
Comentando minhas leituras…
A ideia desta nova coluna de resenhas é falar das minhas leituras semanais. Isso não quer dizer, entretanto, que haverá matérias todas as semanas, afinal a vida é corrida e a gente pode não conseguir ler nada durante o período.
Ademais, eu não pretendo comentar aqui sobre lançamentos (volumes #01 e volumes únicos, pois já tem matérias específicas para esses casos) e sim apenas obras regulares que estou acompanhando ou alguma releitura eventual que aconteça. Assim eu posso falar com vocês um pouco mais sobre algumas obras, re-indicar elas, dentre outras coisas.
Por fim, esta matéria não será aprofundada e sim apenas comentários gerais sobre as obras, o que estou gostando, imaginando e assim por diante. Dito isso, vamos à postagem, a segunda desta coluna^^:


Silver Spoon #12: Silver Spoon foi um dos mangás de comédia e drama que eu mais gostei. Desde a época em que conheci a obra pela adaptação em anime já dava para perceber como a autora trabalhava bem os personagens, o ambiente e a trama. Com a leitura do mangá em si, isso se confirmou e foi muito agradável ler.
Entretanto, parece que Silver Spoon acabou no volume #11. Ainda tem coisas para acontecer, ainda há um desenvolvimentos pendentes, mas parece que o volume #12 inicia um grande epílogo da obra. O jeito de contar a história mudou, tudo tem sido corrido (os volumes #01 a #11 se passam no período de um ano, já no volume #12 parece ter se passado mais de um ano) e o clima é outro, é um clima pronto para o desfecho, para o terminar da história.
Ainda faltam 3 volumes, mas já aqui se sente a despedida da obra. Eu não gostei do que foi apresentado nesse volume, do modo como as coisas foram sendo conduzidas (como a apresentação de novos personagens que poderiam ter um grande destaque), mas ainda deu para se divertir (há várias passagens de humor hilariante) de maneira que não irei abandonar faltando tão pouco para o término. De mais a mais, espero que a Hiromu Arakawa surpreenda e faça um final digno para a obra.
Silver Spoon foi concluído no Japão com 15 volumes. No Brasil, saíram 12 volumes até o momento.


Ao Ashi: Craques da Bola #07: o final do volume #06 e o volume #07 por inteiro apresentam a mesma sensação. A cada par de páginas parece que tudo estremece com a grande mudança na história que ocorreu aqui. O protagonista, Aoi, que é um atacante e só quer fazer gols, foi deslocado para a defesa, para a lateral, do mais absoluto nada. Essa foi a grande reviravolta da história até aqui.
O meu comentário geral acaba sendo bem semelhante ao post da semana passada, onde eu falei sobre o volume #06. Eu já assisti ao anime, eu já sabia tudo o que ia acontecer aqui, mas mesmo assim o mangá conseguiu colocar uma carga dramática enorme e fez com que eu experimentasse a história como se fosse a primeira vez, com cada detalhe, com cada página passada sendo mais primorosa do que a outra.
Ao Ashi melhora a cada volume e eu já estou no aguardo do oitavo. Espero que logo comece a chegar nas lojas.
Ao Ashi: Craques da Bola está em andamento no Japão com 35 volumes. O 36º está previsto para o dia 28 junho de 2024. No Brasil, saíram 7 volumes até o momento.


Flying Witch #05: esse é um mangá para a gente relaxar vendo os personagens relaxando^^. Cada volume é apenas uma sucessão de pequenos acontecimentos diários envolvendo uma bruxa e seus amigos. Podemos ver a criação de uma nova magia, um passeio, um pequeno trabalho, dentre outras coisas, tudo de uma maneira muito leve e calma, feito para apreciarmos o momento.
Esse é um tipo de mangá que não costuma agradar muita gente, mas é uma estilo que eu me amarro bastante e gostaria de ter mais por aqui. É ótimo para ler um capítulo ou outro por dia em meio a outras leituras ou outros afazeres. Recomendo bastante. O primeiro volume está sempre com bons preços na Amazon.
Flying Witch está em andamento no Japão com 12 volumes, mas com o 13º previsto para o dia 7 junho de 2024. No Brasil, saíram 5 volumes até o momento.


