Comentando os anúncios da Panini e outras notícias da semana…

Boas e más notícias…

Nesta semana que se passou, algumas notícias importantes foram divulgadas – dentre eles alguns anúncios de títulos novos por parte da Panini – e que merecem um comentário extra aqui no blog. Então, vamos relembrar essas notícias^^.

  • NewPOP abre novas assinaturas de Re: Zero

A editora NewPOP abriu um novo plano de assinatura da light novel Re: Zero. O plano cobrirá os volumes 9 a 16 e você pode adquirir clicando aqui. Mas o que chamou a atenção nessa notícia foi o preço. A light novel mantém-se custando R$ 26,90. Eu achava que a obra iria sofrer um reajuste já que da época em que a obra começou a ser lançada até agora tudo subiu. Felizmente eu estava enganado :).

  • Berserk sofre um novo aumento

E aqui começamos a falar apenas da Panini. Durante a semana foi divulgado que a nova edição do mangá Berserk sofrerá um novo aumento de preço, passando para R$ 21,90 a partir do volume 28. É o segundo aumento do mangá em seis meses.

Sinal dos tempos, afinal esse mesmo mangá chegou a ficar quase 3 anos sem ter um único reajuste. As coisas mudaram e mudaram muito rápido. Com Berserk, serão 7 mangás que sofrerão reajuste em fevereiro (saiba quais os outros, clicando aqui). Como a Panini não emite nenhum comunicado a respeito, as dúvidas e as inseguranças permanecem. Haverá mais aumentos em março? E em abril?

  • O preço de Wotakoi

Durante a semana, a editora Panini divulgou o seu checklist oficial para o mês de fevereiro e, com ele, deu-se a conhecer os detalhes de Wotakoi – O amor é difícil para os otakus, lançamento da empresa para o referido mês. O mangá virá no formato 13,7 x 20 cm, com miolo em papel offwhite e custará R$ 16,90. O preço foi realmente uma surpresa e se  tornou um atrativo a mais para comprar o mangá.

O valor mais baixo, porém, tem uma justificativa. O mangá possui apenas 128 páginas, igual ao original japonês. Aí teve gente achando que era meio-tanko, ou que a editora ainda estava cobrando muito caro por um mangá de tão poucas páginas, etc, etc, etc.

Em minha opinião, porém, o fato de ele vir 5 reais mais barato do que o preço padrão dos mangás no mesmo formato já é uma vitória e das grandes, pois em outros tempos isso não aconteceria. Basta lembrar do One Week Friends que tinha apenas 140 páginas em média e custava o mesmo valor de alguns mangás da mesma editora que, em algumas edições, chegavam a ter cem páginas a mais.

Além disso, Wotakoi nem mesmo é o primeiro mangá com cerca de 120 páginas por edição a custar R$ 16,90 no Brasil. Nós já tivemos, por exemplo, K-ON Faculdade pela NewPOP em 2013. Já em 2014, tivemos pela JBC O cão que guarda as estrelas, com apenas 132 páginas, custando mais caro ainda, R$ 23,90. Então não é algo novo, não é algo para se ficar espantado.

É claro que estamos em uma época em que as decisões da Panini são sempre questionáveis e sem explicação (vide os diversos aumentos de preço sem qualquer comunicado por parte da empresa), o que faz os consumidores de modo geral ficarem revoltados. Mas o preço de Wotakoi não é algo que mereça isso, pois se quisesse a Panini poderia cobrar os mesmos R$ 21,90 sem o menor problema.

  • BEASTARS é anunciado pela Panini

Em 2018, pouco a pouco a gente foi vendo um certo mangá ir ganhando destaque nas manchetes dos sites estrangeiros, sendo comentado por algumas pessoas nas redes sociais e até mesmo pedido para as editoras brasileira. O mangá em questão era BEASTARS, uma obra que se tornou bastante relevante devido aos diversos prêmios que ganhou no oriente, como o Manga Taishou, o Kodansha Manga Awards como melhor shonen, além da categoria “Novo autor” no Japan Media Arts Festival Awards e no Tezuka Osamu Cultural Prize. Em outras palavras, BEASTARS é um mangá de total destaque, daqueles que a gente não pode duvidar das qualidades que têm.

