Mangá Aberto: “Ao Ashi – Craques da Bola”

Veja como está o mangá

Mangá Aberto é uma nova coluna de resenhas aqui do blog em que mostraremos a edição física de um mangá, geralmente um lançamento. O nome advém de um antigo blog em língua espanhola que fazia exatamente isso^^.

A ideia é apresentar aos leitores exclusivos do blog o que já fazemos em nossas redes sociais, mostrar fotos do mangá acrescentando alguns detalhes sobre as obras e opiniões.

A postagem de hoje, a terceira dessa coluna, será sobre Ao Ashi – Craques da Bola, lançado no início de dezembro de 2022 pela editora JBC.


DETALHES SOBRE A OBRA


Ao Ashi – Craques da Bola é um mangá de autoria de Yugo Kobayashi e que está em publicação no Japão desde 2015 nas páginas da revista de mangás seinens Big Comic Spirits, da editora Shogakukan, e segue em andamento, atualmente com 30 volumes publicados. A obra contou com supervisão de Naohiko Ueno (nos volumes #01 a #17) e atualmente tem Kenji Iizuka na função.

O mangá, como o nome sugere, é um título sobre futebol em que veremos um adolescente potencialmente talentoso descobrindo melhor o esporte e tentando alcançar seu sonho de ser um jogador profissional. No Japão, a obra já era relativamente conhecida, colecionando indicações e prêmios, mas ficou especialmente mais famosa entre abril e setembro de 2022, quando houve a exibição da adaptação em anime.

Para celebrar a ocasião, inclusive, pouco antes do anime começar Ao Ashi – Craques da Bola começou a ganhar uma republicação no Japão chamada de Junior Edition, com novas capas e de mais fácil leitura. Como dito, Ao Aoshi é um mangá seinen, voltado para o público masculino adulto, e por causa disso ele possui muitos kanjis que são de difícil leitura para os mais jovens. A Junior Edition é, justamente, uma edição para ser lida pelo público adolescente, pois ao lado dos kanjis há a furigana (a indicação de leitura do kanji). Foi uma decisão editorial bem interessante, sabendo que o anime faria esse público conhecer e gostar da obra.

No Brasil, o anime foi exibido pela Crunchyroll, tanto legendado, quanto dublado, em simultâneo com o Japão. O mangá, por sua vez, foi anunciado pela editora JBC em 22 de setembro de 2022. E o primeiro volume começou a ser lançado no evento CCXP, em São Paulo, em dezembro de 2022, chegando posteriormente às demais lojas.


FORMATO DA EDIÇÃO BRASILEIRA


A edição brasileira veio no formato 13,2 x 20 cm. Esse é o tamanho padrão da maioria dos mangás da JBC nos últimos anos. Se você tem algum volume de Haikyu!!, Silver Spoon, Slime, dentre outros, as dimensões são as mesmas.

Se você não tem nenhum mangá desses, em termos de altura é do mesmo tamanho da maioria dos mangás da Panini, enquanto na largura ele é um pouco menor. Ou seja, se você deixar Ao Ashi na mesma estante que um mangá da Panini os dois terão a mesma altura, mas se você deixar ambos encostados na parede da estante, o mangá da Panini ficará um pouco mais para frente.

O acabamento do mangá é em capa cartão simples e o papel utilizado no miolo é o pólen bold 70g. Para quem não conhece, é aquele papel de cor creme, bastante utilizado em livros no Brasil. A JBC tem utilizado ele na maioria de suas obras de 2021 para cá, é o mesmo de Haikyu!! e Tokyo Revengers, por exemplo.

Por fim, assim como no original japonês, não há páginas coloridas nesse mangá.


CAPA, QUARTA-CAPA E LOMBADA


A capa da edição brasileira segue a mesma ilustração da versão original japonesa com o protagonista da história em destaque ao chutar uma bola. Não é uma ilustração que considero especialmente bonita, mas tá de boa, é Ok.

Sobre a capa em si, ela é bastante simples, capa cartão, sem demais detalhes (sem verniz localizado, nem nada do tipo). Para um mangá da linha mais básica não há qualquer demérito nisso.

