“Shoujo Bomb”: coletânea nacional de histórias shoujos busca financiamento no Catarse

Mangá nacional em destaque

Nesta sexta-feira, 08 de março de 2019, entrou no ar, no site de financiamento coletivo Catarse, uma campanha que busca publicar uma coletânea brasileira de mangás shoujos. Chamado de Shoujo Bomb, a ideia é uma iniciativa de Renata Rinaldi que convidou outras cinco quadrinistas brasileiras para integrar o projeto que se intitula a1ª coletânea de Shoujo Mangá Brasileira feita 100% por mulheres.

O objetivo é arrecadar 13000 reais para a impressão e demais gastos com o volume. O livro terá o formato 16 x 23 cm, com miolo em papel Pólen 90g/m², e 128 páginas. Você pode ajudar a partir de R$ 10,00 (que te dará direito a um ebook) ou a partir de R$ 35,00 (que te dará direito a uma versão impressa). O projeto ficará no ar durante os próximos 60 dias e se for bem sucedido o lançamento ocorrerá em julho, durante o Anime Friends. Para apoiar o projeto ou saber mais informações, clique aqui.

Caso você não esteja familiarizado com o Catarse, ele é uma plataforma de financiamento coletivo em que as pessoas voluntariamente patrocinam projetos que de algum modo te interessaram, tendo em troca algum benefício. É possível apoiar tanto por cartão de crédito, quanto por boleto bancário.

O projeto Shoujo Bomb oferece desde um ebook até diversos outros benefícios, a depender do quanto que você ofereça. Ele ficará no ar até o dia 07 de maio de 2019. Caso o Shoujo Bomb não consiga arrecadar os 13000 reais você recebe o valor de volta.

  • Para onde vai o dinheiro arrecadado?

13% – Catarse (comissão da plataforma)
10% – Brindes
20% – Envio pelos correios
67% – Impressão do Livro

  • Sobre o Shoujo Bomb

O Shoujo Bomb é um projeto independente de Shoujo Mangá Brasileiro feito 100% por mulheres que buscam incentivar a produção de Mangás Brasileiros e fortalecer o Shoujo Mangá no Brasil. Com 6 autoras de peso do cenário de quadrinhos no Brasil integram o projeto Renata Rinaldi, Cah Poszar, Lígia Zanella, Mari Petrovana, Janaina Araújo e Juliana Loyola. É a primeira coletânea produzida de forma independente, destinada a demografia shoujo.

O projeto no Catarse (uma plataforma de Crowdfunding) busca financiar a primeira publicação independente de Shoujo BR com 128 páginas no formato de 16 X 23 cm com 6 histórias fechadas.
O projeto conta com capa da Simone Beatriz (Studio Seasons) prefácio de Sônia Bibe Luyten e seis convidadas que vão ilustrar a capa de abertura de cada História. São elas Demi Goldheart, Tabby Chan, Kátia Schittine, Ava Francine, Eliana Oda e Adriana Yumi. Com o projeto financiado, o lançamento oficial será na Anime Friends 2019!

  • Resumos das histórias presentes na coletânea

Em Bete! Renata Rinaldi nós mostra uma divertida e humorada história onde um pai de família conta para suas duas crianças a inusitada origem em sua infância do nome por trás do jogo chamado Bete.

Em Ocean’s Star, Mari Petrovana nos leva para o  maravilhoso mundo sublime onde sonhar é essencial para a sociedade funcionar. Um universo onde todo cidadão precisa recolher sua energia durante o sonho todas as noites.

Na emocionante história de A jóia mágica, Lígia Zanella traz o fantástico reino de Magdala,  reconhecido como lar dos guerreiros mais fortes do planeta! Vivi Cobalto precisa superar o grande desafio da Torre do Dragão e conquistar sua jóia mágica para ser um guerreiro pleno.

Na aventura de Compass of the Stars, Juliana Loyola  nos encanta com Mila e seu gato Mono! Eles adoram brincar e explorar a Floresta Secreta onde se encontram raridades capazes de colocar os dois em grandes aventuras de um mundo paralelo.

Em The Moon Witch, Cah Poszar nos emociona com o desafio da bruxinha Violeta! Ela precisa usar todo conhecimento que recebeu da irmã para evitar que a mesma seja levada por um ser misterioso e sombrio após um envenenamento.

Na  história de  Espelho D´água, Janaina Araújo nos impacta com um naufrágio de um navio rumo ao novo continente onde o jovem Leopoldo é salvo pela Rainha do Mar. Mal sabe ele que este resgate lhe renderia um encontro muito misterioso com a Orixá do mar.

  • Sobre as autoras

-Cah Poszar

Cah Poszar é ilustradora, quadrinista e designer. Desenha desde quando se deu por gente e publica seus quadrinhos de forma independente há quase 12 anos, sempre participando ativamente de eventos e convenções de quadrinhos e cultura pop do circuito de São Paulo e região. Atualmente possui 3 títulos autorais publicados tanto em formato físico quanto online, disponíveis tanto em português quanto em inglês. São eles: “A Torre”, título que conquistou o TOP 15 do Brazil Manga Awards organizado pela editora JBC em 2015; “The Little Good Wolf”, seu primeiro título completamente em cores e sua série principal que foi finalizada recentemente; e “Terra & Windy”.

