Leituras da Semana: “Versus #02”, “Thunder 3 #08” e outras obras

Comentando minhas leituras

Depois de várias semanas de folga por conta do fim de 2025 e o início de 2026, voltamos com a publicação desta coluna onde comento as minhas leituras semanais.

Dessa vez eu falo do segundo volume de Versus, do oitavo volume de Thunder 3 (ficando em dia com a publicação japonesa), o nono de Rooster Fighter: O Galo Lutador, o 20º de Chainsaw Man, além dos números #10 e #11 de Re:Zero – Capítulo 4.

Vejam a seguir:

Versus #02: ao fim do primeiro volume, toda a ideia de treze universos paralelos unidos com a humanidade precisando enfrentar treze inimigos naturais parecia bem interessante, mas naquele momento ainda faltava um elemento crucial, que era como as coisas iriam se desenvolver.

Sim, pois, a ideia por trás foi apresentada era legal, o plano para salvar a humanidade (as treze humanidades) também, só que faltava um elemento a mais, faltava sabermos como os personagens iam agir, o que iria acontecer, etc, etc, etc. Parte disso foi revelada nesse segundo volume.

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Esse volume pode ser dividido em duas partes. Na primeira vemos os humanos discutindo como fazer para colocar o plano (de fazer os inimigos naturais de cada universo lutarem entre si) em prática, com um monte de personagem aparecendo a torto e a direito, dando suas opiniões, etc.

É uma parte extremamente chata e que quase faz a gente largar o mangá. Entretanto, é uma parte importante para situar melhor as coisas e conhecermos um pouco os personagens.

Sim, pois, outro problema do volume inicial foi o séquito enorme de personagens, que fora um ou dois, a gente não conseguia discernir e nem se fixar a contento. Essa parte chata do segundo número serviu para isso, pois pudemos ver alguns personagens brilhando, de um jeito ou de outro.

A segunda parte desse volume é a ação. É a primeira vez que a humanidade coloca o plano em prática, ao mandar alguns dos seus em uma missão suicida visando fazer com que dois inimigos se enfrentem. Se a parte inicial era muito chata, aqui o mangá brilhou, com muita cena de ação boa e vários desenvolvimentos e desdobramentos que nos prenderam na história.

Se no início do volume eu estava pensando em abandonar o título ali mesmo, ao final dele eu já não estava tão decidido assim.

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Para qualquer leitor mais atento e criterioso, fica evidente que Versus tem alguns problemas na criação de mundo. As “humanidades diferentes” se destoam muito por características perante seus inimigos (heróis e magias contra demônios, corpos fortes contra gigantes, etc), mas pouco por cultura.

Até existe uma preocupação de mostrar que os universos não compartilham das mesmas emoções ou dos mesmos costumes (o significado de dar uma flor a alguém, por exemplo), mas há a falha clara de todos falarem o mesmo idioma e se entenderem sem problemas, coisa completamente irreal.

Muitas obras de fantasia se sustentam mesmo sem ligar para essa parte importante da cultura que é a língua, mas é algo que faz falta em uma obra da atualidade.

De todo modo, Versus é um shonen de fantasia e lutinha bem divertido e intrigante, que faz só o básico, mas agrada justamente por isso. Eu ainda não sei se terei tempo (R$) para continuar, mas é um mangá que eu indico para quem gosta do gênero.

“Versus” ainda está em publicação no Japão, atualmente com 6 volumes lançados. No Brasil, saíram 2 até o momento e o terceiro está em pré-venda.

Thunder 3 #08: nas palavras do autor, Yuki Ikeda diz que “aqui está o climáx de Thunder 3”. Isso significa que a obra já está se encaminhando para a reta final? Significa que o mangá irá acabar dentro em breve? Sim, pois, na maioria das vezes que se fala de clímax é se referindo ao final.

Fui dar uma olhada e realmente teve notícia disso, então, sim, estamos perto do final do mangá. Podemos comemorar. Sobre o volume #08? Bem… eles invadiram a nave, lutaram, lutaram, lutaram. Bem acho que é só isso mesmo. Não tem muito o que falar do mangá.

“Thunder 3” ainda está em andamento no Japão, atualmente com 8 volumes publicados. Todos já foram publicados no Brasil.

