Leituras da Semana: “Bokurano #07” e outras obras

Comentando minhas leituras…

Na postagem desta semana, comento minhas leituras de Bokurano #07, Re:Zero – Capítulo 4 #12 e Atelier of Witch Hat #15.

Vejam a seguir:


Bokurano #07: no volume anterior, o piloto do robô adversário saiu da cabine e começou a andar naquele mundo. Visando encontrá-lo, a equipe do governo anunciou um recital de piano de Takami Komoda, a piloto do Zearth, e ele realmente apareceu no dia e hora marcado.

O “confronto” entre Komoda e ele foi até bem belo, com a garota reconhecendo as maravilhas do mundo em que viveu e conseguindo passar para o adversário que é esse o local que deveria continuar a existir…

Após a morte de Komoda, a nova piloto do Zearth seria Aiko Tokosumi. Se Komoda era filha de alguém do exército, Tokosumi é filha de um jornalista e a trama passa a envolver justamente esse aspecto, os limites da notícia, o que se fazer quando algum parente do jornalista está envolvido e, claro, a relação da menina com o pai.

O volume desenvolve como Aiko se sente solitária, como ela fica feliz com o pai por perto (mesmo que seja por um furo de reportagem) e como o homem age sem saber de verdade o destino que aguardará a sua filha.

O fim deste tomo se torna bem emblemático neste sentido, pois a gente vê o pai da garota desejando continuar a filmagem mesmo com a filha em perigo, como se o mangá dissesse a todos que o que realmente importava para o homem era mesmo a notícia e não a família, por mais que ele falasse que a família era mais importante…

Uma detalhe crucial de Bokurano (que já comentamos em postagens anteriores, mas vale dizer de novo) é que o mangá não deixa de revelar o que acontece no mundo. Enquanto as crianças lutam (e morrem) para salvar o planeta, as pessoas em volta não sabem de nada e se assustam com as notícias e com os perigos ocasionados pelos “monstros gigantes”.

No volume #06, por exemplo, atacaram a casa de Komoda. No #07 mataram um garoto que se dizia (mas não era) piloto do Zearth, deixando evidente esse medo intrínseco das pessoas. A obra não se esmiúça nisso, mas deixa subentendido como as pessoas agem com temor perante o aparecimento de algo desconhecido, com uma tentativa de se salvar em relação a um perigo iminente.

Aiko, nesse volume, entende bem o que acontece. Enquanto eles estão lutando para salvar a humanidade, a humanidade não gosta deles e se possível os esquecerá.

E isso aumenta ainda mais o drama dessas crianças e a força delas, pois mesmo com tudo contra, mesmo sabendo que irão morrer, independente de qualquer coisa, continuam lutando… Faltam 4 volumes para o final.

“Bokurano” foi concluído no Japão em 11 volumes. No Brasil, saíram 7 até o momento.

Título original: ぼくらの
Título nacional: Bokurano
Autor: Mohiro Kitoh
Preço: R$ 44,00


Re:Zero – Capítulo 4: O Santuário e a Bruxa da Ganância #12: a trama envolvendo o santuário continua rumando para o final.

Aqui vemos Emília finalmente passar no primeiro teste e, com isso, descobrimos algumas coisas do passado: quem pode ser a verdadeira mãe dela, o modo como Geuse se tornou o ser diabólico que era, e quem congelou a floresta dos elfos.

Enquanto isso, acompanhamos Subaru, Garfiel e Otto confrontando Roswaal e finalmente partindo rumo à mansão para evitar o massacre que lá irá ocorrer.

Eu conheço essa parte da história tanto da light novel, quanto do animê e mesmo assim o mangá pareceu trazer coisas novas e outros pontos de vista.

Para além de ser bem desenhada, é uma adaptação que contribui muito para a história, deixando mais claro coisas que podem ter sido apenas sugeridas ou que deixamos escapar da obra original e da adaptação animada.

No aguardo do próximo volume.

“Re:Zero – Capítulo 4: O Santuário e a Bruxa da Ganância” ainda está em andamento no Japão, atualmente com 13 volumes publicados. No Brasil, saíram 12 até o momento.

Título original: Re:ゼロから始める異世界生活 第4章 聖域と強欲の魔女
Título nacional: Re: Zero – Capítulo 4: O Santuário e a Bruxa da Ganância
Autor: Haruno Atori; Yu Aikawa
Preço: R$ 44,90


Atelier of Witch Hat #15: quando falei do volume #14, só fiz alguns comentários gerais sobre a obra, pois era um volume com o desenvolvimento de um certo objetivo, visando eliminar o problema da Sanguessuga cortina.

Agora no volume #15 se faz necessário um maior prolongamento neste texto, pois tivemos muitas revelações e parece que enfim fechamos um grande arco, parece que finalmente acabou o prólogo do mangá, parece que a primeira parte da obra se findou e agora o desenvolvimento da trama pode evoluir.

O volume começa com Coco e Agathe buscando fechar o grande círculo no céu e fazer “o tempo” da Sanguessuga cortina voltar. Vemos uma Coco determinada ao máximo, mostrando o quanto a magia é boa e o quanto têm esperança. Mas ela e Agathe são apenas crianças e, apesar de fazerem o mais perigoso, terminam precisando de ajuda dos bruxos adultos para concluir o trabalho.

