Resenha: Re:Zero – Livros 14 e 15 (Light Novel)

Geuse, Emília, Fortuna e vários outros personagens

No décimo terceiro livro de Re:Zero vimos diversas coisas acontecendo como o reaparecimento de Pack, a descoberta definitiva que Roswaal era o culpado pelo ataque à mansão, a descoberta de que Satella e a Bruxa da Avareza são “pessoas diferentes”, a descoberta de que Subaru é um candidato a Sábio, a luta contra Garfiel, o novo poder de Subaru, o beijo de Subaru e Emília, entre diversos outros eventos. O livro terminou com Emília finalmente pronta para enfrentar o teste, entrando no túmulo e se encontrando com Echidina. Começaria ali o confronto da Bruxa Gélida da Floresta Congelada e a Bruxa da Avareza.

ATENÇÃO – O TEXTO A SEGUIR CONTERÁ SPOILERS DOS VOLUMES 14 E 15 DA LIGHT NOVEL RE:ZERO


O PASSADO DE EMÍLIA


O início do volume 14 não é outra coisa senão Emília e Echidina indo encontrar o passado da meio-elfa de cabelos prateados. Vemos Fortuna (tia de Emília e a quem a garota chama de mãe) e Geuse (um membro da seita da bruxa, mas que ajuda aos elfos) interagindo com Emília ainda criança, quando ela tem o primeiro contato com os espíritos inferiores.

O volume revira um pouco do que sabíamos até então. Se descobrimos que Emília é filha de uma humana com um elfo e que eles têm alguma coisa a ver com um certo selo que existe na Floresta Eriole (o local onde Emília vivia) e conhecemos que ela é realmente uma meio-elfa, como vinha sendo dito o tempo todo, também descobrimos que existem membros bondosos na seita da bruxa, coisa que a gente não conjecturava existir (ou havia passado despercebido na leitura).

Acerca desse último ponto, no passado, tínhamos a ideia de que a seita da bruxa era simplesmente impiedosa e matava a quem estivesse no caminho deles, mas Geuse não era assim. Ele – e seu grupo – era bondoso, sensato e amável, bem diferente do Arcebispo Pecaminoso da Preguiça que ele se tornaria posteriormente.

Então se existem ou existiram membros da seita que eram bons, por quais motivos eles aterrorizaram o mundo? Sim, pois, o caso da Floresta Eriole é bem significativo, já que eles ajudavam os elfos que ali moravam. Por mais que Geuse se autodepreciasse, era bem claro que ele não era um ser ruim. Então como não existem mais membros sensatos da seita? Isso é um mistério que ficará para os próximos volumes.

Mas falando especificamente do passado de Emília, o teste é bem elucidativo acerca do presente da meio-elfa. Vemos  o modo como ela vivia alegre na floresta, o como gostava de Fortuna e Geuse, o como era amada pelos outros elfos, etc, etc, etc. Entretanto, a história mostra que o clima de paz não durou para sempre e após o ataque de Pandora, Regulus (outro arcebispo da seita e que fez sua reaparição) e da Serpente Negra (a terceira e última grande besta), a floresta foi maculada e, usando de maneira intensa o seu poder, a pequena Emília acabou congelando ela mesma, a floresta e tudo mais.

Para quem não lembra dos livros anteriores, Emília ficou congelada durante cem anos em Eriole, até ser acordada por Pack e passar a viver ali, onde ficou conhecida como Bruxa Gélida da Floresta Congelada. Os demais elfos, porém, nunca acordaram e estão lá até hoje, junto com a Serpente.

O passado da Emília é bastante triste e emotivo para o público, pois ela presencia a perda de seu entente mais querido. Mas se em outros momentos Emília se desesperaria, dessa vez não foi assim e  ela conseguiu superar os sofrimentos, sobretudo pela conversa com Subaru no volume 13 e, enfim, passa no primeiro teste. Posteriormente, até o volume 15, ela consegue superar sem problemas os outros dois testes, do presente que não deveria existir e do futuro que poderia acontecer, libertando assim o santuário.


SELO


Ainda falando sobre o primeiro teste, ficamos sabendo que na Floresta Eriole estava alguma coisa chamada de “selo” e, ao que parece, Emília seria a “chave” para se abrir esse selo. O livro nos mostra que o selo deve ser capaz de realizar o grande desejo da seita da bruxa, segundo uma fala de Pandora (a bruxa da vaidade, da qual falaremos mais depois). Se a memória não falha, o que a seita quer é reviver a Bruxa da Inveja (que foi selada 400 anos atrás pela união do Herói, do Sábio e do dragão) ou pelo menos é isso o que se deixou subentendido nos livros anteriores.

