
Comentando minhas leituras
A ideia desta coluna de resenhas é falar das minhas leituras semanais. Não falarei sobre lançamentos (volumes #01 e volumes únicos) e sim apenas obras regulares que estou acompanhando ou alguma releitura eventual que aconteça.
Assim eu posso falar com vocês um pouco mais sobre algumas obras, re-indicar elas, dentre outras coisas. Por fim, esta matéria não será aprofundada e sim apenas comentários gerais sobre as obras, o que estou gostando, imaginando e assim por diante. Dito isso, vamos à postagem, a décima quinta desta coluna^^:


Oshi no Ko: Minha Estrela Preferida #11: eu não imaginava que uma determinada coisa fosse acontecer nesse volume e eu acabei ficando bastante surpreso, do mesmo jeito que os personagens e as pessoas do mundo de Oshi no Ko ficaram. Eu já tinha recebido alguns spoilers dos capítulos mais distantes do mangá, mas o que aconteceu no volume #11 não foi um deles…
Embora fosse natural que uma revelação como essa fosse feita, eu imaginava que a obra fosse deixar para o final, depois que “””tudo””” estivesse resolvido. No entanto, a revelação veio de uma maneira até que audaciosa e grandiosa, mudando o clima quase que por inteiro dentre os personagens.

Fora isso, eu acho que os volumes atuais têm mostrado um pouco mais do Aka Akasaka que eu tinha visto em Kaguya-Sama, com uma grande eloquência e conhecimento de mundo, e por isso a história vem melhorando. E a gente já enxerga um caminho para o final da trama.
Ainda assim, as minhas críticas quanto ao mangá continuam, com eu achando ele muito estranho em termos de construção narrativa. A gente tem gostado de acompanhar (afinal, a gente não estaria comprando o volume #11 se não fosse isso), mas o jeito que a obra foi se desenvolvendo ao longo do tempo deixou uma sensação estranha, como se não tivesse necessariamente um foco definido e o editor não estivesse fazendo o trabalho dele de direcionar a história.
No aguardo dos próximos volumes.
“Oshi no Ko: Minha Estrela Preferida” está em andamento no Japão com 15 volumes e vai ser concluído em 16. No Brasil saíram 11 até o momento e os volumes #12 a #14 encontram-se em pré-venda.


Vou me apaixonar por você mesmo assim #03 e #04: existe um lugar comum que diz que se você faz amizade com alguém buscando um relacionamento romântico posterior, você nunca foi amigo dessa pessoa. Isso pode ser verdade, mas e quando você já é amigo da pessoa e se apaixona por ela?
Nos volumes anteriores de Vou me apaixonar por você mesmo assim já estava claro que os quatro amigos de infância da protagonista, Mizuho, estavam apaixonados pela garota, mas nesse volume as coisas deram uma clareada maior e colocaram em foco a relação entre eles e o que desejam para o futuro.
Cada um deles parece ter um tipo de ideia a respeito disso, com um fingindo estar apaixonado por outra pessoa, outro declarando o amor abertamente e assim por diante. E, sendo assim, a partir do momento que Mizuho namore alguém como ficará a relação entre eles? A amizade se manterá? Eles irão se distanciar com o tempo? São questões que vão surgindo pouco a pouco.

Por ser um mangá da revista Nakayoshi, eu não sei o quanto de drama a obra irá carregar (todos os mangás que li desta revista possuíam elementos dramáticos aqui e ali, mas não eram daqueles bem arrebatadores, pois a Nakayoshi é uma revista mais juvenil) e o todo da história até aqui têm colocado um clima mais leve com pitadas de romance. Ainda assim, as coisas parecem ir se movimentando.
No mais, o final do volume #04 deixou uma pulga atrás da orelha, mas imagino se tratar apenas um jocoso e proposital mal-entendido para fazer os leitores pensarem uma coisa. Acho que se Mizuho for ficar com algum dos quatro personagens, a gente só descobrirá no final da história.
“Vou me apaixonar por você mesmo assim” ainda está em andamento no Japão, atualmente com 9 volumes publicados. No Brasil saíram quatro até o momento e os volumes #05 a #07 estão em pré-venda.


Spy x Family #13: há quem diga que Spy x Family já deveria ter acabado e que se perdeu ao longo do caminho, mas eu discordo disso e acho que ele está no mesmo caminho desde o início (para o bem ou para o mal).
A questão é que existe o Spy x Family bom e o Spy x Family ruim. Na minha opinião, o lado bom são os capítulos mais leves, mostrando o dia a dia da Anya e outros personagens, com o desenvolvimento da operação Strix, esse é o “mangá da Anya”, com muitas cenas de humor. O lado ruim são os momentos de ação e aventura com o Loid.
Neste volume #13 tivemos o fechamento de um arco de ação que se iniciou no volume #12 e, por mais legal que seja, não me apraz tanto assim, pois os personagens nesses momentos não são lá tão carismáticos, daí eu achar que esse é o lado ruim da história.
Assim, o que eu mais gostei foi a segunda parte desse volume, com novos personagens e muitas cenas de humor. Tatsuya Endo sabe trabalhar muito melhor os capítulos de vida cotidiana, sendo bem hilariantes na maioria das vezes. Não só pela Anya, mas com os outros personagens também.


O Yuri e o Loid, por exemplo, parecem ser pessoas completamente diferente nos capítulos de ação e nos capítulos de vida cotidiana. E eu realmente prefiro as versões dos personagens nesses capítulos mais humorísticos.
Para terminar, eu acho que o mangá ainda está bem longe do final e, para mim, está tudo bem com isso. Acho que posso continuar a acompanhar a trama pelo tempo que for se ele continuar nesse ritmo misturando os momentos de humor com os momentos de ação.
“Spy x Family” ainda está em andamento no Japão, atualmente com 14 volumes publicados. No Brasil saíram 13 até o momento.
Tradutores dos mangás:
Caio Suzuki
- Oshi no Ko: Minha Estrela Preferida #11 (Panini)
Luana Tucci
- Vou me apaixonar por você mesmo assim #03 e #04 (Panini)
Luciane Yasawa
- Spy x Family #13 (Panini)
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Bem que podia ter um quadro de vendas semanais da Oricon, no X tem o JosuKe q posta em inglês