Memória: Há 6 anos estreava o Henshin Online

O canal de comunicação da JBC no Youtube…

I

O Youtube é a maior plataforma de vídeos da Internet e, por mais que seja um site duramente criticado por conta do conteúdo de certos canais, a verdade é que ele é uma das melhores soluções para o compartilhamento e visualização de vídeos, sendo possível se entreter, estudar, se informar, etc. Nesse ínterim, muitas empresas começaram a se utilizar da plataforma a seu favor – algumas de forma mais enfática, outras menos – e uma delas é a editora JBC.

Em seu canal no Youtube, a empresa já fez lives, uma série mostrando o processo de produção de Sailor Moon, entre outros. Entretanto, a mais longeva e bem sucedida empreitada da empresa na plataforma é o Henshin Online. Hoje completam-se 6 anos que a série de vídeos da empresa para comunicação com o público começou.

No dia 26 de outubro de 2012 ia ao ar esse primeiro vídeo que você verá abaixo, de apenas 1 minuto e 45 segundos, feito para mostrar o primeiro volume do relançamento de Rurouni Kenshin e dar outras informações menores.

Os programas iniciais diferem em muito do que são hoje em dia, sendo bem mais curtos e indo mais direto ao ponto, sem muita enrolação. Com o tempo o Henshin Online foi se modificando, tornando-se mais longuinho, ganhando mais edição e se tornando semanal. Embora ainda seja um programa informativo, os vídeos hoje funcionam mais como um entretenimento que dão uma espécie de humanidade à editora, fazendo com que muitos consumidores se sintam mais próximos da empresa.

Além da figura dos editores Cassius Medauar e Marcelo del Greco, por causa desses vídeos sabemos o nome e os rostos de vários dos assistentes editoriais, quem lida com o serviço de assinaturas, etc. Chega a ser estranho – positivamente falando – o consumidor conhecer várias das pessoas que trabalham no produto que ele compra. Sem dúvida, foi uma sacada excepcional da JBC nesse sentido. As editoras estrangeiras que volta e meia fazem vídeos (como a Norma na Espanha, a Ivrea na Argentina e a Star Comics, da Itália) têm poucas figuras públicas, de modo que todos os “atores” do processo editorial ficam escondidos. Então isso é uma novidade da JBC, talvez algo único entre editoras de mangás.

Claro que isso tem seu preço. Por ser uma empresa, naturalmente pessoas vem e vão e quando algumas delas saem em busca de outras oportunidades profissionais os leitores percebem quando elas deixarem de aparecer nos vídeos. Exemplos claros são do tradutor Thiago Nojiri, que trocou a JBC pela NewPOP, e a assistente Renata Leitão, que foi para a Panini.

II

Além dessa questão de humanizar a empresa, a série de vídeos tem seu objetivo de verdade, mais amplo, de informar, tirar dúvidas e esclarecer situações. Várias vezes, durante esses seis anos, diversas coisas que nenhuma outra empresa explicaria, a JBC estava lá comentando e dando a cara a tapa, conseguindo com isso a simpatia de muitos consumidores e o ódio de vários outros, que não acreditavam nas palavras da empresa.

Uma dessas situações é a questão dos reajustes. A JBC é a única editora brasileira de mangás a anunciar com antecedência os aumentos de preço e explicar os motivos para tal. No exterior, isso é prática comum e normal, com várias editoras divulgando antecipadamente os reajustes e os motivos. Nesta semana mesmo, a editora francesa Kazé anunciou que a partir do dia 1º de janeiro de 2019, os mangás da empresa sofrerão reajuste por causa do aumento do preço do papel por lá.

Por aqui, por outro lado, na maioria das vezes, a gente só fica sabendo dos aumentos de preço nos mangás das editoras quando eles entram em pré-venda ou quando uma delas divulga o checklist ou mesmo de supetão, ao ir a uma banca ou livraria. Entretanto, a JBC ser a única a avisar com antecedência e ainda explicar os motivos do aumento não faz a editora ser menos alvo de ódio por parte dos leitores, porque muitas vezes eles não aceitam o motivo, não acreditam nas informações, sequer querem ouvir ou são simplesmente haters mesmo. Faz parte. É perfeitamente normal acontecer.

