Leituras da Semana: “Diários de uma Apotecária #10” e outras obras

Comentando minhas leituras

Em mais uma matéria desta coluna, desta vez venho falar de Diários de uma Apotecária #10, mais Chaos Game e Mabataki Yori Hayaku!!, Oshi no Ko #13, além de outras obras.

Oshi no Ko: Minha Estrela Preferida #13: se você acompanha essas postagens deve se lembrar que minhas opiniões acerca desse mangá não são exatamente boas. O primeiro volume foi excelente, mas do volume #02 em diante foi um misto de coisas muito boas e muito ruins.

Agora, estando no volume #13 e olhando em retrospectiva, o mangá foi bem desconjuntado no geral, com um monte de elementos, falas e arcos que não foram bem aproveitados. Não é que tenham sido ruins de verdade, mas conhecendo a outra obra do autor e vendo a capacidade dele de desenvolver as histórias e colocar explicações e tudo mais, Oshi no Ko ficou devendo na maior parte do tempo.

Claro, houve volumes excepcionais, volumes em que a gente viu que era um mangá do Aka Akasaka mesmo, volumes em que tudo foi meticulosamente bem feito e que geraram grande impacto. Ainda assim, no geral muita ficou espaçada e desconjuntada, como a vingança do Áqua que ficou dormente durante boa parte da trama, além da aparição de um determinado personagem – nunca antes mencionado – do nada.

Agora já estamos entrando na reta final e o volume #13 foi um dos melhores senão o melhor volume da obra até aqui. Temos novas revelações, novos desdobramentos e o plano de Áqua para se vingar de seu pai biológico continuam a mil, com o início das gravações do filme.

As histórias apresentadas no volume (o passado de Sarina, o passado da Miyako, dentre outras coisas) foram bem intensas e impactantes, de maneira que o todo da trama foi se aprofundando e aprofundando de uma maneira espetacular.

Se a obra tivesse sido feita nessa pegada como um todo, teria sido bem melhor e mais harmônica do que foi, pois aqui foram apresentadas histórias, falas sobre a indústria de entretenimento, elementos sobrenaturais, em suma, tudo o que é Oshi no Ko teve nesse volume e de uma maneira toda enredada, toda bonitinha…

“Oshi no Ko: Minha Estrela Preferida” foi concluído no Japão em 16 volumes. No Brasil, saíram 14 até o momento.

Chaos Game #03: embora esse terceiro volume tenha tido alguns momentos mais baixos (no sentido de ter altos e baixos), o mangá continua bem viciante, com bastante adrenalina. O mistério e a investigação continuam a mil e as cenas de ação também não param, fazendo com que a gente seja levado pela história e não queira parar.

Aqui tivemos algumas revelações interessantes (um pouco do passado da protagonista, um pouco mais sobre os “deuses”) e a trama vai girando e girando. Ainda não dá para ver como será o final, mas só faltam dois volumes…

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Por fim, se você não viu a gente falar antes sobre essa obra, saiba que se trata de uma narrativa de suspense, investigação e ação, envolvendo um pouco de fantasia sobrenatural, com deuses e poderes.

É uma narrativa que é muito bem feita dentro do gênero, de maneira que mesmo parecendo uma história convencional, a gente consegue se prender à obra e deseja continuar. É um achado bem interessante em meio a tantos títulos sendo publicados no Brasil…

“Chaos Game” foi concluído no Japão em 5 volumes. No Brasil, saíram 4 até agora e o quinto está pré-venda para março.

Mabataki Yori Hayaku!! #08: eu continuo gostando do mangá, mas talvez ele já esteja enjoando. A grande verdade é que a obra já deve estar em seu arco final (afinal a obra acaba em 12 volumes) e não tem muita coisa a acontecer.

Eu acho que o autor não conseguiu criar adequadamente o “””mundo””” do mangá e está criando conflitos e “”zonas de interesse”, até então inexistentes, a cada momento. Isso fica claro com os diversos flashbacks que são colocados na obra o tempo todo para dar o contexto do “conflito”.

Em uma obra curtinha, o uso desse recurso não chega a ser problema e não atrapalha, mas já estamos no volume #08 e a gente percebeu essa repetição excessiva e claramente não ficou bom.

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No mais, aqui estamos vendo a emoção das batalhas, o vigor das lutas e as reviravoltas ou não dos confrontos. O grande destaque desse volume foi a luta da Mihiro e sua vitória, sua primeira vitória.

No todo, ainda está legal de acompanhar, ainda está divertido, continuo gostando, mas realmente está ficando enjoativo. Depois de um volume #06 brilhante, e um #07 um pouco aquém, o #08 veio para mostrar os problemas de narrativa da obra…

“Mabataki Yor Hayaku!!” se conclui este mês na serialização na revista e deve ser concluído em 12 volumes no total (saíram 11 até agora). No Brasil, foram lançados 8 números #09 e #10 estão em pré-venda.

