Resenha: “Rooster Fighter #02”

Mais um galo lutador

Na última semana, a editora Panini publicou no Brasil o segundo volume do mangá Rooster Fighter – O Galo Lutador, de Syu Sakuratani, o conhecido mangá do galo, que tomou conta da internet em fins de 2020 e início de 2021 e que ganhou tanta proporção que as editoras, mundo à fora, começaram a licenciar o título antes mesmo de ele ter o seu primeiro volume publicado no Japão.

Mas e agora? Com a obra tendo um pouco mais de história para conhecermos como está o título? Será que ele tem mais potencial? O segundo volume deu algumas respostas para isso…

Basicamente, Rooster Fighter é um daqueles mangás de ação e aventura bem convencionais, em que um protagonista vai de lugar em lugar derrotando os seres que aparecem. A diferença, porém, é que o protagonista é um galo superpoderoso. Então, na verdade, nós temos uma obra que, de certa forma, parodia essas obras de ação e aventura em que o protagonista é um viajante super forte à procura de uma vingança, ao estilo Lobo Solitário.

Sim, pois, o protagonista não é outra coisa senão um ser que busca vingar a irmã e é por isso que ele viaja de lugar em lugar, procurando o monstro que matou sua parente. E é no meio disso ele acaba conhecendo e salvando pessoas. Isso continua a acontecer nesse volume, apresentando novas histórias, acrescentando personagens e mostrando mais lutas.

Rooster Fighter, então, é essa grande mistura de coisas, sendo uma paródia, mas que ao mesmo tempo se leva a sério, apresentando diversos pontos que podem gerar reflexão em um momento, riso em outro e assim por diante. As lutas desse volume – embora não tenham sido tão desenvolvidas assim – apresentaram-se diferentes do volume inicial, dando mais trabalho para o protagonista. O galo continua sendo super forte, mas ele não é um Saitama da vida como parecia no volume inicial. Já a parte humorística foi menos incisiva nesse volume, mas mesmo assim conseguimos rir com o galo querendo transar, com uma galinha recusando, com um certo medo de nadar e assim por diante.

Tivemos o acréscimo de uma personagem nesse volume, uma galinha criada em uma família rica e que decidiu sair pelo mundo para derrotar os monstros gigantes (ao mesmo tempo em que desejava matar o galo protagonista^^). E é esse acréscimo que mostra realmente o que é o mangá. É meio que é isso que faz o mangá ser legal e ser essa mistura de paródia com se levar a sério: você tem situações absurdas (uma família criar uma galinha no meio do luxo, por exemplo) em um contexto que tenta se fazer passar como se tudo fosse verossímil, como se fosse algo natural.

Sim, pois, o mundo do mangá é o “mundo real”, mas que três anos antes começaram a surgir monstros do nada. Então animais falarem, animais lutarem, galinhas usarem smartphones, tudo isso é algo que não deveria existir no mundo do mangá, mas existe. Assim como existe uma galinha criada em meio ao luxo^^. Essa é a paródia e o sério se contrapondo um a um.

Faltam explicações? Faltam. Precisa delas? Não sei dizer. A história é legal? É legal. Vale a pena continuar a comprar? Vale. A questão é que a gente precisa lembrar que não é necessário se prender sempre em querer algo profundo ou algo grandioso de um mangá, às vezes é muito melhor divertir-se com uma história nada a ver, que te apresenta uma louca e surreal aventura. E é isso que Rooster Fighter faz.

Ficha Técnica

Título Original:ニワトリ・ファイター
TítuloRooster Fighter - O Galo Lutador
Autor:  Syu Sakuratani
Tradutor: Fernando Mucioli
Editora: Panini
Número de volumes no Japão: 3 (ainda em publicação)
Número de volumes no Brasil: 2 (ainda em publicação)
Dimensões: 13,7 x 20 cm
Miolo: Papel offwhite
Acabamento: Capa cartão
Classificação indicativa: 18 anos
Preço: R$ 33,90
Onde comprar: Amazon / Loja da Panini

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