NI 415. [CURIOSIDADE] Os lindos boxes de mangás lançados na FRANÇA.

Dia desses, estava eu passeando pela Livraria Leitura do Shopping Praia da Costa e me deparei com o box de Dragon Ball, recentemente disponibilizado novamente pela Panini, sendo vendido por lá. Não obstante essa surpresa, uma maior foi que o box era bem lindo, muito melhor do que a imagem de divulgação (essa abaixo) sugeria.

Box de Dragon Ball. Imagem: Amazon

Apesar de ser de papelão como as demais caixas de mangá, o acabamento parecia um pouco melhor, com uma robustez nas laterais que denotava mais segurança e firmeza no box. Mais que isso, até os mangás estavam em melhor estado do que eu poderia supor, parecendo bem novos.

Particularmente, acho essas caixas de maneira geral muito práticas em termos de organização, pois sempre que precisamos fazer uma limpeza em que necessitamos mover os mangás de valia, os boxes acabam sendo de grande valia já que você consegue transportar mais facilmente. Fora isso, ainda existe a questão estética de ter imagens novas de suas séries favoritas ornando as estantes.

No Brasil, box termina por ser coisa até rara e, na maioria das vezes, tem o estigma de ser “encalhe”, ainda que não seja exatamente assim. Sailor Moon e Dragon Ball, por exemplo, tiveram boxes e mesmo assim não se pode dizer que eram encalhes já que o sucesso das séries é inegável, ganhando até um novo lançamento em formato melhor (Dragon Ball Edição Definitiva já está no quarto volume e Sailor Moon Eternal Edition começa ano que vem).

Em outros países, porém, box é bem mais comum do que se pensa, ocorrendo o tempo todo. Na França, por exemplo, muitas vezes as empresas fazem caixas reunindo apenas dois ou três volumes de uma obra, como forma de promover a série novamente. Se você acompanha este blog a mais tempo, provavelmente você já sabe disso, mas é importante os mais novos conhecerem essas especificidades de outros países.

A seguir você verá os diversos boxes lançados de mangás lançados na França durante o mês de novembro.


Kenen


Sairá no próximo dia 27 de novembro de novembro o segundo box da série Kenen, de Etsudou Fuu e Hitoshi Ichimura. Essa caixa reúne os volumes 5 a 8 fechando a coleção do mangá. No mesmo dia será publicado também o oitavo volume de forma avulsa.

Um ponto interessante é que se você reparar na lombada, a editora francesa coloca o mangá como “seinen”, mas Kenen foi publicado na Comic Avarus, uma revista shoujo da editora Mag Garden. Pois é…

Kenen ainda é inédito no Brasil. Ou seja, nenhuma editora o anunciou até o presente momento.

Sinopse da série: Os aldeões de Mitsuke são forçados por um espírito maligno a sacrificar uma garota para a divindade do templo local. O jovem monge Benzon parte em busca da ajuda do famoso exorcista Hayate e termina por descobrir que este não é outro senão um grande cachorro branco, dotado de grandes poderes. Graças à sua ajuda, os moradores descobrem que a causa de seus problemas é o “kakuen” Mashira, um ser meio homem e meio macaco. Mas nem tudo corre como o planejado e Mashira, impressionador com o cão, decide adotar Hayate. Assim começaram as aventuras sobrenaturais dessas duas criaturas.


BEASTARS


Foi lançado no último dia 07 de novembro, um box de BEASTARS, mangá de Paru Itagaki, contendo os dois primeiros volumes da obra. O destaque desse box é a imagem sensacional do Legoshi, olhem como é impactante e gera um desejo consumista… No mesmo dia que saiu esse box, foi lançado também o volume 7.

Notem também que, assim como Kenen (shoujo que é chamado de seinen pelos franceses), BEASTARS também é classificado por lá como seinen, sendo que ele é um mangá shonen, da Shonen Champion. Pelo visto, as editoras da França não gostam muito de seguir as demografias oficiais.

BEASTARS está em publicação na França desde janeiro deste ano e por ocasião do lançamento a autora da obra esteve presente no país. No Brasil, BEASTARS é lançado pela editora Panini.

Sinopse da sérieEm um mundo povoado por animais antropomórficos, herbívoros e carnívoros coexistem. Para os adolescentes da Escola Cherryton, a vida escolar é cheia de esperança, romance, desconfiança e incertezas. O personagem principal é Legosi, um Lobo, membro do clube de teatro que apesar de sua aparência assustadora, possui um coração bom e gentil. Por boa parte de sua vida, ele sempre foi objeto de medo e ódio pelos outros animais, e ele já se acostumou com esse estilo de vida. Mas logo, ele acaba se envolvendo mais com seus colegas de classe que tem suas próprias inseguranças e suas vidas escolares mudando lentamente.


