Por enquanto, a maioria dos títulos da JBC irá apenas para livrarias e lojas especializadas

Empresa comentou mais um pouco sobre os problemas de distribuição…

Hoje, por meio de seu canal no Youtube, a editora JBC voltou a falar sobre os problemas de distribuição e as mudanças que a editora está promovendo para que as pessoas possam encontrar os mangás da empresa com maior facilidade.

As mudanças dizem respeito à saída de alguns títulos das bancas de revistas. Foi enfatizado que enquanto a distribuidora não mudar e conseguir reverter o quadro ruim da distribuição das bancas e atender todas as regiões do país, a JBC se certificará que seja possível encontrar os títulos facilmente em livrarias e nos demais pontos de vendas alternativos.

Marcelo del Greco, editor da JBC, fez todo um histórico sobre a distribuição de títulos da editora desde a época em que ela nasceu publicando livros de cultura japonesa e as mudanças que ocorreram ao longo dos anos, os primeiros mangás, os primeiros títulos exclusivos para livrarias da editora, os problemas de distribuição em bancas aumentando, etc.

Foi dito que a migração de Knights of Sidonia de bancas para livrarias, ocorrida ano passado, foi um teste para saber o que ocorreria em caso de migração e a empresa disse que a experiência deu super certo. Agora, os mangás que irão migrar para livraria são os já revelados CdZ Next Dimension, Saintia Shô, BTOOOM!, além de Fairy Tail (título que a editora ainda não tinha comentado). A empresa ainda comentou que os outros mangás que estão ao dia com o Japão (como Gangsta Hunter x Hunter) também podem deixar de ser lançados em bancas de revistas.

Marcelo del Greco disse que não é o fim da distribuição em bancas de revistas e que cada título é um título, podendo ou não ir para bancas de revistas. Del Greco ainda enfatizou que a editora está desenhando o futuro e vendo qual será o melhor caminho, mas por enquanto a maioria irá apenas para livrarias e lojas especializadas mesmo.

A editora deixou claro que essa decisão visa facilitar a vida do consumidor, para que ele encontre facilmente os títulos e possa começar e terminar uma coleção de uma dada obra na hora que a pessoa quiser. O vídeo completo você vê abaixo:

Resumo:

  • Os seguintes títulos não vão mais para bancas de revistas: CdZ Next Dimension, Saintia Shô, BTOOOM! e Fairy Tail.
  • Os mangás em igualdade com o Japão (Hunter x Hunter, Gangsta, etc) também não devem mais ir para bancas de revistas.
  • Outros títulos serão pensados um a um…

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28 Comments

  • tentando entender essa de fairy tail. seria só os volumes finais da serie principal e do gaiden ou eles “vazaram” q vem mais fairy tail por ai?

    • Em teoria seria só o volume final.
      Isso de citarem Fairy Tail foi muito estranho, pois a gente não tinha visto a empresa comentar antes…

  • Marcelo

    FNAC da minha cidade não está recebendo alguns que sairiam apenas em Livrarias. Tive que encomendar na Saraiva mesmo. E a Saraiva só por encomenda também, não tinha em estoque na loja os Mangás que eu queria.

    Ai fica complicado…

  • Roses

    E eu era completamente louca por prever algo assim uns 2 anos atrás. Pfff xD

  • samurandre

    eu nao entendo uma coisa, falam que existe problema com distribuição em banca e talz, mas como que revistas e jornais não sofrem com esse tipo de problema??

    • Jornais não sofrem porque geralmente possuem um sistema de distribuição próprio, por exemplo, a Folha e o Estadão possuem o SPDL, que foi criado por eles para atuar nesse setor e evitar esse tipo de problema (jornais locais geralmente possuem distribuidoras na própria cidade); com relação a revista varia de caso a caso, o fato é que editoras que não podem arcar com um custo de distribuição próprio para bancas fica na mão da DINAP, que é praticamente um monopólio de distribuição por ser a única que atende todas as praças do país, e a DINAP pertence ao grupo Abril, logo os produtos dela tem prioridades na entrega em detrimento ao de outras editoras, por isso que é muito raro um material da Abril atrasar (isso em qualquer ramo da editora), se ela delimita uma data pode ter certeza que o material estará lá no dia exato (desde quadrinhos Disney até a Veja), e só depois é que vem a distribuição das demais editoras. Outro fator é valor de contrato, uma revista (de noticias, de imprensa rosa, etc.) tem uma tiragem muito maior (e com distribuição nacional) que a de quadrinhos e numa constância maior (muitas são semanais) e com isso acaba gerando contratos maiores e logo um comprometimento maior da empresa.