Rooster Fighter: O Galo Lutador #09: esse volume continuou do mesmo jeito que os anteriores, uma sucessão de acontecimentos sem que pareça que a trama esteja andando. Apenas mais e mais informações são postas no mangá, praticamente jogadas, com os protagonistas tendo que enfrentar os inimigos ou fugir deles.

Confesso que achei esse volume mais interessante que os outros, mas não o suficiente para me fazer achar que ele melhorou ou que ele possa ter salvação. Rooster Fighter: O Galo Lutador era um título para passar o tempo se divertindo, mas a diversão já se foi há muito tempo, agora a gente só tá no tédio querendo o final.

“Rooster Fighter: O Galo Lutador” ainda está em andamento no Japão, atualmente com 11 volumes publicados. No Brasil, saíram 9 até o momento.

Chainsaw Man #20: esse vigésimo volume foi um volume muito estranho de Chainsaw Man. Foi estranho porque não foi um volume estranho^^. Usualmente, todo o desenrolar desse mangá é esquisito, tem alguma coisa que não bate bem, mas esse aqui foi muito normal e eu achei ele muito bom.

Eu já gosto do estilo desse mangá por natureza, mas esse volume acabou sendo um ponto fora da curva e eu entendi bem o motivo. Todos os volumes anteriores mais recentes mostravam um Denji meio confuso, meio jogado, indo de lá para cá, culminando no volume passado, onde a vontade de transar se sobrepôs ao desaparecimento de Nayuta.

Aqui, porém, todos os acontecimentos levaram Denji a ter que refletir mais e a tomar uma decisão.

Ele é só um adolescente comum que foi alçado a lutar uma guerra, mas no fundo ele continuava a ser a mesmíssima pessoa de sempre, com seus problemas pessoais e tudo mais. Agora, ele viu uma saída, ele pensou por si próprio, quase um “amadurecimento”, de maneira que, por causa disso, os planos dos outros parecem que não vão mais dar certo.

O que Denji irá fazer nos próximos passos eu ainda não sei, mas esse volume foi muito legal de acompanhar, um dos melhores de Chainsaw Man em muito tempo.

“Chainsaw Man” ainda está em andamento no Japão, atualmente com 22 volumes publicados. No Brasil, saíram 20 até o momento.

Re:Zero – Capítulo 4: O Santuário e a Bruxa da Ganância #10 e #11: esse mangá adapta os livros #10 a #15 da light novel Re:Zero, então é o conteúdo que foi adaptado na terceira temporada do anime, e tendo isso em mente, já está claro que estamos perto do final desse mangá.

Aqui tivemos Subaru finalmente derrotando Garfiel e este confrontando novamente seu passado. Vimos também Emília relembrar a sua infância e conhecemos igualmente o passado de Beatrice. Mais que isso, descobrimos algumas coisas novas a respeito do santuário.

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Quando eu estava lendo a light novel eu ficava vidrado pelos acontecimentos e pela grande técnica narrativa do autor, daí que não gostava tanto da adaptação em anime. Já sobre esse mangá eu não me lembro como estava a minha reação nos volumes anteriores, mas esses dois foram excepcionais, senti como se fosse o primeiro contato com a história, relembrando coisas que havia esquecido, descobrindo outras que havia deixado passar, etc…

A história aqui está bem envolvente, com uma descoberta atrás da outra, com um acontecimento emocionante a cada par de páginas, de modo que tudo vai convergindo para o grande clímax. Ainda deve demorar alguns volumes para o final, mas podemos dizer, sim, que está valendo a pena acompanhar esse mangá.

“Re:Zero – Capítulo 4: O Santuário e a Bruxa da Ganância” ainda está em andamento no Japão, atualmente com 12 volumes publicados. No Brasil, saíram 11 até o momento.


Tradutores dos mangás:

Edward Kondo

  • Thunder 3 #08 (Panini)

Eliana Takara

  • Re:Zero – Capítulo 4: O Santuário e a Bruxa da Ganância #10 e #11 (Panini)

Felipe Monte

  • Chainsaw Man #20 (Panini)

Hiro Tamaki

  • Rooster Fighter: O Galo Lutador #09 (Panini)

Tilin

  • Versus #02 (JBC)