Resenha: “Re: Zero #10” e o confronto com o passado

Mistérios antigos se aclaram, novos surgem…

ATENÇÃO

(1) O texto a seguir é dividido em duas partes. Na primeira buscamos contextualizar a história contada nos nove primeiros volumes da série, de forma bastante resumida, dando destaque a alguns aspectos. Na segunda, tentamos falar especificamente do volume 10, destrinchando certos detalhes e conjecturando teorias para o futuro da série. 

2) PELO QUE DISSEMOS ACIMA, SAIBA QUE O TEXTO POSSUI SPOILERS DA LIGHT NOVEL “RE: ZERO” ATÉ O VOLUME 10. SE VOCÊ AINDA NÃO CHEGOU NESSA PARTE, MELHOR GUARDAR ESTE POST NOS FAVORITOS DO NAVEGADOR E VOLTAR DEPOIS. CASO CONTRÁRIO, ESTEJA AVISADO DE QUE SE PROSSEGUIR, ENCONTRARÁ COISAS QUE TALVEZ VOCÊ NÃO QUEIRA SABER.

(3) Se, por ventura, você mora na Polônia, acompanha a publicação polonesa (que lançou o volume 14 agora em junho) e por algum motivo também chegou a este blog pedimos para que, caso for fazer algum comentário, atenha-se ao que se pode deduzir até o volume 10. Do mesmo modo, se você possui algum spoiler do que acontece mais pra frente, acompanha os rascunhos em japonês, etc, também pedimos para se ater aos fatos até o que foi publicado no Brasil.

(4) Como se verá, o texto é bem longo. Então sente-se, acalme-se e aprecie com todo o cuidado^^.

Parte 1: O background da situação

O você de ontem é mais ignorante que o você de hoje. O você de hoje possui menos conhecimento do que o você de amanhã. Por mais insignificante que seja, você possui mais sabedoria no presente do que no passado, e possuirá mais ainda no futuro. Eis a verdade.

Essa é uma frase que aparece no livro 10 de Re: Zero e ela meio que dialoga bastante com a conjuntura de Subaru naquele mundo e também com a de nós leitores em relação aos mistérios que envolvem toda a situação. De início não sabemos nada, mas aos poucos as coisas vão ficando claras, embora as dúvidas aumentem ainda mais.

Se você se recorda bem, Subaru Natsuki, um jovem japonês que vivia trancafiado dentro de casa, é transportado do nada para um mundo alternativo e assim que chega, por suas próprias atitudes, ele acaba envolvido em uma determinada circunstância em que termina salvo por uma garota de cabelos prateados, Emília. Esse fato moldará tudo o que se verá posteriormente, com o garoto querendo ajudar a moça que o salvou, resultando em uma importante participação dele no processo de sucessão real, seja pelo lado bom (impedindo que uma candidata à sucessão seja morta), seja pelo lado ruim (não conseguindo prever que uma outra candidata perderia a memória). Só que a gente ainda não sabe disso. No início, nem Subaru e nem a gente ainda conhece nada sobre o mundo alternativo, mas tudo já está acontecendo.

Re: Zero, Livro 1. Capa normal e capa variante. Foto: Blog BBM

Vamos relembrar o que é isso que está acontecendo. Ou melhor dizendo, vamos relembrar o que a gente já sabe que está acontecendo, pois ainda existem muitos mistérios inexplicados. A história se passa em um mundo alternativo com aparência medieval, onde há magia, magos, bruxas, meio-humanos, e todo o tipo de criaturas. A história centra-se em Lugnica, o reino aliado do dragão.

Séculos atrás, um dos reis de Lugnica selou um pacto com o deus-dragão Volcania e desde então ele tem protegido o reino das mais diversas calamidades, diminuindo a ação de pragas, entre outras coisas. Entretanto, o pacto estava ameaçado, pois meio ano antes da história principal começar o atual soberano acabou morrendo e toda a sua família também foi dizimada, de forma totalmente misteriosa e suspeita. Para manter o pacto, era necessário encontrar uma nova sacerdotisa do dragão (para realizar um ritual) e que também seria a nova rainha de Lugnica, já que não havia mais membros da família real.

Quando a história começa e Subaru chega ao mundo alternativo, a seleção real ainda não teve início propriamente dito, mas os passos dados a ela já estavam ocorrendo. Quatro das cinco candidatas já tinham sido encontradas e uma delas é Emília, a meio-elfa de cabelos prateados que o salvou. No início da história, como todos devem se lembrar, ela teve a insígnia que lhe dava o direito de concorrer ao cargo roubada por uma garotinha chamada Felt, a pedido de uma caçadora de recompensas de nome Elsa, e todo o primeiro arco (o livro 1 da light novel) é dedicado à recuperação dessa insignia. Como dissemos antes, nesse momento, a gente ainda não sabe nada sobre a seleção real, a gente só está acompanhando o Subaru morrendo várias vezes, buscando salvar Emília e as demais pessoas que ele encontra no caminho.