Agora falando da quarta-capa (esse é o nome que se chama a parte de trás do mangá), a JBC a montou com um conjunto de imagens e colocou uma sinopse sobre a obra. Gostei do jeitinho que ficou, a composição das cores e tal, ocupando bem o espaço que tinha disponível.

Como sempre, elogio mais ainda o fato de ter uma sinopse, pois é algo bastante simples, mas também necessário para quem compra em lojas físicas ter uma ideia melhor do que se trata a obra.

Agora falando da lombada, ela é também bastante preenchida com imagens, logotipo e nomes do autor e do mangá. Achei a lombada bastante bonitinha, principalmente pelos pequenos detalhes, como a bola grande na parte de cima e a pequena dentro do logo da JBC.

Outro detalhe sobre o mangá é que as capas internas possuem imagens em tom azulado, apresentando uma bola e o protagonista da história. Não é nada demais, mas é um detalhe que muitos acham interessante para essa parte não ficar em branco.


OUTROS TÓPICOS


Ao Ashi – Craques da Bola faz parte dos mangás mais básicos da editora JBC, então o acabamento geral não tem nada demais, é bastante simples e tá tudo bem com isso. Para mim, vocês sabem, o básico deveria ser capa cartão com sobrecapa (porque é assim no Japão e outros países), mas não é assim que funciona no Brasil, então dentro do que é esperado, o acabamento geral do mangá é bom.

A encadernação está boa (a gente consegue folhear e ler o mangá sem qualquer entrave) e o papel utilizado é daqueles que eu mais gosto e que não canso de elogiar, pois as ilustrações se destacam a não cansam a vista. O único demérito da edição é um balão de fala que acabou tendo letras semi-cortadas perto do final do volume.

Falando especificamente do texto eu achei a adaptação brasileira excelente, passando uma fluidez e uma naturalidade muito boa na leitura, sem nenhum jargão rebuscado, sem nenhum japonesismo, etc. Nada a reclamar nesse sentido, pelo contrário só elogios…


E UMA CONCLUSÃO


Em minha opinião, a edição brasileira de Ao Ashi – Craques da Bola é bem de boa e acho que vale bastante a pena colecioná-la. O problema, como sempre, é o preço. Todos vimos que nos últimos quatro anos os preços dos mangás dispararam, ao mesmo tempo em que o salário das pessoas ficou estagnado, o que passa a impressão de que tudo ficou mais caro do que deveria. Uma edição como a de Ao Ashi não passaria de uns R$ 24,90 anos atrás, mas saiu por R$ 33,90, preço que está na média do mercado atualmente, mas muito alto para a maioria dos consumidores.

Apesar disso, ainda assim eu recomendo a publicação para quem consegue arcar com ela, pois a história de Ao Ashi é uma das melhores do gênero de mangás esportivos. O autor consegue criar um protagonista bastante credível, que tem detalhes de ser um “gênio”, mas que ao mesmo tempo pouco ou nada entende do esporte. É uma história que consegue te cativar e te emocionar bastante. Eu acho que vale a pena acompanhar e eu reafirmo a recomendação…


Ficha Técnica


Título Original: アオアシ
Título: Ao Ashi – Craques da Bola
Autor
: Yugo Kobayashi
Tradutor: Luis Libaneo
Editora: JBC
Número de volumes no Japão: 30 (ainda em publicação)
Número de volumes no Brasil: 1 (ainda em publicação)
Dimensões: 13,2 x 20 cm
Miolo: Papel pólen bold 70g
Acabamento: Capa cartão
Páginas: 208
Classificação indicativa: 14 anos
Preço: R$ 33,90
Onde comprar: Amazon / Comix / Mundos Infinitos

Sinopse: Uma jornada de aprendizados e experiências de um jovem promissor no futebol. Apesar de sua personalidade difícil, um técnico aposta em seu talento e o convida para uma peneira na capital. O estudante então decide deixar sua pequena cidade para ir atrás de seus sonhos, mas nem tudo será tão fácil.


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1 Comment

  • Musashi

    Esse mangá é muito bom, temática mais adulta que outros de esporte colegial. Estou em dia com o mangá e To prestigiando a publicação nacional.

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