O guia dos mangás publicados no Brasil antes de ganharem Animê

Prontos para mais uma lista?

Texto publicado originalmente em 7 de setembro de 2015.
Atualizado em 22 de setembro de 2019.

A cada nova temporada de animês certos títulos empolgam em muito pouco tempo e tornam-se os preferidos de muita gente aqui no Brasil. Tão logo os títulos vão ganhando mais e mais fãs, as páginas das editoras no Facebook, perfis no Twitter e (possivelmente) e-mails, ficam abarrotadas de pedidos por esses títulos. É um acontecimento natural que se repete sem cessar.

Porém, existe um caso inverso. Algumas vezes as editoras lançam mangás até certo ponto “desconhecidos” do grande público e que somente depois irão ganhar suas versões animadas e se popularizar, entretanto isso é bastante raro. Existe até mesmo um mito de que basta a Panini anunciar um mangá que ele logo ganha um animê, mas a verdade é que são pouquíssimos os casos em que isso aconteceu.

Então, hoje iremos listar os mangás publicados no Brasil antes de ganharem uma versão em animê. É importante ficar claro que não listaremos mangás como Lúcifer e o martelo, After School of the Earth, ou Happiness, que não possuem animação. Apenas colocaremos mangás que foram lançados aqui no Brasil e que DEPOIS ganharam uma versão em desenho animado.

Para elaborar esta lista, utilizamos os catálogos das editoras e os comparamos com informações das data de exibição das animações do My Anime List. Dito isto, vamos à postagem^^.


A editora Conrad publicou cinco mangás que foram lançados por aqui antes de ganharem uma animação, seja em ela para televisão, seja em formato de filme.


Preto & Branco

O mangá Tekkon Kinkreet (Preto & branco, no Brasil), de Taiyo Matsumoto, teve seus três volumes publicados no Brasil pela editora Conrad em 2001 quando não existia nenhum projeto de animação já desenvolvido. A obra ganhou um filme de animação apenas em 2006, feita pelo estúdio Aniplex.

O mangá, vale recordar, foi relançado muitos anos depois pela editora Devir, dessa vez reunindo os três volumes originais em apenas um único tomo.


Gon

O mangá Gon, de Masashi Tanaka, foi publicado de forma incompleta pela Conrad entre 2003 e 2004. Trata-se de um mangá sem falas, com um dinossauro como protagonista e toda a história é contada por meio dos desenhos.

O título só foi ganhar um animê em 2012. Sua primeira temporada teve 50 episódios e durou até 2013. Uma segunda temporada estreou em abril de 2015 na TV Tokyo.


Blade – a lâmina do imortal

Obra de Hiroaki Samura, Blade – a lâmina do imortal começou a ser publicado no Brasil em 2004, pela editora Conrad, e acabou sendo mais uma das obras canceladas pela editora. Quando era publicado pela empresa, a obra ainda não tinha um animê para lhe dar suporte. A versão animada só foi surgir em 2008 e durou apenas 13 episódios.

O mangá foi relançado anos depois pela editora JBC e dessa vez foi concluído. Além disso, um novo animê da obra foi anunciado, com previsão para ser lançado em outubro de 2019.


Gourmet

Obra de Jiro Taniguchi e Masayumi Qusumi, o mangá Gourmet foi lançado pela Conrad em 2009 e era um dos muitos títulos alternativos que se publicava na época, versando sobre comida e a apreciação desta. A obra teve uma animação de dez episódios entre 2017 e 2018.

Sobre o mangá, vale lembrar que em breve ele será relançado no Brasil pela editora Devir.


Uzumaki (em breve)

Provavelmente o mangá mais famoso de Junji Ito, Uzumaki foi publicado no Brasil não uma, mas duas vezes antes de ganhar uma adaptação em animê. Primeiro, ele saiu pela Conrad nos idos de 2006, em uma versão em 3 volumes. Foi relançado em 2018 pela editora Devir, reunindo os três volumes originais em apenas um só.

A adaptação em animê foi anunciada apenas em 2019 e ele tem previsão de estreia em 2020. Será um curta de quatro episódios.


A editora JBC também teve alguns mangás que começaram a sair por aqui antes de ganharem uma animação. Foram sete até o momento.