Capa espanhola. Foto: Amazon Espanha

Apesar da fama que ele ganhou, não conheço a fundo a obra. Li apenas alguns capítulos e depois acabei me esquecendo dele. O início é interessante, mostrando um assassinato de um animal herbívoro e as suspeitas caindo sobre um carnívoro, possivelmente um aluno da escola. A gente vê que ali tem coisas para acontecer, que tem coisas para serem ditas e que a autora quer nos passar lições importantes, relacionadas a preconceitos e ao comportamento humano de modo geral. Infelizmente eu não avancei nos capítulos e não sei para onde a obra vai e que rumos ela toma, mas é um título interessante.

Capa francesa. Foto: Amazon França

Apesar de tudo, não devo acompanhar, porém. Anunciado pela Panini, o mangá já tem 11 volumes no Japão, com o 12º previsto para fevereiro, e ainda não há uma previsão de fim. Ele pode acabar se estendendo bastante e isso é bem preocupante em uma época de preços altos. Além disso, existe aquele mesmo problema de sempre que já comentei aqui em outras postagens. Com exceção das minhas obras favoritas, eu sempre vou comprando os volumes dos mangás aos poucos, espaçadamente, de modo que não comprometa o meu orçamento. Porém com a Panini isso é meio difícil de fazer, pois ela ainda não consegue nos assegurar que poderemos ir comprando aos poucos, de forma prática. De modo que se demorarmos muito a adquirir um certo volume, pode acontecer de só encontrarmos ele a preços altíssimos ou nem encontrá-los.

Essa política da editora de “exigir” que você compre sempre no lançamento ou o mais perto possível dele, juntamente com o preço elevado dos mangás atualmente faz com que eu desista de adquirir um mangá antes mesmo do lançamento. Afinal, para que que eu vou começar a comprar um mangá que eu posso não completá-lo simplesmente porque um dado volume sumiu do nada? Por mais que BEASTARS seja um bom mangá, não vale o risco de começar a acompanhá-lo e depois não conseguir continuar.

BEASTARS está em publicação na Espanha e na França. Além desses dois países, o mangá foi anunciado nos Estados Unidos (VIZ), México, Itália e, claro, Brasil. Nesses três países, pela Panini.

Sinopse: Em um mundo povoado por animais antropomórficos, herbívoros e carnívoros coexistem. Para os adolescentes da Escola Cherryton, a vida escolar é cheia de esperança, romance, desconfiança e incertezas. O personagem principal é Legosi, um Lobo, membro do clube de teatro que apesar de sua aparência assustadora, possui um coração bom e gentil. Por boa parte de sua vida, ele sempre foi objeto de medo e ódio pelos outros animais, e ele já se acostumou com esse estilo de vida. Mas logo, ele acaba se envolvendo mais com seus colegas de classe que tem suas próprias inseguranças e suas vidas escolares mudando lentamente.
  • O marido do meu irmão

Se você acompanha este blog a mais tempo ou costuma fuçar nos arquivos dele, provavelmente você já conhecia esse título. A nossa redatora Roses fez uma resenha dele em 2016, falando da temática da obra, das questões importantes que se discutiam, etc. Era um título que ninguém poderia imaginar no Brasil, menos ainda pela Panini. Não é o tipo de obra que o público otaku de modo geral – que é o público da editora – costuma gostar.

Capa alemã. Foto: Amazon Alemanha

Por outro lado, assim como acontecera em dezembro, quando a NewPOP anunciou My Lesbian Experience With Loneliness, a postagem de anúncio de O marido do meu irmão foi a mais visualizada do blog dentre esses anúncios, assim como foi a mais comemorada em nossas redes sociais. Isso é uma amostra de quem é o nosso público e das pessoas com quem ele interage. Ou seja, nosso público tem bom gosto^^.

Capa americana. Foto: Amazon

Se você não conhece o mangá, não se engane, porém, pelo título ou pela imagem. O marido do meu irmão não é um mangá yaoi, ele é um slice of life seinen. Se você lê os dois primeiros capítulos você já “saca” como é a obra, a convivência de um homem gay com um outro cheio de preconceitos (que pensa em chamá-lo de bicha, que acha estranho dois homens se casarem, entre diversos outros desses pensamentos retrógrados). Em outras palavras, é um mangá que fala sobre preconceitos para romper os preconceitos das pessoas. É uma compra certa e essencial, independente do preço. É um mangá que eu comprarei todos os volumes no lançamento para a editora saber que esse tipo de obra tem público e que podem trazer mais sem problemas!.

O marido do meu irmão foi publicado no ocidente na Alemanha, nos Estados Unidos, na Itália e na França. As capas vocês viram acima. Em todos os países  o título foi traduzido para o idioma local, então é de se esperar que a Panini faça isso por aqui também.