Essa parte inicial é pouco explorada posteriormente e há um fato bem importante aqui que ainda não foi plenamente discutido na obra. Quando Emília teve a insígnia roubada, ela havia ido à Capital totalmente em segredo e mesmo assim ela teve um objeto roubado. Lembremos que Elsa não era a mandante por si só, ela foi contratada por uma outra pessoa. Quem contratou? Quem sabia que Emília estaria na Capital? Já estamos no volume 10 e ainda não temos uma resposta sobre isso.

Re: Zero, Livros 2 e 3. Foto: Blog BBM

O segundo arco da história (livros 2 e 3) nos trás novos personagens que serão importantes no decorrer da narrativa, as empregadas gêmeas Ram e Rem (eu sei que vocês não lembram desta última personagem, mas ela existe, a gente jura), a bibliotecária Beatrice e claro o marquês Roswaal L. Mathers, protetor de Emília na seleção Real. Aqui várias coisas acontecem, começamos a saber sobre a seleção, ocorre o incidente das bestas mágicas da floresta e descobrimos que Roswaal possui um plano maior para além de tornar Emília rainha, plano esse que tem a ver com o dragão. Ainda assim tudo é muito incipiente e não temos uma vasta explanação sobre o mundo e nem sabemos o porquê do plano do marquês.

Vale comentar neste momento que apesar do pacto com o dragão, isso não significa que o reino de Lugnica estava livre de todos os males, havia pobreza, bandidos, havia ataques de seres mágicos e, claro, havia as grandes ameaças, como a baleia branca (o maior medo dos mercadores) e a seita da bruxa, um grupo fanático pronto a atacar quem desonrasse Satella, a Bruxa da Inveja, um dos seres mais temidos do mundo alternativo.

Se algumas dessas coisas a gente já havia visto antes, o terceiro arco da história (livros 4 a 9) apresenta uma grande expansão desse universo, tanto para o Subaru, quanto para nós. As candidatas ao trono são apresentadas, ficamos sabendo que Subaru não é o único da Terra a ter ido parar naquele lugar, descobrimos um pouco mais sobre o passado daquele mundo (o pacto com o dragão, o motivo da seleção real), e vemos diversas outras coisas (a criancice de Subaru mais latente, a aparição da Baleia Branca, a seita da Bruxa, etc). O que se destaca nessa parte da história é o confronto contra a baleia e a seita, em especial o arcebispo da Preguiça, Betelgeuse Romani-Conti.

Re: Zero, Livros 4 a 9. Foto: Blog BBM.

É nessa parte da história que vemos o quão grande é o preconceito contra Emília por ela ser uma meio-elfa de cabelos prateados e o desafio que será ela conseguir a aceitação de todos. Enquanto Subaru deseja que todos vejam a garota  apenas pela sua essência, as pessoas em geral, até mesmo o feirante Kadomon, veem a imagem dela como ameaçadora, por lembrar a Bruxa da Inveja, a terrível praga que 400 anos antes cobriu metade do mundo de trevas e que só foi derrotada pela união do deus-dragão, o conhecimento dos sábios e a atuação do santíssimo espadachim da época. Não à toa, a moça – que já foi chamada de Bruxa Gélida da Floresta Congelada – vive tentando ocultar a sua imagem e tem medo da rejeição que receberá.

No entanto, uma das coisas que mais chamaram a atenção na história até esse ponto (talvez o mais importante e isso é uma coisa que o animê deixou bem relegado) é a participação de Roswaal no desenvolvimento da trama. Ele vive arquitetando situações em proveito próprio. Ele agiu para que Subaru fosse ao Castelo, deixou um sobreaviso com Rem para uma aliança com a chapa da Crusch, entre outras coisas. Porém e, por isso mesmo, uma coisa soa estranha. Se Roswaal tem planos tão grandiosos em relação ao dragão, por qual motivo ele não está em seus domínios quando ocorre o ataque das bestas mágicas da floresta ou quando a seita da bruxa aparece para matar Emília?

Sobre este último ponto a gente viu que se não fosse as várias mortes de Subaru, todo mundo teria sido completamente aniquilado pela seita. Não faz sentido Roswaal ter deixado a situação acontecer assim.  Em nossa resenha do volume 9, comentamos a existência de duas possibilidades, alguém estava tirando o marquês propositalmente de cena nos momentos conturbados (provavelmente a mesma pessoa diga-se de passagem) ou tudo era um plano do próprio Roswaal. No volume 10 a resposta para isso é dada. Ou pelo menos parte dela.