E, sendo assim, é de se pensar que o tal selo presente na floresta é o lugar em que séculos antes foi colocada a Bruxa da Inveja. Talvez isso seja um ponto pacífico, mas não há como saber o porquê de Emília ser a chave. Será que é aquela coisa de ela poder ser o receptáculo da bruxa? Sim, pois, Geuse – já como arcebispo pecaminoso da preguiça – assim queria fazer lá no terceiro arco da história, sempre falando de uma provação, a qual Emília teria que passar.

Independente de isso ser verdade ou não, é bem provável que Pandora apareça em breve, já que o objetivo da seita da bruxa ainda não foi atingido. E quando isso acontecer… prevemos muitas mortes “subarísticas”.


EMÍLIA – A FILHA DA BRUXA


Na Internet há muitas teorias sobre a relação entre Emília e Satella (ou entre Emília e a Bruxa da Inveja), com muitos dizendo que ambas são mãe e filha ou que uma é reencarnação da outra, entre outras coisas. Nos volumes 14 e 15 as coisas esquentam ainda mais.

A teoria de que a Emília fosse filha de Satella carece um pouco de sentido, pois ambas são meio-elfas de cabelos prateados. Ou seja, ambas são filhas de humanos com elfos, logo Emília não poderia ser filha de Satella. No entanto, apesar de ser filha de uma humana, é dito em algumas oportunidades que Emília é… filha de uma bruxa. Não sabemos muito mais do que isso. Echidina, a bruxa da Avareza, parece ter uma relação conturbada com a mãe verdadeira de Emília, ora parecendo gostar dela, ora parecendo que não (afinal, ela queria que Emília sofresse no teste). Outra das bruxas também parece conhecer a mãe real de Emília, mas igualmente nada é revelado.

De todo modo, os pais de verdade Emília parecem ter tido uma importância grande no passado e, em tempo oportuno, isso será revelado. Quem será essa “bruxa” de quem Emília é filha? Sim, pois agora sabemos que existem outras bruxas, então é natural pensar que existe outra… mas quem?


OS PECADOS CAPITAIS


Uma das coisas mais inesperadas do volume 14 foi descobrir que não existem apenas 7 bruxas dos pecados capitais no mundo de Re:Zero. Apesar de todos conhecermos a existência de 7 pecados capitais, os atuais pecados só foram definidos muito tempo depois da criação do termo. Antes, existiram outros pecados, alguns sendo descartados, outros fundidos com algum existente, dentre outras c oisas.

O normal e o natural é as obras de ficção seguirem o básico e inserirem em sua trama os atuais sete pecados capitais, sem entrar no mérito de toda a história que há por trás da criação deles. Em Fullmetal Alchemist, por exemplo, Hiromu Arakawa utiliza-se do conceito cristão difundido pelo planeta e o coloca em um mundo de fantasia que não tem nada a ver com a terra e onde não existe cristianismo.

Até então, a gente achava que Re:Zero estava fazendo o mesmo que Fullmetal Alchemist e usando os pecados capitais apenas por ser algo mítico, mas talvez não seja exatamente assim. No volume 14, a gente descobre que existem mais duas bruxas (ou uma bruxa e um bruxo), referentes a pecados capitais antigos, A Vaidade (Pandora) e a Melancolia (Hector). Subaru parece ser alguém que estudou isso a fundo e, por isso, ele conhece a existência desses pecados capitais, ao contrário dos demais habitantes do mundo paralelo.

Sobre Hector (Melancolia), ele parece ter alguma coisa a ver com a criação do santuário. Ele enfrenta Roswaal e o derrota facilmente e fazendo com que Echidina tenha que enfrentá-lo. Aqui há um ponto bem interessante, pois há distorção na história até aqui contada. Na Grande Calamidade de 400 anos atrás, em que a Bruxa da Inveja cobriu metade do mundo com suas sombras, todas as demais bruxas haviam sido destruídas, incluindo Echidina. Essa era a história, mas onde entra Hector nisso? Qual a relação dele com o selamento do santuário? A única coisa que se sabe acerca dessa questão é que o objetivo do santuário parecia ser diferente e poderia ter a ver com esconder a existência do Melancolia. Todas as questões ficarão para o futuro.

