Leituras da Semana: “Slime #21” e outras obras

Comentando minhas leituras

Semana passada não teve leituras da semana por falta de tempo, mas nesta foi possível e venho novamente comentar várias leituras. Eu li volumes de Flying Witch, Slime, dentre outros.

Flying Witch #07 e #08: esse mangá é o que muita gente chama de “mangá de conforto”, mas que no Japão é representante de um subgênero chamado Iyashikei, que mostra os personagens apenas vivendo suas vidas de maneira totalmente calma e tranquila praticamente sem contratempos.

Flying Witch é exatamente isso, com a gente acompanhando a vida da bruxinha e de seus amigos em pequenas aventuras cotidianas (ainda que um cotidiano um pouco sobrenatural). Nesses volumes tivemos os personagens comendo diamante (?), indo atrás de plantas que ficam correndo (?), aprendendo novas magias, dentre diversas outras coisas.

Por ser esse “mangá de conforto” é um título para ir lendo aos poucos, um capítulo hoje, um capítulo amanhã, de maneira a nos sentirmos relaxados acompanhando os personagens. É um mangá que eu tenho gostado bastante de acompanhar e muito raramente acho algum capítulo chato. Nesses dois lidos recentemente, o único capítulo mais entediante foi justamente o último do volume #08. Mas continuo no aguardo dos próximos volumes.

“Flying Witch” ainda está em andamento no Japão, atualmente com 13 volumes publicados. No Brasil, saíram 8 até o momento.

Skip e Loafer #03: assim como Flying Witch, Skip e Loafer é um mangá de vida cotidiana, mas ele não é um Iyashikei, embora pareça um em certos momentos.

Um dos grandes charmes desse mangá é a protagonista Mitsumi Iwakura, seu jeito chamativo, carismático, um tanto quanto ingênuo, e as pessoas à sua volta, seus amigos, seus colegas de classe. Ver a relação entre eles (o dia a dia, as cenas de humor, os sentimentos) acaba dando um calor no coração e sendo uma obra de grande conforto para o leitor.

Isso é a maior parte da história no geral, quase não tendo intrigas e sendo apenas um gostoso slice of life, mas o mangá tem drama acontecendo em vários momentos. Embora a obra não acelere e não enfatize, têm lá as diversas coisinhas acontecendo, como a moça apaixonada e que acha que não se encaixa no grupo de amigas ou a questão do Shima e seu passado que parece assombrá-lo, etc.

Então, o drama está lá e parece que vai ter um algo mais em algum momento, por isso Skip e Loafer não é apenas um Iyashikei, embora pareça muito… Mas, enfim, se trata de um mangá ótimo, talvez um dos melhores, senão o melhor slife of life atualmente em publicação.

“Skip e Loafer” ainda está em andamento no Japão, atualmente com 11 volumes publicados. No Brasil, saíram 4 até o momento.

Re:Zero – Capítulo 4: O Santuário e a Bruxa da Ganância #09: esse mangá demora demais para sair, mas como é uma história que a gente já conhece (já lemos a light novel e já vimos o anime), as coisas se assentam muito facilmente.

Esse é o volume em que acontece o fim pacto entre Lia e Pack e onde ocorre o famoso e aguardado beijo entre Subaru e a meio-elfa de cabelos prateados.

No mais, continua sendo um bom mangá, continua sendo uma boa adaptação, uma das melhores da franquia até aqui. Eu gosto da arte, eu gosto do jeito de contar a história, então acompanhar a narrativa de novo por essa mídia está sendo bem melhor agora do que na maioria dos mangás anteriores.

Claro, tem coisas que eu não gosto, que acho exagerado demais (como toda a cena anterior ao beijo entre Subaru e Emília), mas aí advém do próprio enredo e adaptar diferente não seria de bom tom ou poderia dar uma impressão muito diferente. No mais, no aguardo do próximo volume.