Black Torch


No último dia 07 de novembro, foi lançado na França um box de Black Torch, de Takaki Tsuyoshi, contendo os cinco volumes da série. No país, os volumes foram publicados de forma avulsa entre fevereiro de 2018 e março de 2019 na França e só agora ganhou uma caixa reunindo todos os volumes. Além desse box, a obra já tinha ganhado um outro, reunindo os dois primeiros volumes no mês de em novembro de 2018.

Black Torch é proveniente da Jump Square e da Shonen Jump +, portanto é um mangá shonen. Dessa vez, a editora francesa colocou a obra em conformidade  com sua demografia oficial.

Black Torch ainda é inédito no Brasil. Ou seja, nenhuma editora o anunciou até o momento.

Sinopse da série: Como um descendente dos shinobi, Jirou Azuma tem aprendido ninjutsu sua vida inteira. Mas, além disso, ele também tem a capacidade de falar com os animais. Um dia, quando ele resgata um gato negro estranho chamado Ragou, ele descobre que o mundo está cheio de espíritos chamados mononokes que podem assumir a forma de pessoas e animais. No entanto, seu encontro é interrompido quando são atacados por um mononoke hostil que está atrás do poder de Ragou.


City Hunter Rebirth


Também no dia 7 de novembro foi lançado na França um box contendo os dois primeiros volumes de City Hunter Rebirth, o spin-off isekai de City Hunter. No mesmo dia do lançamento do box, foi publicado o volume 4, fazendo a série estar em igualdade com a publicação japonesa.

Esse mangá é publicado no Japão desde o início de 2018 e na França desde o início de 2019. No Brasil, a obra permanece inédita. Ou seja, nenhuma editora o anunciou até o momento.

Sinopse da série: Kaori é uma fã incondicional de City Hunter. Sua fantasia é viver grandes aventuras ao lado de seu ídolo, Ryo Saeba. Mas, solteira aos 40 anos e prisioneira de um trabalho chato, ela começa a perder suas ilusões juvenis… Sua triste vida cotidiana muda do dia para a noite, quando, atingida por um trem a toda velocidade, ela acorda na pele de uma menina do ensino médio nos anos 80 de Shinjuku!. Ela estava no mundo de City Hunter. Ela conseguirá viver o seu sonhado caso de amor?


Kyôki no Sanmyaku Nite


No dia 7 de novembro foi lançado na França uma caixa contendo todos os volumes de Kyôki no Sanmyaku Nite, série de quatro volumes de autoria de Go Tanabe que adapta a obra At the Mountains of Madness, de Lovecraft.

Na França, o mangá teve os quatro volumes compilados em apenas dois, lançados em outubro de 2018 e março de 2019. No Brasil, o mangá permanece inédito. Ou seja, nenhuma editora o anunciou até o momento. Vale lembrar que a JBC já publicou no passado uma adaptação de Lovecrat feita por Go Tanabe.

Sinopse da série: Em 1931, uma expedição de resgate descobriu um acampamento em ruínas no lago Pr, que havia começado a explorar a Antártica alguns meses antes. Sua equipe de cientistas enviou uma mensagem anunciando uma descoberta extraordinária antes de afundar no completo silêncio … No local, esqueletos humanos despojados de carne permitem imaginar as cenas de horror que podem ter acontecido. Essas terras desoladas parecem esconder segredos terríveis. Cuidado imprudentes que ousam se aventurar por lá!


My Hero Academia


No dia 7 de novembro foi lançado na França um box de My Hero Academia, de Kohei Horikoshi, contendo os três primeiros volumes da série. No caso, um box lindão daqueles que desperta o desejo consumista nos fãs mais fervorosos.

Na França, My Hero Academia é publicado desde abril de 2016 e atualmente foram lançados por lá 21 volumes, o último deles no mesmo dia que saiu esse box. O detalhe é que esse não é o primeiro box de My Hero Academia. O mangá já teve outros dois, um em 2017 e outro em 2018, também reunindo os três primeiros volumes da série, cada um dos quais com imagens diferentes.

No Brasil, My Hero Academia é publicado desde outubro de 2016 pela editora JBC e atualmente 22 volumes foram publicados. Em breve sairão os volumes 23 e 24.

