“What a Wonderful World”: como foi a publicação do mangá no ocidente?

Obra será lançada no Brasil…

A impressão que se passa é que mangás de Inio Asano costumam ir bem no Brasil. Solanin, lançado pela L&PM no já distante ano de 2011, esgotou e foi reimpresso várias vezes. Nijigahara Holograph, publicado pela JBC, também não ficou atrás e esgotou, ganhando uma nova leva um tempo depois. Por fim, pelo que ouvimos de lojistas, cerca de um mês depois do lançamento os dois volumes iniciais de Boa Noite Punpun já estavam esgotados e a empresa os tinha avisado da reimpressão para breve. O único que não há parâmetros para se suspeitar de que se se saiu bem ou não foi o A Cidade da Luz, lançado pela Panini.

Recentemente, em um podcast, um dos funcionários da JBC confirmou que Inio Asano tem vendido bem, de modo que o anúncio de um novo título do autor era questão de tempo. A JBC anunciou What a Wonderful World, uma coletânea de histórias curtas do autor publicada em seus primeiros anos de carreira. A obra possui dois volumes no total, mas posteriormente ganhou reedições compilando os dois números em apenas um só.

What a Wonderful World, até por ser uma das primeiras obras de Asano e ele ainda não ter uma total maturidade, não é a melhor obra do autor e está longe de ser, com muitas histórias um tanto quanto aquém da qualidade em que estamos acostumados dele em Solanin, A Cidade da Luz e Boa Noite Punpun. Entretanto, há alguns contos que são verdadeiros achados, obras primas que valem por si só. O conto desse homem com cara de urso que aparece na capa do mangá já demonstra a tônica da obra, com o mesmo estilo de Asano de mostrar as mazelas do ser humano, nos chocando pelos rumos da história, vendo como os personagens são reais, com sofrimentos que poderiam atingir qualquer pessoa em qualquer parte do mundo. Por essa e outras histórias, vale muito a pena ter esse mangá do autor e obviamente iremos comprar.

A edição brasileira seguirá a reedição de 2019, então teremos um volumão de mais de 400 páginas. Não dá para prever o preço, mas devemos esperar algo na casa dos cinquenta reais ou um pouco mais a depender do acabamento. Tendo em vista o cenário atual, é difícil imaginar algo diferente. Mas ainda teremos tempo até o lançamento, de modo que muitos poderão se organizar para conseguir comprar.

Enquanto esperamos, como será que foi a publicação em outros países do ocidente? É isso o que você verá a seguir.


ALEMANHA


Na Alemanha, o mangá saiu em duas oportunidades e por duas editoras diferentes. A primeira ocorreu em 2007 pela editora Egmont, sendo concluído com dois volumes. Foi lançado ao preço de 7,50 euros por volume.

A segunda edição saiu em 2015 pela editora Tokyopop, também em dois volumes, mas com capas diferentes e em um formato maior. Custou 12 euros por número. Essa versão também saiu em ebook e está disponível até hoje ao preço de 8,99 euros.


ESTADOS UNIDOS


Nos Estados Unidos, o mangá saiu pela editora Viz em 2009 em um total de dois volumes, com capas totalmente próprias (e feias). O preço foi 12,99 Dólares. Não houve nenhuma reedição até o presente momento. Dentre os países que já publicaram a obra, os EUA é o único que ainda não o relançou.


FRANÇA


Na França, o mangá foi publicado em duas oportunidades. A primeira saiu em 2006 pela editora Kana em um total de dois volumes. O preço foi 10,20 Euros. Essa versão encontra-se disponível também em formato digital ao preço de 6,99 Euros.

A segunda edição saiu agora em janeiro de 2020, também pela editora Kana, seguindo a reedição japonesa de 2019. O preço foi 19,90 euros.


ITÁLIA


Para terminar, na Itália, o mangá também foi publicado em duas oportunidades. Ele saiu inicialmente pela editora Kappa Edizioni, entre 2005 e 2006, sendo completo em dois volumes ao preço de 8,50 euros por número.

A obra foi relançada em 2015 pela editora Panini, também em dois tomos, ao preço de 7,50 euros por volume. Na mesma ocasião, a editora lançou um box com os dois números da série.

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