
Comentando minhas leituras
Nesta semana eu só li mangás da JBC. Dentre os quais se encontra o último volume de Cardcaptor Sakura Clear Card Arc e o quinto de Skip e Loafer. Vejam a seguir meus pequenos comentários.

Cardcaptor Sakura Clear Card Arc #16: eu já havia lido o mangá na época em que estava sendo serializado e reli os capítulos desse volume, pois a editora JBC havia divulgado que teria um capítulo extra nele.
Essa releitura até que foi importante, pois eu consegui coordenar melhor os acontecimentos da trama que haviam ficado confusos na época da leitura mensal (só saia um capítulo por mês).
Algumas coisas ainda ficaram confusas, mas no geral eu entendi melhor os acontecimentos finais que devolveram o mundo à normalidade (com Sakura não sendo irmã da Akiho, por exemplo).
O epílogo também foi legalzinho de se ler, pois é muito interessante ver mais momentos de paz e amor, com Tomoyo querendo fazer o vestido de casamento da Sakura, com Sakura encontrando a Momo, como Kero finalmente sendo amigo do Touya e o Yukito, dentre diversas outras coisas.
A real é que eu preciso reler o mangá inteiro para eu ter uma opinião definitiva sobre Cardcaptor Sakura Clear Card Arc. A jornada foi boa (esquisita, mas boa), mas só uma releitura por inteiro para ver se é um mangá tão bom quanto o original.
“Cardcaptor Sakura Clear Card Arc” foi concluído no Japão em 16 volumes. No Brasil, todos já foram lançados e uma reimpressão dos números esgotados acabou de começar.

Vampeerz #02: o primeiro volume de Vampeerz foi meio confuso, pois ele tem um estilo de contar a história e de fazer humor de um jeito um pouco diferente, mas nesse segundo a gente já está bem acostumado e o que era uma história muito boa, se tornou em uma obra-prima.
Cada cena era uma melhor do que a outra. As caras que Ichika faz em momentos de situações inusitadas são hilariantes, o jeito da Aria é divertidíssimo, algumas falas como o “primeiro beijo mútuo” são legais demais, etc, etc, etc.
***
Essa é uma história de amor entre uma humana e uma vampira, mas a história em si tá mais para humor do que para qualquer coisa. Tem sim seus momentos de romance, mas também tem aventura e tudo isso é permeado por cenas hilariantes.
É um mangá muito gostoso de ler e surpreendentemente bom. É uma pena que as ilustrações de capa podem passar uma ideia errada e fazer algumas pessoas não darem importância a ele. Mas, leitor, acredite é um mangá bem legal mesmo…
“Vampeerz” foi concluído no Japão em 9 volumes. No Brasil saíram 2 até o momento.

My Home Hero #06: e este é o último volume deste primeiro arco e onde eu prometi para mim mesmo parar com a leitura desse mangá.
Se você não acompanha nossas resenhas ou caso tenha esquecido, eu gosto de mangás desse gênero de mistério e suspense, mas eu costumo ficar cansado com eles. Note que eu não me canso deles, eu fico cansado pela intensidade e não consigo continuar mesmo gostando. Assim, eu decidi parar de ler esse mangá no fim do primeiro arco, embora eu esteja curioso para saber o que mais vai rolar….
Nesse volume, tivemos realmente o grande desfecho com o final do confronto entre os dois pais e, obviamente, a vitória do protagonista. A partir daí surgem as inquietações sobre ele ser descoberto uma hora ou outra e se inicia uma nova parte da história.
Eu realmente gostei do mangá, mas não tenho energia para continuar a leitura. Talvez quando a obra estiver concluída por aqui eu dê uma nova chance, mas por enquanto esse é o fim da minha coleção mesmo.
“My Home Hero” foi concluído no Japão em 26 volumes. No Brasil, saíram 6 até o momento.

Tokyo Revengers #27: então, ok, né? Eu não tenho muito o que falar desse mangá, só que cada vez mais continua com sua característica de ser divertidinho e também muito bobo.
Sim, é legal de acompanhar, eu gosto de ver o que vai acontecer, mas é muito infantilóide. O autor faz umas coisas que não eram para rir, mas a gente ri pelo ridículo da situação. E é isso… Bem, faltam 4 volumes. A ver como termina.
“Tokyo Revengers” foi concluído no Japão em 31 volumes. No Brasil, saíram 27 até o momento.