Diários de uma Apotecária #10: neste volume nós temos a lendária cena do senhor Renshi dançando sob a luz da Lua vestido de mulher. Isso ocorre logo no início do volume, fechando um pequeno arco que se iniciara no volume anterior.

Além disso, também temos mais alguns pequenos arcos. Um deles é um capítulo falando sobre “O Consultório” em que descobrimos que a Maomao fazer remédios é meio-que-proibido e que o Renshi faz vista grossa. Ademais tivemos um mini-arco de uma nova visita ao Palácio Cristal e o início de um mini-arco envolvendo o Imperador.

Em todos esses capítulos, de uma maneira ou de outra, tivemos a Maomao destilando seus conhecimentos adquiridos e ajudando a desvendar casos como uma detetive.

Em minha opinião esse não foi um “volume daqueles”, mas não quer dizer que foi ruim, muito pelo contrário. Até um volume mais ou menos de Diários de uma Apotecária é um volume muito bom.

A questão é que aqui parecem estar sendo preparadas coisas para o futuro, do mesmo modo que ocorreu no passado, aí é natural que as “investigações” da nossa apotecária-detetive não sejam lá tão grandiosas quanto antes, mas não quer dizer que foi ruim.

Continuo apreciando bastante esse mangá e continuarei a  acompanhar a obra.

“Diários de uma Apotecária” ainda está em andamento no Japão atualmente com 14 volumes publicados e com o décimo quinto previsto para março. No Brasil, saíram 10 até o momento e os volumes #11 a #13 estão em pré-venda.

Thunder 3 #04: esse é um daqueles mangás que nem tem muito o que conversar. Está acontecendo uma batalha entre os humanos e os invasores de outros planetas e ela dura o volume todo. As cenas são bastante extensas, quase não tem texto e você lê tudo em menos de 15 minutos fácil, fácil.

A grande novidade desse volume foi a presença de novos personagens do “universo original” indo parar no multiverso em busca dos três protagonistas.

Então, eu só posso dizer que o mangá continua bem legal de acompanhar, mas não é o tipo de título que a gente consegue explanar muito sobre.

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Fora isso, o mangá continua com o mesmo estilo parecido com o Hiroya Oku. Se Yuki Ikeda é ele mesmo ou não, nem importa tanto assim, mas que o estilo é basicamente o mesmo do Oku isso nem tem como negar.

“Thunder 3” ainda está em andamento no Japão, atualmente com 8 volumes publicados. No Brasil, saíram 4 até o momento e o quinto está em pré-venda.

Gash Bell!! #05: e a “batalha pokémon” para ver quem será o novo rei continua em mais um volume muito divertido de Gash Bell!!. O mangá mantém o mesmo esquema dos volumes anteriores, com diversas passagens de humor, além de muitas lutas constantes, com aparição de personagens “””amigos””” e “””inimigos”””.

Aqui ficamos sabendo um pouco mais sobre o funcionamento dos feitiços e que só restam 40 mamodos na disputa, o que acabou se refletindo na presença de personagens mais e mais poderosos. Neste volume também tivemos mais capítulos dedicados aos personagens secundários, como Cavatrengo e outros mamodos “do bem”.

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Particularmente acho um mangá bem divertido para quem gosta de mangás de batalhas. Os arcos pequenos e o alívio cômico o tempo todo fazem com que a obra agrade mais e a gente consiga se divertir a cada capítulo, independente do estilo adotado nele.

É um mangá que pode agradar todo mundo, mas quem deseja ler obras mais elaboradas, mais adultas e menos fantasiosas não encontrará isso aqui…

“Gash Bell!!” foi concluído originalmente em 33 volumes no Japão. Posteriormente, a obra mudou de editora e ganhou uma nova edição em 16 volumes. Mais uma vez houve uma mudança de editora e o mangá foi relançado mais uma vez em 16 volumes. No Brasil, a MPEG está publicando a versão mais recente. Saíram 5 volumes até o momento.


Tradutores dos mangás:

Caio Suzuki

  • Oshi no Ko: Minha Estrela Preferida #13 (Panini)

Edward Kondo

  • Thunder 3 #04 (Panini)

Gabriela Takahashi

  • Chaos Game #03 (Panini)

Jéssica Ilha

  • Diários de uma Apotecária #10 (Panini)

Luis Libaneo

  • Mabataki Yori Hayaku!! Num Piscar de Olhos #08 (Panini)

Renata Leitão

  • Gash Bell!! #05 (MPEG)

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