Sim, aos poucos as coisas vão ficando claras, embora as dúvidas aumentem ainda mais. Na verdade, tudo o que sabemos até aqui não nos permite dizer para onde a obra vai e quais os mistérios do mundo alternativo. O que fica claro é que tem várias coisas acontecendo, coisas essas que, embora aconteçam no presente, envolvem o passado do mundo alternativo (tanto o passado recente, com coisas que aconteceram há menos de 15 anos, quanto o passado longínquo, com os acontecimentos de 400 anos atrás sempre vindo à tona).  A seguir, vamos falar sobre o décimo tomo e os diversos pontos da história apresentadas nesse volume.

Parte 2 – O passado de Subaru, descobertas, e os novos personagens no volume 10

SE VOCÊ AINDA NÃO LEU O VOLUME 10 ESSE É O ÚLTIMO PONTO DO TEXTO PARA VOCÊ PARAR. A PARTIR DAQUI HAVERÁ SPOILER.

O livro 10 de Re: Zero inicia um novo arco na história, com a apresentação de novos personagens (muitos deles outrora citados) e o retorno de velhos conhecidos. Diversas coisas são jogadas e várias subtramas aparecem, com você não entendendo muito bem o porquê de certas coisas e certas falas. Temos novamente a citação à Liliana (que você deve se lembrar de ter sido mencionada no volume 4, quando Subaru reencontra o velho Rom), a descoberta do porquê de uma mansão tão grande como a de Mathers ter apenas duas empregadas tomando conta, a aparição de Frederica, uma das outras empregadas, e de Garfiel (aquele cara importante já citado em outras passagens da light novel).

Re: Zero, Livro 10. Capa. Foto: Blog BBM.

Além deles, a figura central é Echidina, a Bruxa da Avareza, que encontra-se na capa do volume, uma das seis bruxas que foi derrotada pela Bruxa da Inveja 400 anos atrás. Esse volume se  passa em grande parte no chamado Santuário que nada mais é do que um lugar protegido para semi-humanos e onde fica o túmulo de Echidina. É nesse local que conhecemos ela (já morta evidentemente), Garfiel e Ryuzu, de quem falaremos mais à frente.

Re: Zero, Livro 10, Quarta-capa. Foto: Blog BBM.

Para quem não se lembra, por ocasião do vindouro ataque da seita da bruxa, as pessoas da Vila Alam foram evacuadas em duas frentes, uma parte para a Capital e outra para o Santuário. Porém as pessoas do Santuário não voltaram, nem mesmo Ram e Roswaal (que estava no local desde antes do ataque da seita) apareceram novamente.

Essa situação desconfortável obrigou Emília e Subaru a irem descobrir o que havia acontecido e lá ficaram sabendo que todos estavam de refém. Basicamente, os semi-humanos que entram dentro do Santuário não conseguem sair devido a uma barreira mágica e uma parte deles deseja que essa barreira seja quebrada, de modo que eles possam ir e vir livremente. Assim, alguém precisa passar no chamado Teste do Santuário para conseguir libertá-lo. Por tal razão, Roswaal e Ram não podiam voltar. Ou ao menos é isso o que querem que pensemos.

Está bem claro desde já que tem dedo de Roswaal novamente nisso, afinal a empregada Frederica é quem informa a localização do Santuário para o terráqueo e, em certo momento, ela comenta que fez tudo conforme os planos do mestre. Mesmo que depois venhamos a ver o marquês todo ferido, nada nos leva a crer que também não seja um plano dele. Em outras palavras, Roswaal queria que tanto Subaru, quanto Emília fossem para o Santuário por algum motivo.

Os objetivos por trás disso, porém, ainda não são tão claros, mas há leves suspeitas aqui e ali, sendo a principal delas a Bruxa da Avareza. Roswaal parece nutrir um grande sentimento de admiração por ela, tanto que chega a pedir para a chamarem de Echidina, seu nome, em vez de bruxa. Não é possível deduzir muita coisa disso, mas se ele está no santuário de Echidina e gosta dela, no mínimo o teste para libertar o Santuário tem a ver com ela também. Seria possível ressuscitar uma bruxa? Será que a libertação não é apenas dos meio-humanos, mas sim da bruxa também? Mas qual o objetivo por trás? Echidina tem muito conhecimento do passado (provavelmente até mesmo conhecimentos perdidos na grande calamidade de 400 anos atrás) e isso pode ser precioso para o Roswaal, mas em que isso ajudaria o marquês em seus planos de transformar Emília em rainha e ao seu desejo de matar o dragão? Ainda é um completo mistério.

  • Por que Roswaal não estava na Mansão?

Tudo o que comentamos, porém, não deixou de lado a questão fundamental em relação ao marquês, o porquê de ele estar longe de suas terras no momento do ataque da seita da bruxa. Até o volume 9, havia duas possibilidades distintas, a de que havia alguém que queria afastar Roswaal de todas as situações ou a de que era tudo um plano dele. A parte final do volume tem uma conversa entre Roswaal e Subaru que traz a resposta.

