
Comentando as minhas leituras
Nesta semana eu li o aguardado volume #04 de Skip e Loafer, o nono de Flying Witch, mais um volume incompreensível de Chainsaw Man, dentre outros.
Vejam a seguir:




Skip e Loafer #04: na última vez que falei desse mangá por aqui, eu disse que ele não era um Iyashikei, embora parecesse muito por conta de seu clima leve e quase sem intrigas e dramas. Ao começar a ler esse quarto volume, porém, eu tive uma impressão completamente diferente, como se eu estivesse lendo um outro mangá.
Todo esse volume é dedicado ao festival escolar (e, consequentemente, ao final do conteúdo que foi adaptado em anime) e ele começa com um clima bem mais monótono e sem o charme da protagonista. Talvez por focar mais no Shima e em outros detalhes, a obra mostra um lado mais frágil e vai apresentando um pouco de drama de um jeito menos usual do que vinha sendo feito até então.
Conforme o tempo passa, porém, o volume evolui de uma maneira significativa e termina de um jeito intenso, com descobertas íntimas, conflitos interessantíssimos e um bom calor no coração após tudo ser resolvido.
É aquela coisa de que não tem como manter o ápice o tempo todo. Você precisa ir construindo uma base para então entregar algo bem feito e esse volume foi isso. Ele começa meio chatinho, meio diferente do que era, mas tudo não passava de uma grande base para o desfecho catártico desse arco do festival cultural da escola.
Um bom drama, um bom slice of life, Skip e Loafer é um dos melhores mangás em publicação atualmente sem sombra de dúvidas. Continuo recomendando.
“Skip e Loafer” ainda está em andamento no Japão, atualmente com 11 volumes publicados. No Brasil, saíram 4 até o momento.




Blue Box #03 e #04: por esquecimento, eu comprei o volume #04 antes de comprar o #03. Isso, aliado às minhas “férias” de leituras fez com que eu não me lembrasse muito dos acontecimentos dos números anteriores, mas as coisas logo se encaixaram.
Nesses dois volumes, a gente vê um pouco de evolução do relacionamento dos personagens, bem como o desenvolvimento do esporte em si. Taiki, por exemplo, está sempre treinando, suando e buscando melhorar, ao ponto de as pessoas em sua volta notarem um pouco de sua evolução. Chinatsu, por outro lado, não tem um grande destaque por ora, mas ela é tida como a causa do sucesso do time de basquete da escola.
No que toca ao romance, é bem legal ver os momentos em que Hina parte para o ataque (ainda que seja de maneira um pouco atabalhoada) ou as poucas interações entre Taiki e Chinatsu que parecem querer dizer um algo a mais, embora talvez nem tanto.
Eu gosto muito desse jeitinho lento e gradual que as coisas têm acontecido nesse mangá, pois ao mesmo tempo em que os relacionamentos parecem avançar, eles se mostram parados, mas sem ser de um jeito ruim.
A autora consegue ser bem assertiva em suas escolhas do que mostrar e como mostrar (as preocupações de Chinatsu, seus desejos futuros; os medos da Hina, etc) e isso faz um clima bem legal na história. Particularmente tem me agrado bastante a trama até aqui.
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Eu já devo ter falado isso sobre os volumes anteriores, mas acho muito interessante como a noção de mangá de esporte é muito relativa. Antes da estreia do anime e antes do mangá ser publicado no Brasil, eu lembro de ver algumas pessoas nas redes sociais falando que Blue Box não era um mangá de esporte. E esse é um tema interessantíssimo de se discutir.
O esporte é importante na trama, há treinamentos e treinamos até a exaustão, os personagens dão dicas para melhorar, mas a competição em si meio que não importa.
Um mangá de esporte tradicional é fixado na questão do vencer, do superar, e – do ponto de vista do leitor – de ver a emoção dos duelos e o desenvolvimento deles. Só que existem mangás de esporte que não necessariamente seguem essa lógica. Daí que considerar Blue Box um mangá de esporte ou não é mais uma questão de definir o que seria um mangá de esporte.
Sim, pois, Blue Box é, com certeza, um mangá de romance escolar, enquanto o esporte está aí no meio, sendo o motor para esse romance, apresentando as personalidades dos personagens, o motivo de alguns deles terem interação, seus desejos, seus medos, etc.
Ainda assim, ao mesmo tempo, não se pode negar esse fator do esporte preponderante demais na trama e que é similar aos mangás de esporte tradicionais. Ora, o Taiki perder de maneira completamente inesperada é algo normal de um mangá de esporte também, principalmente se ele quiser mostrar um desenvolvimento posterior.
Daí que ao terminar de ler o volume #04 eu não vejo motivos para não chamar Blue Box como um mangá de esporte também. A gente lê pela comédia romântica, mas a gente quer ver os personagens vencerem também. Eu queria que o Taiki tivesse vencido a partida, eu queria que ele tivesse sido um dos primeiros colocados do torneios…
Mas, enfim, independente de qualquer “classificação”, de qualquer “gênero”, eu continuo no aguardo dos próximos volumes.
“Blue Box” ainda está em andamento no Japão, atualmente com 20 volumes publicados e com o 21º previsto para julho. No Brasil, saíram 4 até o momento.