Essa, porém, é só uma “primeira parte” desse volume. A partir daí começamos a ter várias revelações, como o porquê de Qifrey ter certa obsessão com os bruxos de Chapéu com Aba, a razão de ele parecer sempre inquieto, a verdadeira origem da magia no mundo desse mangá, dentre outras coisas.

HAVERÁ SPOILERS DO MANGÁ A SEGUIR, LEIA POR CONTA E RISCO.

Qifrey é o único que sabe o que aconteceu com Custas e o que acontecerá posteriormente, assim que o rapaz se sentir “tranquilo” junto de sua “família”, o senhor Dagda. Ocorre que os Chapéus com Aba injetaram em Custas sementes de uma certa árvore, sementes estas que faz com que a pessoa se transforme em uma árvore assim que se sentir em paz.

Como se falou lá no início do mangá, a magia só existe nesse mundo por causa de um nanquim especial, nanquim este que só pode ser extraído de uma única árvore, a Árvore de Folhas Prateadas.

Ocorre que agora descobrimos que essa árvore é uma espécie de parasita e que ela só existe porque existe a vida animal e vegetal do jeito que ela é, com um animal caçando o outro, com uma floresta intacta para conseguir repousar, etc, etc, etc.

O mangá explica que as sementes das árvores se hospedam no corpo de um ser vivo e criam raízes extremamente pequenas neles. Quando, porém, esse ser vivo é ferido e se vê em perigo, a árvore começa a agir, os animais ganham novos membros, e eles fogem o mais longe que podem. Porém quando eles se sentirem seguros (por exemplo numa toca, no interior da floresta), as raízes crescem e o animal se torna a árvore que gerará a tinta da magia.

Como os Chapéus com Aba utilizam-se de magia proibida, eles injetaram isso no Custas e foi isso que fez ele voltar a andar. Entretanto, assim que se sentir feliz e tranquilo junto de sua família, ele se transformará em uma Árvore de Folhas Prateadas.

Qifrey é o único que sabe disso e é o único que sabe como reverter: apagando TODA A MEMÓRIA DA PESSOA. E como ele era o único que sabia disso? Ele também teve implantado dentro de si raízes daquela árvore. Isto é, se um dia ele se sentir sem mágoas e totalmente tranquilo, ele também se tornará uma delas. A não ser apaguem toda a sua memória…

Se no início do volume a gente viu uma Coco sedenta pela magia, com esperança e tudo mais, aqui a gente vê ela com raiva extrema, de um jeito que nunca pensamos que a veríamos. É uma Coco com raiva dos Chapéus com Aba, é uma Coco com medo de perder o Qifrey, etc, etc, etc.

Esses desdobramentos também mostram mais uma vez a grande questão do mangá que é os limites da magia e o quanto os bruxos do “bem” podem estar certos ou não. Já vimos, tanto com Custas, quanto com o senhor Dagda, alguns problemas de se usar a magia no corpo humano, o mesmo para com Qifrey.

De tal sorte, a gente vê que os Chapéus com Aba são realmente seres pertencentes ao grupo dos vilões e usam de todos os subterfúgios para conseguir o que querem.

Sim, pois, por mais que isso já estivesse claro desde o primeiro volume – foram eles que deram o livro mágico para a Coco – toda a estrutura da história (a questão dos humanos terem sido malvados no passado e a extrema limitação da magia do presente) fez com que a gente pendesse um pouco para o lado dos Chapéus com Aba. Afinal até Qifrey colocava elementos para corroborar isso.

Agora, com tudo o que foi apresentado neste volume e nos volumes anteriores, já fica mais evidente que eles irão querer causar mais e mais transtornos, desses de níveis grandes, para que os limites da magia sejam atingidos e superados…

Como dito, esse volume #15 tem toda cara de fim de prólogo e de fim de primeira parte, pois além de tudo o que foi mencionado, também tivemos elementos de desenvolvimento futuro. O fim do equilíbrio entre a humanidade e os bruxos, o prognóstico de Qifrey acerca de Coco, as falas dos Chapéus com Abas acerca da expansão, dentre outras coisas.

Por agora, o volume termina com Coco buscando fazer com que Qifrey continue vivo, sem virar uma árvore e sem ter que ter a memória apagada… Foi um volume brilhante, o melhor da série até aqui. No aguardo do próximo número.

“Atelier of Witch Hat” ainda está em andamento no Japão, atualmente com 16 volumes publicados. No Brasil, saíram 15 até o momento.

Título original: とんがり帽子のアトリエ
Título nacional: Atelier of Witch Hat
Autor: Kamome Shirahama
Preço: R$ 44,90


TRADUTORES DOS MANGÁS


Caio Suzuki

  • Bokurano #07 (Devir)

Eliana Takara

  • Re:Zero – Capítulo 4: O Santuário e a Bruxa da Ganância #12 (Panini)

Luciane Yasawa

  • Atelier of Witch Hat #15 (Panini)