
Comentando minhas leituras
A ideia desta nova coluna de resenhas é falar das minhas leituras semanais. Não falarei sobre lançamentos (volumes #01 e volumes únicos, pois já tem matérias específicas para esses casos) e sim apenas obras regulares que estou acompanhando ou alguma releitura eventual que aconteça.
Assim eu posso falar com vocês um pouco mais sobre algumas obras, re-indicar elas, dentre outras coisas. Por fim, esta matéria não será aprofundada e sim apenas comentários gerais sobre as obras, o que estou gostando, imaginando e assim por diante. Dito isso, vamos à postagem, a quinta desta coluna^^:


Sangatsu no Lion – O Leão de Março #06: obras dramáticas têm o poder de criar diversas emoções possíveis no leitor, em especial o choro e a raiva, e Sangatsu no Lion é um mangá que faz isso o tempo todo. Esse sexto volume foi o mais impactante da obra até aqui, fazendo com que a gente sentisse na pele as emoções dos personagens.
Desde o volume anterior, Hina (uma das meninas que ajudam o protagonista, Rei Kiriyama) estava sofrendo bullying na escola e, neste número, isso se intensificou, de maneira que a gente vê com sangue nos olhos as reações e a maneira com que isso impacta a todos. A gente sente o medo e a raiva da Hina, as preocupações de Kiriyama e da irmã mais velha, o ódio compartilhado contra a professora que culpa a vítima, etc, etc, etc.
Há uma mistura de emoções a cada momento do volume e a gente sente como se aquilo estivesse acontecendo conosco, como se vivenciássemos a reação de cada um dos personagens. A gente sente o desejo de ajudar Hina, a gente sente o medo e a preocupação de não saber o que fazer em um caso desses, a gente sente a vontade de criticar a professora e as colegas da Hina, etc, etc, etc. A gente sente tudo, os sentimentos se amontoam e a gente sai do volume extremamente cansados.
E nem é como se fosse apenas isso, o volume apresenta outras coisas, mostra outros acontecimentos dramáticos, descobertas que acabam afetando um pouco mais o protagonista, e que fazem tudo se misturar na cabeça dele. Chica Umino consegue fazer uma trama muito bem amarrada nesse sentido, o que faz de Sangatsu no Lion provavelmente o melhor mangá de drama atualmente em publicação no Brasil.
“Sangatsu no Lion – O Leão de Março” ainda está em publicação no Japão, atualmente com 17 volumes publicados. No Brasil, o mangá possui seis números editados até o momento.


Diários de uma Apotecária #05: aqui começamos um novo arco com nossa apotecária-detetive passando a morar no palácio externo, junto ao senhor Renshi. Novamente veremos a moça trabalhando, desvendando enigmas e, até mesmo, dando “aulas” para as consortes do imperador.
Não tem muito o que se falar da obra, pois continua sendo muito bom ver o dia a dia de Maomao, o modo como ela faz suas “investigações”, dentre diversas outras coisas. É um título muito divertido e muito bom. Se você ainda não está acompanhando, está perdendo uma obra excepcionalmente interessante.
“Diários de uma Apotecária” ainda está em andamento no Japão, atualmente com 13 volumes lançados. No Brasil, saíram 5 números até o momento.


Minha Adorável Cosplayer #11: esse foi um dos melhores volumes de Minha Adorável Cosplayer desde os iniciais, em minha opinião, pois ele colocou novamente a questão do amor, da paixão por uma certa coisa, como algo mais concreto e de um jeito mais universal e identificável.
Dentre outras coisas, gostei que foi abordado a velha questão de achar que existe um limite de idade para se fazer o que gosta. O volume mostrou muito bem que ser adulto não significa abandonar os hobbies, muito pelo contrário, eles são parte essencial da gente e que nos ajuda a passar pelas atribulações do mundo.
O volume foi muito sobre amor mesmo, a respeito de coisas importantes, e mostrou pelo menos outras duas formas de amar bem interessantes e diversas, uma até mesmo mostrando o contraponto da protagonista Marin. Achei que foi um volume bem feito tematicamente. Gostei bastante desse número de verdade.
“Minha Adorável Cosplayer” ainda está em andamento no Japão, atualmente com 13 volumes lançados. No Brasil, saíram 11 até o momento e o décimo segundo está em pré-venda para este mês.