-Janaina Araújo

É Alagoana, sempre desenhou mangá . Atualmente é mestranda em Design pela UFPE, designer e bióloga pela UFAL. Gosta muito de shoujo e josei. Atuou muitos anos como arte finalista e hoje trabalha com conteúdo para o fandom. A maior obra que já trabalhou foi Erüve. Publicou algumas histórias pela Marca da Fantasia. Também fez parte da revista online POP Cake.

-Ju Loyola

Ilustradora e quadrinista, deficiente auditiva. É formada na Escola Panamericana de Arte e Design. Trabalhou como cleanup/intervalação de animação para produções como ” Fúria & Amor” (2007/2008). Atualmente desenha as história em quadrinhos na forma de Narrativa Visual sem roteiro (história muda),como suas obras: “ The Witch who loved” vol 1 e 2; “Perdida na Floresta”; “The Imagination”; “Heart of the true friend “; “Maria & Cia – Aventura das Estrelas”.Eu participava do concurso internacional que acontece no Japão (Silent Manga Audition Contest – SMAC) desde 2015 e consegui 4 colocações.

-Lígia Zanella

Ligia Zanella é ilustradora, quadrinista e designer. Autora do mangá “Calendar” e do livro infantil “O reino dos vagalumes sem luz”, também é a ilustradora da HQ “Melissa em Ellipsia” e do livro “Ellipsia além de Melissa”.

-Mari Petrovana

Nordestina de sotaque forte, nascida e criada em Maceió. Bacharel em Design (UFAL); pós graduanda em Técnicas de Ensino com uso de TIC (UFAL); Pesquisadora; Co-fundadora do Studio PBR (Studio Pau Brasil), trabalha como professora de Mangá e Quadrinista.Desenhou “Preto que nem carvão!” em, 2011. Cores na HQ “O cara lá de Cima”, em, 2013. Participou na “3° Edição da Revista Picles” 2014. Exposição temporária no Museu Théo Brandão, Maceió – AL com “As 50 histórias que minha avó contava”, em 2014/2015. Autora principal de “Eruvë – O conto da Dama de vidro”, 2015. Participou da coletânea do Estúdio Armon “Era uma Vez! Um feliz para sempre”, 2016. Organização da antologia “Mangá na Vera!” em 2018.

-Renata Rinaldi

Renata Rinaldi é mineira, estuda e vive em Brasília. Foi integrante do Selo Pagu como pelo qual foi indicada ao Prêmio HQMIX 2017, na categoria Novo Talento Desenhista.Ao final de 2017, foi classificada dentro do concurso de nível internacional SMA – Silent Manga Audition, promovido pela editora Coamix INC. no Japão e vem aprimorando sua produção em Mangá.Publicou de forma independente os títulos: “Labirinto em Linha Reta”; “The Last Rose”; “O Pequeno Bapho”; “Hey, Look Around!” e “O Jardim” e “ The Invisible Thread”. Atualmente trabalha fazendo gibis e joguinhos.


Resumo

Projeto: Shoujo Bomb
Autoria: Renata Rinaldi e outras
Plataforma de financiamento: Catarse
Valores: R$ 10,00 ou mais (ebooks)
Valores: R$ 35,00 ou mais (edição impressa)
Formato: 16 x 23 cm
Miolo: Papel Pólen
Para Apoiar: clique aqui

4 comentários

  1. Não tem nada haver com o post Kyon, mas ficaria muito agradecido se você ou outra pessoa que souber me tirar essa dúvida…

    Pessoal fala muito mal do papel jornal, mas as edições japonesas e americanas também não é esse papel nas “edições normais”? Eu lembro que eu já vi edições dessas duas nacionalidades, talvez eu possa estar enganado, mas a única diferença é a espessura do papel que equivale mais ou menos a três do nosso.

    Fora também que os mangás americanos o comum é não ter nada na capa interna, até o Black Edition de Death Note ficou bem feinho a capa interna toda branca, a JBC não pintou as bordas da página como foi feito no americano, mas pelo menos deixaram elas negras.

    Curtido por 1 pessoa

    1. O papel jornal de lá aparenta ser diferente daqui,parece até um off white/lux cream,o Kyon pode me corrigir se quiser,não tem problema.

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  2. Imagino que é como você falou: equivale a 3. A Kodansha usa muito nos seus mangás, tenho Vinland Saga e Die Wergelder dela e os volumes são bem espessos, mas não chegam a ser o lux cream da VIZ, utilizado nos omnibus de Jojo, Monster, 20th Century Boys e o mangás do Junji Ito (selo VIZ Signature). Já Deadman Wonderland, assim como muitos do selo comum dela, utilizam papel jornal. Na verdade, nunca achei nada falando dos papeis utilizados pelas editoras, então chuto pelo que vejo nos mangás que possuo delas.

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  3. Obrigado por responderem pessoal.

    Então se as originais japonesas e americanas são assim não vejo motivo pra tanta reclamação. Acho que papel jornal combina com quadrinhos, não é só em mangá que acontece isso.

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