Sobre Pandora (Vaidade), ela parece ser a personagem mais forte do lugar. Ela tem o poder de reescrever o mundo, fazendo com que coisas que aconteceram deixarem de acontecer. Ela pode dizer que alguém na frente dela está em outro lugar e automaticamente a pessoa não está mais lá. Ela pode ser morta e mesmo assim reaparecer como se nada tivesse acontecido e assim por diante. E ela usa o seu poder sempre que pode. Como parar isso? Talvez Emília e seu enorme poder tenha chance de derrotá-la, afinal Pandora não reescreveu o mundo quando a garota congelou a floresta, de modo que provavelmente existe um limite nessa reescrição.

Ainda sobre essa questão das bruxas e pecados capitais, uma coisa vêm a mente depois de vermos que existem mais bruxas. Será que o autor de Re:Zero trabalhará com a origem dos nomes das bruxas? Sim, pois, o conceito de Pecados Capitais é algo cristão e que se difundiu pelo mundo, independente dos territórios serem cristãos ou não. Só que Re:Zero se passa em um mundo de fantasia, um mundo paralelo e que não tem uma relação com a Terra. Ou será que tem?

Quem lê a light novel sabe que Subaru não é o único habitante da terra a estar no mundo alternativo, existindo pelo menos outros dois, AL (o cavaleiro da Priscila e contemporâneo de Subaru) e Honshin da Planície (o fundador de Kararagi, que viveu muitos anos no passado). Além disso, existe a suposição de que Flügel, o sábio, tenha sido um habitante da terra também. Por tudo isso, é possível suscitar a possibilidade de haver alguma influência da terra nesse mundo. A gente gostaria de ver uma história do passado do lugar em que algum habitante da terra tenha nomeados as bruxas ou mesmo criado esse mundo dessa forma. Talvez nada disso aconteça e os termos só sejam usados como conceitos mesmos, mas dado o cuidado que o autor têm com a obra, eu não me surpreenderia se isso fosse abordado.


A TRANSFORMAÇÃO DE GEUSE EM BETELGEUSE


No volume 14 nós finalmente descobrimos como o amável Geuse se transformou no terrível Betelgeuse e tem a ver com o conhecido Fator da Bruxa. Se vocês lembram bem, quando Subaru derrotou Betelgeuse ele ficou com o Fator da Bruxa e, consequentemente, passou a ter o poder das mãos invisíveis, o qual ele usou para derrotar Garfiel.

Geuse tinha em posse esse Fator da Bruxa, mas ele não o tinha utilizado até então, pois não era um ser hábil a recebê-lo. Entretanto, vendo a situação desesperadora e buscando salvar Fortuna, Geuse faz uso dele, transformando-se no Arcebispo Pecaminoso da Preguiça, seguindo os desígnios de Pandora. Um dado importante é que antes de usar ele pediu desculpas a Flügel (o sábio que plantou a árvore que, muitos anos depois, derrotaria a Baleia Branca). Não sabemos qual a relação entre os dois, não sabemos se foi o sábio que deu a ele o Fator da Bruxa para que o protegesse ou se o pedido de desculpas é por algum outro motivo.

Outro dado importante, é que apesar de a aparência e o estado de Geuse ficarem diferentes após ele obter o Fator da Bruxa, ele estava consciente de si e lutava contra Regulus e Pandora o máximo que pode. O que o deixou louco de verdade foi o golpe surreal da Pandora em reescrever o mundo. Geuse atacou pandora, visando destruí-la, mas ela reescreveu o mundo e quem foi morta foi Fortuna, a quem ele amava. Não havia como não ficar doido depois disso, tadinho do Geuse.


BEATRICE E OUTRAS COISAS


Beatrice sempre chama Pack de irmãozinho e agora sabemos o motivo (embora já devíamos ter imaginado antes): os dois espíritos foram criados por Echidina, a bruxa da Avareza, cerca de 400 anos antes da história principal. Não à toa, ela ficava feliz em vê-lo, pois ficou longe dele durante séculos e séculos.

A história de Beatrice é bem triste, de verdade, uma das mais tristes já apresentadas na obra. Já havia ficado tenso quando ficamos sabendo que ela estava, durante 400 anos, esperando alguém na biblioteca que nunca viria, mas ficou pior ao vermos o passado da garota, na época de sua criação no santuário. Além de se despedir de sua mãe (assim ela chamava Echidina), Beatrice também perdeu o convívio com uma grande amiga (Ryuzu) que acabou se sacrificando pela criação do santuário. Desde então ela viveu sozinha durante anos. Uma história aterrorizante e agonizante. Não à toa ela queria ser morta e demorou muito tempo e muito esforço para Subaru conseguir resgatá-la de seus delírios suicidas.

