
Aquele mangá daquele anime
Em abril, a editora Panini começou a publicar no Brasil o mangá Ragna Crimson, de Daiki Kobayashi. A obra ficou famosa recentemente com a exibição de sua adaptação em anime, que foi ao ar entre outubro de 2023 e março de 2024.
O mangá começou a ser publicado no Japão em 2017 na revista Gangan Joker, da editora Square Enix, e continua em publicação até hoje, atualmente com 14 volumes publicados. No Brasil, a Panini já lançou três números até o momento. Esta resenha se baseará apenas no volume inicial.



Ragna Crimson é um mangá de fantasia com ação e aventura. Ela se passa em um local onde a população é assolada por dragões e, para proteger as pessoas, alguns bravos heróis se arriscam como caçadores.
Nisso, conhecemos Leo – uma menina de 12 anos que é tida como uma caçadora prodígio e quem mais matou dragões entre todos da região – e Ragna, seu companheiro de aventuras. O protagonista da história é o jovem Ragna que, após ser salvo por Leo, decide ficar forte e fazer de tudo por sua salvadora, desejando ficar com ela até o fim da vida.
Certo dia, porém, Ragna recebe a visita de alguém desconhecido e lhe passa uma visão assustadora de acontecimentos futuros, acontecimentos estes que dentro em breve matariam Leo. Antes que pudesse ficar mais forte e evitar esse futuro, um grupo de dragões superiores começa a atacar. Nesse ínterim, o ser desconhecido reaparece e revela ser o próprio Ragna do futuro, um Ragna amargurado por agora ter um poder avassalador, mas não ter conseguido salvar Léo. Assim, o Ragna do presente deseja os poderes do Ranga do Futuro e este os estrega a ele.
Desse modo, o Ragna do presente se torna um ser forte, talvez o único capaz de derrotar os dragões mais poderes do mundo, e consegue salvar Leo do ataque inicial que a mataria. Mas, a partir daí, Ragna deve partir em viagem solo procurando por Crimson, um Dragão Monarca, um dos mais forte dragões e que se rebelou contra os outros dragões. O objetivo deles? Trazer a paz matando todos os dragões, inclusive o chamado deus dragão.


Falar sobre Ragna Crimson sem descrever bastante a história soaria bastante superficial, pois a trama ficaria parecendo muito genérica e sem sal. A bem da verdade, Ragna Crimson é uma história de fantasia comum, de luta de bem contra o mal, com uma protagonista forte que busca proteger quem ele acha importante, não distando em nada de outras obras do gênero. Ainda assim, o primeiro volume consegue trabalhar a trama muito bem e faz com que a gente veja um potencial de ser uma história marcante, mesmo com elementos já batidos.
Sim, pois, é bastante natural que as histórias utilizem-se de lugares comuns para a ambientação de uma trama, mas o que chama a atenção, o que desperta interesse é o jeito de contar. E Ragna Crimson consegue ser bem aprazível, contando uma história que parte de clichês ultra-convencionais (aquele grupo de pessoas numa “guilda”, que recebem missões por dinheiro), numa ambientação também saturada (um clima meio medieval), mas criando uma narrativa que envolve a gente, misturando elementos de viagem no tempo e criando um clima diferente, com um protagonista que tem uma ciência maior do que está por vir.

Ragna Crimson não é nada revolucionário e nem nada do tipo, mas consegue agradar, por seu estilo, mesmo quem já está cansado do gênero fantasia. Evidentemente, essa é uma percepção baseada apenas no volume #01, e, assim, nos demais talvez ele pode se focar apenas nas lutas e batalhas e se tornar uma obra como qualquer outra, sem nenhum diferencial, mas ele tem um potencial de ir um pouco além.
***
Para terminar, eu gostei desse mangá, como ficou claro, ENTRETANTO não a ponto de querer continuar a colecionar. Eu continuo achando que ele tem potencial, mas, por certas razões (R$), eu prefiro me focar em outras obras, de outros gêneros.
Recomendo a compra? Se você gosta de fantasia com ação e aventura, acho que vale pelo menos o primeiro volume para você ver por você mesmo. Ou assistir ao anime para ter uma decisão mais certa^^.

A edição brasileira vem no formato padrão da editora Panini, com o tamanho 13,7 x 20 cm, com miolo em papel offwhite e capa cartão. Há verniz localizado na capa e quarta-capa. São 258 páginas no primeiro volume (sendo duas delas coloridas em papel couchê) e o preço é R$ 40,90.
É uma edição comum da Panini acrescentado do verniz localizado, que dá um charme à capa. De resto, a encadernação é ok e o papel é bom, embora tenha uma transparência ou outra aqui e ali.
Ficha Técnica
Título Original: ラグナクリムゾン
Título: Ragna Crimson
Autor: Daiki Kobayashi
Tradutor: Gabriela Takahashi
Editora: Panini
Número de volumes no Japão: 14 (ainda em publicação)
Número de volumes no Brasil: 3 (ainda em publicação)
Dimensões: 13,7 x 20 cm
Miolo: Papel offwhite 66g
Acabamento: Capa cartão
Páginas: 258 (sendo 2 coloridas)
Classificação indicativa: 16 anos
Preço: R$ 40,90
Onde comprar: Amazon / Loja da Panini
Sinopse: “Caçador de dragões” é uma profissão em que brandem espadas de prata e ganham recompensas por caçarem dragões. O garoto Ragna, um caçador de dragões incompetente, formou uma dupla com Leonica, uma garota prodígio que possui, de longe, a maior quantidade de abates de dragões, e ia para missões de extermínio diariamente. O desejo dele era um só… “Não me importo de não ser forte. Só quero ficar ao lado de Leo para sempre.” Esse sentimento do garoto, porém, se estilhaçou fragilmente diante de um ataque do mais terrível dragão de todos… Ele enfrenta o imbatível; reluta contra o destino; e segue para além dos limites… Está aqui uma batalha super estoica e extrema de outro mundo!!!
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