Transformar mangás em quadrimestrais foi uma boa estratégia da Panini?

Não irá vender menos ainda?

I

Toriko, Ninja Slayer, Triage X e Yo-kai Watch. Esses títulos estiveram em evidência ao longo da semana devido a algumas ações divulgadas pela Panini, gerando uma interessante discussão com diversas opiniões sobre o que seria e o que não seria mais certo a fazer. Aparentemente esses títulos citados não estavam dando muito retorno, então a empresa apresentou uma série de alterações drásticas para manter a publicação desses mangás, entre eles a mudança de periodicidade, transformando-os em quadrimestrais.

Ou seja, a partir de agora esses mangás só ganharão 3 volumes por ano. Essa mudança fará com que Toriko, retornando em abril, só seja encerrado em agosto de 2022 e Ninja Slayer em abril de 2020. Triage X e Yo-kai Watch ainda estão em andamento no Japão, então não entram muito no foco da discussão.

Em relação aos dois primeiros, especialmente Toriko, surgiram diversos questionamentos a respeito dessa estratégia e se essa mudança não faria com que tais obras vendessem menos com o passar do tempo. Afinal, segundo é senso comum, quanto mais tempo entre um volume e outro mais fácil as pessoas irem cansando e desistirem de continuar a colecionar. Não seria melhor, então, mantê-los bimestrais ou então transformá-los em mensais para acabar logo?

Pois então, a verdade é que a gente não sabe qual a real situação de Toriko e Ninja Slayer, mas as mudanças em conjunto (o aumento de preço para R$ 18,90 e R$ 19,90 respectivamente e a não ida mais desses títulos para as bancas) prenunciam que esses títulos vendem muito, muito, muito mal e que, portanto, dão um prejuízo enorme para a editora. Mantê-los bimestrais ou transformá-los em mensais para acabar logo pode significar uma perda muito grande e afetar a saúde financeira dos cofres da empresa*.

Veja que não é apenas uma questão de não vender bem e sim que a cada número que é publicado a editora perde muito mais dinheiro do que ganha. E se a quantidade de dinheiro perdido é muito grande, não faz sentido transformar os títulos em mensais. Em razão disso, lançar o mangá a cada quatro meses parece ser o ideal, pois esse prejuízo será diluído ao longo dos anos. É basicamente a mesma estratégia da NewPOP com Loveless, que o transformou em semestral.

Na verdade, talvez Toriko e Ninja Slayer vendam tão pouco, mas tão pouco, que mesmo que continuem a perder leitores ainda assim será mais saudável financeiramente para a empresa demorar mais para os concluir. Ou seja, talvez a editora tenha muito prejuízo com os títulos até o final da publicação, mas será um prejuízo praticamente nulo que não pesará no orçamento da empresa, fazendo com que ela continue publicando mangás normalmente e sem ter que fazer readequações mais bruscas ainda.

Além disso, outro aspecto dessa mudança de periodicidade que precisa ser lembrada é que isso resultará na abertura de “vagas” no checklist da editora que podem ser preenchidas com obras que gerem mais retorno para a empresa, o que também facilita a manutenção dos títulos que estão vendendo mal.

*É claro que a gente está falando de uma multinacional com muitas publicações e que fica mais e mais rica a cada quatro anos com o álbum da copa, mas é de se esperar que cada setor funcione de forma independente ou semi-independente, de modo que os mangás têm que se pagar, sem ajuda dos outros setores. Afinal, se um determinado setor não se paga, não há motivo de mantê-lo. Então é certo que a Panini é a editora mais rica e tudo mais, mas empresa nenhuma quer ter grandes prejuízos acumulados seguidamente, ainda mais quando esses prejuízos ocorrem em mais de um produto como parece ser o caso desta vez.

II

Toriko e Ninja Slayer serem quadrimestrais pode fazer leitores desistirem com o tempo sim, mas há outros problemas nessas mudanças drásticas que a Panini promoveu que vimos pouca gente comentar. Pensemos: retirar os mangás das bancas de revista não tornará mais difícil o acesso dos leitores e, consequentemente, uma diminuição maior das vendas?

