Leituras da Semana: “Diários de uma Apotecária #07”, “Erros Divinos #04” e outros mais

Comentando minhas leituras

A ideia desta coluna de resenhas é falar das minhas leituras semanais. Não falarei sobre lançamentos (volumes #01 e volumes únicos) e sim apenas obras regulares que estou acompanhando ou alguma releitura eventual que aconteça.

Assim eu posso falar com vocês um pouco mais sobre algumas obras, re-indicar elas, dentre outras coisas. Por fim, esta matéria não será aprofundada e sim apenas comentários gerais sobre as obras, o que estou gostando, imaginando e assim por diante. Dito isso, vamos à postagem, a décima desta coluna^^:

Diários de uma Apotecária #07: esse foi mais um volume perfeito de Diários de uma Apotecária. A cada volume mais e mais eu fico abismado com o tanto de conhecimento que uma pessoa tão jovem possui em uma época sem internet e com escassa disseminação do conhecimento.

Evidentemente, para um personagem ser protagonista, ele precisa se destacar em alguma coisa, mas não só o conhecimento de análise e investigação é gigantesco, como também o conhecimento de mundo da Maomao é imenso ao ponto de ser quase inverossímil. A gente só não crava a inverossimilhança, pois sabemos que existem esses gênios mundo à fora.

No mais, esse sétimo volume deu continuidade à trama do volume anterior, quando Maomao salvou seu patrão da morte iminente. A gente vê a recuperação da garota (que se feriu no salvamento), além de diversos outros acontecimentos interessantes e engraçados (como Maomao desejando ver um homem sem roupa) que fazem dessa obra ser tão agradável. No aguardo do oitavo volume.

“Diários de uma Apotecária” ainda está em andamento no Japão, atualmente com 13 volumes publicados e com o 14º previsto para o dia 25/09/2024. No Brasil, saíram 7 até o momento.

Erros Divinos #04: e acabou mais um mangá de Nio Nakatani no Brasil e foi mais uma prazerosa aventura. Esse título foi bem diferente de Bloom Into You (um GL com toques meio dramáticos aqui e ali), sendo um mangá de slice of life bem interessante e pouco usual.

O volume final conseguiu fechar a história direitinho e acabou com todos os questionamentos que a gente vinha tendo ao longo dos volumes, ainda que não necessariamente tenha tido respostas diretas.

Assim é possível criticar negativamente a obra falando que algumas coisas não fazem sentido, como o fato de as pessoas se impressionarem com os “bugs” (sendo que isso é o natural no mundo da história desde sempre), mas considero que isso não chega a ser algo relevante, pois mesmo em nosso mundo a gente se impressiona com coisas normais, como um pôr do sol, uma chuva, um arco-íris, etc, etc, etc.

Erros Divinos foi uma excelente obra de vida cotidiana e agora que acabou posso recomendar ainda mais para vocês, pois é um título bem feito bem estruturado e que termina muito bem. Vale a pena conhecer^^.

“Erros Divinos” foi concluído no Japão em 4 volumes. Todos já saíram no Brasil.

Acho que meu filho é Gay #05: e esse foi mais um mangá que terminou muito bem. O título era bom desde o primeiro volume, mas ele cresceu bastante durante a caminhada e fechou com chave de ouro, novamente com bastante questionamentos e muitas verdades assertivas.

Esse volume apresentou mais um amadurecimento por parte dos personagens, ao mostrar que cada um deles conseguiu perceber mais suas falhas e limitações, mesmos aqueles que, em tese, já não teriam tais falhas. Foi meio que para mostrar que a gente está sempre em evolução, independente do que achamos de nós mesmos e que o importante é aprender.

O mangá continuou sendo sobre uma mãe preocupada com o seu filho e sua ternura ao buscar meio para o que ele seja feliz, incluindo nisso conversar com o pai dele (mostrado na obra sempre tendo vários comportamentos e comentários homofóbicos). O final dele (do pai da família) é muito legal, pois mostra uma grande preocupação de sua parte em torno das coisas que ele falara anteriormente (e nada foi melhor do que ele vendo um drama BL e se emocionando).

No final, saber se o filho é mesmo gay ou não, não importa tanto, o que importa é que ele ser hétero, gay ou de qualquer outra orientação sexual, não fará diferença na família, que sempre o amará e o respeitará de todo jeito.

“Acho que meu filho é Gay” foi concluído no Japão em 5 volumes. Todos já saíram no Brasil.

That Blue Sky Feeling #02: esse mangá é do mesmo autor de Acho que meu filho é Gay, mas com uma premissa bem diferente, embora também seja um título que vá falar sobre a comunidade LGBTQIA+.

Em termos gerais, That Blue Sky Feeling é uma obra de vida escolar com um pouco de romance. O primeiro volume foi mais centrado na relação entre Noshiro e Sanada e o modo como o primeiro reage a diversas coisas, entre as quais saber que o novo amigo é gay. Junto a isso nós temos a garota Ayumi que é amiga de Sanada, mas não sabe que ele é gay e acaba nutrindo um sentimento amoroso por ele. Em essência tudo fica no ar, com questões permeando esse ambiente…

O segundo volume é mais direto na questão do romance e acaba sendo mais dramático e emocionante, com a gente querendo torcer por dados personagens e querendo entender como determinada coisa irá guiar os rumos da narrativa.