Roswaal e sua fiel Ram. Re: Zero, Livro 10, página 357. Foto: Blog BBM

Enquanto lá no final do volume 3, Roswaal diz que alguém o levou a sair de cena, induzindo ele a visitar o Garfiel, agora o marquês diz com todas as letras que se afastou propositalmente para não se encontrar com a seita da bruxa. Segundo ele seu objetivo era fazer com que a imagem de Emília fosse melhorada perante as pessoas da vila Alam. Se ele – Roswaal – derrotasse a seita da bruxa, a imagem da meio-elfa não seria alterada. No entanto, com a atuação de Subaru, Emília passou a ser vista de forma diferente.

Então, o plano de contra-medida de Roswaal para enfrentar o ataque da seita da bruxa era simplesmente deixar as coisas acontecerem. O Subaru, naturalmente, se revolta com as palavras do marquês porque para ele isso não faz qualquer sentido, afinal ele vivenciou diversos loops e sabe que se não fosse o Retorno da Morte todos teriam morrido.

De fato, o que o marquês diz não faz nenhum sentido, em um primeiro momento. Daí tiramos duas possibilidade: ou o marquês está mentindo e tem outros planos mais escusos, ou ele sabe que Subaru tem o poder de Retorno da Morte.

O Roswaal frisou bastante que estava sendo sincero no que disse sobre seu plano, então acreditando que ele falou realmente a verdade, a única possibilidade que resta é justamente essa de que ele sabe dos poderes do Subaru. Se a gente investir nessa hipótese, desde quando ele sabe e como ele sabe? No volume 2, Roswaal pergunta à Ram se Subaru tem chances de ser um Intermediário no que ela diz que são baixas. Ou seja, até ele tinha dúvidas sobre a natureza do garoto naquele momento.

Então como, onde e por que ele descobriu os poderes dele? Não me recordo de elementos suficientes que mostrem claramente isso. Teria ele poderes de predição? Esse é um poder que a gente ainda não viu muito no mundo Re: Zero, embora não seja inédito. Betelgeuse várias vezes fala que o Evangelho não falava nada sobre Subaru o que poderia indicar que aquele caderno tinha predições. Do mesmo modo, a Lápide do Dragão previa as calamidades que ocorreriam sobre Lugnica, de modo que os governantes pudessem se antecipar e reduzir os danos. Predição, então, não é algo descabido.

Se a gente recordar o final do volume 4, é dito que o Roswaal avisou que alguém tentaria invadir o palácio. Na ocasião, a gente apenas pensava que o marquês tinha reparado no jeito de Subaru e achou que ele tentaria ir ao castelo de qualquer forma, mas e se não for apenas isso? E se tiver algo mais?

Re: Zero, Livro 4, Página 418. Foto: Blog BBM.

Devemos lembrar que ainda no volume 4, o Roswaal comenta que sempre coloca o brasão da família dele na roupa de seus empregados e fala para Subaru que o brasão deveria ter tirado ele de muitos apuros até chegar ali no Castelo, no que o garoto nega e comenta que ele chegou ao local junto da Priscila, o que o marquês acha estranho, como se suas expectativas tivessem sido contrariadas. Ou seriam previsões?

Ainda nesse sentido, a ida de Subaru ao castelo passa muito pelos planos de Roswaal e ele fala para a Rem não impedir a ida do garoto. No que Rem chega a comentar que a situação é como se seu mestre tivesse previsto as atuações do Subaru. Será que foi isso mesmo?

Re: Zero, Livro 4, Página 168. Foto: Blog BBM

No momento, isso é apenas uma hipótese. Mas o que está claro é que o Roswaal sabe sim que o Subaru possui poderes, embora a gente não saiba exatamente como ele descobriu. Talvez tenham mais pistas ao longo dos volumes anteriores e que deixamos escapar, então só uma releitura mais atenta para nos revelar, mas isso fica para o futuro…

  • Frederica, Garfiel e Ryuzu

No livro 10 de Re: Zero, alguns novos personagens são apresentados, entre eles Frederica, Garfiel e Ryuzu. Ryuzu é uma personagem totalmente nova e que não havia sido sequer mencionada até então (pelo menos até onde a gente lembra), parece ser uma criança, mas é um ser bem mais velho e digno de respeito no Santuário.

Um ponto que chama a atenção é que Subaru acaba conhecendo alguém que é idêntica a ela um pouco antes de ver essa moça. Ram sabe de alguma coisa sobre isso, mas não conta nada, ficando tudo um mistério nesse início. Seria alguma cópia da personagem? Um duplo? Teremos que esperar os próximos volumes. Por hora, não há muito o que se falar dessa personagem.