Sim, juntamente com o aumento de preço das publicações. Nem todo mundo vai querer migrar seu local de compra habitual para um outro meio e/ou pagar mais caro pelos títulos e acabarão desistindo. Muitos não têm lojas especializadas em suas cidades e, por uma razão ou outra, não podem ou não sabem fazer compras online. Mais ainda: alguns compradores provavelmente nem acompanham as redes sociais da editora e só ficarão sabendo da mudança muito tempo depois.

Banca do Alemão, centro de Vila Velha (ES). Onde o redator desta postagem  costuma comprar alguns mangás por impulso.

Então, realmente deve ter uma diminuição de consumidores logo de cara por todos esses motivos. Quanto será essa diminuição? Não sabemos, mas é provável que a Panini já tenha estimado isso. Afinal, ela estava fazendo um estudo de continuidade e, decerto, esse tipo de situação tem que ter entrado na pauta. Provavelmente nunca iremos ficar sabendo de quanto será essa queda inicial, mas uma queda de vendas é o que se espera que aconteça, afinal trata-se de uma mudança bem brusca de verdade e que nem todos os consumidores serão contemplados.

Mas há algumas coisas a se pensar a esse respeito e que são mais positivas do que negativas na estratégia da editora. Para distribuir em bancas de revista é necessário fazer uma tiragem alta, de modo a atender a demanda de todo o país. E como todo mundo sabe distribuir em banca de revista é muito caro. Se Toriko e Ninja Slayer vendem muito mal não existe uma razão para se fazer uma grande tiragem e gastar muito com distribuição.  Logo, a empresa deve ter diminuído a tiragem e, consequentemente, destinou as obras a um tipo de local mais específico e menos caro.

Explicando melhor: a editora com certeza perderá os leitores que só compram em bancas de revista (e a editora sabe disso), mas talvez a mudança do processo de distribuição, o aumento de preço, e a diminuição de tiragem podem fazer com que, mesmo assim, o prejuízo diminua e as publicações sejam levadas até o fim sem percalços.

Existe uma outra possibilidade mais positiva ainda. Talvez Toriko e Ninja Slayer não vendam tão mal quanto parecem aos nossos olhos. Talvez, enquanto a empresa fazia o estudo de continuidade das obras, ela percebeu que poderia transformar o prejuízo em lucro se realizasse todas essas mudanças. Algo parecido com o que a JBC fez com Knights of Sidonia (transformando em bimestral e deixando de enviar às bancas) ou quando a NewPOP passou a lançar tudo apenas em lojas especializadas. Ou seja, você perde um pouco de leitores no processo, mas faz com que as publicações fiquem mais estáveis para as empresas.

Particularmente eu não acredito muito nessa hipótese, pois o aumento de preço foi muito grande em Toriko e Ninja Slayer e a mudança de periodicidade também foi drástica. Mesmo assim, essa é uma hipótese que pode ter acontecido. Por enquanto, a gente não tem como saber nada, afinal não houve um pronunciamento oficial mais detalhado.

III – Conclusão

Então a estratégia da Panini foi boa e não existe perigo desses mangás serem cancelados? Como eu disse no início do texto, a gente não sabe a verdadeira situação dos mangás. O que dissemos aqui é que SE (atente-se ao SE) o mangá realmente está vendendo muito mal e dando muito prejuízo, a estratégia conjunta foi sim a mais adequada, mesmo perdendo leitores e consumidores no processo.

Só que isso não redime a Panini dos erros que ocasionaram essa situação. Sim, pois se a estratégia é boa, ela só é boa para tentar amenizar os erros** cometidos pela própria editora e os consumidores das obras afetadas acabarão pagando o pato (um pato de quase 20 reais O_o) por erros da empresa, como problemas de distribuição, falta de estoque e até mesmo de estudo das obras (claramente Ninja Slayer não era um mangá para todo mundo e deveria ter sido lançado diretamente para livrarias e lojas especializadas desde o começo).