      Além disso a outro problemas paras as editoras de quadrinhos, no caso das revistas Veja, IstoÉ, Caras, e etc., as próprias editoras as vem como item descartável, são de baixo custo de produção e vendidas a preço relativamente baixo com tiragens altas o que gera lucro pra empresa. No caso de quadrinhos existe o colecionismo, e o fato de serem produtos mais caros e com um publico infinitamente menor do que dessas revistas fazem com que cada edição conte nessa tiragem que gira em torno de uns 7.000 exemplares (chutando bem alto), mas no processo de distribuição muitas edições acabam se perdendo pelo descaso da distribuidora, e isso acaba também gerando um problema de estoque já que efetivamente a editora nunca sabe a media real de quantas unidades foram vendidas e a tendencia é haver um reajuste de tiragem de acordo com isso, e com isso a editora tem uma perda de material muito maior. Sem falar que com as economia dos últimos anos, os reajustes da distribuição também foram altos. Dai você acaba tendo as editoras pagando caro por um serviço porco onde ela vai ter grande perda (e isso porque não entrei no mérito do calote das bancas que costuma acontecer), por isso que recentemente a Panini preferiu abrir uma distribuidora própria do que continuar com a DINAP.

      Já em livrarias e lojas especializadas o sistema é outro, e a própria editora acaba tendo um controle maior do estoque, a JBC possui um sistema próprio pra isso (por sinal, muito elogiado pelo lojista da minha cidade), enquanto a distribuição da Panini para a loja especializada daqui é feita pela Devir, mas como nesses casos são feitos pedidos por demanda (e pagamento no ato) a editora não tem perda de material.

      • Yu-mon

        Por aqui no meu Estado até os materiais da Abril estão sendo prejudicados, antigamente os mangás e materiais da abril eram representados pela distribuidora local que fazia parte da globo daqui ( a qual os donos de bancas elogiavam pela organização deles) mas o dono dessa distribuidora faleceu e seu filho não quis continuar, a outra distribuidora (de fundo de quintal literalmente) que cuidava de outros titulos pegou os direitos da dinap e continuou distribuindo porcamente (como já fazia antes), e para piorar quis dar uma de malandro de colocar no mesmo caminhão coisas para burlar os impostos, com isso os caminhões com revistas semanais começaram a se atrasar (até as de fofocas que eram pontuais) por ficarem retidos e só chegavam quando pagavam todos os impostos para a receita, isso só piorou a situação. Aqui as bancas ficaram quase vazias sem a panini e com essa malandragem piorou, mas finalmente tem um representante da panini que está começando a melhorar a situação das bancas, e muitas editoras contratando o serviço da panini, mas as que estão de refém da dinap estão com seus materiais em atraso, as vezes mal chegam e já retornam para a matriz sem poder ir para a banca pois já estão “vencidas” ou fora do prazo se recolhimento. Não sei se em outras cidades estão tendo esses problemas, mas aqui está assim, e algumas bancas estão tentando fazer a migração para “loja especializada” a pedidos dos clientes, não estou defendendo a Dinap, mas esta é a realidade daqui, e já faz algum tempo que abriu uma livraria Leitura que só agora está com um repertório de Hq’s e mangás mais atualizados.

  • Meu Rei

    Pegando gancho da matéria dos problemas do Planet Time, mais uma vez a JBC mostra como usar seu canal de video.

  • O mercado de mangás já era bem ruim, agora desandou de vez.
    Aqui nem a livraria quer pegar mangá, porque esse tipo de material não vende.

    • Carlos Manoel

      Cara, não qual é a sua cidade, mas tenha certeza que mangá vende e vende muito sim. O dono da Comix deu uma entrevista na CCXP Floripa deste ano e disse que metade das vendas da loja são gibis de super-heróis Marvel/DC, e que 40% a 45% das demais vendas são mangás. Crise a parte e relevando a política de preços de produtos esgotados e fretes, a Comix ainda é a maior loja exclusiva de gibis. Se o dono falou que mangás vendem e vendem muito não dá pra discutir.
      Agora talvez o custo de envio de um mangá para sua cidade não seja atrativo. Veja, uma Marvel/DC capa dura que custe acima dos R$ 45,00 tem um custo unitário de frete hipotético de R$ 6,00 por volume. Suponhamos que essa livraria compre com preço próximo ao de distribuidor, então cerca de 30% a 40%do valor de capa fica com a livraria. 40% de R$ 45,00, então R$ 18,00 é o valor que é dela na qual R$ 6,00 de frete, quer dizer que R$ 12,00 é valor do lucro. Agora se pegarmos um mangá com um valor de R$ 17,00, o custo do frete é muito próximo do capa dura, apesar do valor do bem ser bem menor. Então com frete próximo de R$ 4,50, nas mesmas condições do comic (40% da loja) faria com que a loja “lucrasse” R$ R$ 6,80 no mangá, mas com o frete ficaria com apenas com R$ 2,30. Aí pra loja pode não interessar vender esse produto, pois o retorno é pequeno e talvez nem se pague. O exemplo é bem simplista é só para demonstrar que o problema talvez não a quantidade vendida mas sim o custo da venda

