
Mostrando um livro de arte
Entre julho e setembro de 2024, foi realizada a exposição “CLAMP” no Centro Nacional de Arte de Tóquio. Dessa exposição, mais de de 200 obras de arte originais coloridas da área “COLOR” foram digitalizadas e compiladas em dois livros de arte, Kuro e Shiro.
Kuro compilou as obras da primeira metade da exposição, enquanto Shiro compilou as obras da segunda. Ambos foram lançados no Japão no dia 07 de agosto de 2024 pelas editoras Kadokawa e Kodansha, respectivamente.
No Brasil, a editora JBC licenciou os dois livros de arte. Kuro começou a chegar às lojas de quadrinhos agora no final de julho (na Amazon está previsto para o dia 10 de agosto), já Shiro está previsto para sair até o final de 2026.

Mangá Aberto é uma coluna de resenhas em que nos detemos a analisar a edição física de um mangá. Como deu para perceber, porém, nessa matéria de agora iremos falar de um livro de arte, o artbook Color Kuro. Mostraremos os detalhes, indicando os pontos positivos e negativos da obra.
Para começar, Color Kuro veio no tamanho 21 x 29,7 cm, medidas iguais ao original japonês. É um tamanho grande, igual ao mangá Parasitic City, sendo maior que boa parte dos mangás no Brasil.
A título de comparação, o artbook de Given, que já é grande, é pequeno perto do Color Kuro. Ele, porém, é um pouco menor do que o Visões Grotescas, mas nesse caso é apenas porque o artbook de Junji Ito é em capa dura.


O livro de arte vem em capa cartão com sobrecapa e o miolo é em papel couchê 105g. Acerca da sobrecapa, ela é de um bom material, embora não seja muito grossa. O acabamento é fosco.
O único problema do livro talvez seja justamente a sobrecapa. A cor preta faz a sobrecapa ficar cheia de marcas de dedo conforme você vai manuseando. Não chega a ser nada demais perante à qualidade do produto, mas é algo que devemos relatar.
Sobre o design, ele é idêntico à versão original japonesa, apenas mudando o logotipo (no original, há o nome da editora japonesa na parte inferior direita e o nome do CLAMP na parte superior esquerda).

A capa, por sua vez, tem acabamento brilho com ilustrações quadriculadas em losangos. É uma capa cartão padrão, mas com uma guarda (uma outra folha de papel mais grosso colada entre a capa e o miolo), fazendo com que ela seja um pouco mais rígida do que o comum.



As folhas de guardas são vermelhas em ambos os lados, sem ilustrações. Como dito, é um papel mais grosso que é colado junto à capa. As guardas são importantes para garantir uma melhor colagem da capa ao livro, e é mais comum em obras de capa dura.


Um ponto importante é que a guarda não é totalmente colada na capa. A cola fica apenas na lateral direita da parte da frente do livro, e na lateral esquerda da parte de trás.
Com isso, existe um “vão” entre a capa e a guarda. Isso não é um erro ou problema. Via de regra, folhas de guarda em obras de capa cartão precisam ser assim mesmo, pois se fosse colada por inteira poderia haver problemas na estrutura do livro e a capa não fecharia por completo, por exemplo.
Essa não é a primeira obra japonesa a ter esse tipo de acabamento no Brasil. Sabemos ao menos do mangá Akira e o artbook de Given e não faltaram pessoas achando que se trata de um problema, por isso consideramos importante relatar esse detalhe para acalmar o coração de algumas pessoas.

Agora falando sobre o papel utilizado no miolo, como comentado mais acima, a empresa adotou o Couchê 105g, aquele branco mais brilhoso, comumente usado em páginas coloridas.
O 105g é mais grosso do que o normal e, juntamente com o tamanho grande do livro, faz ele ser mais pesado num geral. Ainda assim, é possível folhear e admirar as ilustrações sem quaisquer problemas.
Além do papel, o artbook possui uma boa qualidade no geral, pois a encadernação é excelente e o miolo é colado e costurado, garantindo uma melhor segurança ao produto.