“Re:Zero – Capítulo 4: O Santuário e a Bruxa da Ganância” ainda está em andamento no Japão atualmente com 10 volumes publicados e com o 11º previsto para para sair agora em abril. No Brasil, saíram 9 até o momento e o 10º deve ser lançado agora em abril também. 

That Time I Got Reincarnated As A Slime #21: esse é outro mangá que adapta uma light novel e que tem anime, mas, ao contrário de Re:Zero, meu contato primário está sendo com o mangá, de maneira que eu não estou atualizado com a história.

Esse foi mais um volume de grande tensão, em que várias frentes estavam lutando em meio a imbróglios causados pelos vilões e a gente vê cada uma delas começar a se desenvolver em prol dos protagonistas.

Claro que ao falarmos de “tensão” nessa obra é preciso relativizar, pois a gente sabe de antemão o quão invencíveis são os monstros comandados por Rimuru, a questão é que os autores conseguem criar uma boa atmosfera na obra e passam emoção de um jeito muito legal e que nos faz continuar acompanhando.

Eu não sei exatamente o que me faz continuar a ler esse mangá, mas creio que o conjunto das coisas me agrada bastante, o fato de Rimuru ser um personagem praticamente invencível (assim como seus aliados), a trama política que se adensa cada vez mais, dentre outras coisas… Queria ver a light novel por aqui também…

“That Time I Got Reincarnated As A Slime” ainda está em andamento no Japão, atualmente com 28 volumes publicados e sem previsão de fim. Ele é uma adaptação de uma light novel de mesmo nome e esta também não acabou no Japão e está com 21 volumes lançados até agora. Em média, cada volume da light novel é adaptado em 3 volumes de mangá, então se isso seguir e o mangá adaptar tudo, serão no mínimo uns 63 volumes… Boa sorte para a gente. No Brasil, saíram 21 volumes do mangá até o momento. A light novel, infelizmente, é inédita.

My Home Hero #05: eu já falei – em outros textos – que irei parar de comprar esse mangá ao fim do primeiro arco. Não é porque eu não estou gostando, mas sim porque o estilo intenso dele (e de obras de suspense em geral) me gera um cansaço demasiado e eu prefiro evitar isso. Eu achava que o arco acabava no volume #05, mas o tradutor do mangás nos falou (no Bluesky ou no Twitter, não me recordo ao certo) que acaba é no #06. E ao ler o volume #05 foi bem evidente que ainda faltava uma coisa para acabar de vez com essa parte.

Falando do volume, em alguns momentos de virada na história (como quando Tetsuo consegue incriminar um dos Yakuzas) foi inevitável deixar de simpatizar com um dos bandidos ou mesmo questionar a própria legitimidade do protagonista (ele também cometeu um crime, afinal). Isso porque a obra têm pontos que humanizam os personagens e faz a gente ver eles como pessoas comuns, como vítimas de um sistema, mesmo eles não sendo tão comuns assim.

É aquela questão de que obras de ficção podem nos fazer ter certos sentimentos e emoções que não teríamos na vida real, afinal ficção é exatamente isso, ficção. E My Home Hero é uma dessas obras em que a gente pode simpatizar com o vilão ou ver as ações ruins do protagonista como naturais (era uma questão de vida ou morte)… No aguardo do sexto volume.

“My Home Hero” foi concluído no Japão em 26 volumes. No Brasil, saíram 5 até o momento e o sexto está em pré-venda para junho.


Tradutores dos mangás:

Cecilia Yuri Takahashi

  • Flying Witch #07 e #08 (JBC)

Eliana Takara

  • Re:Zero – Capítulo 4: O Santuário e a Bruxa da Ganância #09 (Panini)

Lucas Cabral

  • My Home Hero (JBC)
  • Skip e Loafer #03 (JBC)

Luis Libaneo

  • That Time I Got Reincarnated As A Slime #21 (JBC)