      • Apo

        Comix e Amazon atendem o nicho. O mercado não consegue convencer novos leitores adequadamente. Se vendesse bem a livraria aqui perto estaria atendendo a demanda de leitores. Deve ser mais vantagem comprar nas grandes devido aos descontos, até porque os mangás encareceram a beça, do que numa loja física.

        • Stalingrado

          Não cara, vc não entendeu o que o maluco disse. Ele disse que pra vender o volume físico, dependendo da cidade onda tá a loja, ela não consegue lucrar pq custa muito caro o frete pra ela. Frete tem um valor mínimo e o variável por peso, quanto mais caro é o produto menor é o custo com frete no produto. E esse lance de achar que mangá não vende é coisa de otako complexado. Se mangá não vendesse a Panini já tinha pulado fora do mercado. O que tá pegando é que faz tempo que a Abril tá pisando na bola com a distribuição com todo mundo.

          • Deixa eu desenhar: não disse em nenhum momento que mangá não vende. Só disse que é um material que nem todos querem pegar pra vender, porque o público que consome (o nicho) tem uma rotina de compra diferente. Até mesmo diversas comics shops estão fechando porque o nicho prefere comprar online onde tem promoções. O mercado se mantém pelo nicho – somente ele. Se fosse um mercado promissor teríamos mais editoras lançando, a Alto Astral não teria quebrado e a Nova Sampa não estaria capengando.

            O problema de interpretação viu.

        • STALINGRADO

          “O mercado de mangás já era bem ruim, agora desandou de vez.
          Aqui nem a livraria quer pegar mangá, porque esse tipo de material não vende.”

          “Deixa eu desenhar: não disse em nenhum momento que mangá não vende”

          Não lê o que escreve e depois a culpa é de quem leu…não é fácil…

          • Alto Astral e Nova Sampa quebraram por oferecer produtos bem inferiores que a JBC e Panini, em diversos aspectos. Devir e Darkside entraram nesse mercado oferecendo algo muito melhor.

  • Queria que alguém me explicasse,a NewPOP saiu das bancas,mas seus novos mangas estão vindo com um preço salgado,vão me dizer que a tiragem diminuiu,mas gente,25% do preço de capa nas bancas vai para o jornaleiro,ou seja,um manga de R$20,00 deixaria R$5,00 na banca,todos esses R$5,00 vão para a gráfica que imprimiu esse título?

    • Bem, em primeiro lugar os novos mangás da NewPOP não estão vindo com um preço salgado^^. É tudo uma questão de perspectiva e de que com qual mangá você compara. Note que em 2010, a empresa lançou Hetalia a R$ 19,90. Em 2014, lançou Usagi Drop também a R$ 19,90. Hoje a maioria dos novos mangás da editora estão custando R$ 16,00. Ou seja, bem mais baratos do que esses que citei.

      Em relação a outros como Madoka Mágica está mais caro, porém nada desproporcional considerando a inflação. A verdade é que em comparação com as concorrentes, a NewPOP é a empresa que tem o melhor custo benefício, considerando o acabamento. Por R$ 16,00 os mangás da editora tem offset 90g e miolo costurado, enquanto por R$ 15,90, alguns mangás da JBC e da Panini tem apenas papel jornal.

      —–
      Agora sobre sua dúvida:

      Na verdade, existe todo o processo de distribuição. Não é apenas o jornaleiro que tem que receber uma porcentagem, quem leva os produtos até as bancas também. Ao todo, esse processo (banca + distribuição) come em média 50% do preço de capa, mas algumas editoras já disseram que às vezes chegava a 60%.

      Ou seja, se um mangá custasse R$ 20,00 e ele fosse vendido, a editora só receberia 10. Ou em cenários piores, apenas 8 reais.

      No caso de livrarias e lojas especializadas é diferente. Essas lojas compram os mangás da editora com um desconto em relação ao preço de capa. Os descontos variam de 30 a 50% (Desconto esse que será o lucro da loja quando ela vender o produto). Ou seja, se um mangá é vendido a você por R$ 20,00, a loja fica com 10 e a NewPOP com 10 (embora talvez a NP tenha recebido o valor mesmo antes de a loja vender).