No fim, porém, a história de Beatrice, até aqui, parece ter terminado em um final feliz, já que ela conseguiu acabar com as amarras que tinha e fez um pacto com Subaru, embora ela não seja de grande ajuda para ele.

***

Após uma luta contra Roswaal, Pack termina por usar muitas de suas energias e acaba isolado em um casulo de gelo até que possa despertar novamente no futuro.

Outra coisa legal e interessante é que tenhamos visto Ram dizer de forma clara que ama Roswaal e  que ela tenha tentado impedir o mestre de realizar seus objetivos. Até então sabíamos que ela gostava muito do marquês, mas não a ponto de fazer de tudo para mudá-lo, para tirá-lo da obsessão por Echidina.

***

A luta na mansão foi dura como se imaginava e eu ainda não acredito direito que a Elsa tenha morrido de verdade. Sim, pois, quando se pensava que ela estava morta, ela apareceu de novo, e de novo, e de novo. Mesmo agora no volume 15 ocorreu isso. Aparentemente foi o fim dela, mas será que foi mesmo?


ROSWAAL TEM 400 ANOS?


Um dos mistérios de volumes anteriores e que a gente debatia era sobre a idade de Roswaal e do quanto os humanos conseguiam viver, afinal o marquês tinha sugerido em várias oportunidades estar vivo na época do nascimento do espírito Beatrice, época em que Echidina ainda estava viva.

Agora ficamos sabendo a verdade. Roswaal nasceu realmente séculos atrás, mas não viveu em seu corpo todo esse tempo. Na verdade, após a luta contra o Bruxo da Melancolia ele ficou muito ferido e sem condições de usar magias, então passou a estudar e a estudar até conseguir uma forma de passar a sua mente para outro corpo. Assim, os seus descentes foram receptáculos para a sua alma, um após o outro durante séculos. Durante todo esse tempo, Roswaal teve apenas um desejo, se reencontrar com a Bruxa da Avareza, se reencontrar com a sua professora. Por isso, ele fez o que fez, por isso ele seguia os desígnios do livro da Sabedoria.

Assim as ações dele falam, bem como a luta da Ram, trata-se de uma obsessão doentia e que só faz mal ao próprio marquês, que não consegue viver o presente e só consegue pensar em recuperar o passado, o passado em que Echidina estava viva. Apesar de ter sido derrotado pela aposta de Subaru (lembremos que Roswaal desejava que Subaru escolhesse entre as pessoas do Santuário e as pessoas da Mansão, enquanto Subaru pretendia salvar a todos), Roswaal cumpriu seu objetivo de obter o corpo da mestra. Era um dos procedimentos necessários para o futuro, para o renascimento dela. Ou assim ele achava.

E, por falar em futuro, é preciso lembrar de uma fala do passado, lá dos volumes iniciais, o desejo de Roswaal em derrotar o dragão. Ainda não sabemos as razões de ele querer isso, mas sabemos que provavelmente tem a ver justamente com a Bruxa da Avareza. Teremos que aguardar os próximos volumes.


OUTRO INIMIGO?


No final do livro 15, Roswaal teve uma conversa com Subaru e, nela, ele disse que ainda pretendia reviver a sua professora Echidina. Para tanto, ele pretendia “ficar de olho” no garoto, pois ele poderia ser a chave para o futuro. Porém, o marquês disse uma coisa ainda mais importante, sobre os ataques à candidatura de Emília.

Roswaal confirmou mais uma vez que mandou Elsa à mansão e que também tinha mandado ela roubar o broche de Emília na capital real (na ocasião em que Subaru chegou ao mundo alternativo). Entretanto, ele negou que tenha mandado Meili atacar a vila Alam (volumes 2 e 3) ou mesmo atacar a mansão agora. Ou seja, havia um outro inimigo, uma outra pessoa que ficou sabendo dos planos de Roswaal e resolveu se aproveitar da oportunidade. Quem seria esse outro? Alguma das candidatas? Pandora? Mais alguém da seita da bruxa? Meili foi capturada, mas se recusa a cooperar. Então mistérios se sobrepõem.

Isso é, se acreditarmos na fala de Roswaal. No passado, por ocasião do ataque das bestas mágicas da floresta, Roswaal chegou a comentar com Ram que “eles” (sem especificar quem seriam eles) estavam incomodados com a candidatura de Emília. Ele disse isso após falar dos dois ataques consecutivos, o da capital e o da vila Alam, entretanto o primeiro havia sido obra dele mesmo, então ele estava mentindo ao menos em parte. Era óbvio que ele não confiava na Ram e falou dos dois como se fossem obras da mesma pessoa, mas agora sabemos que, supostamente, não é assim. Então, esse “eles” ainda permanece um mistério.


