Mangá “Guardiões do Louvre” ganha edição digital

Versão encontra-se em pré-venda

A loja online Amazon está marcando para o dia 15 de junho o lançamento de uma edição digital do mangá Guardiões do Louvre. O preço sugerido da edição é R$ 29,90.

Guardiões do Louvre é de autoria do aclamado Jiro Taniguchi e foi concebido na França por meio de uma parceria do Museu do Louvre com a editora francesa Futuropolis, parceria esta que convida artistas a criarem obras revisitando o museu. O título saiu na França em 2014 e no Japão meses depois no início de 2015.

No Brasil, o mangá teve sua versão física publicada agora em maio pela editora Pipoca & Nanquim seguindo a edição francesa, sendo totalmente colorido e tornando-se o mangá com maior dimensão publicado no Brasil. Seu preço foi R$ 59,90.

SinopseO aclamado mangaká Jiro Taniguchi o convida a conhecer o Museu do Louvre de uma maneira inesquecível. Depois de uma excursão pela Europa, um artista japonês faz uma parada em Paris sozinho, com a intenção de visitar os museus da cidade. Mas, acamado em seu hotel devido a febre, ele enfrenta o sofrimento da solidão absoluta em uma terra estrangeira, privado de qualquer recurso ou apoio familiar. Quando a febre baixa um pouco, ele inicia seus passeios e logo se perde nos monumentais salões do Louvre. Lá, descobre muitas facetas do mundo das artes, em uma jornada que oscila entre alucinações febris e realidade. Ele se vê conversando com pintores famosos de diversos períodos da história, sempre guiado pelos… Guardiões do Louvre.

***

Leia também:

Curta nossa página no Facebook
Nos siga no Twitter
BBM

 

10 Comments

    • Roses

      Isso é comum em inglês, provavelmente deve sair em outras plataformas também, então se estipula uma data para que saia em todos ao mesmo tempo.

    • O GITS 2.0, da JBC, também esteve em pré-venda e ele foi publicado alguns dias depois do volume físico.

  • Misu

    Tem alguma justificativa p/ esse preço em um mangá digital de 130 páginas?
    Concordo com o preço da edição física, já que é justificável pelo tipo de papel, capa dura, páginas coloridas, e as dimensões da edição.
    Já na versão digital, isso tudo não faz a menor diferença, poderia ter sido impresso em preto e branco em papel jornal e tamanho pocket, que não mudaria p/ digital, nem baixa tiragem serviria como desculpa.
    Estão enfiando a faca mesmo, ou algo me passou despercebido?

    • O que a gente pode dizer é o seguinte: o mangá está custando R$ 29,90 POR SER um produto digital. Ele não tem gasto com papel, com tinta, com impressão, etc, e sem esse gasto a editora pode “”repassar”” esse “não gasto” para o consumidor. Assim, em vez de o mangá custar R$ 59,90, ele custa apenas R$ 29,90.

      Entenda que ainda existem outros gastos por parte da editora. Tem o valor dos royalties (que são à parte da edição física), tem o trabalho que foi feito para produzir o ebook, o percentual da loja (que costuma ser 50%), etc. Tudo isso ajuda ele a custar R$ 29,90.

      Isso justifica o preço? Não é uma questão que possa ser respondida, sinceramente. Pois não se trata só de “Guardiões do Louvre” e sim de todo o mundo das publicações digitais. É quase impossível para qualquer consumidor achar o preço da maioria dos ebooks totalmente justo. Eu, por exemplo, conto nos dedos de uma mão o número de vezes que eu estava procurando um livro e preferi comprar a versão digital por ter um preço mais em conta. Os mangás digitais da JBC também têm o preço bastante questionado com alguns deles custando apenas 20% mais barato do que a versão física.

      Mesmo alguns especialistas do mercado editorial divergem bastante sobre a questão do preço dos ebooks. Então não é algo que possamos realmente dar uma resposta. Ficaremos devendo nessa…

      ———

      Mas assim, como consumidor, no caso específico de Guardiões do Louvre, eu não acho que valha a pena comprar a versão digital. Nem é pelo preço, mas sim porque, em minha opinião, o processo de leitura de uma obra está inteiramente ligado ao suporte por onde iremos ler. A versão física é grandona para apreciarmos melhor a arte do autor, para vermos os detalhes… A versão digital, por mais que tenha zoom e tudo mais, é uma outra experiência, é uma outra leitura. Guardiões precisa ser visto em sua completude, sem as amarras de uma telinha de celular ou tablet.

      ——–

      Vale ainda uma comparação do preço de Guardiões do Louvre em alguns países e você poderá ver que o preço alto da publicação digital não é algo exclusivo do Brasil.

      Na França, a versão física custa 20 Euros. A digital 15.
      Na Itália, a versão física custa 19,00 Euros. A digital 10.
      Nos EUA, a versão física custa 25 dólares. A digital 10.
      Na Alemanha, a versão física custa 30 euros. A digital 10.

      Como você pode notar, na França a versão digital é apenas 25% mais barata que a versão física. Na Itália é quase 50%, nos Estados Unidos é 60% e na Alemanha é 66,6%. A versão digital brasileira está custando 50% a menos que a versão física. Comparado com outros países, a versão digital nacional está na média, o “”””desconto”””” não é tão pequeno quanto na França, nem tão grande quanto na Alemanha.

      • Sad Girl

        Você acaba de fazer um segundo post dentro de um post hahahaha. Bem que podia ter mandado o link da mataria que fala sobre os preços dos mangás e talz, gato…

      • Misu

        Isso que é explicação. :O
        Bem como você falou, o preço dos produtos digitais é estranho mesmo. Parece que não entram em consenso. Tem editoras que parecem ir na ideia de que o objetivo é baratear a obra, e outras que veem que deve física e digital devem ter o mesmo preço (assinatura de revistas digitais que o diga…).Tem situações onde até mesmo o item físico sai mais barato no fim das contas.

        Mas o estranho não é nem a diferença de preço entre a versão física e a impressa, e sim a diferença entre ambos mangás digitais (da JBC por exemplo), que tem bem mais páginas e este que possui menos. Neste caso, o da JBC deveria custar mais, não? Pois tem bem mais páginas, e ambas empresas teriam que pagar o mesmo tipo de taxas. Não creio que a licença de publicação dos guardiões custe muito mais que justifique a discrepância de preço de outros mangás digitais com mais páginas, ainda mais com vários títulos super populares que a JBC publica.

        De qualquer forma, vou na física mesmo.
        Vlw pelas explicações o/

        • Urashima

          No caso e-books, as editoras pagam outra licença para publicá-los. É outro contrato com outras variáveis no custo. No caso do PN, em um vídeo no inicio do ano (preços da Panini) o Zago disse que todas as HQs que eles lançaram tiveram o formato e-book disponível, mas que até aquele momento nenhum deles havia vendido mais que uma dúzia de cópias.

  • Mugi-chin

    Achei meio caro 29,90, mas se tivesse esperado um pouquinho, pegava só digital, como já tenho a física, vou deixar passar.

Comments are closed.

%d blogueiros gostam disto: