
O primeiro mangá da Pipoca & Nanquim em 2024
Borboleta Assassina é um mangá de autoria de Yuka Nagate e foi o primeiro da editora Pipoca & Nanquim publicado em 2024. A obra, na verdade, são dois mangás (蝶獣戯譚 e 蝶獣戯譚II) que a PN uniu em um só por se tratar da mesma história, algo semelhante ao que aconteceu com Guerreiras Mágicas de Rayearth (que no Japão as duas fases são meio que mangás diferentes, com numerações diferentes).
No Japão, o mangá começou a sair na revista Comic Bunch, da editora Shinchosha, e teve dois volumes no total, não tendo uma continuidade em virtude do fim da revista. Posteriormente, a autora foi para a editora Leed, onde relançou os dois volumes e começou a publicar a continuação, que foi concluída em cinco tomos.
A edição brasileira compila esses sete volumes em apenas 3, sendo que o primeiro reúne a primeira série, enquanto os dois seguintes reúnem a segunda.







Borboleta Assassina é um drama de época japonês que se passa no início do período Edo (por volta de 1600) e se concentra em Ochou, uma “caçadora”, uma shinobi especializada em matar outros shinobis.
A obra se passa em um momento histórico em que a paz começa a reinar no Japão e os shinobis deixaram de ter sua utilidade, com alguns sendo incorporados ao governo, mas com a maioria tendo que viver sua vida de outra forma, se incorporando ao mundo civil. Ocorre que alguns, porém, acabam não se adaptando a essa vida e se tornam bandidos e é aí que entra a protagonista.
Sob o disfarce de uma prostituta de luxo em um local movimentado da cidade, um reduto de prostíbulos oficiais, ela é uma assassina profissional que sempre estará a postos a matar esses shinobis que se desvirtuaram do caminho.





No mangá, então, veremos diversos casos envolvendo algum shinobi desgarrado e uma trama com a investigação do sujeito até o ataque contra ele feito por Ochou sozinha ou com algum ajudante. A obra tem um pouco de erotismo aqui e ali, mas seu foco é o drama e ação, com muitas passagens emocionantes (em questão de sentimentos) e tensas (de ação).
Inicialmente o mangá parece episódico com cada capítulo contando um caso específico de um shinobi desgarrado, mas ao ler o mangá por inteiro a gente percebe que existe uma continuidade que envolve não só a presença de um antagonista (ou vilão) maior, como de diversas questões que perpassam a época retratada.
Ochou (ainda que tenha seus conflitos pessoais) está do lado do governo, da situação, mesmo que não responda diretamente a ele. Ela faz parte do grupo que defende a paz do período, só que existe um grande questionamento sobre essa paz e o que ela representa para o povo e para as pessoas, especialmente os shinobis.
O mangá não chega a entrar em maiores detalhes nesse primeiro volume, mas é a questão de luta do povo (representado pelo shinonis desgarrados) contra o governo (representado por Ochou e as pessoas ao seu redor), em busca de uma vida melhor. Esse número inicial dá a deixa de que as coisas continuarão dessa forma, mas igualmente coloca uma pontinha de que tudo pode mudar nos volumes posteriores.
Importante deixar claro que o final desse volume é o que seria o final da série, visto que revista foi cancelada e a publicação foi suspensa, de maneira que história terminaria em aberto, deixando essa dubiedade presente. Assim, não é fácil prever os desenvolvimentos dos volumes posteriores, mas fica nítido esses dois caminhos pelos quais a história pode seguir…


