
Comentando minhas leituras…
A ideia desta nova coluna de resenhas é, como o nome sugere, falar das minhas leituras semanais. Isso não quer dizer, entretanto, que haverá matérias todas as semanas, afinal a vida é corrida e a gente pode não conseguir ler nada durante o período.
Ademais, eu não pretendo comentar aqui sobre lançamentos (volumes #01 e volumes únicos, pois já tem matérias específicas para esses casos) e sim apenas obras regulares que estou acompanhando ou alguma releitura eventual que aconteça. Assim eu posso falar com vocês um pouco mais sobre algumas obras, re-indicar elas, dentre outras coisas.
Por fim, esta matéria não será aprofundada e sim apenas comentários gerais sobre as obras, o que estou gostando, imaginando e assim por diante. Dito isso, vamos à primeira postagem:


Ao Ashi: Craques da Bola #06: eu já assisti ao anime e eu sabia o que iria acontecer aqui, só que mesmo assim o baque do final do volume é estremecedor. Não sei se é a distância para a época que eu vi o anime ou se é o estilo do autor, mas o mangá acabou deixando um gostinho diferenciado na boca, mais amargo, de uma completa ruptura, mesmo eu já sabendo o que iria acontecer.
Ao Ashi é um mangá de futebol para quem gosta de futebol mesmo. Por mais que a gente veja o protagonista como um certo tipo de clichê (ele não sabe muito das coisas, mas é esforçado e, além disso, tem uma característica única e especial), a obra é totalmente pés no chão, dando a sensação de que estamos vendo realmente como se joga futebol, sem invencionices, sem chutes meteoros, sem campos enormes que não terminam nunca, etc, etc, etc.
Tudo isso permeado ao drama juvenil do protagonista e o seu sonho de ser um jogador. Eu gostei demais desse mangá e não irei cansar de recomendar a vocês.
Ao Ashi: Craques da Bola está em andamento no Japão com 35 volumes. O 36º está previsto para o dia 28 junho de 2024. No Brasil, saíram 7 volumes até o momento.


Diários de uma Apotecária #03: esse é outro mangá que conheço pelo anime e acho que tem sido até aqui uma adaptação bem competente. Isto é, no sentido de passar a mesma história e mensagens que o anime (ambos são adaptados de uma light novel que eu não li). Acho a perspicácia e a astúcia da Maomao (a protagonista) na resolução de mistérios interessantíssima e que não cansa o leitor.
Tal qual o anime, o mangá consegue deixar um clima bem ameno e calmo, mesmo em momentos que poderiam ter uma certa tensão maior. Isso se deve também ao incrível senso de humor, com vários momentos de riso quebrando as sequências potencialmente tensas. No todo, o que faz esse mangá agradar é o conjunto da obra muito bem feitinho (a trama, os desenhos dos personagens, o modo como foram feitas as feições, etc).
Diários de uma Apotecária está em andamento no Japão com 13 volumes até o momento. No Brasil, o volume #04 acabou de ser lançado..


Erros Divinos #02: no primeiro volume de Erros Divinos uma coisa envolvendo o protagonista Kon havia me chamado a atenção. Ele parecia muito alheio ao mundo do mangá (um mundo em que o tempo todo acontecem bugs na vida das pessoas), recebendo explicações a torto e a direito que qualquer pessoa normalmente saberia.
Nesse segundo volume, o motivo disso é revelado e, embora parecesse óbvio se pensasse bem, foi excelente ter sido assim, pois não brincou com o leitor. Nio Nakatani já tinha mostrado uma ótima trama em Bloom Into You e vem fazendo o mesmo com Erros Divinos, estou gostando bastante e já quero mais obras delas.
Erros Divinos foi concluído no Japão em 4 volumes. No Brasil, saíram dois até o momento com o terceiro previsto para junho.