Os Dias de Folga do Vilão #05: não lembro se eu já disse isso nessas resenhas, mas esse mangá é uma obra para nós relaxarmos, enquanto o protagonista também relaxa^^.
Embora a gente também veja os dias em que o vilão está trabalhando para exterminar a humanidade, não vemos nenhuma das lutas, nenhum dos combates contra os rangers, de maneira que tudo acaba um grande mangá sobre o cotidiano e independente do tema abordado, é um grande momento de descanso e diversão…
Não tem muito o que explanar sobre a história, mas gosto muito da interação que o vilão têm com os rangers fora de seu horário de trabalho^^.
Fora isso, a única coisa que a gente pode dizer é que se você está lendo esta resenha e ainda não começou a acompanhar essa obra, vá atrás imediatamente, principalmente se seus gêneros favoritos são comédia e slice of life.
“Os Dias de Folga do Vilão” ainda está em andamento no Japão atualmente com 7 volumes. No Brasil, saíram 6 números até o momento




Flying Witch #09: tal qual Os Dias de Folga do Vilão, Flying Witch é um mangá para a gente relaxar, mas aqui acompanhando o dia a dia de uma bruxa adolescente e os seres à sua volta. É um tipo de mangá gostosinho de ler, sem preocupações e que pode continuar indefinidamente…
Seu estilo, porém, é diferente do mangá anterior, pois Flying Witch acontecem mais coisas, há uma continuidade temporal maior e isso faz com que o conjunto o torne um slice of life mais perfeitinho.
Neste volume #09 tivemos um festival, uma ida à praia, o reaparecimento de personagens apresentados anteriormente, dentre outras coisas. Tudo de uma maneira aconchegante e divertida.
É muito legal ver as novas magias, as coisas diferentes do mundo paralelo, os momentos de descanso, etc, etc, etc. É um mangá que muita coisa acontece, mas ao mesmo tempo está numa zona de calmaria e que nos alegra de acompanhar. É um mundinho perfeito e à parte típico do gênero Iyashikei. Continuo recomendando demais esse título.
“Flying Witch” ainda está em andamento no Japão, atualmente com 13 volumes publicados e com o 14º previsto para esta segunda-feira (09/06/2025). No Brasil, saíram 9 até o momento.




Chainsaw Man #18: a cada volume, esse mangá parecem mais aquele meme do “o que está acontecendo” da Turma da Mônica. Porque é a ceita isso, o Chainsaw Man aquilo, a Segurança Pública aquilo outro, a Nayuta não sei o quê e forma tudo uma grande confusão.
Para quem (como eu) que só acompanha pelos volumes fica pior, pois tem personagem que eu não lembro direito quem é, tem outro que eu me esqueci o que aconteceu, e mesmo assim a leitura flui e vai indo para a gente ir vendo até onde vai dar.
A bem da verdade, uma releitura total da segunda parte será necessária para entender melhor toda a história até aqui, mas o ideal é esperar essa segunda parte acabar. Por ora, apesar dos pesares, ainda está divertido de acompanhar, embora eu não saiba mesmo para onde toda a história vai dar…
“Chainsaw Man” ainda está em andamento no Japão, atualmente com 20 volumes publicados e com o 21º previsto para julho. No Brasil, saíram 19 até o momento.
Tradutores dos mangás:
Cecilia Yuri Takahashi
- Flying Witch #09 (JBC)
Felipe Monte
- Chainsaw Man #18 (Panini)
Lucas Cabral
- Blue Box #03 e #04 (JBC)
- Os Dias de Folga do Vilão #05 (Panini)
- Skip e Loafer #04 (JBC)