ECHIDNA REVIVE


Era esperado que acontecesse. O final do livro 15 traz uma pequena passagem em que mostra a bruxa da Avareza revivida após os eventos do Santuário. Basicamente, Emília encontra o corpo de Echidina, após passar nos três testes, mas  ela não reconhece a bruxa. O corpo tem semelhanças com a Echidina do teste, mas não parece ser ela mesma. Posteriormente, Roswaal comenta que a Echidina presente no teste não é a real.

Só que Roswaal estava enganado, pois Echidina consegue mesmo reviver. Ela, na verdade, conseguiu transferir a sua alma para o corpo de uma das cópias de Ryuzu. Assim, novamente uma bruxa estava à solta no mundo. O objetivo da criação do Santuário era, na verdade, revivê-la e apenas isso, em um outro corpo, embora ninguém soubesse disso, nem mesmo Roswaal. O que fica claro é que o livro da sabedoria da bruxa instigava o marquês a fazer as coisas para poder revivê-la mesmo, mas de uma forma diferente do que ele pensava.

Para além disso, vemos Echidina se irritar por ter precisado da ajuda daquela garota e de não ter podido vê-la sofrer mais no teste do santuário. Ainda assim, o saldo foi positivo para ela. No entanto, não devemos vê-la mais por enquanto na história, pois ela saiu por aí, mundo à fora.


TUDO FOI RESPONDIDO?


Obviamente muitas questões ficaram pelo caminho. O que aconteceu com o Bruxo da Melancolia? Ele foi derrotado? e a Echidina, como é que ela foi destruída? Sim, pois, a história que foi contada até o momento deixou de fazer sentido, visto que está claro que existem coisas que estão propositalmente escondidas do mundo. Até então pensávamos que Echidina (e as outras bruxas) tinham sido mortas diretamente pela grande calamidade de 400 anos atrás (quando a bruxa da Inveja cobriu boa parte do mundo com as trevas), mas agora as coisas estão meio desencontradas.

O surgimento do santuário parece ter sido logo após o ataque do Bruxo da Melancolia e não temos informações sobre o que aconteceu entre ele e Echidina. A gente sabe agora que a existência dele [do santuário] era apenas para reviver Echidina, mas o que acontece no meio tempo entre o sacrífico da amiga de Beatrice e a luta da Echidina? Será que houve o aparecimento da Bruxa da Inveja? Ou Melancolia e Avareza se pegaram e um matou o outro? Se esse for o caso, o corpo do Melancolia ainda está na floresta? Sim, pois, o bruxo da Melancolia não é relatado em nenhuma história – assim como Pandora, a bruxa da Vaidade.

Outra coisa que não é explicada é como Geuse e Beatrice se conheceram, embora fique subentendido que foi na época em que Echidina ainda vivia. A partir disso, questionamentos outros advém. Já tínhamos visto no volume 14 que Geuse já pertencia à seita da Bruxa, mas ele era uma boa pessoa e ajudava. Como ele entrou na seita? E por quê?

Essas e outras questões ficarão para serem respondidas no futuro. No próximo arco – segundo os paratextos do volume 15 – devemos começar a rever as candidatas ao trono. O que será que veremos? Estamos no aguardo dos livros vindouros.

(E vocês acreditam que já são três volumes inteiros sem que o Subaru morra? Já não fazem mais Re:Zero’s como antigamente^^)

  • Ficha Técnica

TítuloRe: Zero – Começando uma vida em outro mundo
Autor: Tappei Nagatsuki
Tradutor: Gabriela Takahashi
Editora: NewPOP
Número de volumes no Japão até o momento: 25 (ainda em publicação)
Número de volumes no Brasil até o momento: 15 (ainda em publicação)
Dimensões: 10,6 x 14,8 cm
Miolo: Papel Avena
Acabamento: Capa cartonada com orelhas, miolo costurado, páginas coloridas em couchê
Classificação indicativa: 16 anos
Preço: R$ 26,90
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2 Comments

  • Menos Grande

    A newpop vai trazer os próximos volumes da ln também ?

    • Sim.

      Quando uma editora traz uma obra para o Brasil, ela pretende publicar absolutamente tudo. Isso vale para todas as obras, de todas as editoras.

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