
Comentando minhas leituras…
Na postagem desta semana, comento minhas leituras de Sangatsu no Lion #12, Ao Ashi #17 e #18, Tokyo Babylon #05, Como Conheci A Minha Alma Gêmea #03 e Honey Lemon Soda #09 e #10.
Vejam a seguir:

Sangatsu no Lion: O Leão de Março #12: esse parece um volume de transição, após vermos grandes dramas nos números anteriores. Aqui tivemos um destaque maior para as partidas de Shogi e a participação de Rei nas disputas.
No que toca ao desenvolvimento principal, no volume passado Rei começou a querer encontrar um marido para Akari (a mais velha das irmã que “o adotaram”) e o tomo #12 se iniciou ainda dessa forma. Vimos algumas pessoas ficarem encantadas com a moça, mas até o momento nada se desenvolveu e nenhum pretendente surgiu de fato (ao menos declaradamente).
Esse foi um volume mais calmo, com destaque maior para uma ou outra sequência de humor ou das citadas partidas de Shogi. Em minha opinião foi um volume de qualidade inferior em relação a outros da mesma obra. Entretanto, como já disse outras vezes, mesmo assim muito melhor do que boa parte dos mangás…
“Sangatsu no Lion: O Leão de Março” ainda está em andamento no Japão, atualmente com 18 volumes publicados. No Brasil, saíram 12 até o momento e o 13º está previsto para julho.
Título original: 3月のライオン
Título nacional: Sangatsu no Lion – O Leão de Março
Autor: Chica Umino
Preço: R$ 49,90

Ao Ashi: Craques da Bola #17 e #18: nessa dupla de volumes de Ao Ashi a gente viu um Ashito Aoi mais confiante, mais sem amarras e talvez descuidado, com um pouco daquela falta de sensatez do início do mangá.
No número #16, a gente havia visto pela primeira vez o rapaz amando a posição de defesa e sabendo o que fazer para também atacar. Foi um marco em comparação com o início da mudança do rapaz para a lateral. Nesses dois volumes de agora, por outro lado, a gente já vê ele vidrado, conhecendo bem a sua posição e querendo atacar, mas ainda com limitações.
A gente acompanha aqui um Ashito estritamente focado, que busca estudar seus adversários o tempo todo, que tenta se restringir e não deixar elementos de fora atrapalharem sua concentração, o que também termina deixando no ar um certo incomodo, tanto com o estilo do jogador, quanto com a comentada confiança exacerbada.
Desse modo, esses volumes apresentam um Ashito com aquele estilo totalmente diferenciado dos demais jogadores (como se fosse uma espécie de superpoder), que até então só víamos em determinadas passagens dos jogos. Assim, o rapaz entra em uma partida com o nível de confiança lá no alto e a gente sabe o que acontece quando alguém tem confiança demais…
O volume #18 termina ao fim do primeiro tempo de um jogo em que Aoi – marcado pela sua confiança – demonstra aquele lado mais fominha do início do mangá, de querer fazer um gol ele mesmo, gerando uma série de implicações, como a cobrança de um dos colegas de time, além de outras que só poderemos ver no volume #19.
Esses dois volumes não se focam apenas no Ashito, porém. Anteriormente, o mangá já estava se expandindo para acompanharmos um pouco dos outros personagens e nestes volumes aconteceu a mesma coisa.
No #17, tivemos um pequeno drama do Akutsu (o rapaz que não gosta do Aoi), com ele não sendo escalado em nenhuma partida da Seleção Japonesa e, ainda assim, se sentindo superior aos seus companheiros de time e causando algumas celeumas com as pessoas em sua volta.
No #18, o grande ponto é um personagem secundário que resolveu deixar de jogar, ocasionando uma comoção entre os companheiros de time, com eles desejando fazer de um jogo uma amostra para ele recuar de sua decisão.
Tudo o que falamos do jeito do Ashito está em meio a esse jogo, com uma atmosfera diferente e única, com todos querendo e desejando mostrar um futebol arte…
Por fim, Ao Ashi: Craques da Bola continuou vibrante como sempre. Mangás de esporte precisam manter o leitor preso nos acontecimentos, nas decisões, no jogo, querendo ver mais e mais o que estará acontecendo a cada jogada, e Ao Ashi faz o seu trabalho bem direitinho. A gente sente emoção do começo ao fim, como se estivéssemos assistindo a uma partida de verdade…
No aguardo dos próximos dois volumes.
“Ao Ashi: Craques da Bola” foi concluído no Japão em 40 volumes. No Brasil, saíram 18 até o momento.
Título original: アオアシ
Título nacional: Ao Ashi – Craques da Bola
Autor: Yugo Kobayashi
Preço: R$ 49,90