XXX Holic

Eis um timing perfeito para o lançamento de um mangá. Essa obra do grupo CLAMP começou a ser publicada no Brasil em março de 2006 pela editora JBC e um mês depois estreava, no Japão, a versão animada de XXX Holic. A primeira temporada durou 24 episódios e, aos que não sabem, essa temporada chegou a ser dublada e exibida no país tempos depois.


Os Cavaleiros do Zodíaco: The Lost Canvas

Lançado no Brasil em 2007, Os Cavaleiros do Zodíaco: The Lost Canvas tinha a grife de sucesso que impulsionou o grande boom de animes no Brasil nos anos 1990. Sinônimo de sucesso e de vendas mesmo sem a existência de um animê, a obra é considerada por muitos como a melhor história da franquia Cavaleiros do Zodíaco e muitos queriam uma versão animada da série.

Ela veio em 2009, quando foi lançada a primeira temporada do animê. Foram duas ao todo, sendo inclusive dubladas. O animê está disponível na Netflix (duas temporadas) e no Amazon Prime Vídeo (a primeira).


Jogo do Rei

O mangá Jogo do rei, lançado pela JBC, na verdade é um dos vários mangás que adaptam livros de mesmo nome. Desse modo sua presença aqui é contestável já que não se trata da obra original, ainda mais que se trata de uma “continuação”. Ainda assim resolvemos incluí-lo porque foi por meio dessa obra que conhecemos primeiramente essa história.

O mangá foi lançado em 2013 no Brasil já o anime foi ao ar entre outubro e dezembro de 2017. Foi um dos grandes desastres em termos de animê na época.


Orange

Obra de Ichigo Takano, Orange começou a ser lançado no Brasil em 2015, às vésperas da conclusão da história principal no Japão (posteriormente foram publicados alguns capítulos especiais) e já era um título famoso tanto por quem acompanhava, quanto por quem conhecia os extra-ficção (o mangá shoujo que virou seinen).

O anúncio do animê só ocorreu bem depois e ele foi ao ar durante o ano em 2016. No Brasil, foi lançado pela plataforma de streaming Crunchyroll, sendo posteriormente até mesmo dublado em língua portuguesa pela mesma plataforma.


Ultraman

De  Eiichi Shimizu; Tomohiro Shimoguchi, o mangá Ultraman é uma releitura da obra original ambientando a série no contexto atual, como se o herói tivesse realmente existido. Começou a sair no Brasil em 2015. Anos depois, em 2019, esse mangá acabou ganhando uma adaptação em animê, disponível mundialmente pela Netflix.


UQ Holder!

De Ken Akamatsu, mesmo autor de Love Hina, UQ Holder! começou a ser lançado no Brasil no ano de 2016 pela editora JBC e um tempinho depois foi anunciada a vindoura adaptação em animê. Se passando no mesmo universo de Negima! (outra obra de Akamatsu), a animação foi ao ar entre outubro e dezembro de 2017.


Saintia Shô

Mais uma obra da franquia Cavaleiros do Zodíaco, o mangá Saintia Shô começou a ser lançado no Brasil no final de 2016 e somente tempos depois foi anunciada uma adaptação em animê. A adaptação demorou, com meses sem qualquer informação até que finalmente uma data precisa foi divulgada. Ele teve seus episódios transmitidos entre dezembro de 2018 e fevereiro de 2019.

A editora Panini é de longe a empresa que mais teve mangás começando a ser publicado no Brasil antes do início da animação no Japão. Foram 18 no total.


Peach Girl

Um dos casos mais tristes no tocante a mangás cancelados no Brasil, Peach Girl foi um dos primeiros mangás lançados pela editora Panini lá no ano de 2003, com sentido de leitura ocidental e em meio-tanko. Não foi concluído.

Sua série animada só foi lançada no Japão em 2005 e durou 25 episódios. O mangá Peach Girl jamais voltou a ser lançado no Brasil.


Vampire Knight

O mangá shoujo Vampire Knight, de Matsuri Hino, começou a ser lançado no Brasil em junho de 2007, pela Panini, quando ainda era bem recente no Japão, com apenas cinco volumes publicados (ele foi concluído em 18) e na época ainda não tinha sua versão animada.

O animê só foi estrear em 2008 e teve duas temporadas de 13 episódios, além de um especial. Acerca do mangá, vale lembrar, em 2019 a Panini começou a publicar a continuação da obra, Vampire Knight Memories.


Highschool of the Dead

Mais um raríssimo caso de timing perfeito no lançamento de um mangá. O conhecido Highschool of the Dead começou a ser lançado pela Panini no Brasil em março de 2010 e pouco tempo depois, em julho do mesmo ano, a adaptação em animê começava no Japão.