Echidina e Ryuzu. Re: Zero, Livro 10, Página 6. Foto: Blog BBM.

Garfiel, por outro lado, é uma figura importante e que já foi citado mais de uma vez na obra até então. Tanto na ocasião do ataque das bestas mágicas da floresta, quanto no ataque da seita da bruxa, Roswaal foi visitá-lo. Lá no final do volume 3, uma das citações a ele ocorre quando Roswaal comenta com Ram que Garfiel não quer ajudá-lo, sendo que toda ajuda seria necessária para que os planos do marquês prosseguissem bem. A outra citação ao meio-humano ocorre no volume 6, quando Rem informa ao Subaru que Roswaal não estaria na mansão, pois teria ido visitar o Garfiel, muito embora ela se corrija e diga depois que ele foi resolver coisas para o reino, para o marquesado ou para a seleção real.

Pelo volume 10, a gente sabe que ele é bem esquentadinho e muito poderoso, por isso que talvez fosse importante para o Roswaal ter ele ao seu lado. Mas seria ele uma pessoa confiável? Há muitas coisas que são suspeitas e não dialogam uma com a outra na história. Frederica chega a dizer a Subaru e a Emília para que eles tivessem cuidado com Garfiel, como se ele fosse muito perigoso, no entanto descobriremos depois que os dois – Frederica e Garfiel – eram parentes e não parece haver uma inimizade dele para com ela. Seria isso parte do plano de Roswaal? Mas qual o objetivo?

Frederica e Garfiel. Re: Zero, Livro 10, Página 7. Foto: Blog BBM.

Frederica, por sua vez, é uma emprega da mansão do marquês de Marthers e ela também já havia sido citada antes, ao menos uma vez. Lá no volume 6, a Rem comentou que metade do poder do fogo da mansão era o próprio Roswaal L. Mathers e com ele fora, não haveria como defender a mansão. Entretanto, ela diz que as coisas poderiam ser diferentes se a Frederica estivesse com eles. Essa frase nos leva a crer que ela tem um grande poder, mas agora formalmente apresentada no volume 10 ainda não tivemos tempo de vê-la em ação. O que fica claro é que ela é fiel ao marquês, tendo feito tudo conforme os planos dele. Até o momento ela teve pouco tempo de cena, então teremos que esperar os próximos volumes para ver melhor a sua atuação.

  • Beatrice 

Qual é o passado de Beatrice? A gente sabe que a bibliotecária da mansão Roswaal é um espírito assim como o pack e fez um pacto para a proteção do local, mas o que houve antes? Por quais razões esse pacto foi estabelecido e quais os planos para o futuro? Ainda não temos como saber em detalhes, mas sabemos que isso tem um custo alto para a garota. Nos volumes anteriores, a gente viu que apesar da alegria dela ao se encontrar com o gatinho ou das rusgas com o Subaru, volta e meia a garota aparenta tristeza em diversas passagens.

Uma das mais marcantes nesse sentido acontece no volume 6. Após um dos diversos loops em que tudo dá errado, o garoto que veio da Terra pede que Betty o mate, mas ela se recusa dizendo isso aí da imagem abaixo:

Re: Zero – Livro 6, Página 231. Foto: Blog BBM

Na sequência, o sofrimento da garota parece mais latente.

Re: Zero – Livro 6, página 232. Foto: Blog BBM

Essas passagens deixam claro que ela se preocupa com o Subaru apesar das rusgas e que o passado da garota pode estar repleto de tristeza, com várias perdas ao longo dos anos.  Infelizmente, até o momento ela ainda não teve um tempo de cena muito grande para essa questão ser explorada, mas devido aos acontecimentos do volume 10 é de se esperar que saibamos um pouco mais sobre ela nos próximos livros.

Especificamente sobre o volume 10, vemos Subaru ir falar com Beatrice no que ele a questiona se ela e Roswaal sabiam sobre o ataque da seita da bruxa. A bibliotecária da mansão responde que a relação entre ela e Roswaal não teve nada a ver com o último incidente e que ela não sabia de nada. Além disso ela reforça – assim como já tinham dito outras pessoas antes – que o marquês deve ter preparado alguma contra-medida para o ataque da seita.

Re: Zero, Livro 10, Página 79. Foto: Blog BBM.

Mas as coisas intrigantes acontecem agora, com Beatrice não entendendo uma atitude específica do Subaru. Enquanto para nós e para o garoto era algo natural devido ao momento, para ela não fez sentido se o objetivo do garoto não era conseguir uma determinada coisa.

Subaru Natsuki mostra o Evangelho que ele conseguiu do preguiça e conta para Betty que ele matou Betelgeuse, e aí novamente o olhar de tristeza da garota aparece e ela diz que até o Geuse partiu antes dela. Pelo que se percebe ela conhecia Betelgeuse e ficou triste com sua partida, não o humano portador da entidade e sim do espírito em si.