Sinopse da sérieEm um mundo onde quase toda a população possui algum poder sobre-humano, Izuku Midoriya é um dos poucos casos de pessoas comuns. Mas esse não é o maior de seus problemas. Exatamente por ser desprovido de qualquer poder, Izuku sofre constantemente nas mãos de seus colegas de classe. Nesse mundo fictício, desde o primeiro caso constatado de um recém-nascido com algum tipo de poder, o índice de criminalidade cresceu proporcional ao surgimento de heróis com as mais variadas capacidades. E, como não poderia deixar de ser, o sonho de Izuku é se tornar um super-herói. Isso parecia impossível até o dia que ele ajuda o poderoso All Might na captura de um vilão gosmento. Ao demonstrar grande coragem e um forte senso de justiça, com a ajuda do famoso herói de cabelos louros, o garoto, enfim, terá a chance de se tornar quem sempre sonhou!


Wotakoi


Não é exatamente um box, mas é quase isso. No dia 15 de novembro será lançada uma edição especial do primeiro volume do mangá Wotakoi que vem acompanhado de um jogo de cartas. Já fizemos um post específico sobre ele e você pode conferir, clicando aqui.

Na França, Wotakoi é publicado desde abril de 2018 e seis volumes foram lançados até o momento. No Brasil, a obra sai editora Panini e cinco volumes foram publicados até o momento.

Sinopse da série: Narumi e Hirotaka têm 26 anos e são amigos de infância. Depois de se afastarem por causa da vida adulta, eles se encontram trabalhando na mesma empresa! Enquanto Narumi adora mangas, videogames e cosplay, Hirotaka prefere apenas os videogames, que ele só deixa de lado para ir trabalhar. Quando Narumi reclama, meio bêbada em um bar, que é impossível encontrar o amor como Otaku, Hirotaka se oferece para sair com ela. Então começa uma história de amor para a qual nenhum deles se preparou.


Samurai 8


No dia 29 de novembro será lançada na França uma edição premium do mangá Samurai 8, a nova obra escrita por Masashi Kishimoto, com desenhos de Akira Okubo. Essa edição será um box contendo os dois primeiros volumes da série, além de um pôster gigantesco de 88 cm de largura e 17 de altura.

Este item é composto por 8 ilustrações (mais a parte de trás), contando um mini prelúdio da série. Essas ilustrações foram publicadas na conta japonesa do Twitter e sua impressão é uma exclusividade desta caixa.

Samurai 8 recém iniciou sua publicação no Japão e apenas dois tomos foram publicados até o momento. No Brasil, a obra permanece inédita. Ou seja, a Panini ainda não o anunciou.

Sinopse da série: Eu não posso correr! Eu nem consigo comer comida sólida! Hachimaru é um menino de constituição extremamente débil que tinha depositados todos os seus sonhos e esperanças para o futuro em ser um samurai. Mas isso, para alguém como ele, que não pode viver sem a ajuda de seu pai, pode parecer um sonho impossível de alcançar.

4 comentários

  1. Eu faço algumas box com madeira.
    Fiz uma pro Steins;Gate, usando a capa das light novel e blurays como base e pros mangás de Street Fighter, usando a capa do jogo de Genesis como base.
    Faço umas box também com momentos marcantes do mango colados, para séries maiores como Naruto, Parasyte e YYH.
    Pretendo fazer uma de Blade.

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  2. Será msm que só pq um mangá foi publicado numa revista Shonen ele tem q ser obrigatóriamente Shonen? Tipo será q não tem nenhum que foge da regra? Sempre achei interessante esse tipo de discusão.

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    1. Sim, se o mangá é publicado em uma revista shonen, obrigatoriamente ele é shonen. Isso não é uma regra para se ter exceções, é a própria definição de “shonen”.

      “Mangá shonen” é apenas um mangá que seja destinado a jovens japoneses do sexo masculino, ou seja adolescentes até mais ou menos a idade de 18 anos. As revistas shonen não são outra coisa senão isso, revistas que tem como público alvo garotos adolescentes do Japão.

      Por exemplo, muita gente que não entende essa questão das demografias oficiais, afirma que Death Note é seinen por, supostamente, ser mais adulto. Só que ele foi publicado na Shonen Jump, então ele foi feito, pensado, concebido e acabado para que o público alvo seja o mesmo de qualquer shonen da revista. Se não fosse assim, ele nem teria sido publicado nela. Esse é o ponto, as pessoas acham que ele é um “mangá adulto”, mas ele não foi feito para ser “adulto” ou pensando no público adulto, ele foi feito para o público adolescente, o público japonês que lia a Shonen Jump.