[Oshi no Ko]: Minha Estrela Preferida #06: muitas vezes eu fico me perguntando qual o motivo de Oshi no Ko ser um mangá popular e de sucesso. Ele não tem a mesma grandiosidade de Kaguya-Sama e parece estar sempre indo em direção a um nada (embora esse nada, na verdade, não seja exatamente isso).
Se em Kaguya a gente vê uma intensa análise sobre as pessoas, a vida e seus comportamentos (ainda mais considerando uma obra de comédia), em Oshi no Ko tudo tem sido bem raso, com apenas rompantes aqui e ali. Embora tenha certo sentido isso, pois a análise se mostra no comportamento das pessoas em relação ao mundo do espetáculo, o fato de isso ser a conta-gotas acaba reduzindo um pouco do impacto que certas coisas poderiam ter.
Talvez a trama não esteja bem harmoniosa nesse sentido, faltando alguma coisa que faça uma maior ligação entre tudo o que está sendo contado e as mensagens que a obra quer passar. Dito de outro modo, falta um pouco de substância para essa obra entregar todo o seu potencial.
Isso não mudou no volume #06, mas eu achei ele um pouco mais interessante por vermos um pouco mais do desenvolvimento do Áqua em relação a certos traumas dele, além de outros acontecimentos aqui e ali.
Talvez você se pergunte o porque eu continuar comprando a obra se eu tenho tantas críticas a ela? Bem, a resposta é até bem óbvia, é porque eu gosto do mangá e porque ele não é ruim. Ele tem alguma coisa ali que prende e que eu quero ver, eu quero saber como se desenvolverá determinadas coisas e se tudo o que estamos vendo por agora fará sentido. A questão é que eu gostar não faz com que eu feche os olhos para os problemas da obra.
E por falar em problemas, eu conheço os spoilers dos capítulos atuais (que estão saindo no momento no Japão) e achei a recepção das pessoas meio desproporcional e até sem sentido. Ficou parecendo que as pessoas não leram o primeiro volume do mangá, ou o segundo ou o terceiro e ficaram fazendo um certo escanda-lo sem sentido.
[Oshi no Ko]: Minha Estrela Preferida está em andamento no Japão com 14 volumes com o 15º previsto para o dia 14 de julho de 2024. No Brasil, saíram 6 até o momento e o sétimo está previsto para breve.


Spy x Family #12: os volumes de Spy x Family vêm seguindo uma mesma tendência, com alguns capítulos de apreciação dos personagens (coisas leves, fatos bobos, humor aqui e ali), com outros formando um grande arco. No volume #11 o grande arco que vimos foi um sequestro ao ônibus da Anya e no #12 uma perseguição implacável.
Para quem lê a obra como o “mangá da Anya” esse não foi um volume em que ela apareceu tanto e acabamos vendo mais o Loid com muitas cenas de ação e aventura, ótimo para quem sentiu falta disso. No todo, o título continua com sua trama praticamente intacta e inerte de sempre, com uma coisa acontecendo e todo mundo tendo que agir para continuar tudo igual e o plano maior seguir sem problemas.
No mais, o meu maior comentário a respeito dessa obra é que, para mim, pode continuar assim para sempre. Não há o porquê acabar logo, não tem razão de aumentar o ritmo, e esse jeitinho do mangá pode ser levado pelo tempo que quiser que iremos continuar acompanhando, enquanto estiver sendo bom.
Spy x Family está em andamento no Japão com 13 volumes até o momento. No Brasil, foram lançados 12 até aqui e o terceiro está previsto para julho.


Minha Adorável Cosplayer #08 e #09: bem, Minha Adorável Cosplayer continua sendo aquela boa comédia romântica de sempre, com o Wakanda inseguro e a Marin percebendo certos sentimentos aqui e ali. É um mangá de vida escolar e cotidiana como outro qualquer, com o detalhe de sempre aprendermos (ou supostamente aprendermos) um pouco mais sobre o mundo do Cosplay.
Não tenho muito o que comentar da história, apenas gosto dos personagens e continuarei acompanhando.
Minha Adorável Cosplayer está em andamento no Japão com 13 volumes até o momento. No Brasil, foram lançados 9 até aqui com o 10º estando para sair.
NOS SIGA EM NOSSAS REDES SOCIAIS

Referente a Ao Ashi eu gostei do anime e acabei lendo vários capítulos do mangá online, mas agora vou acompanhar só pela publicação da JBC mesmo que demore bastante pra chegar na parte em que parei. Mas falando da história gosto muito da narrativa do autor e a pegada mais realista em relação ao esporte e também gosto do desenvolvimento que ele dá para os personagens secundários também como o Akutsu e o Trepone entre outros são muito bons mesmo.