Re: Zero, Livro 10, página 78. Foto: Blog BBM

Daí que, com a morte dele, Subaru estaria com o Fator da Bruxa, segundo Beatrice, mas ele nem tem ideia do que fosse isso. O garoto até recorda de já ter ouvido o arcebispo da Preguiça falar sobre o assunto, mas ele não sabe o que é. Beatrice também fica sem entender a situação e pergunta o motivo de ele ter matado Betelgeuse se ele nem sabia o que era o Fator da Bruxa:

Re: Zero, Livro 10, Página 80. Foto: Blog BBM

Como todos sabem, o garoto realmente apenas estava reagindo à situação. Beatrice, então, informa ao Subaru que tudo se esclarecerá no Santuário.

Re: Zero, Livro 10. Página 80. Foto: Blog BBM

Essa sub-trama foi totalmente intrigante, pois colocou um ponto de dúvida sobre o que vimos até então. Matar o Preguiça era o natural, o normal, o requisito básico para a sobrevivência de Subaru, Emília e os demais. Era isso que tanto ele, quanto a gente acreditava, mas agora somos colocados com a informação de que matar um arcebispo teria uma razão maior, conseguir o chamado Fator da Bruxa. A fala de Beatrice insinua claramente que o objetivo de matar um arcebispo era conseguir isso, mas por quê?

E agora ficamos com essa questão na mente, por qual razão as pessoas iriam querer o Fator da Bruxa? Isso é mais um mistério de Re: Zero que precisaremos descobrir. A descoberta não ocorre no livro 10. Subaru chega a perguntar a Roswaal sobre Beatrice, comentando o que ela falou, mas o marquês apenas diz que não é hora ainda de ele saber. Quando será?

  • O Fator da Bruxa

O Subaru disse no volume 10 que a expressão Fator da Bruxa já fora utilizada antes pelo arcebispo da Preguiça. De fato, isso já havia sido comentado na obra, lá no volume 8, quando Subaru tem um novo confronto com Betelgeuse. Ali, este diz que a nova geração de arcebispos nunca se encontrou, mas o Fator da Bruxa do pecado da Soberba já havia passado para outra pessoa.

Re: Zero, Livro 8, Página 57. Foto: Blog BBM.

Em continuação, posteriormente, ao falar sobre a chamada provação, o Preguiça fala sobre o invólucro (ali parecendo estar falando de Emília) ter que provar que é digna de receber o Fator da Bruxa.

Re: Zero, Livro 8, Página 61.

Nada é explicado como pode ser visto pelas passagens acima. Essas informações são jogadas e tanto o garoto, quanto nós ficamos sem entender a situação. O que é o Fator da Bruxa e para quê ele serve?

Será que esse Fator da Bruxa permite ao portador usar alguns poderes da Satella, a Bruxa da Inveja? No caso de uma meio-elfa de Cabelos Prateados isso faria a bruxa ressurgir após tantos anos? São questões que ficam.

  • Subaru, Echidina e seu passado

O Subaru é um personagem muito burro. Se você discordar dessa afirmação, você não leu Re: Zero com atenção. A gente vê o garoto tendo sacadas geniais, descobrindo coisas improváveis, mas ainda assim ele é muito burro, que não consegue perceber as diversas chances dadas a ele. Ele perde todas as oportunidades de obter informações e depois ainda fica indignado por não ter percebido uma dada coisa ou pelas respostas que lhe disseram.

A bem da verdade Subaru é um nada desde que chegou ao mundo alternativo. Pode ter conseguido ajudar a salvar Emília, pode ter salvado Rem, mas a gente chega lá no terceiro arco, no volume 4, e ele ainda está com um pensamento para lá de infantil, ainda querendo saber o porquê de ter sido invocado e colocando para si uma responsabilidade que ele não tem. Como é vergonhosa a passagem que ele se autointitula um cavaleiro no Palácio Real, mais vergonhosa até do que a passagem do combate com o Julius. E o volume 6, então? Quando o Subaru vai tentar pedir ajuda às outras candidatas ao trono? A infantilidade do garoto se mostra clara.

Ainda assim, ele está sempre se superando e é meio que essa mistura que faz ele ser um personagem muito bom, uma mistura da burrice infantil com a perspicácia. No volume 10, nós vemos novamente o Subaru agir com extrema burrice, dessa vez deixando escapar a chance de descobrir muitas coisas sobre o passado daquele mundo, inclusive sobre a Bruxa da Inveja e talvez até mesmo sobre o seu poder de Retorno da Morte. E ele nem percebeu isso. Ele nem ligou. Talvez ali mesmo ele conseguisse matar parte da charada de ele ter sido enviado ao outro mundo, mas ele nem quis saber.