Dead Dead Demon’s Dededede Destruction #12: e acabou mais um mangá de Inio Asano no Brasil e foi uma excelente jornada. Os personagens da obra são intensamente carismáticos, principalmente as protagonistas Kadode e Ouran, e o título faz reflexões interessantíssimas ao longo de toda a obra, reflexões sobre a natureza humana, políticas, dentre diversas outras coisas.
Esse é um título em que Inio Asano consegue fazer uma boa leitura de como o mundo seria se, de repente, estivéssemos frente a frente com alienígenas que não fossem uma grande potência, mas que de algum modo representasse problemas para o status quo mesmo assim.
Apesar disso eu não gostei do final. Embora ele seja congruente com o que vinha sendo desenvolvido, acho que Asano pesou a mão na questão do fim do mundo e da resolução.
Mas, ok, isso faz parte. Entretanto, o que me deixou mais desapontado é que a Kadode e a Ouran que a gente aprendeu a amar não parecem elas mesmas no final, como se a obra nos dissesse que o que a gente gostou só existiu por conta do “fim do mundo” e sem ele as coisas acabariam mudando de um jeito ou de outro.
Mas, apesar dos pesares, continuo achando a obra interessante e com uma boa jornada que ainda vale a leitura.
Dead Dead Demon’s Dededede Destruction possui 12 volumes no total. Foi concluído no Japão e agora no Brasil também.


Chi’s Sweet Home #11: e a gente chegou ao clímax de Chi’s Sweet Home, faltando agora um volume para a sua conclusão.
Nesse mangá, basicamente a gente apenas relaxa acompanhando as aventuras de uma gatinha chamada Chi, com capítulos curtinhos e divertidos. Ocorre, porém, que também, em meio a isso, vinha acontecendo algo aos poucos:
A gatinha não se lembra de nada antes de ser adotada, mas alguns gatos da região pareciam conhecer a verdadeira família da Chi, a família felina da Chi. E esse volume chega justamente ao clímax disso, com a mãe da Chi aparecendo e tudo ficando misturado.
Eu não sei como a obra vai acabar (se a Chi ficará com a família felina ou com a família humana) e, na verdade, isso não importa, pois o bom desse mangá é acompanhar as brincadeiras da gatinha, então sentiremos falta independente do desfecho.
Chi’s Sweet Home foi concluído no Japão em 12 volumes. No Brasil, saíram 11 até o momento.


Acho que meu filho é Gay #02: mais um volume muito bom dessa obra, com mais uma série de capítulos em que coisas simples acontecem e a mãe reflete sobre o filho, seus gostos, suas preferências, dentre diversas outras coisas.
O fato de esse ser um mangá em que “nada acontece” somado ao fator “ternura a mil” tende a não agradar todo mundo, mas a verdade é que esse jeitinho meigo é muito gostoso de ler e apresenta reflexões interessantíssimas sobre a comunidade LGBTQIAP+, preconceitos e como heterossexuais (mesmo não “querendo” ser preconceituosos) pensam.
O único ponto ruim de verdade é que quem deveria ler esse mangá não vai ler, e se por ventura ler, não vai entender.
Acho que meu filho é gay foi concluído no Japão em 5 volumes. No Brasil, saíram 2 números até o momento. Os demais já estão em pré-venda.


Minha Adorável Cosplayer #10: eu achei o décimo volume um pouco mais chato do que os demais, pois a questão do mundo do Cosplay acabou ficando mais em evidência do que a média e eu acabei não gostando tanto do jeito que foi feito. Ainda assim, o volume teve passagens memoráveis, que mostram o suprassumo do humor em Minha Adorável Cosplayer.
De mais a mais, a parte de comédia romântica continua funcionando e agora parece que a Marin está decidida a abrir o jogo sobre seus sentimentos. Continuo acompanhando e gostando da obra.
Minha Adorável Cosplayer está em andamento no Japão com 13 volumes até o momento. No Brasil, foram lançados 10.


Cherry Magic #02: uma coisa que ler Cherry Magic me fez perceber é que a gente precisa de mais mangás que se passam no ambiente de trabalho. Mangás que se passam na escola existem aos montes, mas mangás de “trabalhadores comuns” eu só me lembro de cabeça de Wotakoi e 10 coisas para fazer antes dos 40 (obviamente, estou excluindo mangás de fantasia).
No mais, Cherry Magic é uma história de drama, humor e romance dos bons. Ele apresenta bem os dilemas de Adachi (30 anos, virgem e que nunca teve um relacionamento), com suas diversas preocupações acerca de si mesmo, além da relação dele com seu colega de trabalho Kurosawa (que nutre um sentimento secreto por Adachi), tudo de maneira bem meticulosa e interessante.
O fato de essa obra ter um pouco de fantasia (Adachi consegue ler a mente das pessoas que ele toca) serve como um motor para a trama (afinal, por exemplo, Adachi nunca saberia que Kurosawa gosta dele se não fosse isso) e para as passagens de humor, mas é pouco relevante para as questões pessoais do protagonista que perpassam mais pelo contato e amizade (amor) que ele vai desenvolvendo com Kurosawa do que pelos poderes em si.
A obra vai se desenvolvendo pouco a pouco, os sentimentos vão se mostrando, a relação entre os protagonistas vai ficando mais intensa, tudo de maneira gradual e bem feita. E tem sido realmente muito legal de acompanhar. O único demérito dele é ter poucas páginas^^.
Cherry Magic está em andamento no Japão com 14 volumes até o momento. No Brasil, foram lançados 2 números.
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