As mudanças realizadas eu considero positivas já que visam garantir a continuidade das obras, mas o ideal seria a editora realizar um trabalho extra de divulgação da série e incentivo para a criação de novos leitores dos mangás, de modo a aumentar quem os consome, fazendo box com os volumes anteriores, vendendo o encalhe a preços baixos, etc. Mas como fazer isso se, por exemplo, vários volumes de Toriko estão esgotados***? A Panini não se ajuda…

Em minha opinião, porém, mesmo com todos os percalços, os mangás irão até o fim. Eu acredito nisso, pois aparentemente a Panini Brasil está querendo tirar a imagem de empresa canceladora de títulos que ganhou ao longo dos anos. Em outros tempos, Ninja Slayer jamais retornaria. Só para se ter uma ideia dessa mudança, aparentemente, a Panini cancelou ele na Itália (sim, na matriz^^) no volume 4 e aqui ela está querendo manter a sua publicação. Isso é completamente surpreendente e muito positivo…

*Não comentamos muito aqui sobre Triage X e Yo-kai Watch, pois são situações especiais. Triage X já saia bem irregularmente mesmo e o aumento de preço não foi tão grande. A única mudança efetiva foi sair das bancas. Yo-kai Watch, por sua vez, passará apenas a ser quadrimestral, sem qualquer mudança a mais.
**A gente falou de erros cometidos pela Panini e muita gente pensa que um dos erros foi Toriko ser lançado bimestralmente. Nós brasileiros estamos acostumados a querer tudo logo e completo e se uma série vai demorar anos para acabar muita gente nem pensa em começá-la, porém em nossa opinião não existe nenhum problema em uma série longa ser lançada bimestralmente. O problema mesmo é não existir uma política de criação de novos leitores. Afinal muita gente desiste ao longo do caminho – independente da periodicidade do mangá – e se não há meio de ter leitores novos, os mangás irão vender muito menos a cada número e pode chegar em uma situação insustentável. Agora como mangás como One Piece e Naruto se mantém? Vendem muito^^.
***Como um mangá que não vende bem possui volumes esgotados? Isso é uma questão que só as editoras podem responder^^.

Extra: um pouco de outros países


Não acompanho de perto outros mercados de mangás para saber se existe uma regra do que acontece com os mangás que vendem mal, mas a gente já viu situações semelhantes na Argentina, com mangás sendo paralisados por longos anos ou saindo a periodicidades mais espaçadas. Monster e Inu-Yasha, da editora Larp, estão parados há 3 ou 4 anos no país vizinho (ambos no volume 12 ou próximo a isso) e retornarão agora em 2018, em ritmo bimestral, depois de muita negociação.

Volume mais recente de Zetman lançado na Argentina

Por outro lado, o mangá Zetman abertamente vende muito mal e a Ivrea o lança a passos lentíssimos. Só para se ter uma ideia, ele começou a ser publicado por lá anos antes de a JBC o publicar por aqui e até agora ainda não foi concluído!!!. A gente não sabe a data exata em que o mangá começou a sair na Argentina, mas sabemos que em fevereiro de 2012, 8 volumes já tinham sido lançados. De lá para cá, apenas 9 tomos saíram. É isso o que vemos a Ivrea fazer, se o mangá vende mal, ela o publica de forma espaçada e dá lugar a séries que rendem mais.

(Vale comentar que tanto Zetman, quanto Inu-Yasha, mesmo vendendo mal ganham reimpressão de volumes esgotados. Ou seja, eles podem não vender bem, mas as editoras fazem de tudo para que quem queira começar a colecionar possa. Bem diferente do que faz a Panini por aqui).

Volume lançado em março de 2018 na Alemanha. O volume anterior saiu em novembro de 2017.

Outro exemplo que temos notícia ocorreu na França com o mangá Futari H. Depois de um início promissor em que até o artbook foi lançado, Futari H foi perdendo mais e mais leitores e nos últimos anos ele só ganhava uns 3 tomos por ano devido às baixas vendas. Ele não se salvou e acabou cancelado.

