Leituras da Semana: “Oshi no Ko #15” e outras obras

Comentando as minhas leituras

Nesta semana eu li o penúltimo volume e Oshi no Ko, os números #04 e #05 de Cherry Magic, dentre outras obras.

Vejam a seguir:

Oshi no Ko: Minha Estrela Preferida #15: eu queria ter esperado o lançamento do volume #16 para poder ler o penúltimo e o último juntos, mas como estava demorando muito, resolvi ler esse logo e posso dizer que foi muito agradável.

Como eu disse em outra oportunidade, a questão do incesto foi só histeria coletiva, a Ruby gostava do Áqua, mas este definitivamente não tinha nenhum sentimento para com ela que não fosse fraternal.

Isso já era claro antes e se intensificou neste volume, com a conclusão da gravação do filme e outros desenvolvimentos envolvendo o rapaz e as moças à sua volta. Aqui a gente já teve aquele quê de coisa resolvida, de que tudo está indo para a conclusão absoluta, com todas as cartas na mesa.

Particularmente eu gostaria de um final feliz, mas pelos spoilers que rodaram a internet talvez não seja exatamente da forma que eu queira, mas de qualquer forma espero pelo final. Oshi no Ko teve muitos problemas ao longo do tempo, teve muito desenvolvimento meio estranho, mas todos esses últimos volumes têm sido muito bons…

“Oshi no Ko: Minha Estrela Preferida” foi concluído no Japão em 16 volumes. No Brasil, saíram 15 até o momento. Ainda não há previsão para o volume final.

Cherry Magic #04 e #05: esses dois volumes foram a consolidação do relacionamento entre Adachi e Kurosawa. Os dois se tornam namorados, têm seu primeiro encontro e novos desafios começam a surgir, como, por exemplo, qual seria a hora de Adachi confessar para Kurosawa que consegue ler mentes.

Esses dois volumes (assim como anteriores), foram muito divertidos, com diversas passagens humorísticas envolvendo Adachi, a leitura de mentes, mal entendidos, etc, etc.

Eu acho que se você nunca leu um mangá por BL por preconceito ou por achar que não é um gênero para você, Cherry Magic é um título que você deveria experimentar, pois pode ser de seu agrado. Ele é levinho e gostoso de ler, pois é uma comédia romântica e não dista em nada das comédias românticas de outras demografias. Então se você não está lendo, dê uma chance a esse^^.

“Cherry Magic” ainda está em andamento no Japão, atualmente com 15 volumes publicados. No Brasil, saíram 5 até o momento.

Diários de uma Apotecária #13: depois da tão famosa cena do sapo no volume anterior, o número #13 foi mais contido em termos de desenvolvimento da narrativa principal. Houve momentos, conjecturações, mas o todo permeou a esfera do lúdico, com acontecimentos menores.

Vimos Maomao resolver um mistério em relação a um suposto fantasma, vimos ela se envolvendo em um novo serviço, além de buscar ajudar uma amiga de um jeito ou de outro. Em resumo, não foi um volume daqueles de Diários de uma Apotecária, mas como sempre foi divertido acompanhar a nossa apotecária-detetive.

“Diários de uma Apotecária” ainda está em andamento no Japão, atualmente com 15 volumes publicados. No Brasil, saíram 14 até o momento.

Frieren e a Jornada Para o Além #12 e #13: se passou muito tempo desde o lançamento do volume #11, mas o final daquele número era bem emblemático, então não tinha muito como esquecer dos acontecimentos.

Nos volumes #12 e #13 nós tivemos o “arco do passado” em que vemos Frieren ser teletransportada para o passado e vivendo algumas aventuras com seus antigos companheiros em busca de voltar para o tempo presente e, depois disso, tivemos pequenas aventuras até a abertura de um novo arco envolvendo um plano de assassinato contra a maga Serie e que se desenvolverá no volume #14.

***

Os dois volumes são muito legais de ler, tem parte do clima que perpassa a série como um todo, mas é bom dar um destaque a mais ao volume #12 por uma série de problemáticas que ele tem em relação ao mangá.

Para começar, esse retorno ao passado não me parece ter uma função específica para os personagens, em especial a Frieren. O objetivo da viagem é chegar ao “além”, o lugar onde se comunica com os mortos para a elfa conseguir resolver certas questões… e ela teve justamente essa oportunidade agora.

Está certo que seus companheiros de viagem podem ainda não ser os que teriam as respostas que ela queria, mas é estranho que isso nem tenha sido mencionado. Mesmo que ela tenha querido ter cuidado para não alterar o futuro, ao menos alguma coisa ela deveria ter sentido, alguma lição a mais ela deveria ter tomado, mas não houve nada disso. Após esse retorno ao passado, ela seguiu como se nada tivesse mudado…

Assim, esse arco do passado meio que só serviu para duas coisas. Primeiro para ser um fanservice para fãs que gostam da parte das história de Frieren e seu grupo de aventura, e segundo para revelar ao público leitor um determinado fato que deve acontecer no decorrer na história, mas que nem Frieren, nem os outros personagens sabem.

E se for só isso mesmo, não me parece que tenha sido um bom arco. Eu gostei da leitura, foi excelente ver eles ali juntinhos, mas pensando na obra como um todo, deu uma destoada na questão da trama principal…

***

Mas, ok, continuo gostando da história, independente de quaisquer furos do roteiro e problemáticas narrativas. A ver como se desenvolverá do #14 em diante…

“Frieren e a Jornada Para o Além” ainda está em andamento no Japão, atualmente com 14 volumes publicados. No Brasil, saíram 13 até o momento.


Tradutores dos mangás:

Caio Suzuki

  • Oshi no Ko: Minha Estrela Preferida #15 (Panini)

Camilla Kanashiro

  • Frieren e a Jornada Para o Além #12 e #13 (Panini)

Cristina Mayumi Maki

  • Cherry Magic #04 e #05 (JBC)

Jéssica Ilha

  • Diários de uma Apotecária #13 (Panini)