
Um jogo de sobrevivência
Alice In Borderland é um mangá de autoria de Haro Aso e foi publicado no Japão entre 2010 e 2016 na revista Shonen Sunday S, da editora Shogakukan, sendo concluído em um total de 18 volumes. A obra ganhou mais notoriedade mundo à fora após a primeira temporada da adaptação em live action estrear na Netflix, o que fez o título ser licenciado (ou re-licenciado) em vários países.
No Brasil, o mangá foi anunciado pela editora JBC em junho de 2022, pouco antes da estreia da segunda temporada do live action. O lançamento do primeiro volume da versão em quadrinhos começou cerca de um ano depois, em setembro de 2023, em uma edição que compila os 18 volumes originais em apenas 9.




Na obra conhecemos Arisu, um jovem que não vê muito sentido em sua vida e se considera deslocado na família e na sociedade em geral. Certo dia, ele e um grupo de amigos veem fogos de artifícios estranhos e uma luz forte no céu e, de repente, acabam transportados para um outro mundo, um mundo em que eles se verão obrigados a lutar pela própria vida.
O novo mundo é similar ao Japão que eles conhecem, mas quase sem pessoas e, de tempos em tempos, eles precisam cumprir missões (participar de jogos) e sobreviver a elas para ganhar o direito de continuar a viver por mais tempo no local.
Ninguém sabe ao certo o que é aquele mundo, quem os trouxe e o que fazer para sair dele, só existindo teorias e nada mais. A única verdade é que os jogos têm níveis de dificuldade diferentes e cada vitória dá direito a um número de dias extras no lugar e se não participarem (e ganharem) de um jogo nesse período, eles acabarão sendo mortos…


Alice in Borderland é um típico mangá de sobrevivência com bastante suspense, emoção, aventura, em uma história de tirar o fôlego.
Arisu é um daqueles protagonistas em que ninguém dá nada, mas que tem um algo a mais, que tem uma coisa especial que o ajudará a sobreviver aos jogos. Ele é o cérebro da obra, quem consegue pensar e raciocinar nas melhores soluções. Os demais personagens – ainda que um ou outro pareça ser mais forte e se destacar – acabam pairando como coadjuvantes da história que irá se desenrolar.
Esse volume inicial não se foca muito nos personagens (a não ser o próprio Arisu e a maneira com que ele conheceu seus amigos), de modo que pouco conhecemos suas histórias de vida e vemos apenas o que eles passam naquele mundo à parte e o desejo deles de sobreviver.

Falando mais da história, ela progride muito bem, de uma maneira bastante ordenada e escalando em emoção. Primeiro ela nos apresenta um pouco do antes (Arisu e seus amigos, a vida deles na terra, etc), depois a ida para o outro mundo e a alegria inicial de estar em um lugar diferente, o medo e a tensão que vêm a seguir ao participarem do primeiro jogo, etc, etc, etc.
O autor consegue fazer uma narrativa muito bem feitinha, daquelas que uma coisa leva a outra (causa e consequência), de maneira que a história vá ficando cada vez mais emaranhada. Mesmo quando parece haver um deus ex machina, um determinado acontecimento é explicado por coisas anteriormente ditas ou, quando não é o caso, levantam suspeitas para o desenrolar da história no futuro.

Dito isso, obras em que os protagonistas são “transportados” para um “local” à parte da sociedade para participar de um “jogo” de sobrevivência existem aos montes. Algumas são boas, outras mais ou menos, mais algumas são ruins e assim por diante. Como explanado, Alice In Borderland faz parte das obras boas, indo para o excelente nesse volume inicial.
O mangá consegue nos prender na trama e nos faz querer continuar a ler e ver como os jogos irão acabar e o que os protagonistas irão descobrir a respeito daquele mundo. Nesse sentido, o final do volume é intrigante, pois mostra que as cartas de baralho apresentadas na obra podem ter uma importância maior do que a que tinha sido mostrada até agora. Então tenha certeza que se você pegar Alice In Borderland para ler você não conseguirá parar…
***
A edição brasileira de Alice In Borderland veio no formato 13,2 x 20 cm (padrão da editora JBC), com miolo em papel pólen natural 70g (o novo papel usado pela JBC em alguns de seus mangás, que é mais amarelado e, por conseguinte, com quase nenhuma transparência nas páginas) e capa cartão. São 336 páginas ao todo e o preço é R$ 54,90.
Essa resenha foi feita graças a um exemplar cedido a nós pela editora JBC, a quem agradecemos a parceria. As opiniões a respeito da história independem disso.
Ficha Técnica
Título Original: 今際の国のアリス
Título: Alice In Borderland
Autor: Haro Aso
Tradutor: Tilim
Editora: JBC
Número de volumes no Japão: 18 (completo)
Número de volumes no Brasil: 1 (ainda em publicação, serão 9 no Brasil)
Dimensões: 13,2 x 20 cm
Miolo: Papel Pólen Natural 70g
Acabamento: Capa cartão
Páginas: 336
Classificação indicativa: 18 anos
Preço: R$ 54,90
Onde comprar: Amazon
Sinopse: O mundo que Ryohei Arisu conhece está prestes a mudar. Entediado com a vida que leva, ele só pensa em curtir com os amigos Karube e Chouta. De repente, Arisu se encontra em uma Tóquio deserta e se vê obrigado a participar ao lado de seus companheiros de jogos mortais para seguirem vivos. Seria tudo um sonho ou uma alucinação? Para descobrir o segredo desse “País das Maravilhas”, o trio terá que vencer cada prova até chegar ao fim do jogo… isso se sobreviverem até lá…
NOS SIGA EM NOSSAS REDES SOCIAIS