SinopseA obra se passa na casa de Yaichi, um pai solteiro que vive com sua filha Kana. Dentro da sociedade típica japonesa um pai que cozinha e cuida de uma filha sozinho já é uma exceção, quando mais tarde é informado que ele é na verdade divorciado, mas ficou com a guarda da criança, você se vê apresentado a um personagem “moderno”, que já não vive naquela típica família tradicional japonesa. Entretanto essa modernidade não o protege de seus preconceitos. Um dia Yaichi é visitado por Mike, o marido canadense de seu falecido irmão gêmeo, que até então ele fingia não existir. Com essa “invasão” na sua vida, Yaichi passa a questionar seus valores, posições e próprios preconceitos. Embora a história se foque em Yaichi, ele também explora a reação da criança ainda intocada pelo preconceito e curiosa, do gay assumido que tem que lidar com os julgamentos da sociedade e da própria comunidade que julga nas sombras.
  • Yuna da Pensão Yuragi

Yuna foi a cota mais do mesmo dos anúncios. Era aquele título que todo mundo sabia que vinha uma hora ou outra, era só questão de tempo. Alguns duvidavam por causa do aparente fracasso de obras parecidas recentemente (To LOVE-Ru, Highschool DxD, etc), mas esse tipo de mangá sempre tem o seu lugarzinho no mercado.

Yuna. Capa Italiana. Foto: Panini Itália.

Trata-se de uma dessas comédias típicas da Weekly Shonen Jump (e mesmo de outras revistas shonens) e ainda está em andamento por lá, possuindo 13 volumes, com o 14º previsto para fevereiro. Yuna é basicamente um Love Hina em que o Keitarô é um medium e Naru é um fantasma. Há também uma versão da Kitsune e uma da Motoko na obra. Mas ninguém está tentando passar na Toudai^^. Em outras palavras, é um mangá com um séquito de garotas diferentes (e bota diferentes nisso) que estarão rodeando o protagonista em uma série de histórias para lá de esquisitas e picantes.

Yuna, Capa francesa. Foto: Amazon França.

Pelo pouco que vi da adaptação em animê, a obra é muito engraçada e divertida, mas não é um título que irei comprar. O motivo é aquele mesmo de sempre que já comentei ali em cima sobre o BEASTARS. Se ele custar R$ 21,90 não vale muito a pena investir na obra se a Panini ainda não consegue nos assegurar que poderemos ir comprando aos poucos sem o menor problema.

Yuna está em publicação no ocidente em 4 países, Alemanha, Estados Unidos, França e Itália, cujas capas vocês viram acima. Yuna da Pensão Yuragi, que temos usado, é a tradução do título francês. A Panini ainda não divulgou o título oficial no Brasil.

SinopsePrimavera quente, inquilinos encantadores, quarto assombrado … a pensão Yuragi recebe membros todo o ano!. Desde muito jovem, Kogarashi sempre foi facilmente possuído por espíritos malignos que estragaram sua vida. No entanto, com o tempo, ele desenvolveu habilidades psíquicas para realizar exorcismos com sucesso… a base de socos! Desesperado e em busca de moradia barata, este jovem médium sem dinheiro finalmente encontra um bom negócio: se ele livrar a pensão luxuosa de Yuragi do fantasma que a assombra, ele terá alojamento para o resto de sua vida de graça! Apenas uma pequena preocupação: o fantasma em questão é uma garota, gentil, inocente e fofo demais para ser exorcizado com punhos…
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15 comentários

  1. O My Brother´s Husband é uma grande surpresa, não o perderei por nada desse mundo.
    Outro que não perderei é o BEASTARS. Parece ser muito bom.
    Parabéns pelo seu site, sempre nos trazendo materias interessantes.

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  2. Beastars me parece um título bacana, mas como já comentado no post é bem difícil arriscar numa obra em andamento que já tem mais de 10 volumes e sem previsão de término… Fiz isso com Ajin no passado e me arrependo.

    Sobre “O Marido do meu Irmão”, foi um anúncio fantástico por parte da editora. Eu havia ficado muito reticente por ter saído pela Panini com seus preços e aumentos abusivos, critiquei muito, contudo por se tratar de um mangá finalizado de apenas 4 volumes e com uma temática dessas, é de se repensar. Acho que apoiar um título desses é muito importante.