Na Alemanha, um caso parecido é o de Gintama, embora a gente não saiba exatamente a situação do mangá no país e só o estamos colocando aqui como um exemplo de circunstância parecida. Em publicação desde 2006, a obra começou a sair bimestralmente, mas logo teve sua periodicidade alterada. Nos últimos anos também têm ganhado pouquíssimos volumes. Em 2017, a situação foi a pior para os leitores com apenas dois tomos publicados. Dado o histórico de Gintama em outros países não é de se estranhar se ele estiver vendendo muito mal…

***

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14 Comments

  • Acho que o caso de Toriko é da obra ser chata mesmo. li varios capitulos online e nao suportei (e olha q nao sou exigente com shonen, desde que seja divertido). ja ninja slayer eu até acho legalzinho, mas o fracasso dele vai deixar a panini mais arisca a aisca com obras altenativas (ao menos arriscassem com obras curtas.)

  • alcoollico

    Toriko é um daqueles mangás que o pessoal cresce o olho por ser “JUMP” mas depois vê que não é tão bom quanto parecia, isso justificaria os primeiros volumes estarem esgotados, mas acho que reimprimi-los talvez não seja uma boa ideia, a noticia do “possível” cancelamento já se espalhou e a tendência é, aqueles que ainda não compraram, não vão querer comprar sabendo que pode vir a ser um problema, e quem tem os volumes antigos, parte irá se desfazer vendendo, outra parte ficará indecisa se continua ou não!

    Sobre a periodicidade, é ruim ter que esperar, mas, dá para se programar melhor e as vendas antes de lançar o volume seguinte aumenta (se bem que, no começo vai ser bem conturbado por conta da mudança na distribuição).

    Sobre a distribuição, os mais prejudicados será quem mora no interior onde não tem livrarias e o frete das lojas online costuma ser bem mais caro, mas acho que a maioria dos leitores são das capitais e a Panini deve ter analisado por esse ponto (e o lance da tiragem comentado no texto também), o bom das megastores é que o desconto é excelente, as lojas especializadas com um frete grátis já ajuda bastante a abater o preço.

  • Lis D

    Sempre mantenho minha teoria de que a Panini não reimprime porque os volumes ainda existem, ela só não sabe onde estão.

    Acho interessante o posicionamento das pessoas em relação a periodicidade. Se é título longo, pessoal quer mensal senão ‘leva uma vida pra terminar’ e não compra. Quando é curto, sempre aparece um ‘só x volumes, custava ser mensal?’ (se bem que esse último acaba comprando)

    Acho que todo mundo já entendeu que a periodicidade bimestral é necessária (quiçá outras mais espaçadas) pra ser possível maior variedade de títulos no mercado.

    – Ah, mas você não precisa comprar tudo que lança!
    Não preciso, mas é do meu interesse e principalmente do interesse das editoras, que, quando avaliam o mercado, me incluem como público alvo e comprador em potencial. Tem um mangá que eu adoro e um que eu acho maneiro pra ler no ônibus. Seria bem legal se eu pudesse comprar os dois, mas se eu tivesse que escolher obviamente seria o primeiro. E se eu (e vários outros) não compro, a publicação não vende.

    – Mas você não precisa comprar logo que é lançado!
    Será? Pelo menos com a Panini preciso sim. Principalmente os que vão apenas para as bancas. Se não compro nas bancas, os volumes são recolhidos para serem redistribuídos para outras áreas. Se a loja da Panini for um indicativo, o estoque deles é bem ruim, provavelmente nesse meio tempo as lojas terão dificuldade de reestocar mais volumes e não haverá mais vendas (posso estar falando besteira, mas já ouvi um lojista comentando sobre o processo de pedidos da Panini).
    Como a distribuição anda maravilhosa, ainda acaba nem chegando em várias regiões em que há leitores querendo comprar já no lançamento.
    Nessa história toda já se passaram uns 4 a 6 meses e adivinha? Vendeu mal, e porque os volumes simplesmente não estavam disponíveis.