[Oshi no Ko]: Minha Estrela Preferida #08: esse foi o melhor volume de Oshi no Ko desde o volume inicial, pois aqui meio que coisas acontecem e muitos caminhos se abrem. Se, até então, a gente só via o mundo do entretenimento, com os personagens principais nisso (um programa de TV, uma peça de teatro), agora o mote principal, a vingança de Áqua contra a pessoa que matou Ai Hoshino, ganhou destaque e novos ares.
No volume #07 havia acontecido uma certa coisa que – estava na cara – era apenas uma fachada (são poucos os autores que terminam uma trama de vingança bem antes do final de uma obra) e apenas Áqua não havia percebido. Já neste um emaranhado de coisas aconteceram, incluindo aí a aparição de uma personagem esquisita (que poderíamos dizer ser algo como um anjo?) e uma revelação acerca de um passado oculto.
Eu adorei esse volume, pois deu realmente uma movimentada nessa parte da história que havia ficado bastante secundária durante praticamente toda a trama. Ainda há coisas ocultas, ainda há mistérios (até um novo mistério) que devem demorar a ser revelados, mas esse volume deu uma boa renovada no modo como eu vejo a série…
“[Oshi no Ko]: Minha Estrela Preferida” está em andamento no Japão com 14 volumes lançados e com o décimo quinto previsto para sair dia 18/07/2024. No Brasil, saíram 8 volumes até o momento.


Um Amor Impossível! Ou não… #03: eu só comprei esse volume recentemente, de maneira que passou muito tempo entre a leitura do volume #02 e este e eu havia esquecido certos detalhes que só foram ficando claros no decorrer das páginas. Dito isso, parece que uma personagem pior do que a outra decide ficar com a protagonista.
Contexto: a protagonista, Renako, mudou de escola e passou a ficar junto de um grupo de meninas populares e uma delas se apaixonou por ela, desejando que ela fosse sua namorada. Renako, por outro lado, queria apenas ser amiga e elas fizeram uma competição para saber se era melhor namoro ou amizade. O resultado disso aconteceu nesse volume. E logo após isso, uma garota que está brigada com a amiga/namorada de Renako decide usar a menina em seu plano de vingança, passando a namorá-la também. Assim, Renako está agora namorando outra garota.
As duas garotas que Renako “namora” (“namorou”?) não são lá bem suportáveis, uma é muito atirada e cheia de si, enquanto a outra parece meio ranzinza, não confia nas pessoas, dentre outras coisas. Pelo que me disseram (e ao que tudo indica), esse é um mangá “harém”, então Renako deve ficar com outras garotas também e eu espero que o relacionamento com as outras seja melhor (e eu já tenho minha preferida), pois até aqui não tem agradado.
No mais, apesar de não gostar das personagens (os pares da Renako) tenho gostado da história e vou continuar acompanhando.
“Um Amor Impossível! Ou não…” ainda está em andamento no Japão, atualmente com 6 volumes publicados. No Brasil, saíram 4 até agora. Os dois outros já estão em pré-venda


That Time I Got Reincarnated As A Slime #19: esse volume representa o fim de um arco, o arco do banquete dos lordes demônios, e novamente fomos surpreendidos com diversas reviravoltas inesperadas.
Eu gosto bastante desse mangá, mas sinto que o processo de construção narrativa deixa um pouco a desejar, com as reviravoltas acontecendo do nada, sem que houvesse uma preparação para isso. Queria saber se a light novel é melhor nesse sentido ou se o mangá apenas está seguindo o roteiro da obra original.
Fora isso, foi também um volume de boas e interessantes revelações, já deixando um gostinho de quero mais. Espero que a JBC publique os próximos volumes rapidamente, pois este ano o lançamento dele está lento e só saiu um volume, justamente este número #19.
“That Time I Got Reincarnated As A Slime” ainda está em publicação no Japão, atualmente com 26 volumes publicados. No Brasil, saíram 19 até o momento.


Acho que meu filho é Gay #04: chegamos ao penúltimo volume do mangá e novamente eu digo que é um volume melhor do que o outro.
Aqui a gente avança um pouco mais na história, com um acontecimento surpreendente envolvendo o filho da protagonista, e novamente temos diversas reflexões acerca de comportamentos, preconceitos, futuro, dentre outras coisas. É um mangazaço para ler, reler e refletir bastante sobre nós mesmos e sobre a nossa sociedade.
“Acho que meu filho é Gay” possui 5 volumes no total. No Brasil, saíram 4 até o momento, e o quinto já se encontra em pré-venda.
Tradutores dos mangás:
Caio Suzuki
- [Oshi no Ko]: Minha Estrela Preferida #08 (Panini)
- Minha Adorável Cosplayer #11 (Panini)
- Sangatsu no Lion: O Leão de Março #06 (JBC)
Gabriela Takahashi
- Um Amor Impossível! Ou não… #03 (Panini)
Jéssica Ilha
- Diários de uma Apotecária #05 (Panini)
Lucas Cabral
- Acho que meu filho é Gay #04 (Panini)
Luis Libaneo
- That Time I Got Reincarnated As A Slime #19 (JBC)
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O Caio Suzuki foi um dos meus professores de japonês. 😀