Re: Zero, Livro 10, Página 142. Foto: Blog BBM.

Essa passagem em que ele perde essa chance de saber muito sobre o passado do mundo alternativo e sobre as bruxas acontece quando ele tem o primeiro de seus dois encontros com Echidina. Após adentrarem no Santuário, Subaru acaba transportado e entra no túmulo da Bruxa onde se encontra com ela. Echidina oferece a ele a oportunidade de saber muita coisa sobre o passado, mas ele acaba preferindo saber apenas do presente, o que obviamente ela não pode ajudar. No entanto, esse primeiro encontro serviu ao menos para Subaru conseguir permissão para fazer o Teste do Santuário, coisa que até então ele nem sabia do que se tratava.

O segundo encontro com Echidina ocorre após a primeira fase do teste, mas antes vale falar novamente do garoto. Desde que chegou ao mundo alternativo, o personagem muitas vezes falava do quão preguiçoso era, do quão não fazia nada em seu mundo original, porém quantas vezes a gente viu alguma reflexão do garoto em relação a voltar para Terra? Não havia nenhuma preocupação dele. Ele se envolveu com Emília, foi parar na mansão e tudo pareceu natural, já que praticamente ele não teve descanso. Entre o arco dois e três há até um espaço de tempo maior, mesmo assim nada de Subaru sequer pensar sobre o assunto, ele na verdade fica com a cabeça no novo mundo e quer saber o porquê de ter sido invocado.

É aquela coisa de muitas obras em que o protagonista vai parar em outro mundo: a vida dele era um lixo em seu ambiente original e ao ser transportado ganha uma chance de recomeçar, tentando ao máximo evitar o seu passado. No volume 10 a coisa muda e ele finalmente confronta as suas origens e diz com todas as letras – e até um certo sentimento de tristeza – a possibilidade de nunca conseguir voltar ao seu mundo original e nem rever os seus pais.

Re: Zero, Livro 10, páginas 4 e 5. Foto: Blog BBM

Nem é como se ele conseguisse voltar, a verdade é que estando no mundo alternativo ele nem saberia como, mas a questão é que até então ele nem havia se preocupado com isso, nem havia exteriorizado em palavras qualquer medo ou sensação por não poder voltar. A primeira parte do Teste para Libertar o Santuário consistia no desafiante confrontar o seu passado e foi isso que Subaru fez, reencontrando-se com seu pai e sua mãe, finalmente conseguindo se despedir deles.

Essa é uma parte que soa extremamente chata durante o livro, pois corta o clima da obra colocando o protagonista em um ambiente diferente, fazendo com que tenhamos que nos acostumar a um outro ritmo. No fim, porém, é uma passagem bastante importante que mostra um pouco de evolução e amadurecimento do garoto.

Sobre Echidina, ela é uma personagem que ainda é difícil definir. Para além do fato de causar medo no garoto, suas atitudes excêntricas de querer se divertir com as lamúrias das pessoas vendo o seu passado mostram que ela é realmente uma bruxa e uma personagem interessantíssima, mas ainda está aquém de outros personagens excêntricos na obra, como a Priscila. Mas como esse arco se passa no Santuário dela devemos ter mais chances de vê-la em ação e mudar de opinião.

  • Emília e seu passado

O primeiro teste do Santuário é confrontar-se com o passado e enquanto Subaru conseguiu sair-se bem e ser aprovado sem o menor problema, Emília sucumbiu e ficou bastante temerosa com o que viu. O teste se repetiu dia após dia e a meio-elfa não conseguia passar, ficando completamente abalada, tendo pesadelos e mais pesadelos. O que ela viu era tão ruim assim?

O desespero de Emília. Re: Zero, Livro 10, Página 345. Foto: Blog BBM.

O passado de Emília é um mistério e parece que existem coisas que ela talvez não se lembre e esteja apagada de sua memória, consciente ou inconscientemente. Há duas passagens que corroboram isso. A primeira ocorre no volume 4, quando Subaru foi derrotado por Julius. Ele e Emília tiveram uma briga em que o garoto falou que ela o tinha salvado quando se conheceram – coisa que a moça não poderia saber, afinal aconteceu em loops anteriores e só Subaru poderia lembrar. Por não se recordar da situação a meio-elfa de cabelos prateados solta umas palavras estranhas e deixa antever que existe alguma coisa a mais:

Re: Zero, Livro 4, página 401. Foto: Blog BBM

Outra passagem que poderia ter relação com o passado da garota ocorre no volume 6. Quando Subaru tenta contar a verdade à Emíia sobre o Retorno da Morte, a Bruxa da Inveja mata a meio-elfa de cabelos prateados. Nisso Pack aparece e em um determinado momento comenta que ela morreu sem saber a verdade. Seria a verdade sobre o seu passado? A primeira passagem é bem clara que existem mistérios sobre o passado da garota, a segunda nem tanto, mas existe uma verdade que ela desconhece e pode muito bem ser sobre isso. Ainda não temos elementos suficientes para descobrir, mas pelo desenrolar do volume já nos próximos livros saberemos um pouco mais.