Um último detalhe importante sobre o acabamento é que o artbook foi impresso na China (é raro vermos produtos de origem serem impressos fora do Brasil. Até então, a gente só lembra de alguns mangás da Devir que foram impressos na Europa) e como visto a qualidade ficou boa, por um preço bem ok (quase quarenta reais a menos que os artbook de Demon Slayer e Given, por exemplo)
ALGUNS DETALHES INTERNOS SOBRE O ARTBOOK
O artbook é um livro exclusivamente de imagens, então ele não tem texto, de forma geral. Entretanto, no final dele há um índice com as imagens em miniatura com uma pequena passagem comentando a origem da ilustração, o local onde ela foi publicada pela primeira vez.
Desse modo, há ilustrações que foram publicadas em revistas, que serviram de pôster para uma loja, que foram base para capas, que vieram em encartes de DVD’s ou OVA’s, dentre outras coisas.
Além disso, como o CLAMP publicou por várias editoras ao longo dos anos, as ilustrações são igualmente creditadas a elas, como Kodansha, a Kadokawa, a Shinshokan e a Shueisha (esta no caso de Gate 7).
Há ilustrações de boa parte das obras do CLAMP. Salvo qualquer engano de visualização por nossa parte, o livro possui imagens das seguintes obras:
- A Pessoa Amada (NewPOP)
- Angelic Layer (JBC)
- Cardcaptor Sakura (JBC)
- Cardcaptor Sakura Clear Card Arc (JBC)
- Chobits (JBC)
- CLAMP Gakuen Tanteidan (Inédito no Brasil)
- Clover (Inédito no Brasil)
- Drug & Drop (Inédito no Brasil)
- Gakuen Tokkei Dyukarlon (Inédito no Brasil)
- Gate 7 (NewPOP)
- Gohou Drug (Inédito no Brasil)
- Guerreiras Mágicas de Rayearth (JBC)
- Kobato (JBC)
- Miyuki-chan no País das Maravilhas (JBC)
- O Homem de Várias Faces (NewPOP)
- RG Veda (JBC)
- Shirahime-sho (Inédito no Brasil)
- Shunkaden: A Nova Lenda de Chun Hyang (NewPOP)
- Suki, Dakara Suki (Inédito no Brasil)
- Tokyo Babylon (JBC / Panini)
- Tsubasa Reservoir Chronicle (JBC)
- Tsubasa World Chronicle: Nirai Kanai Hen (Inédito no Brasil)
- Wish (JBC)
- X (JBC / Panini)
- xxxHolic (JBC)
De maneira geral, a editora JBC colocou os nomes oficiais brasileiros nas obras licenciadas por aqui e deixou o original nas obras inéditas (mas colocando uma tradução em seguida).
O único porém foi em relação ao mangá A Pessoa Amada, que a editora deixou no original e traduziu para A Pessoa que eu Amo. Não sabemos se a JBC não se atentou que o mangá tinha saído no Brasil pela NewPOP (visto que os demais mangás da NP tiveram o nome brasileiro mantido) ou se foi uma alguma decisão vinda do Japão, dentre outras coisas.

Mas, enfim, é um artbook muito bonito, com belas imagens (muitas inéditas por aqui) e que todo fã do CLAMP adorará ter na prateleira. O trabalho da JBC também foi muito bom, as ilustrações estão com excelente qualidade, assim como o livro em si.
Eu comprei o meu exemplar em uma loja de quadrinhos online. Na Amazon, a previsão de lançamento é para o dia 10 de agosto. Então se você ainda não encomendou, dá tempo^^.

FICHA TÉCNICA
Título Original: CLAMP展公式画集 COLOR KURO
Título: Artbook Color Kuro
Autor: CLAMP
Tradutor: Luis Libaneo
Editora: JBC
Número de volumes no Japão: 1 (completo)
Número de volumes no Brasil: 1 (completo)
Dimensões: 21 x 29,7 cm
Miolo: Papel Couchê 105g
Acabamento: Capa Cartão com Sobrecapa
Páginas: 144
Classificação indicativa: Livre
Preço: R$ 129,90
Onde comprar: Amazon
Sinopse: Este artbook reúne desenhos coloridos originais apresentados em uma exposição no Centro Nacional de Arte de Tóquio em 2024. As mais de 200 ilustrações foram digitalizadas e publicadas em dois livros de arte, sendo que KURO contém a primeira metade dessa exposição. A edição reúne imagens de encher os olhos de algumas das obras mais populares do grupo CLAMP como XXXHolic, RG Veda, Card Captor Sakura, Guerreiras Mágicas de Rayearth e muito mais!