antiga. Por sua vez, Batman: A Criança dos Sonhos apresenta um mundo onde o Batman já é famoso e veremos uma história própria envolvendo supostos bandidos clássicos.
Batman: Justiça Presente é um pouco diferente disso, pois ele é quase como um “mangá de início”, que está criando uma nova história para o Homem Morcego. Saber da história pregressa da franquia ajuda você a se situar melhor, mas esse parece ser um título que você pode entrar mesmo que você nunca nem tenha ouvido falar do Batman, que não conheça Bruce Wayne, nem nada…



Batman: Justiça Presente acompanha o milionário Bruce Wayne que, três anos antes, decidiu começar a sair nas ruas da sua cidade natal, vestido com uma armadura de morcego, para combater o crime. Ele é o Batman.
Wayne criou uma inteligência artificial chamada Robin para poder auxiliá-lo em sua andanças, averiguando as melhores atitudes a serem tomadas em cada situação. Ocorre que, conquanto estivesse lutando contra criminosos comuns, com o passar do tempo figuras excêntricas começaram a aparecer e é nesse ponto que começa a história.
Veremos averiguações, além de lutas e combates do homem morcego contra vilões estranhos na cidade de Gotham.


O mangá é feito por Eiichi Shimizu e Tomohiro Shimoguchi, os mesmos criadores do mangá Ultraman, e isso fica bem visível na obra. Se em Ultraman o mangá é uma espécie de continuação do clássico tokusatsu, em Batman: Justiça Presente vemos uma história realmente nova, mas como os autores fazendo o mesmo que fizeram em Ultraman: utilizando os personagens clássicos e os reinventando.
Além de Robin (que nas histórias clássicas é um parceiro do Batman) ser uma Inteligência Artificial, o mangá também apresenta o Coringa de uma maneira bem diferente do que imaginaríamos, tornando-o uma figura muito atípica na cidade, ao menos nesse início.
Os autores também mostram Clark Kent (o Super Homem), além de personagens menos conhecidos do grande público (que eu só fui descobrir que era personagem da franquia ao pesquisar o nome no Google^^).



Dito isso, em termos gerais, Batman: Justiça Presente é uma narrativa de ação muito bem feita. A história e o seu desenvolvimento, bem como a disposição dos quadrinhos, fazem com que o leitor tenha uma imersão imediata na obra e a leitura flua muito rapidamente, de modo que você sente emoção, alegria, curiosidade e termine o volume querendo conhecer mais desse universo novo criado pelos autores.
A obra é realmente intrigante e foi uma grande surpresa nesse volume inicial, tendo tudo para ser o melhor mangá do Batman já lançado no Brasil. Sim, pois, se a obra se manter nesse nível nos próximos volumes, será realmente uma história muito boa e inventiva, a melhor dentre todas as do homem morcego que tivemos por aqui.
Ficha Técnica
Título Original: Batman Justice Buster (バットマン ジャスティスバスター)
Título: Batman: Justiça Presente
Autor: Eiichi Shimizu; Tomohiro Shimoguchi
Tradutor: Kevin Archanjo
Editora: Panini
Número de volumes no Japão: 3 (ainda em publicação)
Número de volumes no Brasil: 1 (ainda em publicação)
Dimensões: 13,7 x 20 cm
Miolo: Papel offwhite
Acabamento: Capa cartão
Páginas: 204
Classificação indicativa: 16 anos
Preço: R$ 37,90
Onde comprar: Amazon / Loja da Panini
Sinopse: Emocionalmente preparado e fisicamente treinado: este é Batman, o herói solitário que protege Gotham. Todos os dias, entretanto, os vilões que perturbam a paz mudam seus métodos. Enquanto isso, Batman entra em desacordo com Clark Kent quanto ao significado de justiça. Ele constrói um aparato gigantesco, sem revelar seus objetivos ao brilhante Superman de Metrópolis. Vagalume, Crocodilo, Exterminador e… Coringa? Um a um, os vilões entram em cena!
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