  • O Sumiço de Pack

O espírito em forma de gato que está sempre com Emília simplesmente some nesse volume 10. Não há nenhuma explicação para seu sumiço e a própria meio-elfa de cabelos prateados fala que desde que ela fez o pacto ele, o chamado Grande Espírito nunca ficou tanto tempo longe dela. Esse é mais um dos novos mistérios e das sub-tramas que aparecem nesse volume. Por qual razão ele some? Há alguma relação com os acontecimentos no Santuário?

Pelo que a gente lembra, lá no volume 6, após a já citada morte de Emília pela Bruxa da Inveja, Pack aparece na frente de Subaru e do arcebispo da preguiça e mostra seu grande poder. Betelgeuse pergunta como um espírito conseguiu tamanha força e Pack apenas fala o nome Echidina. Não é claro se foi apenas uma provocação para com o arcebispo (afinal membros da seita da bruxa da inveja não suportam ouvir falar das outras bruxas) ou se foi realmente uma resposta séria, a de que o poder de Pack tem alguma coisa a ver com a Bruxa da Avareza. Essa é a única passagem que a gente vê uma relação do Pack com Echidina, porém ela não diz nada sobre o porquê de ele ter se afastado, ainda mais que o sumiço do espírito ocorre bem antes de Emília e Subaru irem para o Santuário. É um mistério que perdurará e que a gente não tem a mínima ideia do que está acontecendo.

  • A Morte

O volume não poderia terminar sem uma morte do Subaru, não é mesmo? Tendo em vista que Emília não consegue passar no teste do Santuário e Roswaal deu uma resposta que não agradou tanto assim a ele, Subaru decide levar todos os moradores de volta à Vila Alam, assim ao menos eles estariam mais tranquilos. Logo Subaru voltaria para o Santuário, porém, assim que chega na mansão, Subaru é morto.

Subaru é morto por Elsa, aquela caçadora de entranhas que apareceu lá no volume 1. Quem a teria contratado? Isso fica para os próximos volumes.


Para terminar este texto vamos deixar algumas questões para vocês:

1 – A Família Real morreu em circunstâncias que aparentam ser bem misteriosas. Você acredita que sejam simples coincidências ou alguém planejou isso? E se alguém planejou, quem foi e o porquê? Quem teria interesse em ver a família real morta e, consequentemente, existir uma seleção pelo trono de Lugnica?

2 – Quatorze anos antes, uma certa criança foi roubada da Família Real e nunca a encontraram. Essa criança poderia vir a ser a Felt, aquela que roubou a insígnia de Emília e que, por ventura, veio a ser a quinta candidata ao trono. Se Felt for realmente filha da Família Real porque roubaram justamente ela? Sabiam que ela seria, no futuro, uma das candidatas à rainha e precisavam preservá-la? Ou foi pura coincidência?

3 – Quem contratou Elsa lá no início? E por que ela reapareceu agora no final do volume 10?

4 – Por qual razão Roswaal deseja matar o dragão? Esse dragão que ele deseja matar é o mesmo deus-dragão que firmou o pacto com Lugnica e que no passado ajudou a derrotar a Bruxa da Inveja? Se for o mesmo o dragão, o que o mago real teria contra ele?

*Lembrando, se você tem spoiler do que acontece depois do volume 10, NÃO escreva nos comentários.


Ficha Técnica

TítuloRe: Zero – Começando uma vida em outro mundo
Autor: Tappei Nagatsuki
Tradutor: Thiago Nojiri
Editora: NewPOP
Número de volumes no Japão até o momento: 20 (ainda em publicação)
Número de volumes no Brasil até o momento: 10 (ainda em publicação)
Dimensões: 10,6 x 14,8 cm
Miolo: Papel Avena
Acabamento: Capa cartonada com orelhas, miolo costurado, páginas coloridas em couchê
Classificação indicativa: 16 anos
Preço: R$ 26,90
Onde comprarAmazon / Americanas

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5 comentários

  1. Olá, ótimo post, gostaria de saber se as lombadas ficam marcadas depois de ler as novel, como se tivesse forçado para abrir.

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  2. Arco 4!! Tem um inconsistência na tradução, no volume 5, Betelgeuse diz “orgulho” ao invés de “soberba” como no volume 8. Eu particularmente prefiro orgulho e ganância, no lugar de soberba e avareza. Para não dizer que não teve nenhuma referência, no começo do volume 2, Subaru diz que não vai pensar no pai para não chorar.

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