      Dinheiro para o pagamento de gráfica, funcionários, etc vem desses 10 que a editora recebe.

  • As editoras dizem que a Dinap se tornou muito pesada nos custos,mas o exemplo que você me deu,tornou as livrarias tão pesadas quanto,não imaginava que as livrarias custassem o valor de toda uma distribuição terrestre mais o valor de um jornaleiro parado na banca.Me parece trocar 6 por meia dúzia.Ah,obrigado pela resposta.

    • Existem detalhes que a gente não sabe porque nenhuma editora revela, mas a Dinap é mais agressiva em sua política e não se resume apenas no quanto do valor de capa se perde. Há relatos de que a depender do contrato feito, editoras têm que pagar multas à distribuidora se o produto não vender o suficiente. Fora que a empresa faz um trabalho ruim, não entrega todas as caixas, muitos produtos voltam danificados, etc. Tudo isso entra na conta.

      Em lojas especializadas e livrarias existe uma margem maior, além de ser mais seguro (não há muitas perdas, não há multa, etc…). Mesmo que 50% do preço de capa fique com a livraria, ainda assim deve ser mais vantajoso trabalhar com elas do que com a Dinap.

      • Maus

        Só para complementar sua resposta Kyon, a JBC durante o evento da Devir em dezembro último, ao explicar o provável motivo pelo “desaparecimento“ de CDZ LC Gaiden, foi dito que os mangás distribuídos para a região Norte/Nordeste não voltam para a editora, pois o custo é elevado. Nesse caso eles são encaminhados à reciclagem sendo devolvidas apenas as capas para que possam fazer a conferência. Há outra situação onde os mangás são encaminhados à reciclagem, que é quando as vendas vão mal. Nesse caso a distribuidora fica com uma parcela do encalhe e os manda para reciclagem, a fim de cobrir parte dos custos da distribuição.

  • Escritora

    Podia falar que fizeram uma atitude certa , se não fosse um detalhe: a editora era pra ter resolvido esta situação há anos, digo porque compro mangás via banca e só tive desagrado atrás do outro pela JBC. Tanto que parte dos poucos mangás completos que tenho são da Panini, que ao menos, é mais confiável quanto a este ponto; não puxo saco de nenhuma editora, a questão é que quem acaba pagando pato são os que compram mangás, os leitores.

    Moro no sul do Espírito Santo e não tive sorte nenhuma com os poucos mangás que peguei deles: “Full Metal Alchemist” teve problemas tanto em sua primeira quanto na segunda publicação, por causa dos benditos pulos de edição; na primeira, quando era quinzenal, vinha direitinho, depois que foi pra mensal, foram pulos e pulos de edição até que pararam de trazer justamente que tava terminando a publicação, a segunda foi pior ainda, pois após o primeiro volume, voltou a aparecer de forma aleatória e é milagre achar volumes deste nas bancas que pego. Pior foi para “Magi”, pois podia tolerar a tradução deles e o login da capa,mas, o que houve? Na distribuição, era pra ter dado às caras em novembro o primeiro volume, não apareceu e aí, quando foi início de dezembro, o que vi na banca? O segundo volume, aí fiquei com uma raiva daquelas da editora. A única coleção que tive deles foram os Guias Completos de FMA em sua primeira publicação e não gostei, nem um pouco, do material físico que trouxeram, sem nenhum trato ou agrado aos seus leitores. Justamente num dos mangás mais famosos da editora me vieram com este material?! Não dá! Se fosse como tem sido o mangá do “The Legend of Zelda”, que tenho colecionado, aí as coisas seriam diferentes…

    Depois de FMA, meio que decidi não comprar mais nada deles via banca. Sério que só agora perceberam que tava tendo problemas de distribuição, assim, do nada?! Esse problema vem de muito tempo e é uma vergonha que só tenham checado isso só agora e caso não resolvam, a Panini fica no monopólio e tenhamos dito. A questão é que a JBC só mexe com mangás e como editora que mexe com tal material, deveria ter tomado vergonha na cara e resolver isto, pra não perder a parcela do público que acredita em encontrar seus mangás favoritos via banca de jornal. Quanto as edições de luxo, concordo que as vendas fiquem em livrarias e lojas especializadas, muito pelo seu custo e material físico. Espero que eles encontrem uma solução e que agrade à todos que como eu, comprar via banca.

  • Será que essa mudança vai realmente ajudar as editoras manter os mangás disponíveis para compra por mais tempo? Isso é uma coisa que me sempre incomodou. É difícil começar a ler uma série sem que os primeiros volumes estejam disponíveis para compra.

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