Posteriormente, tamanho o sucesso, a Panini chegou a relançar o mangá em sua versão Fullcolor. As duas versões do mangá, porém, terminaram incompletas, pois o autor morreu antes de terminar a obra.


Brave 10

Lançado pela Panini em 2010, Brave 10 é mais um dos diversos títulos desconhecidos que a Panini costumava lançar, em uma época em que ela enchia as bancas de mangás (não tanto quanto hoje em dia, diga-se de passagem). A obra só foi ganhar a versão animada em 2012 e não despertou muito interesse do público..


Blood lad

O ano era 2011 e Blood Lad era mais um do rol dos desconhecidos que a Panini trazia, e muitas pessoas não entendiam o porquê de o terem lançado. Não tinha animê, ninguém pedia, para quê lançar? Um pensamento que muitas pessoas tinham antigamente (e ainda têm hoje em dia sobre vários títulos, né?)

Só que em 2013 veio o animê e as coisas mudaram um pouco. A adaptação pode não ter sido aquele sucesso estrondoso por aqui como foi o Ataque dos Titãs no mesmo ano, mas  o mangá ganhou um certo status, passando a se tornar “pedido”. Posteriormente, durante a publicação do mangá, muitas pessoas até pediam o relançamento da obra.


O mito de Arata

Lançado em 2011 e com a grife Yuu Watase para lhe dar suporte, o título tinha tudo para deslanchar no Brasil, mas atualmente se encontra no freezer da Panini para a infelicidade dos fãs da autora. É quase certo que nunca retornará.

O mangá O mito de Arata só ganhou adaptação em anime em 2013 e nem isso ajudou a obra a melhorar as vendas, pois foi justamente em 2013 que o título foi paralisado e se encontra assim até hoje.


Vinland Saga

De Makoto Yukimura, o mangá Vinland Saga começou a ser publicado no Brasil ainda em 2014, quando tinha míseros 13 volumes publicados (atualmente possui 22, com o 23 previsto para novembro de 2019). O mangá só foi ganhar uma adaptação em animê agora em 2019, começando no mês de julho. No Brasil está disponível no Amazon Prime Vídeo.


Assassination Classroom

Assassination Classroom é um mangá da famosa revista Weekly  Shonen Jump e, como boa parte dos mangás dessa revista, estava sempre sendo pedido para as editoras brasileiras. Começou a ser lançado no Brasil em 2014. Somente em 2015 a obra ganhou sua versão animada, tornando o título mais famoso ainda.


Triage X

Talvez trazido por causa de Highschool of the dead, o lançamento de Triage X agradou a uma parcela do público mesmo sem a obra possuir uma série animada. Somente em 2015 é que o título ganhou um animê de 10 episódios que passou um tanto quanto despercebido. O mangá ainda está em publicação no Japão e no Brasil.


Inuyashiki

De Hiroya Oku, mesmo autor de Gantz, o mangá Inuyashiki foi anunciado no Brasil em 2016, mas só começou a ser lançado pela Panini em meados de 2017. Entre o anúncio do mangá e o início de sua publicação, foi divulgado que a obra teria um animê no Japão. Ele foi ao ar entre outubro e dezembro de 2017.


Tokyo Ghoul: Re

Continuação direta do mangá Tokyo Ghoul, Tokyo Ghoul: Re foi anunciado em meados de 2017 e começou a ser lançado em novembro do mesmo ano, logo após a conclusão da obra original no Brasil. Logo, uma adaptação em animê da série foi anunciada e ela foi ao ar entre abril e junho de 2018, ganhando uma segunda temporada entre outubro e dezembro do mesmo ano.


Pluto (em breve)

De Naoki Urasawa, mesmo autor de Monster e 20th Century Boys, o mangá Pluto foi anunciado em meados de 2017 e começou a ser lançado em dezembro do mesmo ano, sendo concluído em fevereiro de 2019. Ainda em 2017, uma adaptação em animê foi anunciada para a obra, mas com previsão de estreia apenas para 2020.


Fire Force

De Atsushi Ohkubo, mesmo autor de Soul Eater, o mangá Fire Force começou a ser lançado no Brasil em julho de 2018 e já era famoso por causa de seu criador. A adaptação em animê começou a ir ao ar em julho de 2019 no Japão.


