
Comentando minhas leituras…
Na matéria desta semana, eu venho falar do quarto volume do mangá Um Homem e Seu Gato (que eu li, na verdade, no início de fevereiro, mas havia esquecido de colocar em postagens anteriores), o quarto de Os Dias de Folga do Vilão, o quarto de Chaos Game, dentre vários outros.



Um Homem e Seu Gato #04: neste volume, inesperadamente, o gatinho Fukumaru encontra-se com sua irmã depois de muito tempo, enquanto isso o protagonista – após quase se demitir por conta de seus traumas – começa a testar perder o medo de entrar em um ambiente fechado de música…
Dito isso, achei que foi mais um volume bem divertido e encantador, com os pequenos dramas dos personagens sendo mais e mais desenvolvidos, bem como as passagens de paz e ternura dos gatinhos se destacando a contento.
Independente do capítulo e da abordagem (seja mais dramática quando vemos o rival do protagonista ou quando o protagonista lembra do passado, seja quando vemos Fukumaru se divertir), Um Homem e Seu Gato exala harmonia e paz. É um mangá para a gente ler e relaxar, enquanto aprecia uma história de felinos…
Eu indico esse mangá para todos vocês, mas principalmente se você gosta de gatos.
“Um Homem e Seu Gato” ainda está em publicação no Japão atualmente com 14 volumes lançados. No Brasil, saíram 4 até o momento.




Os Dias de Folga do Vilão #04: assim como Um Homem e Seu Gato, Os Dias de Folga do Vilão exala harmonia e paz. É um título para a gente ler despreocupadamente, relaxar e sentir-se bem após um dia cansativo.
Nesse volume tivemos o surgimento de gato robô de uma outra raça alienígena e ele, o gato, acabou por se tornar o bichinho de estimação do protagonista. Além e por causa disso, também descobrimos que há mais gente querendo acabar com a humanidade.
Daí, isso pode ser uma semente para, talvez, em algum momento do futuro, quando o mangá estiver para acabar, o vilão poder se unir aos rangers para defender a terra. Afinal, o vilão quer acabar com os humanos, mas ele adora a terra e seus bichos…
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Fora isso, o mangá continuou no seu esquema de capítulos curtos, quase independentes. A gente têm sempre o reaparecimento de personagens (as duas árvores que se gostam, a moça do mercadinho, etc) que faz com que a gente relembre de acontecimentos passados, mas mesmo assim cada capítulo é um só e não há necessariamente uma história acontecendo.
Para quem já leu esse mangá, sabe exatamente do que estamos falando. Para quem não leu, então, eu recomendo que esse mangá seja bem aproveitado com uma leitura devagar, um ou dois capítulos por dia, assim você consegue relaxar e aproveitar a história por mais tempo.
Sim, pois, como não tem uma história acontecendo, você pode ler um capítulo e encerrar ali mesmo, continuando depois quando quiser, sem que isso lhe traga grandes prejuízos. Continuo recomendando a todos vocês…
“Os Dias de Folga do Vilão” ainda está em andamento no Japão, atualmente com 6 volumes lançados e com o sétimo previsto para março. No Brasil, saíram 4 até o momento.


Chaos Game #04: semana passada, eu havia dito que apesar de alguns “baixos” esse mangá era um grande achado. Havia motivos para isso, a história era envolvente, o gênero da obra era bem trabalhado, etc, etc, etc. Só que meio que isso desandou no volume #04.
Não sei explicitar detalhadamente os problemas, mas acontece que algumas coisas foram ficando mais mirabolantes, as explicações não ficaram lá tão boas e parece que tem muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, como se tudo estivesse apressado para dar tempo de chegar ao final e não parece que estamos no final.
Só que o próximo volume é o último e eu diria que falta muita coisa ainda a acontecer, de maneira que ou a obra faz as coisas voando (mais voando ainda do que nesse número #04) ou termina abruptamente. E se for esse o caso, todo o brilhantismo dos três primeiros volumes não terá valido de nada.
Infelizmente, esse mangá meio que se perdeu mesmo. Acaba sendo algo até comum nessas obras de suspense, às vezes os autores não conseguem manter o foco, o ritmo, o estilo e tudo que se encaminhava desanda. Parece ter sido o caso de Chaos Game.
“Chaos Game” foi concluído no Japão em 5 volumes. No Brasil, saíram 4 até o momento e o quinto está previsto para março.