Particularmente, eu gostei mais do desenvolvimento apresentado aqui do que no primeiro número. Lá a obra ainda estava muito centrada na questão dos preconceitos, do entender o outro, dentre outras coisas. Aqui a gente já tem uma parte posterior a isso, com uma ênfase maior nos sentimentos (amor, inveja, etc), embora muitas descobertas também sejam feitas.

Então, eu já tinha gostado bastante mangá, mas ao ler o segundo número passei a gostar mais ainda da história.

“That Blue Sky Feeling” foi concluído no Japão em 3 volumes. No Brasil, o último volume acabou de ser lançado.

Um Amor Impossível! Ou não… #05: e aqui começa o arco da Sena, a melhor garota das garotas do mangá. Até o volume #04, Sena era a personagem mais legal de todas e, nesse volume #05, ela se tornou também a mais real.

Aqui ela se mostrou como uma pessoa comum, uma pessoa normal como qualquer outra, com imperfeições e lados que gostaria de esquecer. Ela é uma pessoa que tem problemas, que sente pressões, etc, etc, etc, e tudo isso culmina numa importante decisão para a trama desse e do próximo volume…

Agora falando da nossa protagonista, Renako, ela deixou transparecer aqui o quão meio-esquisita que ela é. Não que isso já não tivesse ficado visível nos volumes anteriores, mas a atmosfera de humor, juntamente com o estilo mais estravagante dos personagens secundários fizeram com que essa estranheza ficasse em segundo plano até então.

Nesse volume, como a história recai mais sobre Sena, que é uma personagem menos estereotipada, as idiossincrasias de Renako afloraram mais, o que de um lado gera muitas risadas (muitas mesmo) e do outro, quando a gente pensa no assunto, nos leva a crer que ela precisa procurar ajuda psicológica. Rs.

No mais, esse volume foi muito bom, tanto por ter menos participação das personagens que eu não gosto, mas também por envolver uma viagem, que é uma coisa que gosto bastante em comédias românticas. Continuo recomendando a obra.

“Um Amor Impossível! Ou não…” ainda está em andamento no Japão, atualmente com 7 volumes lançados. No Brasil, saíram 5 números até o momento e o sexto encontra-se em pré-venda

Rooster Fighter: O Galo Lutador #07: mais um volume de Rooster Fighter em que eu penso que já está na hora desse mangá acabar ou que já deveria ter acabado. Ainda assim, o mangá é empolgante, as lutas são legais, o desenho é muito expressivo e se trata de uma leitura muito rápida, daquelas que você começa e não consegue parar.

Nesse volume, tivemos o fim de um arco e parece que agora, talvez, se encaminhe para o arco final, pois parece que o grande inimigo, de verdade, foi descoberto. Ainda tem coisas para rolar, porém, então talvez ainda faltem uns 3 a 5 volumes. Ao menos, a gente espera que seja assim…

“Rooster Fighter: O Galo Lutador” ainda está em andamento no Japão, atualmente com 8 volumes lançados. No Brasil, saíram 7 até o momento.

Oshi no Ko: Minha Estrela Preferida #09: eu acho que esse foi o melhor volume da série até agora. Eu falei algo semelhante acerca do volume #08, mas lá isso dizia respeito à questão do mistério do assassinato de Ai e ao plano de vingança de Áqua, coisa que ficara quase totalmente esquecida ao longo dos volumes. Aquele número deu uma movimentada nessa parte e fez as coisas se aquecerem com a presença até de um novo mistério.

Nesse número #09, nós voltamos a ter quase exclusivamente o mundo artístico em destaque, mas nesse volume uma das maiores críticas que eu tinha a esse mangá se desfez. Eu não gostava tanto do modo como o roteiro e o texto eram tratados, pois não lembrava em nada a genialidade de Aka Akasaka que a gente tinha visto em Kaguya-Sama: Love Is War.

Assim, nesse volume, pelo contrário, o texto estava tinindo e cada parte do mangá brilhou, em suas explicações sobre o mundo artístico e também sobre o desenvolvimento dos personagens e do roteiro. O sentimento de Áqua foi mais intenso, o desejo de Ruby de descobrir coisas sobre seu pai deu-se para ver em suas atuações, etc, etc, etc. Foi um volume maravilhoso de Oshi no Ko.

“Oshi no Ko: Minha Estrela Preferida” ainda está em publicação no Japão, atualmente com 15 volumes publicados. No Brasil, saíram 10 até o momento.


Tradutores dos mangás:

Caio Suzuki

  • Oshi no Ko: Minha Estrela Preferida #09 (Panini)

Emili Maeda

  • Erros Divinos #04 (Panini)

Gabriela Takahashi

  • That Blue Sky Feeling #02 (Mythos)
  • Um Amor Impossível! Ou não…#05 (Panini)

Jéssica Ilha

  • Diários de uma Apotecária #07 (Panini)

Lídia Ivasa

  • Rooster Fighter: O Galo Lutador #07 (Panini)

Lucas Cabral

  • Acho que meu filho é Gay #05 (Panini)

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