      ——

      A resposta termina ali em cima, mas vamos só estender um pouco mais, pois pode ter gente com dúvidas nesse sentido também!!!

      Existe muita confusão sobre demografias, pois nos primórdios os ocidentais não entenderam os termos japoneses e foram usando-os de forma errada e até criando outros que nem existem no Japão. É comum que as pessoas tenham lido ou ouvido alguém falar que uma obra é um “dark shonen”, por exemplo, mas esse é um termo que não existe no Japão. Isso é uma invenção ocidental.

      Esses erros dos primórdios ainda se mantém, se perpetuam, e muita gente acha que mangá shonen é apenas aquele mangá de lutinha, que mangá shoujo é todo mangá de romance, que mangá seinen é obras maduras, com muita violência, etc. Tudo errado.

      -Seinen é obra destinada ao público adulto masculino japonês e as revistas destinadas ao público adulto masculino japonês são diversas, cada qual com características próprias. Pode realmente ser obras maduras, pode ser obras com carnificinas, mas pode ser obras também com garotas fofas fazendo nada. Tudo isso é seinen. K-On, por exemplo, é um título que todo mundo costuma citar como exemplo de mangá seinen. Madoka Mágica também é seinen:

      -Shoujo é mangá destinado ao público adolescente feminino. E não se reduz a mangás de romance. Também existem diversas revistas diferentes, com uma ampla gama de temáticas, podendo até mesmo ter mangás de batalha ou de terror. O spin-off de Ataque dos Titãs focado no Levi, é shoujo, por exemplo. O mangá de Junji Ito lançado pela Darkside, também:

      -Shonen é mangá destinado ao público adolescente masculino. E não se reduz a mangás de lutinha. Pode ser mangás de todo o tipo, inclusive de romance (que é bastante comum, diga-se de passagem). A obra de drama Your Lie in April é shonen. One Week Friends também:

      Em outras palavras, não é possível você saber a demografia de uma obra apenas pelas características dela. Você precisa ir ver em que revista ela foi publicada. Inclusive, a demografia de um mangá pode mudar se ele for mudada de revista. O mangá Orange, de Ichigo Takano, começou a ser publicado em uma revista shoujo, a Betsuma, da editora Shueisha. Por conta de certos problemas, a autora acabou migrando a obra para a Manga Action, uma revista seinen da editora Futabasha. Houve mudanças na obra que justificassem ele deixar de ser shoujo e virar um seinen? Absolutamente nada. Só houve a mudança de revista mesma. A Mangá Action é uma revista seinen bem eclética que já publicou obras Lobo Solitário (samurais, batalhas) e O cão que guarda as estrelas (slice of life de drama sobre um caozinho), então ela pode receber obras de todo o tipo. Não é tão limitada como outras revistas.

      —–

      Chamar um mangá de shonen, shoujo, seinen e josei talvez seja algo ultrapassado hoje em dia, pois existe a questão dos leitores reais de uma revista. Uma revista ser shonen (público masculino adolescente) não significa que apenas meninos possam Lê-la. Meninas também podem e adultos também. O que acontece é que atualmente, há algumas revistas shonens em que a maioria dos leitores reais tem entre 18 e 24 anos. Se o público consumidor dessas revistas é mais velho, então talvez a revista ser shonen esteja se tornando um anacronismo.

      Eu não lembro se a Shonen Jump é uma dessas, mas vamos supor que seja. Se o público consumidor é jovem masculino adulto, então tudo o que sai lá (My Hero Academia, Demon Slayer, One Piece, Dr. Stone, The Promised Neverland) seria seinen, pois foi feito e pensado para agradar pessoas nessa faixa de idade. Entretanto ainda hoje a revista é classificada como shonen e eles têm motivos para isso.

      Mas é por essas e por outras que essas classificações são meio ultrapassadas e sem sentido, mas elas ainda se usam no Japão a torto e a direito, embora uma ou outra revista e editora estejam deixando-as de lado. Mas como ainda é regra por lá, se nós vamos usá-las devemos nos referir a elas da maneira oficial, da maneira que os japoneses as usam. Então todo mangá publicado em uma revista shonen é shonen. Todo mangá publicado em uma revista shoujo é shoujo e assim por diante.

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