  • Lis D

    Enfim, quadrimestral é um impacto considerável, mais espaçado até do que foi no Japão (que fica numa média de 4 por ano).
    Eu imagino Loveless semestral funcionando melhor do que Toriko quadrimestral, já que é um mangá mais de ‘nicho’, em que já se espera um volume de vendas menor, além do público de nicho que acaba sendo mais ‘fiel’ (afinal, existem menos títulos no mercado para esse público escolher)

  • Kyon fazendo propaganda pra sua banca favorita se manter firme e forte e nunca ficar sem seus mangás haha

  • “Como um mangá que não vende bem possui volumes esgotados? Isso é uma questão que só as editoras podem responder^^”

    Hmm queima de estoque? 😛 Ou pode ser devido àquele mesmo problema que a JBC tem com a Dinap, onde a distribuidora simplesmente some com alguns volumes de mangás (a empresa ainda trabalhava com a Dinap no início da publicação de Toriko).

    • Talvez seja também um pouco envio para as lojas, todos os lojistas das comic shops que eu vistei quando procurava AssClass #19 disseram que a Panini enviou POUQUISSIMAS unidades a eles, então meio que… esgotou, obviamente.

    • Também tem a ver com tiragem. Uma das hipóteses (ou seja, é pura especulação e não tem nenhuma informação oficial) pra esse problema de volumes antigos esgotados é que as editoras estão trabalhando com uma margem de sobra menor. Por exemplo, antes se imprimia 10.000 exemplares pra se vender 5.000. Agora, pode ser que imprimam 7.000 exemplares com a previsão de venda igual.

      Isso acontece porque armazenamento é um gasto alto pra editora. Quanto menos ela precisar armazenar, melhor.

  • Starrk

    Levando em conta que a editora tá perdendo dinheiro com pessoas pedindo constantemente reimpressão de volumes de berserk e TG, fica difícil dar qualquer credibilidade a alguma estratégia da editora, que tem culpa extrema pela situação dos mangás, alguém ouviu falar de Ninja Slayer na época do lançamento ou após?

  • Bruno

    Alguém tem alguma informação sobre Pandora Hearts? Pelo que estavam falando, essa obra também estava sendo “repensada”…

    • Pandora Hearts está normal. Acontece que alguns canais do Youtube soltaram boatos de que Pandora estaria nessa situação, algumas pessoas acreditaram e isso se espalhou entre um certo grupo de pessoas.

      A editora nunca comentou qualquer coisa sobre esse mangá e ele jamais atrasou. Então foi tudo uma invenção desses canais. Por que inventaram? Não tenho a menor ideia.

      • Bruno

        Ufa! Ainda bem que era uma noticia falsa… Mas isso se alastrou tanto que parecia verdade. Grato pelo esclarecimento.

  • Eder

    Se alguém quiser “garantir” as edições 30 de Toriko e a 8 de Ninja Slayer, a Saraiva está com ambas em pré-venda (o primeiro com lançamento previsto para o dia 23/04 e NS para 20/04). Berserk 23, Triage X 15, One Piece 78, Seraph of the End 7 também estão em pré-venda lá, mas os preços só aparecem quando você os adiciona ao carrinho…
    Já Avengers 9 01, Your Lie in April 7, Innocent 2, Vagabond 27, Slam Dunk 10 e Re: Zero – Capítulo 1 Vol 1 estão em pré-venda com seus respectivos preços.

    Parece que finalmente as coisas se resolveram entre a Saraiva e a Panini Mangás, mas é melhor esperar lançar para ter certeza.
    Ah, e adiantaram boa parte do checklist de Abril deles xD

  • Raquel K

    Bem depois de ler o texto estou com uma impressão mais positiva dessa decisão da panini, mas continuo não confiando.

    Eu já perdi literalmente mais de R$ 1000 em cancelamentos , são mais de 82 volumes parados no meu armário, minha confiança com a panini esgotou.
    Eu ainda estou muito desesperançosa com Toriko, sinceramente acho que a empresa fará a mesma palhaçada que fez com Peach Girl. Amo Toriko, é um mangá que me faz ficar com fome, sorrir e sonhar mas assumir um risco de perde mais e mais dinheiro por uma qualidade porca com impressão borrada e papel jornal eu não sei não eim…. foi-se o dia que eu fazia questão de comprar os mangás da panini…
    Se eu achar por uns R$13 na Saraiva compro com meus bônus.

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