Não Mexa Comigo, Nagatoro #07 e #08: talvez eu esteja sendo repetitivo, mas esse mangá tem melhorado bastante. A interação entre Nagatoro e seu Senpai parece mais amigável a cada volume e aquele clima de bullying intenso do primeiro número já diminuiu bastante. Então gostei bastante desses dois volumes.
“Não Mexa Comigo, Nagatoro” foi concluído no Japão em 20 volumes. No Brasil, saíram 8 até o momento e os números #09 e #10 estão em pré-venda.


Vou me apaixonar por você mesmo assim #07: e aqui nós tivemos um grande avanço na história e tudo o que a gente achava que iria acontecer, aconteceu mesmo.
Nossa protagonista Mizuho finalmente descobriu seus sentimentos e ela se viu pronta para amar um de seus quatro amigos de infância. No entanto, em 2030, por alguma razão esse relacionamento já não existe, tornando-se um dos grandes mistérios do momento.
Esse volume teve um grande clima de desfecho. Não exatamente de final de obra, mas sim de fim desse grande elemento da trama que era a falta de consciência ou a falta de percepção da protagonista em relação ao que sentia por um dos meninos. O resultado é que foi um volume bem interessante, com bastante surpresas.
A maior surpresa, porém, é uma outra coisa, um determinado beijo (ou suposto beijo) que ninguém estava esperando e que aconteceu do nada. A autora sabe ser provocativa quando quer^^.
“Vou me apaixonar por você mesmo assim” ainda está em andamento no Japão, atualmente com 10 volumes publicados e o 11º previsto para março. No Brasil, saíram 7 até o momento.


Oshi no Ko: Minha Estrela Preferida #14: eu sei que as pessoas, em geral, não gostaram do final do mangá (o que acontece com o protagonista, por exemplo), mas esses volumes que antecedem o fim estão sendo primorosos em termos de qualidade. Estamos vendo o Aka Akasaka que a gente se acostumou em Kaguya-Sama destilando toda a sua sabedoria no trato de uma ficção e os volumes #13 e #14 foram os melhores até aqui desde o volume #01.
A impressão que eu tive semana passada se manteve agora: o mangá foi muito desconjuntado num geral (com passagens meio sem sal, que pareciam estar girando no nada, etc), mas aqui ele está num nível muito absurdo de tão bom. As críticas ferrenhas ao mundo ao artístico; a abordagem sobre a natureza dos sentimentos; as cenas da Ruby tentando parecer a Ai. O amor incestuosos da Ruby pelo irmão gêmeo, tudo é muito bem feito. Tudo é brilhante, tudo é colocado de um jeito que despertam sentimentos diversos. Esses volumes finais estão impecáveis.
Daí que – como eu já suspeitava – ficou bastante claro que as críticas a essa parte da história do mangá eram apenas e tão somente pelo amor de Ruby pelo irmão e o beijo deles que viria em seguida. Por algum motivo, quando se trata de determinados temas, alguns leitores acabam agindo iguais aqueles ultraconservadores do passado que achavam que videogame faziam as pessoas ficarem violentas e coisas do tipo.
É aquilo, a obra está cheia de temas interessantes e profundos, mas ao ver “incesto” (sem nem pensarem em analisar o contexto, de quem era Ruby na vida passada, o que ela fazia na nova vida, o amor dela pelo “doutor” que perdurou durante tantos anos) parece que as pessoas esquecem que se trata de uma obra de ficção e acham que tal coisa não devia ser retratada, quando, na verdade, devia sim, pois estava dentro do que era verossímil na trama.
Sim, pois, qualquer pessoa que visse a intensa paixão que Ruby sentia pelo “doutor” conseguiria prever a analisar que seria natural ela se apaixonar por Áqua quando descobrisse que ele era o seu amado na vida passada. Enfim, Oshi no Ko tem seus problemas, mas esse não é um deles.
“Oshi no Ko: Minha Estrela Preferida” foi concluído no Japão em 16 volumes. No Brasil, saíram 14 até o momento.
Tradutores dos mangás:
Caio Suzuki
- Oshi no Ko: Minha Estrela Preferida #14 (Panini)
Edward Kondo
- Não Mexa Comigo, Nagatoro #07 e #08 (Panini)
Gabriela Takahashi
- Chaos Game #04 (Panini)
- Um Homem e Seu Gato #04 (Mythos)
Luana Tucci
- Vou me apaixonar por você mesmo Assim #07 (Panini)
Lucas Cabral
- Os Dias de Folga do Vilão #04 (Panini)
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