Skip e Loafer #05: e esse é um ponto de virada, onde a questão do amor aflora. Nossa protagonista, Mitsumi Iwakura, finalmente percebe que gosta do Shima e todas as questões envolvendo isso vêm à tona.
Esse volume é toda uma grande discussão acerca de amizade e amor. Ou melhor dizendo, uma discussão mais enfática, pois esse era um tema que já vinha sendo tratado no mangá aqui e ali em volumes anteriores.
Shima (que talvez ainda não tenha entendido seus sentimentos para com Mitsuki) deseja ter uma grande amizade com a garota desde o início da obra e os limites entre amizade e amor acabam sendo colocados em debate nesse tomo #05, de diversas formas e por diversos personagens.
A obra busca refletir sobre sentimentos, sobre amores não correspondidos, sobre a possibilidade de ferir alguém, o que fazer em determinadas situações, dentre outras coisa. A obra coloca tudo o que alguém medroso (quem tem medo de perder, quem tem medo de ferir) pensa: é melhor manter uma amizade do que estragá-la com o amor; é preciso ter cuidado para não fazer outra se apaixonar, etc, etc, etc.
Ainda é muito cedo para eu colocar esse mangá na minha lista de obras favoritas, mas eu não duvido de que no futuro ela esteja, pois todo o clima dela é perfeito, ela tem uma aura muito diferente e que faz com que a gente – além de querer acompanhar mais desses personagens – reflita bastante e tenha sensações únicas, que outras obras do mesmo gênero não conseguem passar.
***
Além dessa questão do romance, esse foi um volume legal também por termos um pouco mais do passado da tia Nao. Ela é uma mulher trans e, até então, a gente não tinha tido nenhum contato com o passado dela, o que havia acontecido até ela virar a adulta que é hoje…
Nesse volume, tivemos alguns momentos disso, a maneira que ela ficou próxima da Mitsumi, os prováveis péssimos momentos na escola e talvez algum problema familiar a respeito de seu gênero. As coisas ainda estão leves, mas muita coisa fica sugestionada com o pouco que Misaki Takamatsu colocou nesse volume. Espero que nos próximos tenham mais :).
“Skip e Loafer” ainda está em andamento no Japão, atualmente com 11 volumes publicados. No Brasil, saíram 5 até o momento.

That Time I Got Reincarnated As A Slime #22: aqui terminamos mais um arco, com uma reunião e pacificação entre Rimuru e a Igreja do Luminismo, onde descobrimos que sua divindade era nada mais, nada menos que um outro Lord Demônio^^.
Foi um volume praticamente sem batalhas, onde a trama política se desenvolveu com conversas buscando averiguar os fatos que geraram o conflito atual. Do mesmo modo, ficamos conhecendo novos personagens que parecem estar movimentando tudo por debaixo dos panos…
Fora isso, achei bastante interessante nesse volume a interação entre Rimuru e sua conterrânea, bem como o flashback de seu passado até ela se tornar quem é nesse mundo alternativo. Também foi bastante divertido ver a Luminous Valentine dando uma lição no Veldora, dentre outras coisas.
***
Vale comentar, porém, que a demora na publicação do mangá acaba fazendo a gente esquecer alguns detalhes importantes. Por mais que alguns desses detalhes sejam relembrados ao longo dos volumes, a gente acaba perdendo um pouco a noção dos acontecimentos precedentes. Eu não me lembro, por exemplo, todos os detalhes do que aconteceu entre Rimuru se tornar um Lord Demônio e fim da batalhar atual.
Esse, então, é um daqueles mangás em que a gente precisará reler mais para conseguir entender um pouco melhor a trama, mas ainda assim a leitura tem sido boa, interessante a gente continuará a acompanhar.
“That Time I Got Reincarnated As A Slime” ainda está em publicação no Japão, atualmente com 29 volumes publicados. No Brasil, saíram 22 até o momento.
Tradutores dos mangás:
Cristina Mayumi Maki
- Vampeerz #02 (JBC)
Edward Kondo e Cristhielle Ogura
Cardcaptor Sakura Clear Card Arc #16 (JBC)
Lucas Cabral
- My Home Hero #06 (JBC)
- Skip e Loafer #05 (JBC)
Luis Libaneo
- That Time I Got Reincarnated As A Slime #22 (JBC)
Mie Ishii
- Tokyo Revengers #27 (JBC)