The Promised Neverland

De Kaiu Shirai e Posuka Demizu, o mangá The Promised Neverland era um dos queridinhos dos amantes da revista Weekly Shonen Jump, então sua vinda era questão de tempo. Começou a sair em agosto de 2018 e logo foi um sucesso com seu primeiro volume esgotando em pouco tempo. O animê foi ao ar entre janeiro e março de 2019 e foi também um enorme sucesso.


Children of the Sea

De Daisuke Igarashi, Children of the Sea começou a sair no Brasil em agosto de 2018, como um daqueles títulos pouco usuais destinados a quem deseja uma obra mais intimista, diferente do que se costuma publicar no Brasil. Um tempo depois foi anunciado um filme em animação. Ele estreou em junho de 2019 no Japão.


Dr. Stone

De Riichiro Inagaki; Boichi, o mangá Dr. Stone começou a sair no Brasil em setembro de 2018 pela editora Panini, como mais um daqueles títulos muito pedidos da revista Weekly Shonen Jump. O animê só foi estrear em julho de 2019.


BEASTARS (em breve)

De Paru Itagaki, o mangá BEASTARS começou a ser lançado no Brasil em maio de 2019 e sua publicação foi uma surpresa daquelas. Apesar de premiado no Japão, não parecia ser uma obra que viria ao Brasil dentro em breve. Calhou de logo em seguida anunciarem uma adaptação em animê. O desenho está previsto para estrear em outubro de 2019.


Caçando Dragões (em breve)

De Taku Kuwabara, o mangá Caçando Dragões começou a ser publicado no Brasil agora em meados de 2019 e desde antes de ser anunciado no Brasil a obra já tinha um animê previsto no Japão. Ele deve estrear em 2020 e será lançado em todo mundo pela plataforma de streaming Netflix.



A Nova Sampa, quando ativa, lançou um mangá que foi adaptado em animê posteriormente, Drifters, mas nem isso ajudou a editora a não deixar o mercado dos mangás.


Drifters

De Kohta Hirano, mesmo autor de Hellsing, o mangá Drifters começou a ser lançado no Brasil em 2014 quando tinha apenas três volumes. De lá para cá só outros três volumes foram lançados no Japão (o mangá anda a passos lentíssimos por lá) e, no meio disso, anunciarem uma versão animada.

O anime foi ao ar entre outubro e dezembro de 2016, mas vi pouca gente falando dele. A Nova Sampa deixou de publicar mangás, então Drifters ficou incompleto por aqui.


Não listamos A Menina do Outro Lado, pois a obra ganhou apenas um curta que foi vendido na versão limitada do oitavo volume do mangá no Japão. Caso vire um filme ou um animê mesmo, aí a gente coloca.

Obras que ganharam uma segunda temporada em animê depois do mangá começar a sair no Brasil, obviamente não listamos também.

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20 comentários

  1. Triage X : “[…] Somente agora em 2015 é que o título ganhou um animê de 10 episódios que passou um tanto quanto despercebido… […]”

    Como você foi gentil com essa obra kkkk … O animê foi tão criticado e odiado que quem estava pensado em assistir parou nos primeiros 5 minutos.

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  2. Kyon, deixa eu te fazer uma pergunta:Por que vc acha que edições kanzenban não vem pro br?Vc acha que os japas não liberam pro nosso mercado, porque é pequeno e tals?

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    1. Não tem como saber, mas eu acho que devem aparecer algumas versões em breve. Agora que estão testando formatos mais luxuosos e mais caros, podem surgir alguns Kanzebans no meio…

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      1. Espero, espero!Mas eu ouvi dizer pela internet que só se pode publicar kanzenban quando o titulo já tiver sido publicado em tanko, assim como é no japão, isso explicaria porque a jbc só republica em tanko, esses titulos já foram publicados só que em meio-tanko, a unica excessão é Death note, que no caso foi republicado como 2 tankos em 1, porque já tinha sido publicado em tanko, só que não tem kanzenban de death note, nem no japão…

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      1. Até hoje, o único mangá a sair em formato kanzenban no br é Dragon ball em uma edição cancelada pela conrad…vale lembrar que a nova sampa tem os direitos para publicar slam dunk(já publicado em tanko pela conrad), mas depois da merda que fizeram com Vagabond, só deus sabe se isso vai se concretizar de fato, já que eles disseram que só viria se Vagabond fizesse sucesso…

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