Tokyo Babylon #05: assim com o volume anterior, neste quinto número de Tokyo Babylon a gente viu a alma do Subaru ser aberta, com ele sendo muito afetado pelo seu trabalho e pelas pessoas com quem acaba encontrando. Ele fica triste por um menino estar fazendo hemodiálise, não suporta não poder fazer nada por uma família que havia se suicidado, dentre outras coisas.
Um ponto importante, porém, é que no fim do volume, ele pareceu, pela primeira vez, demonstrar sentimentos verdadeiros para com Seishiro. Ocorre um incidente, em que o rapaz parece se ferir, e Subaru fica desesperado, como se o grande amor de sua vida estivesse em perigo real.
Esse é um ponto de destaque justamente porque até então Subaru não parecia ligar muito para Seishiro, porém evidencia-se que o passar do tempo e o convívio mudaram alguma coisa no coração do rapaz…
Sobre outro ponto, sempre vale relembrar que Tokyo Babylon volta e meia está fazendo alguma crítica social. Neste volume fala-se da especulação imobiliária e do mal tratamento para com os idosos em um capítulo; os males que uma doença causa nos familiares, em outro; e os perigos das agruras de um amor.
No aguardo dos próximos volumes….
“Tokyo Babylon” foi concluído no Japão em 7 volumes. No Brasil, o mangá foi publicado originalmente pela JBC, também em 7 volumes. Agora a Panini está republicando o mangá seguindo a chamada CLAMP PREMIUM COLLECTION, também em 7 volumes. Saíram 5 até o momento, e o sexto deve ser publicado semana que vem. O sétimo e último está em pré-venda para julho.
Título original: 東京 BABYLON
Título nacional: Tokyo Babylon
Autor: CLAMP
Preço: R$ 49,90

Como Conheci A Minha Alma Gêmea #03: neste volume Yuuki e Iori começam a namorar oficialmente e o mangá, enfim, chegou à sua conclusão… quer dizer… não. Aqui é só o começo e ainda tem muita coisa a acontecer, com os dois ainda no climinha de paz e amor, mas com gente desejando que o relacionamento deles não dure tanto…
A bem da verdade, eu não entendi direito os rumos que a trama irá tomar. Que a gente vai ver o relacionamento do casal se desenvolvendo, isso é bem óbvio, mas ficam algumas incógnitas a respeito de alguns personagens e o que eles irão fazer perante a esse relacionamento e a outros fios da história.
Sim, pois, diferente dos dois volumes anteriores, não me pareceu haver nenhuma tentativa de enganar o público e os personagens. Daí que, até descobrirmos o que o irmão de Yuuki deseja de verdade, ficará essa interrogação.
No mais foi um volume bom e divertido como os outros, em que a gente viu como o primeiro amor de Yuuki é uma boa pessoa de verdade, como Yuuki é determinada, com Iori é preocupado, dentre outras coisas…
“Como Conheci A Minha Alma Gêmea” ainda está em andamento no Japão, atualmente com 8 volumes publicados. No Brasil, saíram 5 até o momento e o sexto está previsto para junho.
Título original: 運命の人に出会う話
Título nacional: Como Conheci A Minha Alma Gêmea
Autor: Anashin
Preço: R$ 43,90 (até o volume #04) / R$ 46,90 (a partir do #05)

Honey Lemon Soda #09 e #10: esses dois volumes nos mostraram um outro lado da nossa protagonista, uma Uka que deseja mais o seu namorado e sente ciúmes dele, embora tente demonstrar que não.
O interessante é que o ciúmes que ela sente é atestado de um jeito diferente, visto que a personalidade dela não é tão expansiva, quanto de outros personagens quando ficam enciumados. Assim, a gente vê uma garota que se critica por sentir isso, e age de uma maneira mais contida…


O que falamos foram as linhas gerais desses volumes, mas tivemos algumas histórias interessantes nele. Para começar, houve o aparecimento de uma nova personagem, Nano, a quem parece um pouco com Uka e, mais que isso, parece imitar o que ela faz. As duas se tornam amigas, mas há certos desentendimentos e mal entendidos nessa relação, que acabam enganado até mesmo nós, leitores.
Inicialmente, achei a aparição dessa personagem meio esquisita, meio estranha, como se fosse apenas uma personagem feita para criar um atrito no relacionamento de Uka e Kai. E, assim como vários personagens, pensando que tudo o que ela fazia era com essa intenção. Mas o mangá tem suas reviravoltas e eu não sei se eu gostei do que foi abordado e nem como foi abordado.
Sim, porque Nano tinha certas intenções, tinha coisas que queria fazer, tinha uma certa personalidade um tanto quanto doentia, e a resolução acabou sendo bem leve e rápida. É o estilo de Honey Lemon Soda, mas mesmo assim dessa vez eu não gostei tanto assim do desenvolvimento. Faltou um algo a mais.
Outro ponto marcante abordado nesses volumes é o que Kai viu em Uka para gostar dela. Embora os dois estejam namorando e isso já tenha sido arguido por personagens outros, a nossa protagonista ainda não tinha tido uma discussão sobre isso e nem Kai havia falado. E houve uma viagem escolar nesses volumes em que isso se esclareceu, deixando o óbvio mais evidente ainda.
O relacionamento entre os dois está cada vez mais legal de acompanhar e quem gosta de obras de romance não consegue não gostar do jeito deles, em especial os diversos desdobramentos dos sentimentos de Uka, com cada sensação, com cada beijo, etc. É como reviver o primeiro amor… No aguardo dos próximos volumes.
“Honey Lemon Soda” possui atualmente com 30 volumes publicados no Japão, mas vai ser encerrado em 31. No Brasil, saíram 9 até o momento e os volumes #10 e #11 estão em pré-venda.
Título original: ハニーレモンソーダ
Título nacional: Honey Lemon Soda
Autor: Mayu Murata
Preço: R$ 46,90
TRADUTORES DOS MANGÁS
Caio Suzuki
- Sangatsu no Lion: O Leão de Março #12 (JBC)
Eliana Celestino
- Como Conheci A Minha Alma Gêmea #03 (Panini)
- Honey Lemon Soda #09 e #10 (Panini)
Karen Kazumi Hayashida
- Tokyo Babylon – CLAMP PREMIUM COLLECTION #05 (Panini)
Luis Libaneo
- Ao Ashi: Craques da Bola #17 e #18 (JBC)