Mesmos nos casos de duras críticas – como a questão da caça a um grupo de scanlation, o preço dos ebooks, ou quando a editora publicou Gangsta em um papel ultra-transparente – a empresa não deixou de se pronunciar em vídeo, fazendo um mea culpa pelo erro (caso de Gangsta) e explicando as decisões e os motivos, de forma bem didática na maioria das vezes. São coisas que a gente realmente não vê tanto e é um diferencial da editora no contato com os consumidores.

Todavia não se deve apenas elogiar o trabalho nesses anos todos, pois nem tudo são flores (e, talvez, atualmente só existam algumas gramas no jardim). Hoje em dia, alguns vídeos soam como inúteis, havendo repetição maciça de informações ditas em programas anteriores e que não acrescentam em nada, sendo um completo tédio e desperdício de tempo para quem tem que assistir toda semana. Tudo bem que depois da existência do Planet Time pela concorrência a gente nem se sente mais no direito de reclamar tanto (porque a gente sabe que existe coisa MUITO pior), porém a inutilidade de vários vídeos são marcantes, com 8, 10 minutos de coisas que cansamos de ouvir na semana anterior e ou mesmo antes dessa. A gente realmente preferia algo que fosse mais informativo de verdade, mesmo que isso significasse não ter vídeo toda semana ou que eles voltassem a ser curtinhos como era nos primórdios.

Ainda assim, é preciso elogiar a editora por manter esse programa por tanto tempo e permanecer sempre ativa nas redes sociais. É algo que parece simples e trivial à primeira vista, mas quando vemos que sua maior concorrente nem ao menos consegue manter os consumidores informados dos lançamentos de forma adequada, a gente percebe que sim, o Henshin Online é algo que deve ser lembrado e elogiado, apesar dos pesares atuais.


Memória é a nossa postagem de curiosidades em que buscamos relembrar algum fato, episódio ou época do passado do nosso mercado de mangás. Ela é publicada sempre uma vez por mês, geralmente na semana final. Você pode conferir todas as postagens dessa série clicando aqui. Para ver outras curiosidades em geral, clique aqui.

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8 comentários

  1. Acho o Henshin online bem chatinho de assistir, principalmente pelo modo com que os participantes se comunicam, parece até que estão falando pra crianças de dez anos ou menos, mas realmente temos que elogiar a transparência e disponibilidade de informações por parte da empresa, já que a Panini é um zero a esquerda nesse quesito.

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    1. Ah, sim, com certeza. Rs. Foi a escolha que fizeram com o passar do tempo e faz parte dessa dinâmica do entretenimento que virou o programa. Também me incomoda às vezes, mas não tanto quanto as informações repetidas inúmeras vezes, por semanas seguidas.

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  2. Os vídeos mais vergonha aleia q existem! Mostram a editora sempre bagunçada, aparência de suja mesmo… e uma coisa é fazer vídeo pra informar, outra é querer ser “youtuber” como eles tentam… querem brilhar mais q os mangás… editores patéticos… Kami-sama me livre de dar dinheiro pra JBC! Nunca mais, não importa oq eles lancem… ainda mais depois da “bela” capa metalizada e inútil de Lost Canvas… Kanzenbam custando 60 reais com erro de revisão… InuYasha q o publico escolhe e não sai… Shaman King q não foi lançado com o final completo, enfim… porqueira de editora!

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    1. O lance do inu yasha foi só pra enganar o povo, acho que eles não acreditaram que de todos os mangás pra votação logo o mais longo fosse ganhar… Por isso, pra mim, eles parece nem se esforçar mais pra trazer o mangá de novo

      Curtido por 1 pessoa

  3. Gosto de acompanhar pra saber as novidades
    Mas concordo que o formato do programa não é o ideal, por mim eles poderiam dar mais detalhes sobre seus títulos, sobre a escolha do papel, da tradução,etc.

    E acho que eles acabam gerando um efeito negativo quando anunciam um título ‘cedo demais’… Hokuto no Ken mesmo foi anunciado já tem 11 meses? E nem sinal de quando será lançado, formato, etc.

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