Borboleta Assassina é genuinamente bom e você sente bastante o drama da protagonista, fica êxtase pelas cenas de ação, conjectura possíveis acontecimentos, etc, etc, etc. Se trata de um mangá que quem ler certamente irá adorar, pois ele é bem construído, a narrativa é ágil, os personagens são bons, dentre diversas outras coisas.
Entretanto, por ser um drama de época japonês, o mangá aparenta – para quem olha de fora – ser mais do mesmo dentre outros títulos lançados pela Pipoca & Nanquim. E, não vamos mentir, ele assim é. Ele tem sua diferenças visíveis (como o fato de ser mangá de batalha e ter uma protagonista feminina), mas ele é só mais um título de ação que se passa em uma época histórica distante do Japão.
Isso não chega a ser um problema propriamente dito, afinal há todo um público que gosta desse tipo de história e está sendo atendido por um mangá como esse, mas acontece que Borboleta Assassina não tem nada significativamente diferente ou interessante que o faça ser um título mais abrangente e que desperte o desejo de ler em quem não tem muito interesse.
Assim, Borboleta Assassina é um mangá muito bom, vale a pena ler, e eu indico fortemente para quem deseja apreciar uma boa história, especialmente para quem gosta de dramas históricos. Para quem não gosta de histórias de samurais, ninjas, lutas e de épocas históricas japonesas, esse é só mais um dos muitos desse tipo…

A edição brasileira de Borboleta Assassina possui a mesma excelente qualidade de sempre da editora Pipoca & Nanquim, sendo um verdadeiro primor. Ele veio no tamanho 15 x 22 cm, com capa cartão com sobrecapa e papel pólen bold 90g. Além disso tem miolo colado e costurado, sendo bastante maleável.
O preço do primeiro volume é R$ 89,90. Dos volumes seguintes é R$ 109,90.
Essa resenha foi feita graças a um exemplar cedido a nós pela editora Pipoca & Nanquim, a quem agradecemos a parceria. As opiniões a respeito da história independem disso.
Ficha Técnica
Título Original: 蝶獣戯譚 / 蝶獣戯譚II
Título: Borboleta Assassina
Autor: Yuka Nagate
Tradutor: Drik Sada
Editora: Pipoca & Nanquim
Número de volumes no Japão: 7 (completo)
Número de volumes no Brasil: 2 (ainda em publicação, a ser concluído em 3)
Dimensões: 15 x 22 cm
Miolo: Papel Pólen Bold 90g
Acabamento: Capa cartão com sobrecapa
Páginas: 388 (no volume 1), sendo 10 coloridas.
Classificação indicativa: não informado
Preço: R$ 89,90 (vol. 1) / R$ 109,90 (vol. 2 e 3)
Onde comprar: Amazon
Sinopse: Por trás da fascinante cortesã, uma ninja implacável! Uma shinobi que caça shinobis! Yoshiwara, o famoso bairro da luz vermelha no Japão, é o lar de Kochou, cortesã de luxo que brilha por onde passa… mas, nas sombras, ela assume a identidade de Ochou, uma shinobi (ou ninja) cuja missão é caçar antigos companheiros renegados… Após o turbulento Período de Guerras Civis, muitos guerreiros e espiões — incluindo os shinobis — perderam sua utilidade na nova era de paz e se inseriram em outras profissões. Porém, houve aqueles que não se adaptaram aos novos tempos… e formaram bandos de assaltantes impiedosos e extremamente eficientes, conhecidos como “shinobis renegados”. Para combatê-los, surgiram os “caçadores de renegados”, que formam uma rede de espionagem liderada por Shouji Jin’emon, o chefe administrativo de Yoshiwara. E Kochou é sua assassina mais letal! Entretanto, a cada serviço concluído, uma dúvida cresce em seu peito: e se algo a fizesse abandonar seu dever e a transformasse em um alvo também? Borboleta Assassina foi publicada originalmente em duas partes compostas por sete encadernados no total: a primeira, na revista semanal Comic Bunch, em 2010, e a segunda, na revista mensal Comic Ran, entre 2011 e 2013; ambas voltadas ao público adulto. No Brasil, a série será compilada em três lindos volumes, com o esmero da editora Pipoca & Nanquim!
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Esse é o meu primeiro mangá do Pipoca e nanquim. Gostei muito. Da história e da qualidade do mangá.