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    1. @Mizere: Talvez o povo tenha se cansado de títulos ecchi. Desde que os mangás chegaram ao Brasil tinha pelo menos um título assim saindo, com o tempo esse pessoal que comprava foi parando até chegar no ponto comentado em To love-ru. Mudanças de preço, de periodicidade…quer dizer, formas da editora contornar as baixas vendas e não cancelar o título. Também é interessante notar que To love-ru terminou em Novembro de 2018. E até agora a continuação não foi anunciada pela JBC.

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    2. É quase o que o @The Fool disse.

      Aconteceram várias coisas durante a publicação que deixavam no ar que ele não vendia tão bem assim. Ele teve um reajuste de preço muito cedo (acho que lá pela edição 6), teve mudança de periodicidade, mas o mais importante é justamente o To LOVE-Ru Darkness. Todo o resto pode ser apenas coincidência por causa das turbulências ocasionada pela crise econômica, mas a questão do Darkness é crucial para se pensar assim.

      Durante a publicação de To LOVE-Ru, sempre que a editora era perguntada sobre o Darkness a resposta era evasiva “vamos ver”, “depende de vocês”, etc. Mas não eram só as falas, era o jeito de falar, como se o pessoal estivesse desconfortável, que a gente via e só conseguia pensar: “Isso não tá vendendo bem”. Até que chegou um momento em que a empresa disse que terminaria o To LOVE-Ru e só depois avaliaria o que fazer (isso foi em março, quando foi lançado o volume 16). Fosse um sucesso absoluto, o Darkness viria praticamente em seguida, como ocorreu com o Alita – Last Order, afinal que editora iria querer perder dinheiro? Ainda mais em um momento de crise.

      É por causa disso que muita gente acha que To LOVE-Ru não vendeu bem. A questão é que isso é só especulação e jamais teremos como saber se todos os que desconfiam estão certos ou não.

      Curtido por 3 pessoas

    3. N tenho uma opinião tão apurada como os nobres ae q já te respoderam, mas um grande indicativo q n vendeu é o fato da JBC nem se quer correr atrás da continuação, normalmente quando o mangá faz sucesso eles n perden muito tempo, tbm podemos adicionar o fato de até hj vc encontrar todos os volumes da obra a preços baratissimos. Se n me engano alguns volumes na amazon chegam a 10 reais (na Comix q é conhecida por dobrar preço de volumes 1 tá 7,90) e encontrar os 1°s volumes com facilidade sem uma reimpressão denota bastante isso.

      Curtido por 1 pessoa

  3. Com certeza pegarei Beastars, facilmente um dos melhores mangás que já li, a autora criou um mundo complexo cheio de camadas, e alguns dos personagens mais bem desenvolvidos que já vi, cheios de personalidade e carisma, há tanta nuance em cada um deles, dos principais aos secundários, que você se importa com praticamente todos, sempre querendo conhecer mais de cada um. Paru Itagaki merece todos os prêmios que recebeu. Espero que a Panini dê um acabamento digno a esta grande obra, e por um bom preço, porque esses últimos reajustes certamente me deixam preocupado.

    Continue com o excelente trabalho com o site.

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  4. Passo . Achei meio fraquinho esses mangás. Esperava algo do goseki kojima e do kazuo koike (Hanzo no Mon seria muito bem vindo)

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  5. A sinopse de Beastars me pareceu muito com o enredo de Zootopia da Disney. Carnivoros começam a enlouquecer e atacar hebivoros causando preconceito.

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  6. Não comprarei nenhum dos mangás afinal com essa política de preços e reposição da Panini fica complicado. O único que compraria era Wotakoi, mas infelizmente não vai dar.

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  7. Panini anúnciou que os lançamentos de 2019 viram com brindes exclusivos .

    Na minha opinião o brinde é mais do que obrigação pelo valor que estamos pagando por um mangá em uma qualidade não tão boa assim.

    Gostaria de voltar na época em que eu pagava 12,9 por um mangá em vês de 21,9.

    É simplesmente absurdo !!!

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  8. hehehe panimi consegue estraga a empolgação dos fans, eu compraria Sword Art Online, mais , 40 reais, não pago nem fudendo, não comprei quando eles lançaram a 14,90, imagina nesse valor. Deve ser pelo enorme sucesso queria mete a mão, acho que vão sair perdendo… (OBS: Mais provavelmente muita gente não lembra mais essa é a segunda publicação do Sword Art Online…)

    Wotakoi – O amor é difícil para os otakus, é um que eu vo compra, quem não conhece assita o anine, é bem legal 🙂

    Valeu , excelente site, parabens 🙂

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